Os primeiros resultados da ButanVac

Fase inicial de estudo com seres humanos demonstrou segurança e boa resposta imunológica. Dados de eficácia ainda vão demorar um pouco para sair

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Os estudos clínicos de fase 1 com a ButanVac, conduzidos na Tailândia, mostraram segurança e alta resposta imunológica da vacina. Os resultados preliminares (ainda sem revisão de pares) mostram que, entre os 210 voluntários, menos de um terço apresentou efeitos adversos e que nenhum foi grave. Todas as pessoas tinham entre 18 e 59 anos e receberam duas doses, com um intervalo de 28 dias.

Esse é o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan e que, se eficaz e aprovado, poderá ser totalmente produzido em território brasileiro. Além da Tailândia, ele está sendo testado também no Vietnã e no Brasil. No UOL, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina diz que os bons resultados eram esperados, porque os estudos pré-clínicos (aqueles realizados em laboratório, antes de o produto ser administrado a seres humanos) davam uma boa indicação disso.

Como se sabe, é a fase 3 que mostra o quanto a vacina protege contra a covid-19. Para essa etapa, no Brasil, o Butantan vai recrutar tanto pessoas que ainda não foram vacinadas (o que não vai ser fácil) como indivíduos que já receberam algum imunizante e/ou que tiveram covid-19.

Em tempo: a ButanVac usa tecnologia de vetor viral. O vírus da doença de Newcastle – que acomete aves, mas não causa nenhum sintoma em seres humanos – é usado para carregar a proteína Spike do coronavírus e estimular o organismo a produzir uma defesa contra ela. Esse vetor é desenvolvido em ovos, com a mesma engenharia já usada pelo Butantan há anos na produção de vacinas contra a gripe. 

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