Anvisa libera importação de matéria-prima de CoronaVac

Instituto Butantan havia feito um pedido formal em setembro. Diretor diz que atraso inviabiliza vacina em 2020. Agência nega que tenha havido demora

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A Anvisa finalmente autorizou a importação da matéria-prima para o Butantan produzir a CoronaVac. Não faltou pressão: o diretor do instituto, Dimas Covas, havia reclamado publicamente do atraso na liberação, já que o pedido foi feito formalmente ainda em setembro. Uma liberação que ocorre em dois meses deixa de ser excepcional“, chegou a afirmar. Covas disse ontem que a demora vai impactar o cronograma de produção da vacina, que era para ter começado na segunda quinzena de outubro. Segundo a Folha, esse atraso deve ser de 20 dias, jogando para janeiro a finalização do primeiro lote, no melhor dos casos – e, de quebra, enterrando em definitivo a promessa de João Doria (PSDB) de vacinar as pessoas ainda este ano.

É claro que fica a pergunta sobre o quanto a demora da Anvisa pode ter a ver com a bronca do governo federal em relação a essa vacina. Também à Folha, o diretor da agência, almirante Antonio Barra Torres, negou o problema. Disse que o pedido tinha informações que precisavam ser esclarecidas, como dados sobre o volume a ser importado. “Dizer que deu entrada no dia 23 de setembro é a informação mais importante? Não. O processo não entra perfeito e passa pelas áreas internas da Anvisa para ser analisado. Não estamos falando de uma lista de compras que vamos fazer em alguma loja, mas de produtos que serão injetados em seres humanos, e a análise tem que ser bem feita”. 

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