Saúde perde quase 50 mil servidores em duas décadas

Levantamento mostra que enxugamento é generalizado no governo federal

Por Leila Salim

Esta nota faz parte da nossa newsletter do dia 19 de julho. Leia a edição inteira. Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

O enxugamento do serviço público brasileiro nos últimos anos pode ser confirmado em números: a defasagem de trabalhadores atuando nos ministérios, fundações, agências reguladoras e órgãos é a maior da série histórica.

Isso significa que a conta entre os servidores que se aposentam e os novos concursados não está fechando e, nos últimos anos, a máquina pública tem atuado com um contingente cada vez menor.

No caso do Ministério da Saúde, a falta de reposição fez com que dos 67.420 servidores em 1999, se chegasse à marca de 19.342 em 2021

Após a aprovação do teto dos gastos, em 2015, o processo se acelerou. No total, hoje fazem parte dessa estrutura 208 mil servidores.

Em 2007, eram 333,1 mil. Os dados são do Painel Estatístico de Pessoal, base de dados do governo federal.

Além do Ministério da Saúde, órgãos como INSS, IBGE e Ibama perderam servidores – e os que ficaram foram atingidos por congelamento de salários e precarização. 

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