Longevidade, capitalismo e suicídio

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E se a morte consciente e lúcida for uma forma de resistência à indústria da medicina mercantil — que não se importa pela vida, mas pelo “bio” e o lucro

Uma breve provocação de Jean-Claude Bernardet

A imensa máquina da medicina (hospitais, laboratórios, farmácias, médicos, inseguro saúde, máquinas de diagnósticos por imagem etc, e mais cosméticos, alimentação…) produz a nossa longevidade. Somos um produto dessa indústria. Produto e fonte de riqueza. A máquina precisa manter nossa longevidade para se expandir e lucrar. A preocupação da máquina capitalista não é nos manter em vida com qualidade de vida, mas manter em nós a bio. À máquina não interessa o ser vivo, mas a bio de que ele é portador. Um primeiro passo para resistir à máquina que nos alienou de nossos corpos é se recusar a técnicas de prorrogação da bio em nós. Passo mais radical para eliminar a fonte de riqueza da máquina: o suicídio consciente e lúcido como forma de resistência extrema e de reapropriação de nossos corpos.

TEXTO-FIM

5 ideias sobre “Longevidade, capitalismo e suicídio

  1. Essa provocação merece ser desenvolvida. O pequeno texto sugere e pode gerar muitas reflexões sobre essa nossa sociedade capitalista, em particular sobre a medicina mercantil. O tema invoca ainda abordagens sobre a Espiritualidade, o Espiritismo, a Reencarnação, a teoria da Matrix, a Física Quântica, até a Ufologia, além, óbvio, das questões puramente materialistas dessa sociedade consumista.

  2. Não seremos donos de nosso corpos depois do Suicídio. Ainda será deles. só teremos nossas mentes, ou a lembrança dela nos nossos amados q permanecerem. O capital detém tudo e todos. Resta-nos apenas a liberdade de sonhar a vida q queremos.

  3. É de uma evidencia solar a existência desta máquina da medicina não há preocupação em manter a longevidade com qualidade de vida sem abdicar do lucro
    e da dependência desta máquina desumana ,porém só a perseverânça na luta do bem contra o mau de forma inteligente que a humanidade se libertará desta lógica perversa.

  4. Penso que a vida não está subestimada ou anulada, enquanto manifestação plena, apenas diante da medicina e o complexo industrial hospitalar e farmacêutico. Reconheço que nesta área as relações se dão de formas mais ‘dolorosas”, por isso são mais sentidas. Mas o drama se repete em outras áreas ou subsistemas, como a economia, o sistema educacional, à política, o Direito e seus órgãos julgadores, etc…A Vida não aparece nem transparece num mundo de coisas tornadas mercadorias, onde tudo pode ser comprado e vendido. Ao fim, tornamo-nos também “coisas entre coisas”. Repugnante sim, como intuía o escritor Kafka, mas é este o sistema operante e o fluxo que nos arrasta, sem dó, sem piedade! Recomendo a Arte, para quem queira sair do fluxo! É um meio poderoso, mas tem também suas consequências.

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