Stiglitz: por que transformar o ensino de Economia

Nesta quinta, movimento Economia de Francisco promove videoconferência com Prêmio Nobel. Em debate, um tema crucial: para formar economistas comprometidos com mundo sustentável e igualitário, é preciso outro projeto curricular

Para mudança curricular no ensino de Economia nas Universidades
Videoconferência com Joseph Stiglitz, prêmio Nobel.
12 de dezembro, às 14h.
Transmissão no Auditório 333 da PUC/SP (rua Monte Alegre, 984 – Perdizes) e pela TV PUC.
Leia os textos de Joseph Stiglitz publicados em Outras Palavras

Um importante movimento para pensar e ensinar a economia de outra maneira está sendo criado. Nesta quinta-feira (dia 12), às 14h, Joseph Stiglitz, premiado com o Nobel de Economia em 2001, fará uma videoconferência para mais de 20 países – no Brasil, contará com transmissão ao vivo no Auditório 333 da PUC-SP e pela TV online da universidade – para pensar um novo projeto curricular na formação de economistas.

A articulação faz parte da Economia de Francisco, movimento mundial, lançado pelo Papa, que aponta para as graves contradições no sistema econômico e a necessidade de uma nova economia, mais justa, sustentável e inclusiva. Por meio de encontros presenciais e por videoconferências, serão realizadas atividades preparatórias para a reunião que ocorrerá em março de 2020, na simbólica cidade de São Francisco de Assis, na Itália. Economistas (incluindo o também Prêmio Nobel Amartya Sen), empreendedores e empreendedoras, jovens de até 35 anos são convidados a pensar alternativas para um mundo mais igualitário.

Em carta divulgada em maio desse ano, o Papa o objetivo deste chamado.

“Escrevo para convidá-los a participar de uma iniciativa muito cara ao meu coração. Um evento que me permitirá encontrar jovens homens e mulheres, estudando economia e interessados em um tipo diferente de economia: que traz vida e não morte, que é inclusivo e não excludente, humano e não desumanizador, que cuida do meio ambiente e não o espolia. Um evento que ajudará a nos unir e permitir que nos encontremos uns aos outros e que, ao final, nos leve a fazer um ‘pacto’ para mudar a economia de hoje e dar uma alma à economia de amanhã.”

Convidado pelo Papa Francisco, Stiglitz, juntamente com outros renomadas personalidades da área, elaboram uma minuta de proposta para mudanças curricular no ensino de Economia, um dos pontos centrais na reunião em Assis.

Uma delegação brasileira deve ser preparada pela Articulação Brasileira para a atividade mundial do ano que vem, além de levar modelos alternativos e experiências de economia do país por meio da Carta Brasileira para a Economia de Francisco.

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