Chegada de medicamentos do kit-intubação pode levar até 5 semanas

Ministério da Saúde não procurou Opas a tempo, e agora braço regional da OMS prevê que alguns dos medicamentos demorem para desembarcar no país

Esta nota faz parte da nossa newsletter do dia 5 de abril. Leia a edição inteira. Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

A chegada de medicamentos do kit-intubação ao Brasil pode demorar um mês. A informação foi passada no sábado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O braço regional da OMS foi procurado pelo governo brasileiro para mediar a compra diante da crise da falta de remédios nas UTIs.

Na semana passada, o Ministério da Saúde admitiu que os estoques de todos os estados chegaram a uma situação crítica.

Mas o pedido não foi feito a tempo de evitar o desabastecimento. Entraram na lista 22 medicamentos, sendo oito prioritários. Há itens que podem chegar ao país em duas semanas, outros em quatro, mas alguns devem demorar cinco semanas.  

Enquanto isso, hospitais país afora estão amarrando os braços dos pacientes intubados às camas “como forma de evitar uma reação agressiva e danosa no momento de retomada da consciência”, como descreve a Folha. A prática se chama contenção mecânica e é considerada arcaica por especialistas de medicina intensiva.

Apesar disso, se generalizou durante a pandemia. E um dos fatores é justamente a falta de sedativos e tranquilizantes. 

A contenção também é usada no processo de “desmame” da intubação. Neste caso, a sedação é retirada aos poucos e o paciente vai recobrando a consciência e pode arrancar o tubo.

Poderia ser evitada se houvesse profissionais de enfermagem em quantidade suficiente para acompanhar todo o processo.

Ou mesmo com a confecção de luvas de tecido ou esparadrapo, de forma a evitar que os pacientes consigam arrancar equipamentos. 

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também: