Quatro hipóteses sobre um discurso desastroso

A presidente precisa compreender que só receberá insultos e desprezo dos conservadores, enquanto continuar empenhada em ceder a suas exigências

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Dilma e o ministro Joaquim Levy, a quem ela entregou as decisões cruciais de seu segundo mandato. Fiel a suas origens, ele concebeu um “ajuste fiscal” que enriquece ainda mais a oligarquia financeira

Por Antonio Martins

Se alguém escrever, no futuro, uma crônica sobre os grandes erros de comunicação da década, o discurso feito ontem, em cadeia de TV, pela presidente Dilma Roussef estará entre eles. No final da semana passada, as pressões que o Palácio do Planalto sofre desde o início do segundo mandato haviam finalmente amainado, suplantadas pela divulgação da lista dos parlamentares implicados na Operação Lava Jato. Estavam na berlinda grandes adversários do governo (como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha) e desafetos recentes (com o presidente do Senado, Renan Calheiros). Nada obrigava a Dilma a se pronunciar.

Sua fala e a repercussão negativa instantânea que ela despertou – a partir dos bairros ricos e de classe média, mas reverberada instantaneamente pela mídia – inverteram a tendência. Nos próximos dias, o “panelaço” e os insultos disparados contra a presidente serão assunto obrigatório tanto nas rodas de uísque, em terraços gourmet, quanto nos ônibus lotados. Jogarão lenha na fogueira das manifestações pelo impeachment, marcadas para 15 de março. Abrirão espaço para que Cunha, Renan e seus iguais obtenham mais concessões do Palácio do Planalto, nos próximos dias. E, mais importante, paralisarão os apoiadores do governo – porque são uma síntese da sinuca em que este se colocou, quando rendeu-se à agenda de seus adversários, após uma eleição polarizada. Eis algumas hipóteses, para examinar o discurso de ontem e o que ele revela sobre o cenário político atual.

1. A vaia comprova: tentar satisfazer as elites pode ser suicídio:

Os xingamentos dirigidos ontem contra Dilma são uma metáfora do desprezo que os conservadores lhe dedicam, desde que ela recuou do que propôs em campanha (“Muda Mais”) e passou a adotar parte importante do programa dos adversários. Todo o discurso, marcado por um tom professoral, foi voltado a tentar “explicar” esta reviravolta, que fez a popularidade da presidente despencar e enfrenta obstáculos no próprio Congresso Nacional.

Para Dilma, o Estado tornou-se incapaz de manter os benefícios sociais, o crescimento da economia, a geração de empregos, o aumento real dos salários. “Absorvemos a carga negativa até onde podíamos e agora temos que dividir parte deste esforço com todos os setores da sociedade”, disse ela, sem apresentar dados que justificassem a afirmação. O argumento é o mesmo sustentado por intelectuais conservadores desde o primeiro governo Lula e assumido, em parte, por Aécio Neves durante a campanha eleitoral. Os benefícios sociais seriam uma concessão demagógica e insustentável, que estaria atingindo as contas públicas e a atividade produtiva. Passadas as eleições, seria necessário um grande “ajuste”.

Dilma combateu a tese durante a disputa pela Presidência; mas, numa reviravolta brusca, adotou-a e se dedica a ela, desde o início do segundo mandato. O recuo criou, para a oposição, o cenário ideal. Suas ideias impopulares estão sendo implementadas, mas quem sofre todo o desgaste é o governo. Parte dos conservadores flerta com o impeachment; parte, sente-se confortável com o quadro atual. A reação ao discurso de ontem segue a mesma lógica. Nenhuma concessão é bastante. Alguns dos críticos da presidente a hostilizarão tanto se ela defender a criação de comitês bolivarianos quando se aderir ao que sempre sustentaram.

2. Os terraços gourmet lideram o protesto – mas o “ajuste fiscal” atinge as maiorias:

Ao comentarem, hoje, os insultos a Dilma, alguns defensores da presidente procuraram minimizar os protestos. Ressaltaram que o panelaço ficou restrito a bairros de elite e classe média. É uma verdade enganadora, como demonstram as pesquisas sobre a popularidade do governo.

O “ajuste fiscal” não atinge “todos os setores da sociedade”, ao contrário do que disse Dilma. Ele poupa escandalosamente a oligarquia financeira – que, ao contrário, beneficiou-se com três aumentos seguidos das taxas de juros. Afeta parte das empresas produtivas, com aumento da contribuição previdenciária (o que poderá gerar demissões e ou inflação). Mas recai com mais dureza sobre os pobres e a classe média, vitimados por um conjunto de medidas. Veto à correção da tabela do Imposto de Renda. Elevação das tarifas de energia, que deverá chegar a cerca de 20%, só numa primeira fase. Restrições do programa Tarifa Social, que eliminando os descontos na conta de luz que favoreciam 5 milhões de famílias. Redução do emprego, provocada pela paralisação generalizada de obras do governo federal (inclusive as do PAC).

Como o “ajuste fiscal” tornou-se uma espécie de consenso entre governo, mídia e oposição conservadora, quase não há debates sobre estas medidas. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anuncia-as como se liderasse uma espécie de governo paralelo. A maior parte delas sequer será submetida ao Congresso Nacional. Mas corroem dia a dia a confiança em Dilma, humilham o eleitorado que votou na presidente acreditando numa nova onda de mudanças e alimentam o esforço da oposição conservadora para ganhar as ruas. O deputado federal Orlando Silva narrou alarmado, num post recente no Facebook, a rápida difusão dos protestos de 15 de março entre os mais pobres.

3. A fala de Dilma compromete as imagens e ações da esquerda pró-governo:

Nenhuma disputa política é ganha apenas com atitudes defensivas. Num cenário de forte polarização e de avanço do discurso oposicionista, o governo precisaria contar com uma base social mobilizada, disposta a disputar as ruas, capaz de oferecer à sociedade não apenas argumentos que amparassem a presidente, mas também um horizonte de mudanças.

O discurso de ontem parece ignorar esta regra básica da política. Com ele, Dilma coloca os que poderiam apoiá-la diante de um dilema. Se assumirem, com ela, a defesa do “ajuste fiscal” tendem a se desgastar tanto quanto o governo. Se insistirem na crítica ao “ajuste”, mantendo-se coerentes com o discurso que sustentaram ao longo de anos, estarão se afastando, na prática, da defesa da presidente.

Nesse sentido, a fala de ontem é um desastre não apenas com vistas ao próximo domingo. Ela cola a imagem do Palácio do Planalto, e a de seus eventuais apoiadores, a medidas impopulares e antipáticas. Ela é, também, uma tentativa de enquadramento e homogenização política. Desde que anunciado, o “ajuste fiscal”, despertou a crítica de diversos movimentos sociais normalmente identificados com o PT e os demais partidos de esquerda; e mesmo de parlamentares da base governista. Que o governo pretende agora: que silenciem e se submetam? Que abram mão do direito à divergência? Que passem a ser vistos como adversários?

4. Há alternativas. Mas agora, elas dependem de uma nova reviravolta política:

Ao longo do discurso de ontem, Dilma voltou a avançar por uma vertente que explorou com sucesso para enfrentar Marina Silva, durante a campanha eleitoral – mas que agora tende a se voltar contra si mesma. Ela fez a defesa acrítica das atuais instituições políticas – como se não houvesse horizonte democrático além delas e como se pressionar os poderes da República fosse um tabu, não um direito dos cidadãos.

“Tenho certeza que [o “ajuste fiscal”] contará com a participação decisiva do Congresso Nacional, que sempre cumpriu com seu papel histórico nos momentos em que o Brasil precisou”, disse a presidente. Sua fala reflete uma renúncia. Havia e há alternativas ao “ajuste fiscal”. Implicam abrir uma nova rodada de redistribuição de riquezas, ao invés de reverter os avanços – efetivos porém limitados – dos últimos doze anos. Traduzem-se, por exemplo, numa vasta Reforma Tributária, na tributação das grandes fortunas e das operações financeiras. Enfrentarão, é claro, oposição de um Congresso ultra-conservador e comprometido até a medula em relações promíscuas com o poder econômico. Exigem ampla mobilização social e pressão sobre o Legislativo.

Enquanto rejeitar este caminho, Dilma obriga-se, de fato, a amparar-se no poder dos deputados e senadores. Mas o faz no momento em que estes estão mais desacreditados junto à opinião pública. Arrisca-se a mais impopularidade. E convida a lembrar, com certa nostalgia, do tempo em que os líderes da esquerda institucional apelavam aos movimentos sociais e diziam, do Congresso Nacional: “são trezentos picaretas com anel de doutor”….

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24 comentários para "Quatro hipóteses sobre um discurso desastroso"

  1. N Gomes disse:

    Há uma premissa errada: a de que os protestos ocorreram por conta do conteúdo do discurso… como se as pessoas isoladas, distantes uma das outras, pudessem sincronizar seus discursos instataneamente…. e tudo bem bem se você crê em ET’s e duendes….
    A intuição mais comezinha leva à conclusão que a elite já havia preparado, eliteadrede, o “panelobaixelaço” assim como haviam, traiçoeira e subrepticiamente, ensaiado as vaias na Copa do Mundo…. e vão planejar outras baixarias…. quando se trata da nossa elite, o inferno está num plano elevado.

  2. Fabio Saba disse:

    Apos ler este texto, eu fico me perguntando: Sera que a legião de caminhoneiros “burgueses” e “conservadores” e igualmente descontentes com este governo estarão nas rodas de uísque e nos terraços gourmet no proximo final de semana?

    • Leo disse:

      Deixa de ingenuidade por favor, o movimento dos caminhoneiros foi orquestrado por Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles.
      Eles são donos das maiores redes de logísticas do Brasil. Com a Ambev, empresas de varejo (como as Lojas Americanas), América Latina Logística (que tem mais de mil caminhões próprios e agregados) e a B2W (maior empresa de logística para pequenas entregas de sites de e-commerce no Brasil) são alguns exemplos do poder de influência que eles têm para convocar uma paralisação de caminhões.
      ( http://www.pdt.org.br/noticias/marcos-lemos-quem-esta-por-tras-da-greve-dos-caminhoneiros ).
      Leia o artigo e veja do que esses senhores são capazes, mesma coisa em todo lugar, quem você acha que é responsável pela crise de fornecimento de bens na Venezuela? Vocês não aprenderam nada com o Chile de Allende não?

  3. Hugo Freitas disse:

    Concordo ipisis listeris com o articulista pois enxergo na oposição atual, um misto de oportunismo reacionáriogolpista que aposta suas fixas no descontentamento popular para alcançar o poder a qualquer custo, mercê das concessões feitas pela presidente ás forças mais retrogradas do capitalismo brasileiro que luta por um realinhamento da política econômica brasileira com os EUA . Fernando Henrique, presidente, mandou que esquecêssemos tudo o que ele escreveu; Lula, presidente, escreveu uma carta ao povo brasileiro; Dilma, presidente, se rende ao neoliberalismo.

  4. Ragusa disse:

    temos sorte das elites tomarem uma posição. porque pobres nunca são ouvidos. sofrem calados. tem seus nucleos familiares destruidos. pela falta de estrutura e educação e com isso exigir melhores condições de vida e ter direitos e deveres como um cidadão. e não ser apenas lembrados nas eleição. e serem tratados pelas oligarquias politicas apenas como um voto.

  5. lila disse:

    A presidente está tomando as medidas que, em toda sua campanha, disse que o Aécio tomaria. O povo está pagando a conta dos roubos desse e do governo anterior. O golpe na petrobrás foi descoberto. Então eles estão viabilizando outra forma de encher seus bolsos. Quanto a acusar os ricos, a elite, golpes, reacionários, etc., em que mundo o sr. está vivendo? Depois de tudo que vem acontecendo nesse pobre país nos governos do pt, (roubos, crimes, bolsa família como instrumento de manipulação e desestruturação de valores familiares, pagamentos de presidiários com valores maiores do que o trabalhador, que não matou e não roubou; maria do rosário defendendo marginais; direitos humanos para marginais, mensalão, petrolão, o supremo praticamente dominado, a venezuela, junto com o mst, treinando nossas crianças, aumentos escandalosos e outras coisitas mais) ainda tem gente defendendo esse governo e esse partido. Tem alguma coisa errada. Não acredito que alguém pode ser tão cego ou tão incapaz de ver o cenário total. Infelizmente acho que essa geração que está aí e esses políticos que estão no poder não têm interesse nem capacidade para o impeachement. E os militares estão dormindo pois já passou da hora deles intervirem. Agora é aguardar o golpe final dessa corja.

  6. lila disse:

    Só para complementar, faltou citar a total falta de respeito pelas leis, falta de respeito à Constituição Brasileira, à inteligência do povo brasileiro que todos os dias são tratados como ignorantes. Falta de respeito pelo Exército Brasileiro pois o lula ameaçou colocar o exército do stedile nas ruas, estão lembrados disso? Pois é. Esse é o país que estamos vivendo. O Brasil não é mais do povo brasileiro. O Brasil agora pertence ao lula e ao pt.

  7. Mas dai a querer reduzir o descontentamento com o governo dilma, as elites, é por demais querer forçar a barra

  8. Josi disse:

    Lila eu li direito??? Vc acha que a solucao sao os militares? Vc nao deve conhcer a nossa historia negra que foi de 64 a 85 só pode. Vá se informar mais ok, deixo uma sugestao de filme pra vc ver se os militares é a solucao: batismo de sangue, assista e depois diga se eles sao a solucao.

  9. Arthur Araujo disse:

    Parece piada ler um comentário como esse que afirma que há desrespeito em relação as leis e sugere que os militares e as elites canalhas deste país tomem o poder político na marra. Uma opinião dessas só pode partir de alguém muito ignorante , ou muito mal intencionada.

  10. Arlindo Freire disse:

    O juízo de Antonio Martins – poderia ser um caminho para o exame da presidenta Dilma e seus auxiliares diretos + as lideranças populares criar
    os meios para resolver as questões atuais do país

  11. ALERTA AOS LEGISLADORES INFIÉIS QUE COGITAM DE REDUZIR A MAIORIDADE PENAL NO BRASIL E NO MUNDO, SEM CONHECER OS ENSINAMENTOS CRISTAOS:
    Senhores Deputados e Senadores:
    Não podemos permitir a DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA TRADICIONAL, pela queima irresponsável dos valores éticos e morais que devem formar o caráter e o ideal cristão de cada família humana, constituindo-as em células estruturais de toda sociedade civilizada:
    É preciso silenciar quem pensa e age com tamanho despropósito, porque demonstra claramente ser inimigo(a) de Deus e do seu povo:
    A formação da Família Cristã começa na infância, que deve merecer cuidados especiais à partir deste dia, pelo que Eu vos peço:
    Entendei que a intenção de diminuir a maioridade penal, visando combater o mal, não passa de mais uma ideia insensata, iníqua e nefasta; porque visa combater apenas o EFEITO DELINQUENTE, enquanto que se perpetua e se fortalece a CAUSA DA DELINQUENCIA, que a cada dia se torna mais potente para causar o descaminho, a perdição, o erro, a prisão, o sofrimento e a morte prematura de muita gente inocente, que não sabe o que faz:
    Porventura ignorais que já há crianças de 10 anos delinquindo, praticando toda sorte de delitos ou pecados Inconscientes? Nessa escala logo teremos que transferir a criança do berço diretamente para a cadeia, ou não?
    Na verdade, a nossa juventude tem sido arruinada na vida, como vitima ingênua da insanidade espiritual do meio em que se acha relegada; onde impera a mentira, aincredulidade, a ignorância e a maldade; porquanto não há conhecimento e nem temor de Deus.
    Até quando marginais inconsequentes e outros pecadores mentirosos, substituirão Professores Ajuizados na formação dos jovens? Até quando as Escolas Cristãs serão substituídas por presídios desumanos, por universidades do crime? Até quando dormireis o sono da inconsciência, deitados em berço esplêndido?
    Rogo-vos, pois, pelo bem comum, que: Refleti sobre os ensinamentos de Cristo, que sintetiza toda a questão no seguinte texto bíblico:
    (MT.23.1) Então, falou Jesus às multidões e aos discípulos, dizendo: (1CO.16.24) O meu amor seja convosco em Cristo Jesus: (RM.15.33) E o Deus da paz seja com todos vós: (LV.6.31) Como quereis que os Homens vos façam; assim fazei-o vós também a eles: (JZ.7.17) Olhai para mim e fazei como eu fizer, (JB.15.5) porque sem mim nada podeis fazer: (JB.13.34) Amai-vos uns aos outros como eu vos amei: (IS.1.17) Aprendei a fazer o bem, atendei a justiça, repreendei ao opressor, defendei o direito do orfão, pleiteai a causa das viúvas: (SL.82.4) Socorrei o fraco e o necessitado, tirai-os das mãos dos ímpios: (DT.3.22) Não os temais, porque o Senhor, vosso Deus, é o que peleja por vós:
    (PV.22.6) Ensinai a criança o caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele; (LS.3.11) porque desgraçado é o que rejeita a sabedoria e a instrução, a esperança dele é vã, e os trabalhos sem frutos, e inúteis as suas obras: (JB.8.25) Que é que desde o principio vos tenho dito? (JB.14.6) Eu sou o caminho, a verdade, e a vida: Ninguém vem ao Pai senão por mim: (MT.11.28) Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei: (AM.5.4) Buscai-me e vivei: (LV.18.2) Eu sou o Senhor vosso Deus: (LV.19.4) Não vos virareis para os ídolos, nem fareis deuses de fundição; (LS.14.27) porque o culto dos ídolos é a causa e o princípio de todo o mal:
    (JS.23.14) Eis que, hoje, já sigo pelo caminho de todos os da terra; (AT.13.34) e cumprirei a vosso favor as santas promessas feitas a Davi, (LC.12.32) porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino: (MC.14.41) Ainda dormis e repousais! Basta! (CJ.) Despertai-vos, levantai e apressai em interagir conosco; (EF.5.16) remindo o tempo, porque os dias são maus; (DT.4.20) como hoje se vê.

  12. Paulo disse:

    Esse cara é muito burro. Fala que ainda há solução com o objetivo de distribuir mais riquezas. É o discurso do esquerdopata burro e que não entende nada de economia. O país no buraco, e ele pede mais gastos.
    Taxação de grandes fortunas vai aumentar ainda mais a carga tributária, e vai respingar no custo dos produtos. Sem falar na evasão de divisas.
    O Estado cada vez mais inchado, e gente ainda defendendo. De fato, tem gente que se supera.

  13. Arthur Araujo disse:

    Se por acaso esse a quem você se refere puder ser considerado , como você disse “burro”, certamente você é muito mais ainda. É você que não entende nada de nada, e , além de tudo é direitopata e facistopata. Pobre infeliz.

  14. elia disse:

    TUDO É IRRELEVANTE FRENTE À REFORMA POLÍTICA!
    O problema é matemático, estamos pagando pelo roubo da Petrobrás e de outros setores do governo. Não dá pra fazer milagres, devido à incompetência de cada brasileiro, que não escolheu bons deputados e senadores, teremos que arcar com o custo da corrupção.
    O fundamental disso tudo é a REFORMA POLÍTICA, pois a corrupção somente acabará, quando o próprio povo tiver direito de cassar os políticos por iniciativa e voto popular, que se chama RECALL:
    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2014/05/referendo-revocatorio-de-mandato.html?view=flipcard
    E também, é necessário que tenhamos direito de convocar plebiscitos e referendos por iniciativa e voto popular, como única forma de fechar as brechas deixadas à corrupção por eles, como é feito nos países mais desenvolvidos do mundo:
    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2014/11/descubra-o-que-cada-um-desses-paises.html?view=flipcard
    Povo que não tem direito de propor leis e cassar seus políticos, é o mesmo que uma dona de casa ser proibida de varrer o lixo, ou você entrar num banheiro, e não ter água pra dar descarga…

  15. Ruy Mauricio de Lima e Silva Neto disse:

    É absolutamente espantoso! E ela absolutamente não se toca que deita mais lenha à fogueira que a direita e os golpistas vêm preparando de umas semanas para cá! Dispondo de 8 milhões e meio de quilômetros quadrados para se comunicar, e provavelmente receber o caloroso apoio da maioria da população brasileira, a Presidente insiste em se dirigir, até em tom de desculpa envergonhada, aos sócios do Harmonia e moradores de Alphaville. Pelo amor de Deus, Dona Dilma, política não é assim,não. Junte-se aos seus, junte-se a nós que a reelegemos, mostre suas realizações, denuncie a ganância, a conspiração e a cobiça destes derrotados, alienados, colonizados e entreguistas. A senhora dispõe de todo o Nordeste, provavelmente todo o Norte, Rio, Minas Gerais e Rio Grande com uma infinidade de apoiadores e correligionários, não tem nada que ficar discursando para o Estadão, Folha, Veja e Grobo,agronegócio e jacarés do Pantanal, até porque seus discursos não são em inglês. É preciso uma reação sistêmica,sistemática, institucional, em escala nacional, urgente,abrangente e organizada para fazer face a este verdadeiro linchamento que está em andamento. Já ouviu falar de Paraguai, Honduras, as formas “modernas” e “sofisticadas” de se depor governos progressistas “south of the border”,indolor, via tribubais? Pois é, Dona Dilma, deste jeito nós vamos ser os próximos. E aí? Dona Suzanne Labin vem lançar seu novo livro sobre como a Democracia venceu no Brasil? Fernando Henrique vai excursionar pela Europa para explicar a Nova Revolução Brasileira? Acordos MEC-Usaid de novo? Acordos de Investimento? Projeto Radam? AI-1,AI-2,AI-3,AI-4,AI-5…? Pelo amor de Deus, Dilma Roussef, acorda, a coisa é séria!

  16. Um governo refém dos conservadores. Um governo paralisado, inerte mesmo, pela ação daqueles que nunca, nunca se importaram efetivamente pelo interesses da maioria do povo.
    Quando houve, por parte da imprensa, a divulgação extra oficial de que o governo escolheria, por exemplo, Kátia Abreu, para a agricultura, ninguém da esquerda, pelo menos a maioria dos apoiadores anônimos, acreditou.
    Com as indicações oficiais, ficou claro que o governo tinha, concretamente, capitulado. Os conservadores saíram vencedores, sem vencer as eleições.
    Fica muito difícil, no dia a dia, defender o governo Dilma Roussef. Mesmo sabendo que os caras do outro lado são, em sua maioria, entreguistas e golpistas, mesmo assim, fica difícil defender o governo.
    A espera, por uma ação efetiva do governo, é angustiante.
    Como já afirmou Boulos do MTST, “Dilma precisa fazer por onde defendermos o governo”.
    Esse fazer por onde, se bem analisado, pode ser, fazer ajuste fiscal, tudo bem, sem retirar direitos dos trabalhadores, sem retirar recursos das áreas de educação e saúde públicas, sem retirar ou diminuir os recursos dos programas sociais. É também, fazendo a reforma tributária para taxar as grandes fortunas e operações financeiras – como defende a matéria do Antônio Martins, é fazer reforma agrária (apesar da Kátia)…

  17. Arthur Araujo disse:

    Concordo plenamente com a análise feita por José Gilbert. Parabéns.

  18. Edmar Ximenes disse:

    Quem é Antônio Martins? Essa indagação me basta.

  19. Toni disse:

    Oportunismo reacionáriogolpista. Essas palavras colocadas em um texto acima exprimem bem a intenção dos organizadores dos protestos de amanhã. É sabido que tem gente que lucra muito dinheiro com a desordem e caos. Exploram em 0 oportunismo reacionáriogolpista. Não existe base jurídica para pedir o impeachment da presidente pois não foi citada em nenhum processo nem na Lava Jato. O que fez e qdo o fez não era presidente portanto não adianta nada sairmos às ruas por esse motivo. Existem muitos outros que justificariam os protestos mas o ninguém procura saber. Fomos as ruas pelos R$ 0,20 e deu em nada só prejuízos para dias depois as passagens aumentarem R$ 0,50 e não se protestou nem fomos às ruas. O oportunismo reacionáriogolpista é que vai cada vez mais se estabelecendo na sociedade.

  20. flanspx disse:

    continua tudo na mesma. 300 picaretas com anel de doutor.

  21. Vansan Santos disse:

    A ARTE DE COMO ENTERRAR UM PAÍS: Dados do Banco Mundial e do FMI mostram que foi no governo de FHC que a renda per capita e o PIB caíram e a dívida pública líquida quase dobrou, o que esvazia argumentos de que governo atual está quebrando o país.
    Segundo os chamamentos que estão sendo feitos neste momento, no WhatsApp e nas redes sociais, pessoas irão sair às ruas, no domingo, porque acusam o governo de ser corrupto e comunista e de estar quebrando o país. Se estes brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais e redes sociais, procurassem fontes internacionais em que o mercado financeiro normalmente confia para tomar suas decisões, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, veriam que a história é bem diferente, e que o PIB e a renda per capita caíram, e a dívida pública líquida praticamente dobrou, foi no governo Fernando Henrique Cardoso.
    Segundo o Banco Mundial, o PIB do Brasil, que era de US$ 534 bilhões, em 1994, caiu para US$ 504 bilhões quando Fernando Henrique Cardoso deixou o governo, oito anos depois.
    Para subir, extraordinariamente, destes US$ 504 bilhões, em 2002, para US$ 2 trilhões, US$ 300 bilhões, em 2013, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder.

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