Mergulho na desigualdade brasileira

Novo relatório da Oxfam aponta: enquanto o país afunda na crise, homens ricos e brancos prosperam. Eles ganham com a tributação injusta e a redução dos gastos sociais. Por quê?

Katia Maia, diretora-geral da Oxfam-Brasil, entrevistada por Antonio Martins | Vídeo: Gabriela Leite | Imagem: Rubem Grilo

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0 comentários para "Mergulho na desigualdade brasileira"

  1. Anselmo Heidrich disse:

    Eles fizeram o ‘jogo pesado’, vocês que não o viam.

  2. Arnaldo disse:

    Esse texto é extremamente lamentável. Fraco de conteúdo e preguiçoso, ou mal intencionado, em sua análise. Fico pensando: se os black blocs são “funcionais à direita”, o que esse texto, é? Me admira conteúdo deste aqui.
    A morte de Santiago foi lamentável. Com certeza foi. Não estou dizendo o contrário e não usem isso contra mim. Mas não caiam no jogo óbvio que a mídia corporativa – a hegemônica – irá proliferá.
    Afinal, falamos em outras palavras, outra política, outra economia. Aqui só foram proferidos palavras reproduzidas pela lógica de pensamento hegemônico e de senso comum. E me pareceu ser o da pretensa esquerda; aquela que é governista ou que almeja ser, que joga o velho jogo da disputa eleitoreira, do marketing de aparecer bem na foto. Essa pretensa esquerda é de uma inanição triste, está defasada e viciada em seu pensamento e prática, só vem contribuindo com o cenário de repressão, exploração e desigualdades, existentes no país.
    Dizer que não há política, não há organização, nas ações black blocs, é de um desconhecimento terrível. Vale lembrar que não se trata de um movimento, mas sim uma ação coletiva de autodefesa diante de uma polícia – e leia-se um Estado – ostensiva, assassina, perseguidora. A contemporaneidade é marcada por um forte controle social, muito mais eficiente e invisível que nos anos antigos – citados no texto -, há uma necessidade de mudança na forma de estar nas ruas: com mais organização, solidariedade, ações coletivas de autodefesa… E com isso não quero legitimar mortes, como a de Santiago, em protesto, pelo contrário; existe uma nova e emergente forma de estar nas ruas e veio justamente para evitar desastres. A mídia independente – que aprendeu com os black blocs – está organicamente conectada à isso, e já usam capacetes, óculos de proteção e máscaras anti-gás, evitando possíveis desfechos trágicos…
    E achar que esses “apetrechos” de auto-defesa são despolitizados é mais um equívoco. O uso deles aponta para uma consciência coletiva de que a polícia – e, mais uma vez, leia-se o Estado – não estará nas ruas para garantir a nossa segurança, assim como o nosso direito de manifestar e reivindicar. Pelo contrário, é uma evidência da compreensão de que o Estado irá buscar repreender e extinguir pensamentos que desviem ou questionem a ordem vigente, esta – com seu sistema político-econômico-cultural – que só beneficia uma minoria dominante.
    (…)
    Foi citado “Fora Collor”? Risos, para evitar lágrimas.

    • Lucas Pin disse:

      Falou tudo Arnaldo.
      A tática Black Block não é um movimento, é uma ação coletiva de autodefesa contra a ação ofensiva da polícia.