Empurrando o prejuízo

Farmacêutica exige que Fiocruz assuma, sozinha, danos que eventualmente possam ser causados pela vacina sozinha, revela documento

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Folha obteve o parecer da Procuradoria Federal que atua na Fiocruz sobre o contrato assinado pela Fundação com a AstraZeneca. E descobriu que há certas exigências da farmacêutica que não apareceram no documento que foi divulgado pela autarquia em seu site semana retrasada.

E não são meros detalhes: a empresa exigiu que a Fiocruz arque com todos os custos decorrentes de eventuais reações adversas causas pela vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e patenteada por ela. Ou seja, quer socializar os eventuais prejuízos, assegurando os lucros para si.

No parecer, datado de 5 de setembro, a chefe da procuradoria, Deolinda Vieira Costa, afirma que a discussão dessas cláusulas foi “o ponto mais controverso e intenso da negociação”. No entanto, sustenta: era a “única opção possível para a Fiocruz“. 

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