Ocupação militar

Além do número dois da Pasta, quatro novos cargos foram ocupados ontem

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 7 de maio. Leia a edição inteira.
Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

Ontem, saiu uma edição extra do Diário Oficial da União com cinco nomeações para o Ministério da Saúde – quatro delas contemplaram militares. A ocupação militar da Pasta já havia sido sinalizada com a indicação do general Eduardo Pazuello para o segundo cargo mais importante, a Secretaria Executiva. E essa movimentação não estaria perto do fim: nos próximos dias, mais oito cargos devem ir para militares, de acordo com o Valor. Detalhe: de um total de 13 majores, coronéis e subtenentes, todos são homens.

A investida militar consolida de vez a suspeita de tutela do Palácio do Planalto sobre o Ministério da Saúde, embora Nelson Teich não tenha vocação para Mandetta. O ministro, é claro, negou que esteja acontecendo qualquer coisa estranha e se descreveu como “o líder de um grupo” composto por vários secretários. Para ele, é preciso “evitar essa polarização se é um governo de militar ou não”. “Os militares têm competências que são muito importantes, o planejamento do trabalho em equipe, uma coisa organizada, isso é importantíssimo”, desconversou. 

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos