3 milhões de brasileiros não se identificam com seu sexo biológico

Eles se distribuem por igual pelos estados, revela análise após ouvir 6 mil pessoas no país. E aponta: é crucial criar políticas públicas para esse grupo, assim como capacitar profissionais para atender esse público

Um estudo inédito, desenvolvido pela faculdade de medicina da Unesp de Bauru, descobriu que 2% da população brasileira é constituída por pessoas transgêneras e não binárias. Feita com os mesmos recursos de amostragem do Datafolha, a pesquisa ouviu 6 mil pessoas de todo o país, e encontrou proporções parecidas em todos os estados. No total, são 3 milhões de indivíduos que não se identificam com seu sexo biológico. A proporção é similar à de outros países como EUA e Inglaterra.

A importância desse estudo está em mostrar que é crucial que sejam feitas políticas públicas para esse grupo – principalmente de Saúde. “Uma pessoa que nasceu mulher, mas que hoje se identifica com o gênero masculino, um homem trans, vai precisar de uma consulta ginecológica”, constata a autora do artigo, a professora Maria Cristina Pereira Lima. Além de capacitar profissionais para atender esse público, é preciso também pensar em políticas que permitam que a transição de gênero – e as mudanças corporais necessárias – sejam feitas com segurança.

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