América Latina: fim de ciclo?

Vitória da direita Argentina expõe debilidades de projeto político que marcou região. Mas não é o fim do mundo, e talvez obrigue esquerda a saudável reinvenção…

BRAZIL-MERCOSUR-SUMMIT

Triste vitória conservadora na Argentina expõe debilidades de projeto político que marcou a região. Mas não é o fim do mundo – e talvez obrigue esquerda a saudável reinvenção…

Por Alejandro Mantilla Q, no Colombia Info | Tradução: Antonio Martins

A vitória de Maurício Macri nas eleições presidenciais de ontem, na Argentina, parece confirmar uma tese formulada por intelectuais latinoamericanos como Maristella Svampa e Raul Zibechi: assistimos ao fim do ciclo de ascendo dos governos progressistas em nossa América.

A tese do fim de ciclo poderia ser demonstrada por cinco tendências complementares: dificuldades governamentais, guinadas à direita, tendências à moderação, distância em relação aos movimentos sociais e um panorama internacional adverso. A saber:

  • Os governos da Venezuela e do Brasil atravessam um momento difícil. A ausência de liderança de Hugo Chávez soma-se à queda dos preços do petróleo e à sabotagem imperialista permanente contra a economia bolivariana. No Brasil, o governo de Dilma Roussef atinge recordes de impopularidade, derivada de escândalos graves de corrupção, enquanto no Parlamento cresce uma oposição ultraconservadora.
  • Na Argentina, a vitória de Macri representa uma guinada clara à direita e a volta a um governo abertamente neoliberal. Vale recordar que os chamados “golpes de Estado institucionais” em Honduras e no Paraguai abriram, há alguns anos, uma larga onda de giros à direita na região.
  • No Uruguai, constata-se a moderação da Frente Ampla, após o fim do período de Mujica e o retorno de Tabaré Vázquez ao poder, enquanto o governo de Dilma mantém, no Brasil, um ministro da Fazenda neoliberal, contrariando as recomendações da maioria de seu partido.
  • Na Bolívia e no Equador, Evo Morales e Rafael Correa têm ampla margem de governabilidade, mas há um crescente descontentamento de importantes movimentos sociais com suas política – em especial, setores chaves dos povos indígenas. Somam-se a isso alguns retrocessos nas eleições regionais mais recentes. No Equador, a Aliança País, de Corre, perdeu as prefeituras de cidades chaves, como Quito, Guayaquil e Cuenca. Na Bolívia, ocorreu o mesmo em El Alto e Cochabamba.
  • A redução dos preços das commodities, a desaceleração da economia chinesa e o estancamento do comércio global sugerem dificuldades econômicas para a região, em especial para os governos progressistas que abraçaram a alternativa do extrativismo.

 Conquistas e misérias dos governos progressistas:

Os governos progressistas realmente existentes alcançaram vitórias populares cruciais, nos últimos 16 anos. Conseguiram derrotar as oligarquias tradicionais, limitaram a influência dos estados Unidos na região, criaram novos cenários de integração a partir do Sul, promoveram programas sociais que reduziram a pobreza em seus países e deram os primeiros passos para enfrentar a hegenonia liberal globalizada. Mas sua conquista mais significativa foi simbólica: graças a eles, o fantasma da esquerda radical voltou a caminhar pelo continente; a tentativa de demonizar o “castro-chavismo”, tão comum entre a direitas locais, é sintoma do medo que os poderes políticos traducionais sentem, diante de um panorama regional pontilhado por governos de esquerda.

Apesar disso, e sem esquecer das diferenças, tais governos mostraram zonas cinzentas, limitações e retrocessos. Embora tenham impulsionado programas orientados ao bem-estar dos setores empobrecidos, não alcançaram uma substantiva redistribuição da riquena em suas sociedades.

Em segundo lugar, ao promoverem projetos extrativistas geraram resistência social e graves danos ambientais, em territórios ecologicamente sensíveis e em um contexto global marcado pema mudança climática. A aposta no extrativismo permitiu-lhes obter recursos para seus programas sociais sem apelar para políticas redistributivas da riqueza, que golpeassem de maneira decisiva os grandes capitalistas nacionais.

Em terceiro lugar, vários destes governos substituíram os empréstimos junto ao FMI, condicionados a ajustes neoliberais, por acordos com o governo chinês, condicionados a projetos extrativistas. Ao fazê-lo, substituíram a influência imperial norte-americana pelo ascenso do novo imperialismo chinês.

O que foi dito acima prefigura um quarto ponto. Persistem as economias rentistas dependentes das commodities e a dificuldade de gerar novas dinâmicas produtivas e inovação em políticas de circulação, distribuição e consumo que apontem efetivamente a um anticapitalismo possível.

Em quinto lugar, descobrimos que vários governos progressistas – em especial os do Equador, Nicarágua e Bolívia – têm sido curiosamente conservadores em assuntos com os direitos das mulheres, dos jovens, e da diversidade sexual. Somam-se graves episódios de corrupção, como se percebe especialmente no caso brasileiro.

Um ponto chave a examinar é a matriz politica gerada nestes anos. Apesar da riquza dos processos constituintes na Venezuela, Bolívia e Equador, na maioria dos governos de esquerda vigorou uma matriz marcada pelo presidencialismo e o populismo. Ela privilegiou as construções políticas a partir de cima e do Estado, em relação à construção a partir dos movimentos sociais e organizações populares – com a exceção da animadora experiência das comunas venezuelanas, incentivadas pelo governo bolivariano.

O presidencialismo acentuado dos governos progressistas tornou vulneráveis seus processos de transformação. Por um lado, porque a ausência dos dirigentes carismáticos gera uma crise de liderança difícil de superar – como ocorre na Venezuela. Ou então, porque uma possível sucessão não garante a continuidade do processo, como vemos no Uruguai ou como teria ocorrido na Argentina, em caso de uma vitória de Scioli. Em alguns casos, este presidencialismo conviveu com episódios autoritários, como se evidencia nos casos equatoriano e nicaraguenses, ou nos recentes episódios de ação do governo boliviano contra setores do movimento ambientalista.

Compreender o fim de ciclo

Apesar do cenário adverso e das críticas bem fundadas aos governos de esquerda latinoamaericanos, o panorama da região e a vitória do neoliberalismo na Argentina não configuram uma derrota histórica de larga duração – mas uma mudança temporária na correlação de forças.

Nos últimos anos, a esquerda argentina – em especial, a que se agrupou na Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT), ou em organizações populares como a Frente Popular Dario Santillan, ou Pátria Grante – alcançou importantes avanços organizativos. Embora a vitória de Macri seja um grave retrocesso, também poderia abrir um ciclo de lutas dos setores populares, que certamente irão mobilizar-se para rechaçar seu programa de governo. Algo similar pode ser dito no caso venezuelano: ainda que surja um resultado eleitoral desfavorável para o chavismo em dezembro, seu tecido popular tem a maior capacidade organizativa e de mobilização na América do Sul.

A derrota do peronismo argentino não é a queda do Muro de Berlim de nossa geração. No fim dos anos 1980, sucederam-se vários golpes políticos, que paralisaram a esquerda global, configurando uma época histórica de derrota pra os esforços de emancipação. Em nossa época, o cenário é muito distinto. Exceto a crise do governo Dilma Roussef, cujo futuro é incerto, em nenhum outro país avizinha-se, em curto prazo, uma derrota similar à que sofreu o peronismo argentino. Ou seja, pode-se compreender o fim de ciclo como a interrupção da etapa de ascenso de governos progressistas e início de uma etapa que exigirá novas lutas e antagonismos.

Mesmo que os analistas da velha mídia esqueçam disso, os governos progressistas em nossa América não tiveram origem nas respectivas vitórias eleitorais, mas em experiências insurrecionais e organizativas que abriram caminho para a onda democrática que varreu a região. Não podemos esquecer a frustrada rebelião militar encabeçada por Chávez, as revoltas populares argentinas do início do século, as guerras pela água na Bolívia, as sucessivas derrubadas de governos no Equador, a paciente reconstrução de organizações de massa operárias e camponesas no Brasil após a ditadura, ou a persistência do imaginário sandinista na Nicarágua. Aqui situa-se a verdadeira origem dos governos progressistas.

Das possibilidades organizativas e de ação do movimento popular latinoamericano dependerá a consolidação ou não do “fim de ciclo” progressistas na região. Desta instância também dependerá a correção do rumo programático e político e das esquerdas no continente.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

9 comentários para "América Latina: fim de ciclo?"

  1. (JÓ.21.22) ALGUÉM ENSINARIA CIÊNCIA A DEUS…?
    SINAIS PROFETICOS
    A DEGENERAÇÃO DO GÊNERO HUMANO – O CLAMOR DA TERRA – O AQUECIMENTO GLOBAL – A CRISE HIDRIA – A ADVERTÊNCIA DIVINA – E OUTROS SINAIS…
    (1RS.22.26) Então, disse o Rei de Israel: (GN.5.1) No dia em que Deus criou o Homem à sua semelhança; (GN.6.12) viu Deus a terra, e eis que estava corrompida, porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra: (SL.82.5) Eles nada sabem, e nem entendem; (IS.9.16) porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são dirigidos, são devorados; (SL.106.33) pois foram rebeldes ao Espírito de Deus, e Moisés falou irrefletidamente: (MT.15.14) Deixai-os; são cegos, guias de cegos: (JR.6.14) Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz! Paz, quando não há paz: (OS.4.2) O que prevalece é só perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios:
    (IS.59.15) O Senhor viu isso, e desaprovou o não haver juízo; (EC.28.7) porque a corrupção e a morte estão a cair sobre aqueles que quebrantam os mandamentos do Senhor; (RM.10.30) porquanto, desconhecendo a Justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram a que vem de Deus: (JB.19.37) Eles verão Aquele a quem traspassaram: (JR.50.37) Ai deles! Pois é chegado o dia do seu castigo, (JÓ.19.25) porque eu sei que o meu redentor vive, e por fim se levantará sobre a terra:
    (RM.9.’) Digo a verdade em Cristo, não minto, testemunhando comigo, no Espírito Santo, a minha própria consciência; (2SML.22.23) porque todos os seus juízos me estão presentes, e dos seus estatutos não me desviei: (SL.94.9) O que fez o ouvido será que não ouve? E o que formou os olhos, será que não enxerga?
    (MT.8.10) Ouvindo isso, admirou-se Jesus e disse aos que lhe seguiam: (GN.22.1) Eis-me aqui: (AG.2.5) O meu Espírito habita no meio de vós, (LE.2.21) porque há Homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; (IS.28.26) pois o seu Deus assim o instrui devidamente e o ensina:(JB.8.17) Também na vossa lei está escrito que o testemunho de duas pessoas é valido: (LV.17.12) Portanto, tenho dito aos Filhos de Israel:
    (IS.24.5) Na verdade, a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto transgridem as leis, violam os estatutos, e quebram a aliança eterna: (SL.82.5) Eles nada sabem nem entendem, vagueiam em trevas, vacilam todos os fundamentos da terra; (SL.78.22) porque não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação: (1CO.11.30) Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos os que dormem:
    (JR.5.21) Ouvi agora isso, ó povo insensato e sem entendimento, que tendes olhos e não vedes, tendes ouvidos e não ouvis; (TS.4.3) pois a vontade de Deus é esta: A vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição: (MT.5.21) Ouvistes o que foi dito aos antigos? (1CO.6.18) Fugi da impureza: Qualquer pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo, mas aquele que pratica a imoralidade, peca contra o próprio corpo: (MT.26.41) Vigiai e orai para que não entreis em tentação; (GL.5.17) porque a carne milita contra o espírito, e o espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura seja do vosso querer:
    (1CO.6.9/10) Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: Nem impuros, nem idolatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores, herdarão o reino de Deus: (AP.22.12) Eis que venho sem demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um segundo as suas obras:
    (IS.16.14) Agora, porém, o Senhor fala e diz: (IS.13.11) Castigarei o mundo por causa da sua maldade, os perversos por causa da sua iniquidade, farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos violentos; (1RS.9.9) porque deixaram o Senhor seu Deus, que tirou da terra do Egito seus pais. E se apegaram a outros deuses e os serviram: Por isso trouxe o Senhor sobre eles todo esse mal:
    (RM.1.22/30) Inculcando-se por sábios se tornaram loucos e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e repteis: Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, para concupiscência do seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador o qual é bendito eternamente:
    Por causa disto os entregou Deus à paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de sua relação intima, por outro contrário à natureza: Semelhantemente os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro:
    E por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável para praticarem cousas inconvenientes; cheios de toda injustiça, malicia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade, e sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais:
    (IS.29.15) Ai dos que escondem profundamente o seu propósito do Senhor, as suas obras fazem às escuras, e dizem: Quem nos vê? Quem nos conhece? (MT.23.24) Guias cegos que coais o mosquito e engolis o camel! (EC.10.32) Quem justificará a alma que peca ontra o seu próprio corpo:
    (OS.7.13.) Ai deles! Eu os remiria, mas eles falaram mentiras contra mim: (EC.10.32) Quem justificará ao que peca contra a sua alma? (IS.19.21) Onde estão os vossos sábios? (LC.8.25) Onde está a vossa fé? (JR.14.22) Acaso, haverá entre os ídolos dos gentios, algum que faça chover? Ou podem os céus dar chuvas de si mesmos? (MC.12.27) Laborais em grande erro: (LV.18.27/28) Não suceda que a terra vos vomite havendo vós a contaminado, como vomitou o povo que nela estava antes de vós; porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra que nela estavam antes de vós, e a terra se contaminou:
    (IS.55.11) Assim será a palavra que sair da minha boca: Não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para o que a designei: (NM.24.4) Palavra Daquele que ouve os ditos de Deus, o que tem a visão do Todo-Poderoso e prosta-se, porém, de olhos abertos:(EZ.12.11) Eu sou o vosso sinal
    Arnaldo ou Israel

  2. Ricardo A. disse:

    Desisti de postar meu comentário depois de ver o espaço dos comentários largamente ocupado por uma estrumeira evangélica fundamentalista. Talvez esses animais creiam que encher o espaço com o ruído da sua boçalidade vai impedir que qualquer espaço possa ser usado para o exercício da reflexão crítica. Parece ser uma tática pentecostal ao estilo Estado Islâmico.

    • Marisa Choguill disse:

      O grande problema é o poder da elite e de instituições de ultradireita em se manifestar e manejar a opinião pública, seja através de jornais, TV, rádio (mídia convencional de massa – MCM) ou através da Internet, fazendo uso de serviços de rede social online e de comentários em artigos online. As opiniões críticas em sites independentes estão repletas de comentários que as idiotizam e trivializam. Por isso, é importante que uma certa censura seja feita, limitando os comentários a pontos relevantes e eliminando aqueles fora do assunto, como fazem inúmeros sites estrangeiros – na língua inglesa e em outras línguas. Afinal, se a MCM não admite diferenças de opinião, por que nós haveríamos de aceitá-las no espaço que duramente abrimos para nos expressar??? Aprendamos com eles!!!

  3. Davi M. do E. Santo disse:

    Concordo plenamente com o Ricardo A. sobre o post de Arnaldo Ribeiro, mas discordo plenamente também do autor quando diz, principalmente, triste vitória… oras, foi a vontade do povo. Não é assim quando a esquerda ganha? Não sou de direita, me simpatizo um pouco até com a esquerda, mas não a esquerda corrupta que aí está. O governo anterior ao PT não era bom, mas o que aí está não é melhor; sob todos os aspectos. Teve sim avanços no social, mas a que custos? Vale(u) a pena? Se o cobertor é curto você tem que se encolher e não ora cobrir a cabeça, ora cobrir os pés; será uma eterna peleja. Tem que se fazer o que tem que ser feito com o orçamento que se tem e não gastar mais do que se arrecada. Fora os desvios, doações, comissões, propinas etc… Nenhum trabalhador em sã consciência gasta mais do que ganha; quem o faz sabe das consequências. Se essa esquerda que aí esta no poder quiser continuar tem que mudar, e muito. Mudar principalmente seus interlocutores. O povo terá que pagar a conta oriunda de má administração mais uma vez com aumento de impostos (CPMF)? BASTA!

  4. C.Paoliello disse:

    Macri transformará a Argentina numa colônia dos EUA. O WikiLeaks já havia denunciado as relações promíscuas do direitista com os interesses estadunidentes:
    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/42360/wikileaks+durante+governo+cristina+macri+pediu+que+eua+fossem+mais+criticos+com+argentina.shtml

  5. Jayme Leitão disse:

    Sinceramente, um texto como esse me mete medo de que Outras Palavras, que suporto mensalmente, vire Caros Amigos… Sabotagem imperialista contra a economia bolivariana???? E precisa sabotar a economia bolivariana? Já não bastam a obra do Chavez e da anta do Maduro? A Venezuela foi destroçada, caro articulista… E o artigo inicia com “triste vitória conservadora”… Triste para quem, para o povo argentino que teve a economia arrasada e as chances de prosperidade adiadas pela enésima vez pela tara argentina na demagogia peronista? Aliás, só falar em peronismo é uma prova de que é um povo que teima em não avançar. Pelo menos temos essa vantagem no Brasil, viramos a página e não ficamos remoendo Vargas, Chico Alves e todos os nossos ilustres valores do passado…
    Esse discurso de tachar de conservadorismo uma política de racionalidade econômica e de austeridade fiscal é o câncer da América Latina… Gostaria (aliás, não gostaria) de saber qual a opinião do articulista sobre o Chile e a Colômbia, que estão afundando no mar da prosperidade “conservadora”. E nós aqui no Brasil, o que vamos herdar desses 16 anos (se chegarmos lá) de economia bolivariana do PT? Herdando de FHC uma economia estabilizada e perdendo uma chance de ouro em avançar nas reformas estruturais que esse país necessita há séculos, preferiu entregar-se Lula, nosso esperto líder sindical, aos prazeres da perpetuação no poder, lambuzando-se com toda a patuleia num processo de orgia burguesa de enriquecimento fácil, de proporções nunca vistas nesse país…
    É mais do que natural que surja uma onda conservadora, inclusive moral e cultural, que começa a comparar os generais austeros com os deslumbrados que não se satisfazem com bilhões. É preciso ter bom senso para corrigir o rumo dessa reação e perseguir um caminho de volta à racionalidade à administração desse país, que teima em não enriquecer… Parabéns aos argentinos por darem um primeiro passo nessa direção. E que deixem Perón, Evita, Gardel e Fangio descansarem em paz.

  6. O Brasil e a os países da América Latina precisam de uma revolução republicana. Para mim a esquerda e a direita no poder (Brasil) utilizam os mesmos e sórdidos meios. Na verdade o Estado burguês é isto: interesse pelo dinheiro. Como petista acreditei a vida inteira que o partido iria mudar o Estado, a política, a democracia. Decepção. Os líderes no poder se deslocaram da base partidária em nome de um projeto de poder alucinante e sem peias. Acabaram com o partido e deixaram profundos estragos no campo da esquerda. O Estado é o centro de iniquidades, esfera de disputa pelos nacos do erário – corrupção. Privilégios de toda ordem nos três poderes. É uma aristocracia de apaniguados.
    O que me intriga é que vejo pessoas defendendo o progrma petista de um Estado para a maioria – o que é correto – mas silenciando diante das mudanças radicais para mudar por dentro o Estado.
    Falo em reformas administrativa, política, do Estado. Fim dos privilégios nos três poderes, enfim , o que chamo de revolução republicana, a única que vejo no horizonte.

  7. Somente governos cujos dirigentes tenham consciência e espírito republicano conduzirão as nações ao desenvolvimento e à paz…

  8. Cesar disse:

    Mudar as palavras não mudará a realidade. Todo embate exige uma estratégia que parta do que é, não do que desejássemos que fosse. Quem vence parte do real, com as cartas na mão. E a realidade atual é a dos países destruídos pela a esquerda no poder. O erro se repete. Liberte-se do fideísmo e enriqueça sua cosmovisão.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *