A mulher é o negro do mundo

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Angela Davis, feminista e ativista Black Panther presa em 1970 pelo FBI, gerou movimento por sua libertação a que aderiram John Lennon e Jean Genet, entre outros

Mulher e negra, Elza Soares personifica a opressão ao cantar A Carne, de Marcelo Yuka, Ulisses Cappelletti  e Seu Jorge

Por Inês Castilho

A mulher é o negro do mundo – cantou John Lennon nos anos 70, ao lado de Yoko Ono. “A mulher é o escravo dos escravos. Sim, ela é.” E repete, aos berros: “A gente faz ela pintar o rosto e dançar. A gente faz ela pintar o rosto e dançar.”

Elza Soares recheia de ressignificado esses sons em A Carne. “A carne mais barata do mercado é a minha carne negra” – canta, com dissonâncias rascantes. E repete: “A carne mais barata do mercado é a minha carne negra.” E rapeia: “A violência – estamos esperando o quê? As matriarcas, vamos à luta, vamos à luta. Paz. Paz. Vamos à luta. A carne mais barata do mercado…”

A homenagem mais visceral que recebi no mês das mulheres.

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8 comentários para "A mulher é o negro do mundo"

  1. Monique Prada disse:

    "…think about it…do something about it.", sugeria Lennon na música, décadas atrás.

  2. Leina Peres disse:

    Em tempo…

  3. Elivanete Macêdo disse:

    O que estamos esperando mulheres desse país? Vamos a LUTAAAAAAAAAAAAAA!

  4. Juliana Do Patrocínio disse:

    Bravo!

  5. A mulher é o negro do mundo. Toda mulher é negra. Toda mulher é visceral. Toda mulher precisa brigar por sua liberdade, por sua negritude.

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