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Ao alterar o Marco Civil da Internet, STF responsabilizou as big techs por crimes digitais. Mas uma batalha jurídica iniciada em seguida pelas corporações abre enorme brecha para manipulação eleitoral. Quais os riscos e como enfrentá-los
Responsabilizar plataformas por conteúdos ilegais é tarefa urgente – e o STF deu um grande passo. Porém, ao dar amplo poder para elas removerem conteúdos, pode criar ambiente de censura seletiva feita por corporações já coniventes com a extrema direita
Agência que floresceu com as privatizações faz lobby pesado para se tornar a reguladora da internet no Brasil – esvaziando o Comitê Gestor, onde há forte participação da sociedade civil. Possível resultado: vazios de conexão no país e mais poder às Big Techs
Há um caminho apressado, que está em voga mas poderá dar ainda mais poder a estas corporações. Há uma alternativa, recém proposta pelo Comitê Gestor da Internet. Ela separa o joio do trigo e concentra o fogo em quem produz manipulação algorítmica
Lei fundamental à defesa dos direitos e democracia na rede completa hoje dez anos. Alegando novidades tecnológicas, alguns querem feri-la. É grave engano: o que falta é aplicá-la de fato e coibir o poder das Big Techs
Num pleito ameaçado por fake news, alguns tentam restringir o papel do TSE e dar “liberdade” às plataformas. As manipulações recentes não ensinaram nada?
Para lucrar ainda mais, corporações demitiram 280 mil profissionais só nos últimos quatro anos. Resultado: número de violações na internet atingiu o maior pico desde 2008. Regulação e ética na IA exige transparência e garantia de revisão humana
Congresso cedeu às pressões das plataformas. Mas, nesta quarta, quatro ações na Corte podem criar uma nova interpretação do Marco Civil da Internet e, assim, regulá-las em parte. A transparência e o combate às redes de mentiras estão em jogo
Conselhos e conferências foram asfixiados. Os anseios das maiorias, limitados a governo eletrônico e redes sociais. Será preciso reconstruir os dispositivos de participação social: mais popular que institucional; digital, mas sem perder as rua
Vasta pesquisa sobre o uso dos dados no Brasil demonstra: além de desrespeitar privacidade, medicina de negócios não está preocupada em garantir direitos das populações mais vulneráveis. O cenário pode mudar no governo Lula?
Brutalidade de Trump choca, mas não é raio em céu azul. Por décadas, mundo das corporações sequestrou a riqueza coletiva e zombou da democracia e dos direitos. Resultado: um sistema arcaico e cada vez mais indesejado, mas em crise aguda
No rastro das agressões de Trump há uma tentativa de reconfigurar o desejo político. Já não seria o trabalho coletivo de construção do comum, mas o culto à força e seu impacto. O cinema, com seus “resolutores” viris, construiu este imaginário. Enfrentá-lo será uma das grandes batalhas do presente
Em nome do “equilíbrio fiscal”, economistas de direita propõem limitar o salário mínimo e os benefícios sociais – e governo os satisfaz em parte. É tolice e interesse. Ganhos do trabalhador retornam à economia e ao Estado. Mas os rentistas querem o controle total do Tesouro
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