Caso Michelle: Planalto se defende

Após repasse de verba de testes para programa da primeira-dama, Secom diz que operação foi legal

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 2 de outubro. Leia a edição inteira.
Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

Falamos ontem sobre uma bela descoberta da Folha: a de que o governo federal repassou ao programa Pátria Voluntária, da primeira-dama Michelle Bolsonaro, R$ 7,5 milhões doados pela Marfrig exclusivamente para a compra de testes rápidos de covid-19. O caso teve uma repercussão imensa. O PSOL e o PC do B afirmaram que pretendem acionar o TCU (Tribunal de Contas da União), e a bancada do PSOL na Câmara anunciou que pediria ao Ministério Público Federal que apure o caso. O MP deve mesmo entrar em ação: o subprocurador-geral Lucas Furtado já pediu a abertura de uma investigação

Mas o Planalto se defendeu. afirmando que não há nada de errado. Em nota à imprensa, a Secretaria de Comunicação disse que o repasse foi legal. Contrariando a versão da Marfrig, a Secom diz que, em maio, o Ministério da Saúde recusou a doação porque “porque não precisava mais dos equipamentos” para os testes; a empresa teria então procurado o Pátria Voluntária para oferecer a verba para a compra de alimentos e produtos de higiene. A Marfrig nega, dizendo que a mudança na destinação dos recursos só ocorreu em julho, depois do depósito.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também: