A face autoritária do reitor da USP

Quando dirigia a Faculdade de Direito, João Grandino Rodas colocou a tropa de choque para desalojar manifestantes. Também já recebeu uma condecoração de oficiais da reserva do Exército, defensores da “Revolução de 64”

Por Ana Paula Salviatti

Ao resgatarmos a Memória da ditadura militar brasileira (1964-1985) encontramos no meio da história o nome do atual reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas. Entre 1995 e 2002, Rodas integrou a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos e esteve diretamente ligado à apuração da morte de alguns militantes de esquerda, dentre eles a estilista Zuzu Angel, caso em que os militares foram inocentados.

Enquanto diretor da Faculdade de Direito, Rodas foi primeiro administrador do Largo São Francisco a utilizar o aparato policial, ao requisitar, ainda na madrugada do dia 22 de agosto de 2007, a entrada de 120 homens da Polícia Militar, inclusive da tropa de choque, para a expulsão de manifestantes que participavam da Jornada em Defesa da Educação, na qual estavam presentes representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de estudantes e membros de diretórios acadêmicos, os quais foram fichados e levados à delegacia, com um tratamento ofensivo em especial aos militantes dos movimentos populares.

Também foi Grandino Rodas que, ainda na gestão do governador José Serra (2006-2010), lavrou o documento que viabilizava a entrada da PM no campus da USP, em 2009. Durante sua administração na Faculdade de Direito, tentou sem sucesso a implementação de catracas para impedir o acesso de gente “estranha” ao prédio da instituição. Em seu último dia na direção da Faculdade de Direito, Rodas assinou a transferência do acervo da biblioteca para um prédio próximo à Faculdade, o qual não possuía perícia para tanto, apresentava problemas com a parte elétrica, hidráulica e inclusive com os elevadores. Tudo isso feito sem consultar sequer o corpo burocrático da Faculdade.

Ainda durante a gestão de José Serra, Grandino Rodas foi escolhido reitor da USP através de um decreto publicado no dia 13 de novembro de 2009. Seu nome era o segundo colocado numa lista de três indicações. Ou seja, Rodas não foi eleito pela comunidade acadêmica. A última vez que o governador do Estado impôs um reitor à Universidade — utilizando-se de um dispositivo legal criado no período militar e que está presente na legislação do Estado de São Paulo até hoje — foi durante a gestão do governador biônico Paulo Maluf, que indicou Miguel Reale para assumir a Reitoria da USP entre 1969 e 1973.

Na gestão de Rodas, estudantes têm sido processados administrativamente pela Universidade com base em dispositivos instituídos no período militar. Num dos processos, consta que uma aluna — cujo nome ficará em sigilo — agiu contra a moral e os bons costumes. Dispositivos como estes foram resgatados pela USP.

Em agosto de 2011, João Grandino Rodas assinou um convênio com a Polícia Militar para que esta pudesse entrar na Universidade. O reitor também recebeu o título de persona non grata por unanimidade na Faculdade de Direito, que apresenta uma série de denúncias contra a gestão do ex-diretor, acusando-o de improbidade administrativa, entre outros crimes. Recentemente, um novo ocorrido, a princípio um incidente, podia ser visto no campus ao ser lido na placa do monumento que está sendo construído na Praça do Relógio uma referencia à “Revolução de 64”, forma como os setores militares e demais apoiadores do golpe militar se remetem à ditadura vivida no Brasil.

Rodas também é atualmente investigado pelo Ministério Público de São Paulo por haver contratado sem concurso público dois funcionários ligados ao gabinete da Reitoria, sendo um deles filho da ex-reitora Suely Vilela. Contra Rodas também pesam denúncias de mau uso do dinheiro público. E, por último mas não menos importante, Grandino recebeu a medalha de Mérito Marechal Castello Branco, concedido pela Associação Campineira de Oficiais da Reserva do Exército (R/2) do NPOR do 28° BIB. O Marechal que dá nome à honraria, não custa lembrar, foi o primeiro presidente do Estado de Exceção vivido no país a partir de 1964.

Todas estas informações foram lembradas. No entanto, muitas outras lotam o Estado em todas as suas instituições, todos os dias, graças ao processo de abertura democrática do país, que não cumpriu o seu papel de resgatar a Memória e produzir uma História que reconfigurasse e restabelecesse os acontecimentos do regime, possibilitando a rearticulação das inúmeras ramificações do Estado, como foi feito no Chile, Argentina e mais recentemente Uruguai. A consciência dos cidadãos passa pelo tribunal da História que, ao abrir as cicatrizes não fechadas, limpa as feridas ao falar sobre as mesmas dando a cada um o que é lhe de direito.

As diversas vozes que exclamam a apatia nacional frente às condutas políticas sofrem deste mesmo mal ao não relembrarem que a história do país conduzida por “cima” não expulsou de si seus fósseis, e sim os transferiu de cargo, realocou-os em outras funções. Os resgates da imprensa são limitados às Diretas Já e ao Impeachment de 1992. Se a memória que a mídia repõe é a mesma que se debate no cotidiano, então nosso país sofre de perda de memória e , junto disso, de uma profunda inaptidão crítica de suas experiências, dando assim todo o respaldo ao comumente infundado senso comum.

Ao levantarmos o passado, constata-se que o anacronismo não está só nas inúmeras manifestações que acontecem no meio universitário, no caso a USP, mas em todas as vezes em que não são cobertas pelo noticiário as inúmeras reintegrações de posse feitas em comunidades carentes, nas manifestações que exigem a reforma agrária, nas reivindicações que exigem moradia aos sem-teto. O anacronismo está presente nas inúmeras invasões sem mandado judicial que ocorrem em todos os lugares onde a classe média não está, no uso comum de tortura pelas Polícias Militares em um Estado que se reivindica democrático, nos criminalizados por serem pobres e negros, naqueles que são executados como Auto de Resistência pelas Polícias Militares, e a lista segue. Vive-se a modernização do atraso nas mais diversas formas e matizes.

O tempo se abre novamente e aguarda o resgate da Memória e a reconstrução da História. O país tem uma dívida a ser paga com seu passado, e eis que, finalmente, a Comissão da Verdade vazia de sentido ao ser apresentada pelos inábeis veículos de informação ressurge agora preenchida e repleta de sentido. Afinal, a História dos vencedores nega o passado dos vencidos, assim como seu presente e, consequentemente, seu futuro.

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93 comentários para "A face autoritária do reitor da USP"

  1. Estou com estudantes,pois a tv mostra e fala somente o que quer q acreditemos. É preciso que todos saibam quem é o reitor que manda maltratar e prender alunos, sob o pretexto de ter fumado maconha no Campus, o que aos olhos desatentos da sociedade, tem disse:

    Estou com os estudantes, pois a tv só mostra e fala o que quer que acreditemos. É preciso que todos saibam quem é o reitor, que manda maltratar e prender alunos, sob o pretexto de ter fumado maconha. o que sob os olhos desatentos da população , vem sendo defendido por figuras imporatantes do cenário político brasileiro. Portanto, é uma mentira deslavada esse argumento da política da reitoria. Força estudadntes!!!

  2. eduardo fernandes disse:

    Paulo Maluf foi governador biônico entre 78 e 81

    • Zénérso disse:

      Tem razão! No período mencionado no texto Paulo Maluf foi prefeito (04/79 a 04/71). Prefeito Biônico nomeado pelo Governador Biônico Abreu Sodré (01/67 a 03/71).

    • Adacildo disse:

      Acho que niguem deveria perder tempo fando em pessoas do tipo Paulo Maluco ou foi mal! paulo maluf e José Sarnento ou foi mal! josé sarney entre tantos que atrazam o País. Deve se dar um basta de Ditadores e políticos democráticos que roubam a Nação; Na Ditadura agente é roubado e o direito é ficar calado, Na Democracia agente é roubado e tem direito de chorar. Isso por que o povo ainda não se democratizou para votar com a razão e vez de votar com coração, ficam presos pelo sistema de compra de votos que os TRE’S cham que combatem…

  3. Pedro Francisco Rossetto disse:

    Gostaria de ter acesso a uma história mais detalhada sobre o episódio da mudança da biblioteca durante a diretoria do Rodas na Faculdade de Direito. (não chegou a ser citado este caso acima: em resumo, teria se tratado de “encaixotar” a biblioteca e depois mandá-la para um anexo, liberando o espaço para… o quê?). Consta que o Rodas foi declarado (formalmente?) “persona non grata” pela faculdade.
    Seria também importante especificar sobre as “denúncias de mau uso do dinheiro público”.
    abçs.!

  4. Carcarah disse:

    Quando você diz “Faculdade de Direito”, na declaração de persona non grata e acusações de improbidade, você está falando especificamente de quem?
    Toda acusação de improbidade está relacionada, senão a um processo judicial, pelo menos a um inquérito, isso existe? Há uma referência que possa ser pesquisada?
    A mim pareceu muito estranha a posição de pedir a saída da imprensa do local de reunião do estudantes, como medida de impedir que todos tomassem conhecimento do que se diria ali. É este tipo de transparência e democracia pregada pelos estudantes? A imprensa que tem acesso é apenas a que se coaduna às posições ideológicas do grupo citado?
    Não existe democracia sem transparência, nem sem houver desrespeito a lei, quebra-se o Estado de Direito. Não tenho como defender posturas que venham de encontro a princípios que me são tão caros.

  5. Pedro disse:

    Soy argentino y tengo via mail mucha informacion sobre Brasil, pais que conozco y cuyo idioma leo BIEN. Lamento con dolor la posición de la Presidenta que acordó con los mandos militares no enjuiciar a los genocidas. La actitud del Rector de la USP es deslesnable y merece un repudio generalizado de todos los sectores progresistas de America Latina. Abrazos

  6. Thiago disse:

    Todos tem o direito de manifestar-se a respeito daquilo que acreditam. O que não pode, são os alunos da USP, que é uma universidade PUBLICA, bancada com os impostos pagos pelos cidadãos do Estado da São Paulo, ser destruída, vandalizada, pichada, etc. Tambem não existe nada que dê direito aos Srs. estudantes, de apedrejarem as viaturas da polícia, que terão que ficar paradas, para serem reparadas, ao invés de estarem nas ruas patrulhando, e protegendo os cidadãos.
    Percebo que os estudantes da USP, que outrora saíam as ruas para protestar contra uma ditadura, hoje promovem badernas como esta para defenderem o consumo de entorpecentes.
    Vergonhosa a atitude dos Srs. estudantes.
    Inacreditável o fato de se promover um protesto para expulsar a polícia do campus da USP. Como se o campus da USP fosse o lugar mais seguro da cidade. Como se no campus da USP não ocorressem assaltos, estupros, assassinatos, furtos…
    Inacreditável o egoísmo desses estudantes que promoveram esse ato de selvageria e desrespeito, não para com a polícia, ou para com o governo, ou para com as instituições publicas. Mas um desrespeito para com a sociedade que paga impostos para sustentar uma universidade como a USP, e é obrigada a assistir o seu patrimônio ser dilapidado desta forma. Lembrem-se Srs, estudantes, de que a USP não é de vocês. A USP é do povo de São Paulo.
    A USP é de todos nós. E mesmo assim, são apenas uns poucos privilegiados, como vocês, que conseguem o direito de estudar nesta universidade, enquanto todos os outros, muitas vezes com condições financeiras muito inferiores a de vocês, são obrigados a pagar por uma universidade.
    Creio que lhes falta justamente o que vocês dizem ter, que é consciencia social. Consciencia de sua responsabilidade como cidadãos, que terão melhores oportunidades de emprego do que qualquer outra pessoa. Que tem a oportunidade de daqui a alguns anos, ostentar um diploma da USP.
    Pensem nisso.

    • Deiwid Bomfim Zotelli disse:

      Apoiado

    • jou disse:

      apoiado [2]
      esse texto fala tanta baboseira…. querer falar mal do cara pq ganhou medalha do NPOR?! aff…

    • Fernanda disse:

      Super apoiado!

    • fabiano disse:

      O melhor comentário sobre o assunto que eu vi até agora.Pensar esses bandidinhos podem pensar o que quiserem,sem TOCAR no que é do povo.

    • Thaís disse:

      Só os alunos das ciências humanas concordam e apoiam essa ridicularização de nossa sociedade.
      É uma vergonha a atitude destes jovens e, principalmente, dos pais e professores que apoiam esse movimento estudantil da melhor forma “doa a quem doer”.
      Não tenho dúvidas a respeito do envolvimento de partidos políticos esquerdistas, que insistem em trazer a anarquia, a liberação de tudo neste país. Lembrem-se, “Tudo posso, mas nem tudo me convém”.
      Um dia todos nós teremos que prestar contas de tudo o que realizamos em vida…
      Aguardem: Jesus breve voltará… mas ainda é tempo de se reconciliarem com Ele!

      • Maria Luiza Ribeiro disse:

        Só no Brasil mesmo p se ler um comentário que misture a volta de Jesus com manifestações estudantis…hahahha,,,,faz-me rir!!! É um escândalo mesmo, revoltante ver os muros pixados, cadeiras quebradas e etc…o patrimônio público sendo detonado…outro absurdo é que a USP…universidade pública do país não servir nem a metade da população pobre que paga as contas dela também,é só ver quem passa no concurso vestibular de tal Universidade; isso falo não só da USP…mas de tantas outras Universidades públicas do Brasil, senão todas… também é um absurdo que segurança seja associada a Instituição Polícia Militar,,, aí é que é um absurdo…segurança p quem? a mesma polícia tão defendida agora é a mesma corporação que mata preferencialmente, a gte finge que não sabe o por quê, negros, pobres, “mal vestidos”, “maconheiros”… que já cometeu crimes contra a própria população em massa e descaradamente…massacre da candelária, carandiru, ou vão me dizer que os ali assassinados não eram brasileiros tanto quanto qualquer um de nós…polpemo-nos de nos sabotar… a Polícia tá aí pra manter a ordem vigente, manter a sociedade injusta que desde então massacra tanto pobres, quanto burgueses, só alivia pra quem tá com a bola da vez nos pés… e é incompreensível ler tanta ofensa aos meninos da usp, os “mimados” da Usp, como disse a VEJA( TABLÓIDE VENDIDO) , eles são antes do saldo bancário deles, ou dos pais deles, autônomos, ou pretendem-uma parte- serem indivíduos autônomos e isso tem a ver com humanidade, e não com status quo…assim Oscar Niemeyer não poderia ser comunista, nem tantos outros nomes grandões e com posses… enfim…

      • Aldo Moreira disse:

        Tem um cara aqui que meteu o pau nos alunos e disse que supostamente Jesus cristo os reprova. Tenha a paciência. Não misture alhos com bugalhos. Você está tentando legitimar sua opinião fajuta com a chancela de Deus? Vá plantar coquinho!!!

    • Lilica disse:

      Concordo plenamente com você!

    • Lilica disse:

      Thiago, concordo com sua postura. Parabéns!

    • Pedro Ricardo Viana disse:

      Apoiado e, genero , numero e grau !!!vão pra sua casas e depredem o que seu pai construiu!!!

    • Carla disse:

      Thiago, discordo em gênero, número e grau. Sua postura é reacionária. Vergonha!!!!

    • Michel Trentini disse:

      Vergonhoso é ver alguém defendendo com unhas e dentes o sistema atual, totalmente falho, e se orgulhar disso. E o vandalismo cometido pelo desvio de dinheiro público que sai em malas e cuecas pelo exterior? E tem gente falando de pichações como se corrupção fosse a coisa mais natural e menos prejudicial ao estado e a nação. Tenha dó, gaste energia se informando mais e pare de pregar as manifestações de opinião com a reunião de idealistas como se fossem algo prejudicial, só dessa forma pra população ver a real dimensão da situação a que se encaminha São Paulo e o país. Querem calar os jovens, formadores de idéias e de ideais, colocar os estudantes como criminosos e assumem posição condizente ante a corrupção que assola o país de norte a sul. Essa posição acomodada é o que governo preza e enquanto você não se mover ele continuará igual. Veja pra onde estamos caminhando.
      Não se trata só de maconha, polícia e vandalismo, trata-se de política e as ações que envolvem isso que as forças obscuras da ditadura, que ainda pairam no Brasil, querem inibir e coibir.

    • Paulo FLavio de Andrade disse:

      Apoiado…
      Sou das Ciências Sociais (UnC-Universidade do Contestado-SC) e me sinto envergonhado em saber que acadêmicos das humanas estão se envolvendo em baderna…
      É ridículo…
      Bando de piá mimado…

    • Maria Lucia disse:

      Os comentários todos são de pessoas de fora, não apoio a invasão e a destruição do patrimônio público, mas como estudante da USP posso garantir que eles são minoria a USP tem 92 mil alunos que estão sendo motivo de piada e chacota pela a atitude de 70. Eu trabalho e estudo e isso é uma maioria que não aguenta mais ser apontado onde vai por esse motivo que tem exageros tanto dos alunos quanto da policia!!!

    • Renata disse:

      O movimento estudantil se reduziu a isto, se não concordam com a postura do reitor vão para ruas mostrarem sua opinião, os políticos corruptos … Se inspirem nos caras pintadas nos estudantes da época da ditadura, mas oque foi feito foi um xilique de rebeldes sem causa, arruaceiros vândalos se igualaram a todos que criticaram , sinto muito …

    • Fabio disse:

      Thiago, mágoa de quem tentou e não conseguiu entrar na USP? Se vc estudasse mais, talvez conseguisse… Que ideias mais fascistas as suas. Não tem vergonha não? O período militar acabou, acorda!

  7. Fernando disse:

    No momento que jovens maconheiros querem se sentir no direito de retirar a polícia do campus para poder fumar maconha esse país estará perdido.
    Imagina vocês chegando em um Shopping ou algum outro local público fumando seu baseado e não querer que os outros se sintam desconfortáveis com a sugestão.
    Quer fumar maconha, fuma em casa e não encomoda os demais.
    Frequentemente aparece noticias de assalto e violência dentro do campus da USP, ainda mais sem polícia e quem prova que estes assaltos não são gerados por estes desordeiros sem regras?

    • Pedro disse:

      A imprensa inteira afirmar que a polícia é boazinha e só está no campus da USP para o bem dos estudantes, para garantir a segurança. E pelo visto, muitos acreditam neste conto carochinha.
      Vejo o Jornal Nacional e fico pensando o que esta mesma imprensa faria se o Lula montasse um posto da polícia federal dentro do Projac para garantir a “segurança” dos jornalistas? Seria a censura… a intromissão… a ditadura… afinal, como ter liberdade para criticar o governo com a sua polícia à espreita, dentro do seu local de trabalho?
      Pois assim como a imprensa deve ter plena liberdade, a universidade, enquanto local do saber, da reflexão crítica, também deve precisa de um espaço propício para cumprir sua função acadêmica e científica.
      Se o Willian Bonner gosta tanto da PM, que a leve para a redação do jornal, para garantir a segurança enquanto ele monta sua pauta raivosa contra estudandes… pois na USP priorizamos a autonomia e queremos sim uma Guarda Universitária bem equipada, bem paga, não corrupta e não violenta para diminuir os índices de roubos da universidade.

    • Maíra disse:

      Este tipo de comentário me enjoa.
      Se vocês que estão reproduzindo a opinião da veja tem o hábito de ler, então, por favor, leiam esse desabafo de um aluno da USP, foi um dos mais coerentes que eu li até agora:
      http://www.facebook.com/notes/cleber-pelizzon/voc%C3%AA-n%C3%A3o-me-quer-como-aluno-da-usp/10150449372328142

  8. João Roberto Barbosa disse:

    Como Martin Heidegger, um dos grandes filósofos contemporâneos, flertou com o nazismo, é possível que o reitor Grandino seja simpatizante da ditadura empresarial-militar de 64 e de alguns de seus métodos. É a turma das viúvas da ditadura.
    Por outro lado, não dá pra levar a sério tudo que esses estudantes dizem e fazem. Grande parte é de burguezinhos, filhinhos de papai, que só querem mesmo o brau, o pó, a balada e o motel. De repente, resolvem brincar de lutar contra a “repressão”.

    • Heitor Coelho disse:

      Nossa, comparar o Rodas ao Heidegger? Tenha paciência! Qual a próxima, FHC com Kant?
      Aliás, ter sido um grande filósofo está longe de inocentar o Heidegger de sua relação promíscua com o nazismo, que dirá o Rodas com a ditadura: podia ser um novo Platão, e ainda assim suas atitudes seriam reprováveis.

  9. Marcus Ouros disse:

    A luta e a ocupação são totalmente legítimas, mas realmente o movimento estudantil brasileiro está muito aquém do necessário para representar de fato uma força de protesto público, e não falo só de número… é desarticulado e se deixa muitas vezes manipular por outros grupos que se integram à luta por motivos de ordem particular, como partidos políticos. Some-se isso à inexperiência e inconsequência: claro que o casal Bonner iria achar motivos para colocar os estudantes contra nós de qualquer maneira, mas quando chegam as imagens da reitoria depredada, é esta a imagem que o povo alienado vai ter dos estudantes da USP ao ver tv: baderneiros. Atitudes como pichar as paredes da reitoria e depredar equipamentos não são mais que a externação da indignação de militantes imaturos, que acabam ingenuamente indo contra o pacifismo e a coerência de um meio de protesto como o da ocupação. Como foi dito, o movimento estudantil carece muito de unidade, coesão, e na minha opinião, principalmente esclarecimento quanto a objetivos e meios. Carece saber o que é fazer revolução e principalmente como. Mais do que empreender protestos legítimos, precisa aprender a legitimar sua causa aos olhos da população, apesar da mídia, da classe média, da direita, para se tornar maioria com voz e vez na sociedade, e não minoria marginalizada.

  10. Fatima disse:

    Também não concordo com o ato de vandalismo, portanto tenho um filho que estuda na USP, não participa destes movimentos, não usa droga e também não é filhinho de papai, sempre estudou em escola publica, nunca fez nenhum cursinho, sofreu um AVC quando tinha 12 anos de idade e é aluno na USP, portanto senhor Thiago isto não é privilégio e sim muito esforço. Ele está a favor das manifestações. Diz que ninguém lá está a favor da liberação das drogas. Tudo o que li no texto da Ana Paula Salviatti é o que ele diz. A Reitoria pagou R$ 35.000,00 em um tapete (isso não seria nosso dinheiro?). Eu particularmente prefiro a segurança de meu filho, não só dentro da USP como fora. Aliás não vejo a polícia agir desta forma que agiu com os estudantes, por exemplo na cracolândia. Será que esta polícia trará realmente a segurança aos alunos ou seria aos dirigentes da universidade? Só mais uma palavra pra dizer ao SR Thiago e outros que chamam estes alunos de filhinhos de papais e privilegiados: Meu filho teve que trancar a matricula o semestre passado, por não ter onde morar ( moramos em outra cidade). Este semestre ele está estudando, graças a um amigo que lhe deu hospedagem. Ter um diploma da USP Sr. Thiago não é um privilégio, é um orgulho. Fruto de muito estudo.

    • daina disse:

      Seu filho sim é um privilegiado!
      Agora vamos ver a porcentagem de alunos que saíram de uma escola pública para entrar na USP? Com certeza é a minoria, por favor, fazer esse tipo de manifestação pra fumar maconha dentro de instituição de ensino? Isso não é nem um pouco relevante, e nem da para entender.
      Esses alunos que estão fazendo essa manifestação dentro de uma universidade deveriam agradecer por ter a PM fazendo essas rondas, pois se não me engano á uns 2 meses um aluno foi assassinado dentro do campus isso sim não da para aceitar, e para isso deveriam haver manifestações.

      • bruno disse:

        So uma observacao, a PM estava no campus da USP o dia da morte do t menino da FEA. E outra coisa, talvez o problema da baixa porcentagem de alunos de escola publica em Faculdades publicas nao seja dos alunos que nela entraram ou das proprias faculdades, e sim do deficit na formacao de ensino basico e médio das escolas publicas do Brasil.
        ps. informe-se entes de criticar

      • Gran Kain disse:

        Pessoal critica os alunos e elogia o reitor e nem sabem o que estão falando. Você reclama que só tem filhinho de papai mas esquece que o reitor foi justamente o cara que mudou as regras de entrada no vestibular para favorecer pessoas de classe média alta e desfavorecer pessoas de baixa renda. Então é no mínimo contraditório. Então primeiro é importante ter respeito e não beber do leite da mídia sem ruminar antes as palavras. Se os alunos que lá estão são filhinhos de papai e estão lutando contra o reitor que quer aumentar ainda mais a quantidade de filhinhos de papai na USP, algo tem que ser analisado melhor, não acha? Aliás se fizer uma pesquisa eu acredito que a maioria dos filhinhos de papai estão a favor do reitor, como também acredito que a maioria dos filhinhos de papai que usam drogas (legais ou não) também estão a favor do reitor. Hora de parar de ler a mídia rapaz, se informe um pouco. Esta história de que todos os alunos da USP são vagabundos e maconheiros não é verdade, mesmo os filhinhos de papais sabem disso.

      • Maria Luiza Ribeiro disse:

        Estudo numa Universidade Pública do Brasil, não vou citar qual, mas o que assistimos aqui é a prova de que segurança não tem a ver com cacetete ou com um cara armado fazendo rondas numa motinha… a própria segurança da minha Universidade discrimina estudante, diz quem pode ou não subir as escadarias do prédio, absurdooooo, e isso por simples “achismo”, e ainda bate, bate mesmo em aluno. Na verdade não era p se bater em ngm… acho engraçado o povo falar das pixações, das badernagem e não falar do abuso de autoridade que a PM tem mostrado em tantos outros lugares do Brasil…No Ceará há um mês atrás, eu acho, professores que faziam greves pra reivindicar seus direitos, tbm foram surrupiados pelos cacetetes de nossos amiguinhos (que tbm são proletários!!), na marcha da liberdade aí em São Paulo a coisa tbm não foi bonitinha p eles não…o patrimônio HOMEM/MULHER, ou seja, o indivíduo em si é quem mais pode ser atingido… protestos, queima de ônibus, passeata , marchas, atrapalham o trânsito, desandam os compromissos de milhares, mas representam o não silenciamento, representam uma luta conjunta por uma mudança efetiva de sociedade,,,discutir isso vai além de discutir quem fuma ou não maconha, quem tem ou não dinheiro!

      • Carla disse:

        Menos garota, se escuta!! Olha o que a Fátima falou e pensa um pouco. Tá faltando pensar antes de falar ok.

    • Andre Peixoto disse:

      Sra. Infelizmente seu filho faz parte de uma minoria ( quase ninguem), a maioria das pessoas que entra na USP vem de classes abastadas… Quebrar patrimonio publico e desobedecer ordem judicial não é democratico

      • Fatima disse:

        Me desculpe, meu jovem mas felizmente para mim. Tenho orgulho de ser mãe deste garoto. Como falei ele não está envolvido com estes alunos, não usa droga, não fuma e não bebe, não é filhinho de papai, e mora como hospede com o amigo dentro da USP, mas apoia as manifestações, assim como alguns professores. Será que os alunos que não apoiam, não seriam exatamente os filhinhos de papais, já que esta é a maioria? Porque será que a maioria dos manifestantes são os moradores?

  11. Luiz Inacio Burlo da Sila disse:

    Os burros consomem-se a si próprios… lutar contra esses capatazes do demônio com métodos ortodoxos é suicídio… se os estudantes parassem de fumar maconha e estudassem melhor o assunto, esse tal de Rodas já estaria bem longe da USP, aposentado e comendo jujubas, vendo TV, que nem o Frank Sinatra…

  12. Alex Monteiro disse:

    Sou aluno da faculdade de direito da usp e presenciei a gestão do Rodas como diretor. A questão precisa ser debatida e esclarecida pq a mídia “oficial” nao está fazendo isso. Participei da assembleia que redundou na ocupaçao da reitoria tbm e o que vi nao foram centenas de estudantes defender o uso indiscriminado de drogas. A questão da maconha foi estopim para uma açao policial atropelada, intimidatória (para quem nao sabe o consumo de maconha e outras drogas sequer é “criminalizado” , as penas vao de advertencia verbal a medida socioeducativa) ou seja, nao foi a questão central e sim estopim, que foi mal usado pelos conservadores de plantao e pela classe média paulistana que fetichiza tanto a USP mas que desconhece a estrutura da universidade e suas relações com o governo de sao paulo.
    O outro lado da moeda é basicamente o contrário do que disse a mídia. Pra ser um pouco mais preciso, o outro lado da moeda é que todo esse barulho nao aconteceu simplesmente pq os alunos estavam fumando maconha e nao queriam ser importunados pela policia. Na verdade o que aconteceu foi o estopim de uma crise deflagrada na universidade no contexto da nova gestão do REItor Rodas. Nenhum canal de diálogo aberto, um sistema repressivo e autoritário no qual as decisões são tomadas sem nenhum respeito ao processo democrático que deveria permear a universidade. Se valendo do uso da força e do autoritarismo, o reitor impôs a PM no campus como mais uma das suas medidas de “contençao dos animos”, claro recado para calar todos aqueles que por qq razão questionam os atos da reitoria. Estou falando de trabalhadores que foram duramente reprimidos em manifesto contra as condiçoes de trabalho na universidade, sendo,inclusive sofrendo processo administrativo para demissão por justa causa. Ora, o que desencadeou toda essa crise é nitido demais e só nao ve quem nao quer. A universidade é espaço de debate, de construção e aprimoramento da análise critica. É a Universidade quem tem o papel de propor debates, influenciar avanços sociais e pautar modelos melhores de tudo o que está posto. A PM de SP é uma instituição despreparada para lidar com isso, para saber dialogar. Dai o contra-senso de se confiar em uma instituição problematica como a PM para solucionar os problemas da universidade. Nao se trata de um bando de maconheiros e vandalos querendo fumar em paz e se submeter ao horror do mundo real . Trata-se, sim, de uma reação até bastante natural da comunidade universitária ciente do papel da universidade e dos problemas das instituições envolvidas aos desmandos de um reitor que só sabe dialogar com fuzis. Pode parecer implicancia, mas basta lembrar que este mesmo reitor colocou a tropa de choque dentro da São Francisco em 2007 para tirar os movimentos sociais que SEM NENHUMA VIOLENCIA ou risco ao patrimonio publico, ocuparam a faculdade de Direito para reivindicar pautas sociais petante o Estado. Também nao preciso repisar a relação do ex diretor da faculdade de direito e atual reitor quando da sua saida da direçao da faculdade: fez contratos com a iniciativa privada sem nenhuma transparencia com os alunos, oferecendo contrapartidas delicadas e perigosas sem sequer a congregação da faculdade ficar sabendo, ou entao no ultimo dia na direção da faculdade liberar 3 oficios demitindo todos os funcionarios da biblioteca, fechando a biblioteca( que ficou assim por pelo menos 6 meses) e deixando os livros em caixas expostas à chuva, fogo, sol… Se a Faculdade de Direito da USP (que é bastante timida e conservadora quando se refere a posiçoes na universidade) decidiu na Congregação ( orgão soberano de decisoes da faculdade, com representantes dos professores e dos alunos) que o Rodas, já reitor, era “PERSONA NON GRATA”. Isso tudo é exemplo do que desencadeou a atua situaçao na universidade. Ngm quer fumar maconha e se drogar sem ser importunado; ngm quer destruir por vandalismo a universidade; ngm está interessado em ficar fazendo nada na reitoria. A situaçao é outra. Há na universidade sujeitos incomodados com a organizaçao da instituiçao, com as soluçoes simplistas e perigosas de um reitor autoritário e , sobretudo, sujeitos humanos que acreditam ser a violência e a truculencia as piores armas (sem contar o fuzil) para se construir mudanças e servir a sociedade

    • Maria Luiza Ribeiro disse:

      Bela explicação. NADA A DECLARAR!

    • Lena disse:

      Parabéns pelo esclarecimento.
      Li tantos comentários contra e a favor da situação e em ambos as pessoas julgam o outro lado sem ao menos saber o que de fato chegam a eles.
      É fato que a grande mídia tenha interesse em destacar o que lhe interessa e passar a imagem que deseja à grande massa populacional. Mas infelizmente, a grande massa só tem acesso ao que essa mídia diz. É claro que deveríamos sempre procurar ouvir os dois lados de qualquer situação para definir uma opinião, mas não é isso que acontece. Acredito que se a população tivesse acesso a essas informações, no mínimo, poderia tentar refletir sobre o que de fato ocorre, então acho até “injusto” ofender as pessoas que não passíveis de obter informações esclarecedoras e integrais dos fatos. Então é óbvio que a população que sempre é alienada pela mídia vai acreditar no que esta diz e claro que vai se revoltar com os motivos citados como motivadores da manifestação.
      Confesso que logo que soube da notícia informada pela mídia, achei um absurdo… Mas procurei ver além do que passaram, pois sei que esta manipula a notícia de acordo com interesses de uma minoria que é e sempre será contra os movimentos populares que lutam para acabar com a hegemonia de uma minoria sobre a maioria.
      Foi uma pena que os estudantes depredaram a instituição e descumpriram a lei, pois são nesses erros que se apóiam para passar a imagem de que são vândalos e baderneiros. Aliás, que é a imagem que sempre transmitem das pessoas que se unem em grupos para reivindicar por seus direitos ou qualquer outra coisa que acreditem, pois até mesmo em manifestações pacíficas e de motivos “aceitáveis”, a mídia sempre faz o possível para passar que os manifestantes são baderneiros, vândalos, preguiçosos, drogados, bandidos e daí para pior…
      Enfim, é necessário sim que os movimentos populares cresçam, se fortaleçam e, sobretudo, tenham estratégia e inteligência de se fazerem notados sem permitir que os que são contra se aproveitem de seus erros para provar que não deveriam existir.

  13. reginaldo disse:

    ontem estive na usp, nós da unifesp fomos ajudar nossos companheiros uspianos, estivemos na assembléia que votou greve geral, este reitor está usando de meios não democráticos para levar a direção da usp, voltando à ditadura…com a sueli tasmbém não foi muito diferente

  14. luiz pareto disse:

    Engraçado, a briga toda é porque o tal Rodas não vale nada, ok, nao sei do q se passa lá, mas esta claro q em momento algum isso foi o motivo da INVASÃO, da baderna, da violência e destruição até agora, não foram isso as reinvidicações e sim querer acabar com o convènio com a polícia e limpar a barra de quem esta com problemas com a universidade. Não é legítimo de forma alguma essa merda toda q estão fazendo, até porque se fosse, porque mais de 90% dos estudantes são contra essa porra louquice toda?

    • Carlos Lupercio disse:

      Isso eh oq a midia vende e o povo caredita…
      informe-se melhor

    • Ana Carolina disse:

      Estes são nossos eixos:
      – Fim do convênio USP-PM! Fora PM! Submetido a isso, um plano alternativo de segurança!
      – Fim dos processos e perseguições contra estudantes, professores e funcionários!
      – Não à criminalização dos 73 presos políticos!
      – Fora Rodas! Por uma estatuinte soberana!
      este é um blog que pode lhe informar sobre todo o processo e, inclusive, sobre o uso da PM agora nas férias, período em que menos estudantes comparecem à USP.
      http://uspemgreve.blogspot.com/

  15. Carlos Augusto Monterio disse:

    Se o colega do posto acima assume que “não sabe do que se passa lá dentro” , então ele deveria ao menos buscar saber mais e buscar aferir a verdade sobre o que aconteceu com os estudantes da USP por outros meios ao invés de se obstinar em crer ingenuamente em tudo que passa na TV. Não faltaram postagens aqui de estudantes e de pessoas que “sabem o que se passou lá dentro” . Porque então dispensar essas testemunhas e privilegiar o que mídia tem a dizer? Será que não devemos ser menos preguiçosos quando buscamos apurar os fatos? Menos intolerantes com pessoas que pensam diferentes de nós? As vezes parece que as pessoas preferem todas a coisas do jeito mais fácil: criticar sem buscar fundamentos, debater sem estar aberto para a possibilidade de mudar de ideia, sempre assumir estar de posse da verdade ao invés de encarar o fato inconveniente de que é preciso investigar e não só ouvir e aceitar o que se quer. A ignorância da própria ignorância é uma situação horrível, mas não irremediável.

  16. Claudia disse:

    Olha, até agora só ouvi um lado se manifestando: o da mídia. Gostaria de ter uma opinião formada sobre o assunto, e que os estudantes da USP que apoiam as manifestações o fazem por quê? Não concordo com baderna, nem com os alunos que tem escondido o rosto como criminosos, agindo inclusive como tal… se estão protestando por algo justo, por que ter medo de se mostrar? Retaliação? Como assim… assumam a responsabilidade e deixem claro o motivo pelo qual isso tudo está acontecendo. A população não sabe o que está acontecendo lá dentro. Não acredito apenas na mídia pq sei que essa é comprada e manipuladora. Se a mídia expôs a situação da USP nacionalmente, e como os alunos dizem, injustamente… por que não usar ferramentas como a internet, twitter, fb, blogs, para informar a população sobre o que realmente está acontecendo? Tenho certeza que a sociedade vai apoiar o que é justo. Façam algo que possa se proliferar na rede mostrando a verdade!!! Eu quero saber e apoiar ou não, qdo puder ver os 2 lados da moeda.

    • Gran Kain disse:

      Também não concordo com vandalismo e depredação de patrimonio público e este é o único ponto que não concordo com quem o faz. Mas lembre-se que basta um idiota pra causar grande estrago, não é todos os alunos que estão contra o reitor que cometem vandalismo. O restante, mesmo esconder o rosto, é fácilmente explicado se você estiver dentro da situação. Basta ver como o reitor utiliza seu poder para punir os alunos, basta um rosto e você recebe a expulsão usando um regulamento da USP da época da ditadura que diz que “funcionários, professores e alunos não pode participar de manifestações políticas, raciais, religiosas ou contrárias a instituição da USP”. Bonito né? Qualquer pessoa poderia dizer que a ditadura terminou, mas na USP as leis desta época ainda são usadas pelo reitor. Além do mais, o mesmo intimida as pessoas com processos, há quem diga que já levou mais de 10 processos por ir contra o reitor. Se ele quiser te afastar da USP é fácil, precisa de um nome ou um rosto.

      • GRAN KAIN. não aprecio referir-me a pessoas que usam codinome.VOCÊ TEM UM NOME DE NASCIMENTO, CREIO EU ? ENTÃO USE-O OU VC. NÃO ASSUME A RESPONSABILIDADE DAQUILO QUE ESCREVE. ( UM CONSELHO:CUIDADO COM A CONCORDÃNCIA VERBAL).

    • Lena disse:

      Concordo com vc!
      Se há uma outra versão oposta a da mídia que não irá disseminá-la, então os estudantes que a conhecem devem no mínimo tentar com que esta chegue ao conhecimento da população para que esta os apóiem. Então pessoal, vamos usar as redes sociais, pois sabemos que é um meio um pouco mais democrático para tornar público o que realmente motiva a manifestação.

  17. Antônio Deval disse:

    Só uma correção. Precisamos começar a chamar as coisas pelo nome. Durante a ditadura o Brasil não teve presidentes, teve ditadores. Castelo Branco não foi o primeiro presidente do regime, mas o primeiro ditador.

  18. Shirley disse:

    Depois de tudo que a imprensa noticiou, o que nos mostram as imagens que falam por si só, não há o quê discutir. O que se viu, um bando de baderneiros, muitos com cara de casqueiros, sem falar coisas piores, num ato de vandalismo digno de bandidos e não de estudantes, porque se fossem gente de bem não estariam com a cara tampada igual aos marginais que assaltam e matam todos os dias por ai. Estudantes são pessoas privilegiadas sim, que estudam numa Universidade paga com o dinheiro público sim, e deviam honrar a oportunidade que lhes foi dada por mérito ou por simples apadrinhamento. Estudantes são pessoas que saem de uma instituição de ensino e lá fora devem dar o exemplo do que é educação, cidadania e democracia! E com certeza senhores defensores desta cambada, o que se viu é bem o contrário do que se pode esperar de pessoas de bem. Com certeza estes baderneiros, são os filhos que desde pequenos já aprontam de tudo em suas famílias, nas escolas e nas ruas dos seus bairros, provavelmente não tiveram uma educação com um pai e uma mãe presentes e agora com certeza devem pagar pelos seus atos como qualquer outro tipo de crime! Como eu sempre digo: se a família não educar, se a escola não educar a policia com certeza educará!

    • Fatima disse:

      Parece que você gosta mesmo de julgar. Como você pode ter certeza? Você tem certeza que sabe o que está falando? Como uma pessoa que teve um pai e uma mãe ausentes, aprontava nas ruas e nas escolas, sem educação, consegue estudar nesta Universidade? Isto prova que palavras como estas, só podem vir de pessoas mal informadas. Exatamente por existirem pessoas com este julgamento, que tenho medo da presença da policia na USP. O mal julgamento. Acredito que não seja mãe ainda.

    • WILSON disse:

      BOM, NOVAMENTE VAMOS REPETIR PARA OS QUE NÃO OUVIRAM:
      “`Parem de se informar APENAS pela midia convencional”’
      Você critíca os alunos com rostos cobertos?
      E os policiais SEM IDENTIFICAÇÃO que estavam lá?? QUE EU VI COM MEUS PRÓPRIOS OLHOS!!!
      Isto a mídia não filma – será que existe parcialidade nisto?
      E procurem o blog de Marcelo Rubens Paiva que ele ilustra bem o motivo de o porquê os alunos estarem com os rostos cobertos

  19. Leandro disse:

    Excelente texto. A trajetória deste senhor que atualmente é reitor da USP não lhe dignifica nem um pouco. Entretanto, isso não significa que todos os atos em sua gestão sejam de vilão. Não sejamos maniqueístas. Não o tornemos um Darth Vader que defende o lado negro da força. O processo de reintegração de posse foi legal e foi previsível. A decisão foi da justiça. O erro cometido foi da parte dos estudantes. Aliás, uma sucessão de erros. Invadir a reitoria foi o primeiro. O segundo foi desacatar a decisão judicial. O terceiro e último, foi resistir à prisão. Queremos democracia, sim! Mas quando o judiciário decide, temos de cumprir. Se não, teremos a lei do mais forte e dos mais numerosos aonde manda quem pode.

    • Zorro disse:

      Leandro….Esqueceu de mencionar que esses maconheiros QUEIMARAM A BANDEIRA DO BRASIL !!! Li alguns comentários prós e contra esses lixos que nada fizeram a não ser vibrarem a favor da liberação das drogas e contra a PM na USP. Nada mais!! Eu sei disso porque conheço um deles que estava lá dentro. Péssima índole, por sinal. A única coisa que está servindo sobre o que esses tranqueiras fizeram foi que, depois disso, muitos de nós estamos interagindo e propondo algumas melhorias para nossa pátria, menos a liberação das drogas. Estamos debatendo idéias,,,,,,, Na minha opinião, essa turma de baderneiro tem que ser expulsos da Universidade.

  20. Rodrigo Martim disse:

    Aquele que generaliza faz parte de um todo. Se todos são iguais, quem é capaz de diferenciar-se? Todos nascemos humanos e morremos na mesma condição. Qual é o verdadeiro poder, afinal ? A única coisa que nos diferencia de outras formas de vida é a consciência da nossa existência. Mas quem nos falou que o cachorro não sabe que é um cachorro ? Até onde vai nosso conhecimento para que sejamos capazes de julgar com equilíbrio e justiça ? Todas as coisas tem dois lados; um pode estar escondido pois está apoiado em outra coisa. Já viu páginas de livros coladas ?

  21. POR QUE MEUS DOIS COMENTÁRIOS CONTEM UMA INFORMAÇÃO¨¨ texto aguardando moderação. Espero que isso não queira significar que não usei de moderação.¨ Será que apenas estou sendo censurado ? Ou isto não é verdade?

  22. Douglas disse:

    mais um texto sentimental de um esquerdista que luta a favor de uma politica falida e conhecida pelo genocidio Karl Marx
    força Rodas

  23. André disse:

    É por isso que este país anda tão mal. Se esta gente é o futuro do país…..

  24. João disse:

    O triste Brasil,
    Fico triste quando vejo jovens completamente perdidos e mau orientados. Este é o reflexo da ausência da familia na formação dos futuros cidadãos brasileiros, diga-se de passagem jovens que tiveram e tem oportunidade de poder estudar numa das melhores faculdades deste nosso país e quantos outros do bem sonham com essa oportunidade e não conseguem.
    Não consigo entender como a presença da Polícia Militar num campus universitário que vem sofrendo muito como tantos outros lugares com o problema da violência urbana seja motivo para tanta perda de tempo e gasto público desnecessário.
    Parabéns a Polícia Militar de São Paulo, parabéns ao reitor pela postura adotada, parabéns a justiça por não permitir que um bando de jovens sem educação e orientação famíliar mantivessem uma ocupação de um espaço público.
    O Brasil precisa crescer, avançar, estes jovens deveriam ir para as ruas protestar contra a corrupção, contra violência, contra a falta de uma saúde pública de qualidade, porém sem prejudicar o direito de ir e vir das pessoas. Isso sim é democracia. O uso de drogas naquela faculdade parece que era liberado geral, é por isso que não querem mais a polícia lá. É por isso que a violência só cresce nesse país, lei neles e jogo duro contra o crime.

  25. Isa disse:

    Eu acredito que os estudantes não souberam jogar….foram logo bancando os anos rebeldes….acho q deveriam seguir as praxes….pq a politicagem e a sujeira que bem conhecemos tem um esquema forte e acho que eles foram pelo caminho errado….porque eles esqueceram que nesse país tem lei que funciona em prol dos ricos, dos políticos, dos poderosos, e no que deu? Muita gente na delegacia…com ficha suja….pessoal que invadiu um local…quebrando as coisas….acho que perderam a razão e além disso sentaram na boneca porque a imprensa meteu a vara neles, colocando-os na posição de bandidos, e é o que me pareceu, tendo em vista o modo como muitos se escondiam atrás de tocas com camisetas….acho que pra agir, tem q ter razão, usar a razão e traçar estratégia, afinal é uma guerra…mas vacilaram ao fazer essa fuzarca…e pior…fala sério…esses maconheiros tem mais é que apanhar mesmo…pq sustentam o tráfico…e universidade não é baderna, e pelo fato de ser pública logo se vê que o povo não sabe dar valor…

  26. Danielle disse:

    Se não partirmos para a ignorancia e não dermos poder de fato a que será o futuro da democracia neste país muitos ditadores mascarados de reitores virão! Apoiado!

  27. José Carlos Depintor disse:

    Os alunos viciados e baderneiros que estudam na USP, deveriam adotar o seguinte procedimento pessoal:
    Na sala de visita dos seus pais, na presença deles e dos irmãos mais novos e tambem na presença dos avós, fumar maconha e as demais drogas até apodrecer os seus cerebros.
    A cada meia hora de fumação, gritar na presença dos seus parentes, o quanto a educação recebida tem feito você uma pessoa melhor.

  28. Diego disse:

    “O Brasil precisa crescer, avançar, estes jovens deveriam ir para as ruas protestar contra a corrupção, contra violência, contra a falta de uma saúde pública de qualidade, PORÉM SEM PREJUDICAR O DIREITO DE IR E VIR DAS PESSOAS. Isso sim é democracia.”
    Caro João, um protesto só vira noticia aqui no Brasil quando a policia aparece, quando algo é invadido, quando a confronto. Os professores ficaram em greve por meses sem que saísse uma noticia na TV sobre a greve, no máximo uma noticia rápida de 15 segundos sem explicar nada e já emendado em outra noticia. Ou seja, um protesto qualquer só ganha relevância quando no minimo atrapalha o direito e ir e vir de alguns. A unica forma de protesto que eu conheço, que não atrapalha a vida de ninguém e consegue alguma visibilidade é na internet, mas para o caso da USP isso seria complicado visto que a quantidade de alunos não é suficiente para ganhar volume suficiente neste tipo de mídia.
    Acho que os estudantes falharam por falta de estratégia, faltou preparar uma argumentação com calma. Pelo jeito a coisa estourou de uma vez e a atitude de invadir a reitoria foi tomada “com a cabeça quente”. Faltou um porta voz, com uma argumentação estruturada.

  29. Konrad Scorciapino disse:

    Depois de ler isso tudo sobre o Rodas, estou mais convicto de que esse homem é o mais apto a ser reitor da USP, colocá-la nos eixos e evitar que a mesma se torne um antro de drogados, financiadores do tráficos e da violência que toda a sociedade brasileira sofre diariamente, seja diretamente, seja pelo medo gerado.
    Rodas neles!

    • Ricardo disse:

      Rodas não é apto nem pra zelador do meu prédio. Sinceramente só porque três alunos foram pegos pela policia com maconha, agora todos os alunos da USP são maconheiros? Drogas, violência e financiamento do tráfico não têm só ali! Existem em todas as universidades, faculdades e até em escolas. Aliás o que realmente financia a violência ali, é o propio Rodas.

      • teco disse:

        Ricardo,
        Não diga que tem em toda as escola e faculdades que esta falando besteira.
        Não iguale o resto do Brasil que não tem droga presente igual a SP ou RJ.
        Acredite, tem uma grande parte do país que esta livre dessa nojeira. Tenho 40 anos e nunca vi maconha (dificil acreditar não é!) Mas faço parte do país que presta.

  30. fabio disse:

    Eu quero saber se estes maconheiros serão expulsos?
    Estamos cansados de drogados em todos os lugares, não é possível que tantas pessoas troquem sua razão por momentos de loucura, para que?
    Existem tantos problemas que são mais importantes neste país, para que protestar a favor de uma droga?
    Se vocês tem provas de que esse Grandino é um cara ditador, protestem para que ele saia, um protesto digno e coeso, ele só está lá por que vocês deixam.
    Sou contra a ditadura e também contra maconheiros!!!!

    • WILSON disse:

      Cara,
      não generaliza que fica feio – tem gente lá que não fuma maconha!
      outra coisa, ontem teve uma passeata com 5.000 pessoas, que partiu da escola de Direito e um dos gritos foi:
      “Ah, más que vergonha! Achar que a greve é por causa da maconha”
      Vamo pensar um pouco sobre isso.

  31. É terrível disse:

    É muito preocupante do deve ocorrer nas salas de aula dessas pública. Posto que, os vestibulares dessas são dos mais exigentes. Quem aprende apenas tudo que há nos livros didáticos que MEC compra e estudanto 12 anos apenas em escola pública, não é só ainda é insuficiente, vai passa por milagre, como vai se sentir um verdadeiro idiota quando abrir a prova. Para essas é preciso ser um gênio que aprenda tudo em menos de meses num bom pré-vestibular e mais ainda: veja na revisão de véspera quase exatamente o irá constar na prova e agora só não passa por milagre, exagerar na maconha antes da prova.

  32. JP disse:

    Morrem mais pobres em confronto com a polícia pelo mesmo motivo que prendem mais ricos por crime de colarinho branco, dizem não a lógica e abraçam a idéia de polícia preconceituosa, “braço direito da direita” kkkk, a matemática é amiga de vcs, mais matemática e menos THC.

  33. Marcela 35 disse:

    Depois de ler o texto e todos os comentários anteriores o resumo da situação ficou assim :
    os estudantes estão cansados do Reitor Folgado e cruel, querem que ele saia mas não sabem como tirá-lo, e o fato de três alunos serem pegos pela policia com maconha foi só o estopim para que a bomba explodisse…
    Agora eu pergunto :
    – O que tem a ver a saída do reitor com a liberação das drogas ?
    – Se o reitor liberar as drogas ele não vai continuar mandando do mesmo jeito?
    – Se o reitor sair e o que entrar não liberar as drogas, não vai continuar tudo do mesmo jeito?
    – Se o reitor é o motivo principal da greve, porque não fizeram a greve antes ?
    – Será que os estudantes não estão usando o reitor para conseguir o que querem ?
    Essa história de : “Queremos ter o direito de usar drogas dentro da Universidade porque o reitor é chato”, não convence.
    Se fosse assim então, o povão iria sair nas ruas fazendo protesto pra poder roubar sem punição, porque todo ano tem casos de corrupção na política …
    Não tem nada a ver uma coisa com outra, se querem usar drogas que usem na casa deles, é o fim do mundo universitários fazerem protesto sem terem um bom motivo.
    Aliás, os atuais alunos, professores e reitor da USP, estão destruindo a boa imagem que construiram da USP, os professores ficaram em greve um bom tempo sem se importar se os alunos seriam ou não prejudicados, o reitor é folgado e agora os estudantes (usando o reitor como motivo) querem que liberem as drogas e os professores ainda apóiam os alunos, ou seja, todos esses fatos e todas essas pessoas estão destruindo a boa reputação que a USP tinha, estão destruindo a boa imagem que a USP ainda tem .
    //////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
    Ás pessoas confundem as coisas : Universidade Pública não quer dizer Universidade pra pessoas de baixa renda, pois PÚBLICO é : comum a todos, que pertence a todos, o povo em geral… nesse caso, ricos e pobres. É que nem a rua, ela é pública, portanto pra todos .
    Se o governo criar uma instituição (com o dinheiro dos impostos) que atenda só pessoas de baixa renda, estará sendo injusto, pois o dinheiro dos impostos vem de ricos e pobres, portano não pode excluir ninguém.
    Nesse caso os ricos e classe-média estão em vantagem, pois além de poder pagar por um atendimento e ensino melhor, também tem o direito de usar o que é público. Engraçado que hosital e escola pública, ricos e classe-média não fazem questão de usar, mas quando é Universidade Pública ai SIM fazem questão, eles só querem usar o que e público quando isso é conveniente pra eles .
    Por um lado é errado pessoas que podem pagar usar o que é público, mas por outro, eles tem esse direito pois se é público é para TODOS .
    Já que ricos e pobres tem o mesmo direito de usar o que é público, no caso da USP (já que só ela é disputada por ricos) deveriam mudar as regras, fazer que nem nos E.U.A : sistema de notas (mas nesse caso os ricos continuariam em vantagem já que a escola e o ensino
    deles é melhor), então deveriam deixar 80% das vagas só pra pessoas de baixa renda, pois os pobres são a maioria e a maioria dos impostos vem dos pobres, portanto seria justo.
    E os ricos não seriam excluídos, ficariam com 20% das vagas pois são a minoria (ou seja, minoria nos impostos) e eles também tem condições de pagar uma universidade particular .
    OBS : seria o mesmo vestibular pra todos .

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