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No melhor dos cenários, ainda devem ser liberadas 710 milhões de toneladas de plástico no planeta até 2040. Pandemia aumentou produção de lixo

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Se tudo der certo, 710 milhões de toneladas de resíduos plásticos serão liberadas no ambiente até 2040. Pois é. Por mais alarmante que seja, esse ainda é o melhor dos cenários, aquele em que o mundo consegue realizar as ações imediatas propostas por um grande estudo publicado na Science. Se continuar tudo como está, o montante sobe para 1,3 bilhão de toneladas. 

E pesquisadores irlandeses fizeram uma descoberta que acende um baita sinal vermelho em relação aos microplásticos. Eles viram que uma espécie de crustáceo pode quebrar essas partículas rapidamente, até que eles se tornem nanoplásticos. A notícia preocupa. Se por um lado os microplásticos podem ficar presos nas entranhas de aves marinhas e peixes, os estudos atuais sugerem que os nanoplásticos podem entrar em células e tecidos, onde seus efeitos são ainda imprevisíveis. “Esses invertebrados são muito importantes nos ecossistemas porque são presas de peixes e aves; portanto, qualquer fragmento nanoplástico que eles produzem pode estar entrando nas cadeias alimentares“, explica no Independent a líder do estudo, Alicia Mateos-Cardenas, da University College Cork.

Vale lembrar que a pandemia atual deve ter, como efeito colateral, um grande aumento na produção de lixo plástico. São máscaras e luvas descartáveis, embalagens para entregas e alimentos, pratos e copos descartáveis. Boa parte desse lixo é difícil de reciclar. Quando as primeiras medidas de isolamento foram decretadas, houve certo entusiasmo com a constatação de que a poluição atmosférica baixara tremendamente em grandes cidades de países como China e Índia. Mas, no longo prazo, os danos devem superar o benefício de algumas semanas com céu limpo. 

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