O dia em que a USP reviveu a ditadura

PM detém 73 estudantes e os confina em ônibus por horas. Repressão teria sido articulada diretamente por reitor e governador e radicaliza estratégia de criminalizar protestos

Texto e fotos: Vinicius Souza e Maria Eugênia Sá, do MediaQuatro

Na manhã dessa terça-feira, 8 de novembro, 24 alunas (incluindo uma grávida) e 49 estudantes da Universidade de São Paulo foram detidos e levados em dois ônibus para a 91ª Delegacia de Polícia (DP) no bairro do Jaguaré. Depois de mais de oito horas confinados nos veículos estacionados no pátio da DP sob um sol de mais de 30 graus, os manifestantes ainda não sabiam quando seriam liberados e nem a quantia a ser paga para as fianças.

Até as 12h30, a informação era de que as fianças seriam fixadas em R$ 1.050,00 por estudante. Também circulavam boatos de que o Judiciário estaria requisitando acesso às declarações de imposto das famílias dos estudantes para arbitrar fianças diferenciadas que poderiam chegar a R$ 50 mil. Às 15:00, entretanto, corria a informação de que o valor final seria de cerca de R$ 545,00. Enquanto aguardam uma decisão, os uspianos detidos seguem presos nos ônibus, saindo apenas para as necessidades fisiológicas.

A detenção dos estudantes que fazem parte um movimento contra a repressão política e pela saída da Polícia Militar do campus representa uma escalada na criminalização das manifestações populares dentro da, talvez, mais importante universidade o Brasil. Dezenas de alunos e funcionários já respondem a processos administrativos baseados em um regulamento interno de 1972, criado em plena ditadura militar, por terem participado de outras manifestações no campus da USP nos últimos anos, algumas, inclusive, reprimidas fortemente pela polícia com o uso de cassetetes, balas de borracha, gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

A ameaça de processos administrativos é, aliás, o motivo pelo qual muitos escondem o rosto e não se identificam nem à imprensa. Com a nova detenção, os 73 estudantes confinados nos ônibus passam a responder também a processos na justiça comum. Do lado de fora da delegacia, dezenas de outros estudantes protestam pedindo a libertação dos que consideram presos políticos.

A partir das 5:00 de hoje, de mais de 400 policiais do Choque, Rotam e Cavalaria destruíram portas de aço da Reitoria da e jogarem bombas no Conjunto Residencial da USP para cumprir a reintegração de posse do prédio e impedir a chegada de outros universitários que dariam apoio ao movimento.

O edifício, que antigamente fazia parte do CRUSP, foi ocupado pelos estudantes no dia 1º de novembro na esteira das manifestações após soldados de 14 viaturas investirem contra mais de 300 estudantes que protestavam contra a detenção de três alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, no último dia 27 de outubro, deixando dezenas de feridos.

Apesar do prazo estipulado pela Justiça para a desocupação do prédio até as 23h de segunda (7 de novembro), mais de 600 estudantes em assembléia na noite de ontem decidiram continuar com a ocupação pelo menos até a rodada de negociações marcada para a próxima quarta-feira, 9. Antes disso, no entanto, o reitor da USP João Grandino Rodas (ex-diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco e considerado persona non grata pelos alunos das “Arcadas”) pediu e conseguiu o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), para usar toda a força policial na reintegração de posse.

A repressão ao movimento faz eco a outras arbitrariedades recentes nas Américas, como a prisão de 44 estudantes chilenos que ocuparam a prefeitura de Santiago essa semana e a detenção de 86 jovens acampados no centro de Oakland, na Califórnia, no mês passado.

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33 comentários para "O dia em que a USP reviveu a ditadura"

  1. Juliana Machado disse:

    Olá, parabens pelo relato honesto (uma raridade). Apenas uma correção: o reitor Rodas foi considerado persona non grata pela congregação de professores da faculdade de direito – não pelos alunos (embora, é claro, os alunos que se lembram de sua gestão na diretoria da Sao Francisco, repudiam a pessoa do reitor fascista até hoje). Atualização de ultima hora do relato: os 73 estudantes pagaram fiança (R$ 545 cada um) e só agora, às 22h, começam a ser liberados.

  2. Correções anotadas. espero que alguém do blog possa corrigir assim que possível. A propósito, tb não é Rotam, mas ROCAM – Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas. E não consegui confirmar a informação da estudante grávida. Se alguém puder, agradeço.
    abs
    Vinicius

  3. Thiago disse:

    Assembléia para que se a ala da maconha sempre é derrotada e fazem o que quer? Porque não fizeram algo parecido quando o rapaz foi assinado ? Estou de saco cheio disto ae !!! NEM TODO MUNDO AQUI CONCORDA COM VOCÊS !! SAIBAM DISTO !!!

    • Chica disse:

      “Nem todo mundo” QUEM, caro Thiago? Descreva, elenque e disponha a estatística, por favor. “Nem todo mundo”, para quem sabe ler e interpretar fatos e dados (principalmente nã crer em “verdades absolutas”), não significa nada além de elocubrações sobre o inexistente. Serão os fantasmas e as viúvas da “ditabranda”?

  4. Duh disse:

    Caro Thiago, a maior questão não foi a maconha em si. Isso é apenas uma desculpa para dar enfase a ideia de que se tem ainda o estudante ruim brasileiro que a nossa cultura de massa criou.
    A questão vai muito mais além do que apenas essa visão parcial do assunto que é nos mostrada em meios completamente manipulados. Falar mal de quem patrocina os meios de alienações acho que não seria legal né?! :*

    • Ricardo Moura disse:

      Amigo, tem que baixar a porrada mesmo. Parabéns ao Sr. Governador, ao Magnífico Reitor, ao comandante da PM que enquadrou e desceu o sarrafo nesse bando de vagabundo maconheiro, que deveriam dar o bom exemplo e em vez disso maculam o que é a melhor universidade do pais. Tem que baixar a lenha nesses vagabundos. Vão fumar maconha onde quiserem mas ai amigo, é pra estudar, pra crescer como gente e não ficar com esse discursinho de safado com frasinhas de efeito como se estivessem num palanque. Estão não, estão é numa universidade e deveriam estudar, aprender, ser gente e não usar drogas e posar de estadista. TEM QUE BAIXAR A PORRADA MESMO!!!!

  5. Tássia Valentin disse:

    Esperar o que de quem faz filosofia?
    Aluno de exatas estudam de verdade, enquanto alguns outros ficam pensando e fumando uma ervinha tranqüilamente.

  6. Victor disse:

    Foi oferecido salas para os estudantes, que não aceitaram, pois acreditavam que seriam reprimidos e proibidos de fumar dentro das salas.

  7. maicon disse:

    A velha falácia esquerdista do ‘retorno da ditadura’, além de uma distorção dos fatos atuais e um desserviço à preservação da memória do que realmente aconteceu no passado, isso me parece um desrespeito com as pessoas que verdadeiramente viveram a opressão militar. Proponho uma versão tupiniquim da Lei de Godwin, mas para as analogias envolvendo a ditatura militar, algo to tipo: todas vez que alguém sofre qualquer tipo de censura ou repressão no Brasil, a medida que a discussão progride, a chance de as pessoas invocarem o retorno da ditadura militar tende a 1.

  8. jrmartins disse:

    É um erro dizer “O dia que a USP viveu a ditadura” ou que os estudantes pressos são presos políticos. Quem escreveu isto não conheceu e não sabe – nem teoricamente – o que é a ditadura ou o que é um preso político. Penso que se os estudantes querem fumar maconha devem fazer na sua privacidade e não na USP. Os outros alunos tem o direito de não fumar passivamente e isto deve ser respeitado. Afinal, não pode-se perder o referencial do que é uma universidade: um lugar de construção do conhecimento e do saber e não um clube para se divertir.

    • Gutemblog disse:

      Você também acredita que a Primeira Guerra Mundial só ocorreu por causa do assasinato de Francisco Ferdinando, príncipe do império austro-húngaro? Creio que não… O assasinato e a repressão ao consumo da maconha foram só os estopins… A ocupação da USP é um movimento legítimo de resistência ao autoritarismo, ao neoliberalismo e à violência. Os grandes veículos de comunicação propagam a ideia de que a ocupação é um ato de vandalismo de maconheiros desocupados, é a mesma criminalização sofrida por outros movimentos como MST. Tenho certeza que você acompanha as notícias do Brasil e do mundo lendo Veja, Época, O Globo, Folha, Estado de SP… Assistindo TV… Não vi ninguém falando que os policiais deveriam ressarcir o estado pelos danos causados no “cumprimendo da lei” (Destaque: A partir das 5:00 de hoje, de mais de 400 policiais do Choque, Rotam e Cavalaria destruíram portas de aço da Reitoria).

      • Ricardo Moura disse:

        É verdade Gutemberg, os policiais arrombaram portas de aço porque um bando de vagabundos e viciados as trancaram por dentro sob a desculpa de protesto contra o neoliberalismo, e patati patatá. O que eles fizeram foi cumprir uma ordem judicial de reintregação e posse haja vista que os vagabundos e viciados não respeitaram a ordem, também judicial, de desocuparem o patrimônio que é do povo brasileiro, povo esse ordeiro e de paz, que na sua grande maioria repele esse tipo de conduta perpetrado por filhinhos de papai que em vez de estudar e fazer valer o sacrifício da nação em dar-lhes o melhor ensino do pais, maculam completamente esse espaço. Por mim estavam todos em cana respondendo, inclusive, por formação de quadrilha, que é exatamente o que eles são. Uma quadrilha de vagabundos e viciados disfarçados de estudantes universitários. PAU NELES!!!!

  9. jrmartins disse:

    Complementando: penso que os estudantes que desobedeceram a decisão judicial e depredaram a Reitoria devem pagar (financeiramente) por todos os danos causados e devem ser expulsos da USP.

  10. Rogério Fernandes disse:

    Dá um tempo, as imagens foram claras, se tirassem o audio seria passado a mesma mensagem. Nem todo mundo concorda com vocês, basta olhar os comentários do Facebook, 98% dos comenta´rios são contra o radicalismo desses estudantes pós-adolescentes.
    Mas sabemos que essas manifestações não são gratuítas envolvem intereses tanto de Esquerda política fanática e fora da realidade quanto intereses de Direita reacionária.

  11. “O dia em que a USP reviveu a ditadura”. Eu vi um estudante dando entrevista da janela do ônibus, dizendo que preferia ficar no ônibus porque lá ele poderia fumar o seu cigarro e ficar com a galera. “O dia em que a USP reviveu a ditadura” Quem arrombou a porta para entrar na reitoria foram os próprios estudantes. “O dia em que a USP reviveu a ditadura”. Nos anos 70, o movimento contra a Ditadura foi elitizado também, mas ao menos havia algo mais claro, havia uma motivação legítima. “O dia em que a USP reviveu a ditadura”. Hoje, qual é a verdadeira causa do protesto? Fala-se em repressão, mas, repressão a quê? “Qual é o ideal que pode estar provocando a repressão? “O dia em que a USP reviveu a ditadura”. Repressão nos anos 70 incluia desaparecidos políticos, torturas, confrontos. Quem foi torturado no Campus da USP nos últimos dias? Alguém foi deportado? “O dia em que a USP reviveu a ditadura”. Ditadura? Eu gosto muito da visão que o Outras Palavras me proporciona com textos alternativos e pontos de vistas diferenciados, mas os textos que eu tenho visto por aqui nos últimos dias sobre esses estudantes da USP me trazem dúvidas sobre a imparcialidade desse site. Moderadores, atenção! Ou melhoram os argumentos e explicam de uma vez por todas qual é a real motivação desse movimento, ou viremos a página. Como o nome desse espaço sugere, precisamos de outras palavras, o que vocês têm escrito aqui não passa de mais do mesmo. Eu quero acreditar que esses alunos têm algo realmente importante a dizer ao povo que também paga pelas instalações que eles pixaram. “O dia em que a USP reviveu a ditadura”; Greve geral de alunos? Como assim? Greve de aprendizado? Greve de vontade de aprender? Para que tudo melhore, fiquemos burros, é isso? Ainda quero acreditar que todo esse circo é algo mais do de fumaça para disputas políticas internas na Universidade, com Fidels e Ches que usam GAP e tapam seus rostos, protestando contra profissionais que dão suas vidas para protegê-los em seus lares bem afortunados ou em seus carros diante de um sequestro relâmpago no caixa eletrônico. Tudo isso para fumar seu baseadinho de boa dentro da faculdade, que não é deles, é nossa. A impressão que dá é que eles sabiam qual era a causa a ser defendida, mas se esqueceram de tanto fumar e agora só sabem dizer “Fora PM”. Esse filme tá mais para “A volta dos mortos vivos” que “Che”, não há ideias, não existe pensamento, falta uma causa justa. Eles estão mais para zumbis que repetem a mesma coisa sem saber o que isso significa. “Cérebroooo”. Abraços!

    • Rogério Fernandes disse:

      Parabéns pelo comentário.

    • Ana Paula R. de Oliveira disse:

      Inteligentíssimo o comentário. Parabéns pela lucidez ao ” amarrar” as ideias !

    • Prezados,
      Sou jornalista, fotógrafo e documentarista com mais de 20 anos de experiência em coberturas nacionais e internacionais, inclusive de conflitos armados. Estudei na USP por dois períodos (final dos anos 1980 e novamente em 2007). Ainda faço parte de um grupo de estudos em jornalismo popular e alternativo da ECA e fui convidado a ministrar aulas na pós-graduação da instituição no ano que vem. Atualmente trabalho também como professor universitário em outras universidades. Meu foco de pesquisa são exatamente as “realidades e invisibilidades midiáticas”, ou seja, o que a grande imprensa mostra (e como mostra) e o que esconde (e porque esconde). O caso da USP é típico da manipulação pela mídia hegemônica.
      Em meu programa de aulas, logo no início do semestre, explico para os alunos os conceitos de primeira e segunda realidade, do prof. Boris Kossoy. A primeira realidade é a realidade do fato presenciado ao vivo, de onde se apreende o máximo de informações para se formar um juízo sobre determinado acontecimento. A segunda realidade é a realidade da representação midiática, que necessariamente passa pelo processo ideológico de construção da representação por quem está captando o fato ao vivo e por um segundo processo de pós-produção da representação, no veículo midiático, onde o objetivo é controlar ao máximo (e se possível, pré-determinar) o processo de interpretação dos, agora, “fatos” (entre aspas,mesmo).
      Os jornalões e TVs insistem na questão da maconha (que sequer faz parte das pautas de reivindicações dos estudantes) apenas para desviar o assunto do que realmente importa: a repressão do reitor sobre estudantes, alunos e professores; a militarização da USP (primeiro com a contratação de ex-PMs para a direção da guarda universitária e depois com a entrada direta da PM no campus); e a lógica de criminalização dos movimentos sociais.
      Não vou rebater cada um dos argumentos de quem não esteve na USP e diz que conhece os “fatos” porque viu na TV. Apenas alguns dados de quem esteve lá: quem arrombou as portas de metal (com um aríete próprio para esse fim) e destruiu boa parte dos móveis e portas internas foi a tropa de choque e não os estudantes (que inclusive têm um documento da diretoria da FFCLH atestando que o prédio ocupado antes da reitoria não foi danificado); os estudantes cobriam os rostos porque dezenas estão sendo processados administrativamente com base num regulamento interno de 1972 (recuperado pela atual reitoria) que proibe QUALQUER manifestação política dentro do Campus (se isso não é repressão ao movimento estudantil, por favor me explique o que é); com base no mesmo regulamento, alguns estudantes estão sendo processados por “atentar contra a moral e os bons costumes” (não são poucos os casos de casais gays assediados pela PM na USP); só foi oferecida aos 72 estudantes detidos a possibilidade de serem transferidos para dentro da delegacia às 13:00, portanto, quase oito horas depois da retomada da reitoria; o motivo real da recusa foi a possilidade de separação dos estudantes e a incerteza sobre o que poderiam fazer com eles longe dos olhos da imprensa (apesar da ironia do estudante que disse querer fumar cigarro – aliás, “estranhamente” o único a ter uma frase veiculada na TV); o combustível encontrado dentro da reitoria era usado no gerador de energia, já que eletricidade, água e internet haviam sido cortadas no prédio por ordem do reitor (quando estive na reitoria, antes da invasão da PM, não vi qualquer coquetel molotov. Não sou especialista nesse tipo de arma, mas duvido que alguém fabrique bombas incendiárias com apenas um ou dois dedos de combustível em cada garrafa).
      abs
      Vinicius Souza

    • Ricardo Moura disse:

      Parabéns Ednei, sintetizou tudo. Finalmente alguém com cérebro!!!

  12. Acompanho esse site e na maioria das vezes concordo com oque leio aqui, mas desta vez estou 100% contra.
    Nenhum daqueles que foram presos se quer tem noçao oque é uma repressao ou desonhecem por completo oque significa a palavra Ditadura.
    Nao merecem estar lá e deveriam ser expulsos.
    Os contribuintes pagam a melhor universidade da america latina pra que aquele local se torne umespaço de uso livre de drogas ???
    Paro por aqui.

  13. Coloquem em destaque o texto de
    Ednei Floriano, para que haja equilíbrio na exposição das opiniões. Isto porque, como está, parece tendenciosa a posição de “Outras Palavras”.

  14. jrmartins disse:

    Concordo! Sempre leio Outros Palavras e divulgo para meus alunos. Mas esta defesa não faz parte de um jornalismo crítico – “O dia em que a USP reviveu a ditadura”. Parece muito mais uma defesa da burguesia e de estudantes burgueses sem noção. Infelizmente foi um jornalismo acrítico ao apresentar estes alunos como “quase mártires” da repressão é brincar com nossa inteligência. Por outro lado, admiro pessoas como Dilma e seus companheiros que realmente lutaram contra a ditadura e a repressão.

  15. Eduardo Rocha disse:

    Faço minhas as palavras do Sr. Ednei Floríamos que soube expressar perfeitamente o que sinto com relação a toda essa história.
    Parabéns pelo comentário!

  16. Denilson Lima disse:

    Eu queria entender o que um bando de estudantes elitizados e vagabundos fazem posando com camisetas do PCO (Partido da Causa Operária)? Como pode essa gente falar de “presos políticos”? Depredaram e picharam, sendo que poderiam ter promovido protestos pacíficos, passeatas ou o que quer que seja, e vêm utilizar esse discurso falacioso de esquerdistas recalcados. Comunismo, socialismo e suas vertentes são letra morta!!!! Isso tudo que eles fizeram é resultado do caos cognitivo causado pelo excesso de tetrahidrocanabinol na cabeça, e nada mais.

  17. Renato disse:

    Selecione a melhor alternativa
    ( ) Os militares foram lá na Geografia prender alguém que fumava maconha, porque ficaram sabendo agora que se fuma maconha ali (e não em outros lugares).
    ( ) Os militares foram lá na Geografia porque aqueles estudantes (maconheiros e não maconheiros) estavam protestando com cartazes anti-PM, pendurados no saguão ali (e não em outros lugares).
    Tirando isso, a reitoria não deveria ter sido ocupada. Não foi a vontade da categoria estudantil.

  18. Adriano disse:

    Putz, que comentários, da até uma tristeza!
    Eu apóio o manifesto dos estudantes ae da USP! Ainda bem que hoje em dia “ainda” tem gente que faz algo, que se indigna! Força ae!

    • jrmartins disse:

      Adriano, eles nao estao lutando por uma causa da sociedade ou uma reinvindicação do corpo estudantil, mas em prol de sua própria pequena causa, do direito de não serem incomodados para fumar maconha. Isto não lhes dá o direito de tomar e depredar a reitoria. Se estivessemos numa verdadeira democracia, eles teriam que pagar por todos os danos materiais causados. Eu nao concordo em ter que parte dos meus impostos que pago tenham que ir para custear o curso desses caras sem causa e sem noção e ainda o concerto do que foi destruído. Há tanta gente que aproveitaria muito melhor que eles a oportunidade de estudar lá.

    • Se juntasse todos esses olhares
      em um olhar poético, patéticos
      seriam os sujeitos populares
      que jorram seus pensamentos proféticos
      como se fossem pérolas, colares
      pisoteados por porcos morféticos
      expulsos de suas casas e lares,
      em luta pelos tesouros caquéticos,
      luz de democracias fabulares,
      miragens em desertos esqueléticos
      degradados por cérebros lunares,
      restos de corações bem antiéticos.

  19. Raphaela disse:

    Muito bom jrmatins, concordo com vc!! – esta certíssimo!!

  20. O Sr. Edinei Floriano já falou tudo. A USP é mantida pelo contribuinte.

  21. Francisco Reis disse:

    Há 30 anos treinava e jogava na USP, às terças e quintas, das 20 às 23 horas. Treinava, corria, e via muita gente praticando esportes, sem medo. Um dia estupraram um moça. Em vez de prenderem o estuprador, fecharam a USP para a população. Os ladrões souberam: USP local de gente rica. Os assaltos aumentaram, até à morte de um estudante em uma tentativa de roubo. Protestos, gritos e passeatas EXIGINDO a presença da Polícia Militar. Quando esta prende três jovens fumando maconha, uma pequena parte dos estudantes cerca a mesma polícia pela qual fizeram passeata. Tentam destruir viatura e, para finalizar, invadem a reitoria. Liberdade de expressão é uma coisa. Liberdade para fumar maconha é outra coisa. Como alguém disse, quem quer fumar maconha, que o faça em locais privados. Quem vai pagar os estragos? Esses “defensores da liberdade” são tão corajosos que esconderam os rostos, quebraram as câmeras de vigilância. São covardes. Picharam a reitoria, viraram mesas. Para que? Agora querem a PM fora do campus. Para que? Para os traficantes trabalharem tranquilos, para os assaltantes terem mais facilidade? E quando um novo estudante for assassinado? Quem vai consolar a mãe, esposa ou familiares. Fumar maconha é uma coisa, depedrar instituição pública é outra. Preso político foi Wladimir Herzog que morreu por um ideal. Quebrar tudo em protesto contra uma detenção legal é bandalheira, coisa de quem não tem o que fazer. E se eu fosse a Polícia, tinha chamado o Batalhão de Choque no dia da prisão dos três portadores de maconha.

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