Resultados à vista

CoronaVac atinge número mínimo de infectados e dados devem estar disponíveis até início de dezembro

Foto: Instituto Butantan

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O ensaio de fase 3 da CoronaVac ultrapassou o número mínimo de infectados que, segundo o protocolo, vai permitir a análise de sua eficácia. Foram identificadas 74 infecções no total – um número inferior ao estabelecidos pelos protocolos de outros fabricantes, como Pfizer/BioNTech (164), Moderna (161) e Oxford/AstraZeneca (150). Agora é preciso ver quantos desses 75 infectados haviam tomado o placebo e a vacina, para estabelecer a eficácia. Quanto maior o número de infecções, mais estatisticamente significativo é o resultado. 

O Instituto Butantan espera que o Comitê Internacional Independente divulgue os resultados até a primeira semana de dezembro. “Essas notícias colocam essa vacina como a vacina mais próxima de utilização aqui no Brasil. É a que está mais próxima de estar disponível para a população”, disse o diretor do instituto, Dimas Covas.

Para isso, é preciso evidentemente que os resultados saiam positivos e que, em seguida, a Anvisa aprove a vacina de forma rápida. Se tudo acontecer assim, em janeiro as 46 milhões de doses podem começar a ser distribuídas. Só não sabemos como nem em que âmbito. Para Covas, “não faria sentido” o imunizante não ser incorporado ao Programa Nacional de Imunizações, mas falta ver com o governo federal.

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