Na quarentena, estude a História da Arte

Rodrigo Naves é crítico e ensaísta, autor de diversos clássicos. Em curso que ministra há 30 anos, problematiza conceitos, obras, escolas, estilos, períodos, e – sobretudo – instrui o olhar. Durante a pandemia, realizado totalmente online

Apresentação de Airton Paschoa | Imagem: Eugéne Delacroix, A morte de Sardanápolo, 1827

O curso possui dois horários:

Segunda-feira, das 20h30 às 23h
Quarta-feira, das 9h30 às 12h

O valor do é de R$ 380,00 mensais, e a inscrição pode ser feita via depósito bancário

Para mais informações, entre em contato: [email protected] (falar com Murilo)

Rodrigo Naves vem dando há 30 anos o curso História da Arte: do Pré-Renascimento à Arte Contemporânea, de Giotto a Bram van Velde e Kiefer, passando pela arte brasileira mais significativa. Já o fiz duas vezes e não descarto uma terceira.

Crítico e ensaísta renomado, escritor fino, autor de clássicos como A forma difícil: ensaios sobre arte brasileira, Dois artistas das sombras: ensaios sobre El Greco e Oswaldo Goeldi, O filantropo, Rodrigo Naves não se detém apenas na história da arte, propriamente dita; vai muito além: problematiza conceitos, obras, escolas, estilos, períodos, e — sobretudo — instrui o olhar.

Agora on-line, o curso, com duração de um ano, pode ser seguido convencionalmente, do começo ao fim; de meio a meio de ano, ou no arco de tempo que preferir o interessado, pois, como se sabe, a arte começa onde começa nosso interesse.

Vejam, abaixo, o programa detalhado e as informações para inscrição. Lembrando que as inscrições para participar do curso independem da ordem cronológica, podendo dar início ao clivo anual a partir de qualquer módulo.

No segundo semestre deste ano, as aulas retornam a partir do dia 20 de julho.

PROGRAMA 2020— SEGUNDAS-FEIRAS

PRE-RENASCIMENTO E RENASCIMENTO

01) Giotto — A obra de Giotto como momento decisivo da arte da Idade Média — síntese e superação da arte bizantina, românica e gótica e passagem para a arte renascentista. A busca da verossimilhança na pintura e suas relações com o franciscanismo e com o crescimento das cidades. Serão vistos também os retratos de Fayum (Egito) (autores desconhecidos), trabalhos de Cimabue, Duccio, Arnolfo di Cambio, Pietro Cavallini, Simone Martini, Nicola e Giovanni Pisano e Sassetta. Bibliografia: Capítulo “Giotto”, no livro Visão e forma, de Roger Fry (Cosac & Naify), Francisco de Assis: vida de um homem, de Chiara Frugoni (Cia. das Letras), André Chastel, Argan e Vasari. 03 de FEVEREIRO. Por conta da apresentação, essa aula começará às 20 horas.

02) Giotto II — Segunda aula sobre esse artista. 10 de FEVEREIRO

03) Masaccio e Donatello — As obras decisivas para o estabelecimento de um novo ideário nas artes plásticas. O começo do Renascimento na pintura (Masaccio) e na escultura (Donatello). Bibliografia: Argan 2, André Chastel, Tassinari, Gombrich e Vasari. Ver também, em relação a Brunelleschi, capítulo do livro Arquitetura na Itália, 1400-1500, de Ludwig H. Heydenreich (Cosac & Naify) e capítulos de “Clássico anticlássico”, de Giulio Carlo Argan (Companhia das Letras) 17 de FEVEREIRO

24 e 26 de FEVEREIRO – NÃO HAVERÁ AULA – CARNAVAL

04) Leonardo da Vinci — As mudanças introduzidas por Leonardo da Vinci em relação à tradição inaugurada por Giotto e Masaccio, o significado de sua nova concepção de luz (“sfumato”) e de seu conceito de experiência. Serão vistas também obras de Fra Angelico, Paolo Uccello e Piero della Francesca. Bibliografia: texto de Lionello Venturi (PDF), Argan 2, Gombrich, Tassinari, Chastel e Vasari. 02 de MARÇO

05) Giovanni Bellini e Tiziano — Tradicionalmente diferencia-se a pintura de Florença e Roma, de um lado, e a de Veneza, de outro, a partir do seguinte raciocínio: o privilégio do desenho e do contorno para os primeiros, e a ênfase na cor e nas composições tonais para os segundos. Tentaremos nesta aula observar mais de perto essas questões, procurando também entender a pertinência e o significado dessas diferenças. Mostraremos as mudanças que ocorrem na arte veneziana de Giovanni Bellini a Tiziano, atentando ainda para o importante papel desempenhado por Giorgione. Bibliografia: Argan 2, Chastel, Gombrich e Vasari. 09 de MARÇO

06) Bosch, Dürer e Brueghel — As particularidades da arte renascentista na Alemanha (de passagem, veremos também um pouco da obra de Grünewald) e nos Países Baixos, o vínculo com a tradição local (Bosch e Brueghel) e as diferenças em relação à arte italiana. Bibliografia: textos de Lionello Venturi (PDF), Chastel, Tassinari e Gombrich.16 de MARÇO

07) Michelangelo — O fim do entusiasmo renascentista, as tensões entre matéria e forma e a influência do pensamento neoplatônico em sua arte. Será dada ênfase à escultura de Michelangelo. Bibliografia: capítulos referentes a Michelangelo do livro Escultura, de Rudolf Wittkower (Martins Fontes), Argan 2 e Vasari. 23 de MARÇO

08) A nova ideia de representação — Aula mais geral, que retomará teoricamente o que foi visto nas obras dos artistas analisados anteriormente. Com o Renascimento surge um interesse renovado pela representação mais “naturalista”, mais aproximada à visão corrente da realidade. Serão discutidos os pressupostos e consequências dessa concepção. Bibliografia: textos de Anthony Blunt (sobretudo o capítulo 1 de Teoria artística na Itália 1450-1600 (Cosac & Naify), Erwin Panofsky (sobretudo o capítulo 4 de Idea: a evolução do conceito de belo (Martins Fontes) e A cultura do Renascimento na Itália, de Jacob Burckhardt (Companhia das Letras). Quanto à estética medieval, ver A pintura. Textos essenciais vol. 2 (Ed. 34). 30 de MARÇO

09) El Greco — A partir da obra de El Greco serão analisadas as principais características do Maneirismo. Serão vistos também trabalhos de Veronese, Tintoretto, Parmigianino, Rosso Fiorentino e Pontormo. Bibliografia: livro Dois Artistas das Sombras, de minha autoria (Companhia das Letras).06 de ABRIL.

BARROCO

10) Barroco I — Nessa primeira aula sobre o Barroco exporei os conceitos usados por Wölfflin para caracterizar esse período artístico, no seu clássico Conceitos fundamentais da história da arte (Martins Fontes). Também serão analisadas algumas ideias de Giulio Carlo Argan sobre o Barroco, sobretudo as relações que estabelece entre essa corrente artística e a retórica. Veremos obras de vários artistas da época, com especial ênfase em Caravaggio. Bibliografia: texto citado acima (sobretudo a Introdução), Imagem e persuasão, de Giulio Carlo Argan (cap. “A ´retórica` e a arte barroca” e “Europa dos capitais”) (Companhia das Letras), capítulo de O poder da arte, de Simon Schama (Cia. das Letras) e Argan 2, Gombrich, Tassinari e Chastel. 13 de ABRIL.

20 e 22 de ABRIL – NÃO HAVERÁ AULA – TIRADENTES

11) Barroco II — Aqui nos deteremos sobretudo na produção de Velázquez: as mudanças em relação à obra de Caravaggio, as transformações introduzidas nos temas mitológicos e religiosos, o vínculo com a pintura de Tiziano e Rubens, as diferenças com seus contemporâneos espanhóis (Murillo, Ribera, Zurbarán) e as singularidades de uma pintura que influenciou profundamente o começo da arte moderna, sobretudo a arte de Manet. Bibliografia: Pintura na Espanha: 1500-1700, de Jonathan Brown (Cosac & Naify), Velázquez, de Ortega y Gasset (Martins Fontes) e Charles de Tolnay (PDF). 27 de ABRIL.

12) Barroco III — Nessa aula serão vistas as particularidades do Barroco holandês, com ênfase sobretudo nas obras de Rembrandt e Vermeer. Bibliografia: A arte de descrever, de Svetlana Alpers (Edusp), Simon Schama (PDF), Tassinari e Gombrich. Ver também os capítulos correspondentes do livro Pintura holandesa 1600-1800, de Seymour Slive (Cosac & Naify) e ensaio de Charles de Tolnay (PDF). 04 de MAIO.

13) Goya, David e Ingres — O neoclassicismo de David será contraposto à obra contemporânea de Goya. Serão analisados também alguns elementos do pensamento de Winckelmann, principal teórico neoclássico. A pintura de Ingres, aluno de David, e seu esvaziamento político, dado o afastamento em relação ao ideário da Revolução Francesa. Bibliografia: texto de Mario de Micheli (PDF), sobre David e capítulo de O poder da arte, de Simon Schama (Cia. das Letras) e trecho correspondente a Goya no livro de Argan. 11 de MAIO. Por ser mais longa, essa aula começará às 20 horas.

IMPRESSIONISMO

14) Manet — O novo estatuto do tema na pintura de Manet, as mudanças na concepção de volume e cor. O novo tipo de convivência social na Paris do século XIX e seus desdobramentos na arte moderna. Serão feitas também referências a Courbet, Corot, Daumier e Escola de Barbizon. Bibliografia: texto de Georges Bataille (PDF), Argan e Gombrich. 18 de MAIO

15) Monet e Renoir — Introdução ao Impressionismo propriamente dito, com especial ênfase nas mudanças operadas nas noções de luz, cor, volume e espaço. Serão vistos também trabalhos de Jongkind, Boudin, Sisley, Pissarro e Berthe Morissot. Bibliografia: Impressionismo, de Meyer Schapiro (Cosac & Naify) e livro de John Rewald, Argan, Gombrich e Tassinari.

25 de MAIO

16) Degas, Toulouse-Lautrec e Seurat — A reinvenção do espaço pictórico na obra de Degas (veremos também algo de sua escultura), e seu desdobramento na obra de Toulouse-Lautrec. A radicalização das concepções impressionistas no divisionismo de Seurat. Bibliografia: livro de John Rewald e de Meyer Schapiro, Argan, Gombrich e Tassinari. 01 de JUNHO

PÓS-IMPRESSIONISMO

17) Gauguin — As novas relações entre cor e superfície, a sensibilidade primitiva e a crítica ao progresso e à civilização ocidental. Serão também analisadas as influências de sua obra, sobretudo em relação aos Nabis (Bonnard, Vuillard, Denis, Sérusier). Dada a proximidade estilística, serão vistas também obras do pintor venezuelano Armando Reverón. Bibliografia: Antes e depois, de Paul Gauguin (LPM), Noa Noa de Paul Gauguin (Assírio & Alvim), texto de Mario de Micheli (PDF), Argan, Gombrich, Rewald. 08 de JUNHO

18) Cézanne — As primeiras reações à dissolução dos objetos pela luz impressionista, e a tentativa de se reobterem massa e volume sem reatar de maneira conservadora com a tradição. Bibliografia: ensaio sobre Cézanne no livro Arte e cultura (Cosac & Naify), de Clement Greenberg, Argan, Gombrich, Tassinari e Rewald. 15 de JUNHO

19) Van Gogh — Um novo sentido, mais “existencial”, para as inovações colorísticas do Impressionismo; a crítica à concepção exclusivamente perceptiva e retiniana da realidade. Bibliografia: texto de Meyer Schapiro (PDF), Argan, Gombrich, Rewald, Van Gogh: a vida, de Gregory White Smith (Cia. das Letras), Cartas a Theo (L&PM), Biografia de Vincent van Gogh, de Jo Van Gogh-Bonger (esposa de Theo) (L&PM) e capítulo de O poder da arte, de Simon Schama (Cia. das Letras), ensaio de minha autoria (PDF). 22 de JUNHO

20) Turner, Constable e Delacroix — A radicalização das poéticas românticas do sublime (Turner) e do pitoresco (Constable), duas concepções distintas da natureza, com vários importantes desdobramentos posteriores na história da arte. Delacroix e a temática exótica do norte da África Bibliografia: capítulo de O poder da arte, de Simon Schama (Cia. das Letras), Argan 1 (a partir da página 17) e O Romantismo, de J. Guinsburg (Editora Perspectiva). 29 de JUNHO. Por ser mais longa, essa aula começará às 20 horas.

21) Rodin — Em relação à escultura de Rodin, será dada ênfase à valorização da superfície escultórica em detrimento do volume tradicional. Veremos ainda as diferenças entre suas obras em bronze e em mármore, e as ambiguidades que daí derivam. Serão analisadas também obras de Medardo Rosso, Aristide Maillol e Bourdelle. Bibliografia: Rosalind Krauss (primeiro capítulo do livro Caminhos da escultura moderna. Martins Fontes), Leo Steinberg (ensaio “Rodin”, no livro Outros critérios, Cosac & Naify), John Rewald, Tassinari e Argan. 06 de JULHO

13 e 15 DE JULHO – FÉRIAS

22)Cartier-Bresson e a fotografia amadora — A intenção desta aula é a de tentar entender o sentido, importância e significado do amadorismo fotográfico a partir de aspectos do trabalho de Cartier-Bresson, Eugène Atget, Martin Munkácsi André Kertész, Doisneau, Brassaï, Henri-Lartigue, Haruo Ohara, Cindy Sherman, Jeff Wall, William Eggleston, Tina Modotti, Walker Evans, Paul Strand, Berenice Abbott, Carlos Moskovics além de vários trabalhos de autoria desconhecida. Bibliografia: texto de Gombrich (PDF) e do próprio Cartier-Bresson (PDF). The history of photography from 1839 to the present. Beaumont Newhall. The Museum of Modern Art. New York. 1988 20 de JULHO

MODERNO: 1º MÓDULO

23) Picasso — A nova concepção de forma do Cubismo — o fim da relação estanque entre volume e espaço —, suas influências e desdobramentos na pintura e na escultura posteriores. Cor e Cubismo sintético. Serão feitas também referências a Léger e Braque. Bibliografia: Argan, Tassinari, Gombrich, Matisse e Picasso, de Yve-Alain Bois (Melhoramentos), A unidade da arte de Picasso, de Meyer Schapiro (Cosac & Naify), texto de minha autoria “O que fazer com a vida de Picasso?”, em “O vento e o moinho” (Cia. das Letras), texto de Edward Fry (PDF), Argan e Gombrich. 27 de JULHO

24) Matisse — As transformações da cor, sua relação com a superfície, o significado dos arabescos e seu desdobramento nos papéis recortados de Matisse. Serão feitas referências a outros artistas do Fauvismo. Também serão vistos trabalhos do italiano Alberto Magnelli, dos norte-americanos Brice Marden e Richard Diebenkorn e do alemão Günther Förg. Bibliografia: textos do livro Escritos e reflexões sobre arte, do próprio Henri Matisse (Cosac & Naify), Matisse e Picasso, de Yve-Alain Bois (Melhoramentos), texto de Roger Fry (PDF) no livro Matisse (Cosac & Naify), Argan e Gombrich e Matisse: uma vida, de Hillary Spurling (Cosac & Naify). 03 de AGOSTO

25) Malevich — A partir da análise da obra de Malevich chegaremos às principais questões do Construtivismo russo. Serão feitas referências também ao Futurismo italiano, e às obras de Tatlin, Lissitzky, Popova, Rozanova, Elena Guro, Gabo, Pevsner, entre outros, além de trabalhos da artista brasileira Iole de Freitas. Bibliografia: Construtivismo, de George Rickey (Cosac & Naify), texto do próprio Malevich (PDF), Argan e Gombrich. 10 de AGOSTO

26) Mondrian e Morandi — A ideia de cotejar duas obras tão diversas vem da possibilidade de se obterem relações reveladoras no movimento que vai do figurativo ao geométrico (Mondrian) e do geométrico ao figurativo (Morandi). Bibliografia: texto de Franco Solmi (PDF) e Bernhard Growe (PDF) para Morandi, e Argan para Mondrian. 17 de AGOSTO. Por ser mais longa, essa aula começará às 20 horas.

27) Duchamp — O sentido ambíguo dos “readymades” e suas implicações para a arte contemporânea. A nova figura de artista. O “Grande Vidro” e sua relação com os demais objetos de Duchamp. Serão estabelecidas relações com o Dadaísmo. Bibliografia: Marcel Duchamp: engenheiro do tempo perdido. Entrevista a Pierre Cabanne (Perspectiva), Duchamp, biografia de Calvin Tomkins (Cosac & Naify) e o livro Marcel Duchamp — a beleza da indiferença, de Paulo Venâncio Filho (PDF). 24 de AGOSTO

MODERNO: 2º MÓDULO

28) Miró e Klee — Uma outra aproximação meio esdrúxula, mas com a intenção de tirar proveito de certas proximidades formais: o trato com elementos (linhas, pontos, cores etc.) extremamente individualizados, mas com sentido diametralmente oposto. Serão discutidas também algumas questões referentes à escultura de Calder. Bibliografia: para Klee, seus livros já existentes em português, capítulos sobre o artista no livro Sobre arte moderna, de David Sylvester (Cosac & Naify) e Argan; para Miró, ensaio de Ronaldo Brito (“Manet com Miró”), no livro Experiência crítica (Cosac & Naify) e de João Cabral de Melo Neto (PDF). 31 de AGOSTO

07 e 09 DE SETEMBRO – NÃO HAVERÁ AULA – DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

29) Brancusi— Nessa aula e na seguinte (Giacometti), veremos a relação entre a forma dos trabalhos e seu tempo de aparecimento. Na obra de Brancusi serão analisadas as particularidades de seu volume, o novo papel das bases e a introdução da seriação (“Colunas infinitas”). Bibliografia: texto de Sidney Geist (PDF) sobre Brancusi e capítulo sobre o escultor no livro A linguagem da escultura, de William Tucker (Cosac & Naify), Argan, Gombrich e Tassinari. 14 de SETEMBRO

30) Giacometti— Continuação da discussão iniciada na aula anterior. Em relação à obra de Giacometti veremos o nexo entre a corrosão do volume e a determinação de uma nova espacialidade, o vínculo entre escala e presença dos trabalhos, entre outras questões. Bibliografia: entrevista de Giacometti (PDF), Um retrato de Giacometti, de James Lord (Iluminuras), Um olhar sobre Giacometti e O ateliê de Giacometti, de Jean Genet (ambos da Cosac & Naify). 21 de SETEMBRO

31) Pollock e o Expressionismo Abstrato— As particularidades do abstracionismo norte-americano, as novas soluções formais e a crise da tradição moderna. Serão vistos também trabalhos de Hofmann, De Kooning, Rothko, entre outros. Bibliografia: capítulo “Pollock: o mar e a água-viva”, do livro O vento e o moinho (Cia das Letras), de minha autoria; capítulo “Os action painters norte-americanos”, de Harold Rosenberg, no livro A tradição do novo (Perspectiva) e ensaio de Robert Kudielka (PDF). 28 de SETEMBRO

32) Particularidades da arte moderna brasileira — Nesta aula serão apontadas e analisadas algumas constantes e dificuldades da arte moderna brasileira, sobretudo a partir da obra de Guignard, Volpi, Milton Dacosta, Hélio Oiticica, Lygia Clark e Amílcar de Castro. Bibliografia: A forma difícil (Cia. das Letras), deste vosso criado. 05 de OUTUBRO

12 e 14 de OUTUBRO – NÃO HAVERÁ AULA – NOSSA SENHORA APARECIDA

ARTE CONTEMPORÂNEA

33) Pop art— A representação como indiferença e ausência de um trabalho de pintura propriamente dito. A imagem fotográfica como mediação no contato com a realidade. O início dessa questão nas obras do começo da carreira de Jasper Johns, e sua radicalização em Andy Warhol. Serão vistos também trabalhos de Rauschenberg, Oldenburg e Hopper. Bibliografia: “Jasper Johns: os sete primeiros anos de sua arte” (PDF)de Leo Steinberg (em Outros critérios, Cosac & Naify) e Argan. 19 de OUTUBRO

34) Minimalismo— A simplificação formal proposta pelo Minimalismo (“uma coisa depois da outra”), seus pressupostos e consequências. Serão vistos trabalhos de Frank Stella, Donald Judd, Carl Andre, Dan Flavin, entre outros. Bibliografia: texto de Rosalind Krauss (último capítulo do livro Caminhos da escultura moderna, Martins Fontes) e Minimal art: a critical anthology. Gregory Battcock (org.) E. P. Dutton. New York. 1968. 26 de OUTUBRO

02 e 04 de NOVEMBRO – NÃO HAVERÁ AULA – FINADOS

35)Pós-MinimalismoNessaaula veremos artistas que mantêm alguma influência do minimalismo, embora se desviem da simplicidade formal de seus precursores. Analisaremos obras de Richard Serra, Robert Mangold, Nancy Holt, Fred Sandback, Robert Smithson, Michael Heizer, Walter de Maria, entre outros. Bibliografia: Richard Serra: escritos e entrevistas, 1967-2013. Org. Heloísa Espada. IMS. Rio & São Paulo. 2014. The writings of Robert Smithson. Org. Nancy Holt. New York University Press. New York. 1979, Minimal art: a critical anthology. Gregory Battcock (org.) E. P. Dutton. New York, entrevistas e artigos sobre todos os artistas analisados (PDF). 1968 09 de NOVEMBRO

36) Joseph Beuys— A simbolização da matéria, a noção de Escultura Social e a tentativa de se obterem formas instáveis, que suponham uma indefinição que é acentuada na poética do artista alemão. O papel do discurso na articulação da obra plástica. Veremos também alguma coisa de Anish Kapoor, Nelson Felix, Nuno Ramos e Tunga, com a intenção de entender um pouco melhor o sentido das atuais vertentes “simbólicas”. Bibliografia: texto de Démosthènes Davvetas (PDF) e Joseph Beuys, de Alain Borer (Cosac & Naify). 16 de NOVEMBRO

37) Arte Povera— As particularidades da arte contemporânea italiana, nas obras de, entre outros, Mario Merz, Jannis Kounellis, Luciano Fabro, Giovanni Anselmo, Pier Paolo Calzolari e Gilberto Zorio. Também serão vistos trabalhos de artistas italianos de outras gerações que foram importantes para a formação da arte povera (Burri, Fontana, Manzoni). Bibliografia: texto de Germano Celant (PDF). 23 de NOVEMBRO

38) Bram van Velde e Kiefer — A ideia desta aula é analisar as atuais perspectivas e possibilidades da pintura através da obra de dois artistas que, embora de épocas diferentes, mantiveram abertos os horizontes desse setor das artes plásticas. Serão vistos também alguns trabalhos de Agnes Martin, Robert Ryman, Gerhard Richter, Jessica Stockholder e alguma coisa sobre o neoexpressionismo. Bibliografia: texto de Leila Danziger para Kiefer (PDF) e texto sobre Bram van Velde. (PDF)

30 de NOVEMBRO

39) Tensões entre o moderno e o contemporâneo na arte brasileira — Uma das discussões mais recorrentes dos nossos dias diz respeito ao tipo de relação existente entre a arte moderna e a arte contemporânea: continuidade ou ruptura? A tendência dominante pretende ver uma descontinuidade entre os dois momentos e boa parte da avaliação que se faz da arte moderna brasileira decorre dessa concepção. Em certa medida, o relevo que as produções de Hélio Oiticica e Lygia Clark adquiriram nos últimos anos deriva dessas concepções. A ideia dessa aula é discutir esses pressupostos. Bibliografia: ensaio “Um azar histórico” (revista Novos estudos, nº 64, novembro de 2002), de minha autoria (PDF). 07 de DEZEMBRO

40) Literalidade e experiência na arte contemporânea — Nesta aula serão discutidos alguns aspectos que, a meu ver, são decisivos para a compreensão da arte contemporânea e de suas relações com a arte modera. Essa exposição não se prende a nenhum artista específico, e procurará analisar questões levantadas pelos trabalhos contemporâneos e modernos vistos nas aulas anteriores. Bibliografia: O espaço moderno, de Alberto Tassinari (Cosac & Naify), “Introdução” de O vento e o moinho, de minha autoria (Companhia das Letras) e “Introdução: resistir à chantagem” de Yve-Alain Bois, em A pintura como modelo (Martins Fontes). 14 de DEZEMBRO

MANUAIS RECOMENDADOS

Chastel, André. A arte italiana. São Paulo, Martins Fontes, 1991.

Gombrich, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro, LTC.

Rewald, John. História do Impressionismo. São Paulo, Martins Fontes, 1991.

Chipp, H.B. (org.). Teorias da arte moderna. São Paulo, Martins Fontes, 1988.

Argan, Giulio Carlo. Arte moderna. São Paulo, Companhia das Letras, 1992.

Argan 2, Giulio Carlo. História da arte italiana. São Paulo, Cosac & Naify, 2003, 3 vols.

Tassinari, Alberto. Do Renascimento ao Impressionismo através das obras do MASP. São Paulo, Berlendis e Vertecchia Editores, 1995.

Vasari, Giorgio. Vida dos artistas. Editora Martins Fontes, 2011

*Livros esgotados poderão ser encontrados nos sites Estante Virtual e abebooks.com. O site http://www.wga.hu é muito útil também: contém tanto imagens quanto comentários de trabalhos de arte, sobretudo até o romantismo.

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