Memórias de um empresário

Poderá a delação premiada de José Seripieri Filho representar uma virada de mesa para os esquemas dos planos de saúde?

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 7 de dezembro. Leia a edição inteira.
Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

A semana começa com a expectativa de que o ministro Luís Roberto Barroso homologue a delação premiada que José Seripieri Filho negociou com a Procuradoria-Geral da República.

Quando foi preso na investigação da Lava Jato eleitoral por suspeita de repassar caixa dois para a campanha do senador tucano José Serra em julho, o fundador da Qualicorp se disse inocente. No fim de novembro, ele concordou em pagar R$ 200 milhões de pedágio para virar delator… de esquemas de caixa dois pagos a diversos políticos.

Elio Gaspari, que sempre acompanha de forma crítica o mercado dos planos de saúde, refletiu sobre o potencial da delação de Seripieri, que é conhecido como Júnior:

“Quando a colaboração de Júnior for conhecida, será possível avaliar a sua profundidade. A operação Lava Jato começou com muito menos, pois nela o fio da meada foi puxado a partir de um posto de gasolina que lavava dinheiro. A memória da Qualicorp, ou de qualquer grande operadora, guarda muito mais que isso. (…) Pode-se dar de barato que a colaboração de Júnior levará para a mesa alguns políticos, provavelmente figurinhas fáceis de outros escândalos, alguns confessos, ou notoriamente mentirosos. (…) A PGR está diante da oportunidade de abrir a caixa preta dos planos de saúde. Basta expandir a operação abrindo um capítulo onde se fazem perguntas estranhas ao ritual, porém essenciais para o propósito da investigação.”

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também: