Sem protagonismo

Ministério da Saúde, que até hoje não apresentou um plano para a futura campanha de imunização, pode ser ultrapassado pelo Congresso Nacional na definição das regras

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 16 de novembro. Leia a edição inteira.
Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

O Ministério da Saúde parece ter desistido de liderar a confecção do plano para a futura campanha de imunização contra a covid-19. Segundo o Estadão, a pasta deu sinal verde para que o Congresso defina quais serão os grupos prioritários e os critérios de distribuição de recursos para os demais entes – embora não se posicione oficialmente sobre a discussão passar para a mão dos parlamentares.

Um projeto de lei do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que deve ser colocado em votação essa semana na Casa. No PL, idosos, doentes crônicos, profissionais de saúde e outros grupos de risco vão para a frente da fila.

Como já falamos por aqui, existem outros critérios epidemiológicos possíveis, como a imunização dos trabalhadores que estão em contato com muita gente e podem ser espalhadores assintomáticos do vírus, caso de caixas de supermercado, gente que trabalha no transporte público, etc. 

O PL estabelece que a distribuição de doses para estados seja feita de acordo o tamanho da população, o número de infectados, a capacidade da rede de saúde local e o potencial de disseminação da covid-19 na região.

“É preciso regulamentar a forma como a distribuição de vacinas contra a covid-19 deve ser feita à população, quando adquirida com recursos públicos federais, principalmente para que os benefícios sanitários não sejam indevidamente sobrepostos por forças e interesses meramente econômicos ou por conveniências e alianças políticas”, afirmou Vieira ao jornal.

O PL será relatada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos