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Há os que dizem que a competição, inclusive entre pessoas, é chave para o sucesso. Mas o desenvolvimento das nações e sociedades depende mais de cooperação e reciprocidade. Desafio: criar mecanismos concretos de articulação e fazer da diversidade uma força produtiva
Um exame da civilização humana coloca em xeque aqueles que refutam, “cientificamente”, perspectivas coletivistas. Significa valorizar cuidado e cooperação, e deixar de enxergar a competição como “natural”. E considerar de modo crítico a família nuclear, invejosa e paranoica
Urbanização do Brasil intensificou-se nos anos 1980, junto à ascensão das lógicas neoliberais. O efeito foi também psíquico e simbólico: mais que espaços físicos, metrópoles converteram-se em arena da “guerra de todos contra todos”
O sistema entende a vida como uma luta na qual só alguns devem vencer, promovendo líderes capazes, desde a infância, de coagir, submeter e ser brutais. Não precisa ser assim. Na competição, todos somos, de algum modo, derrotados
No último capítulo de seu novo livro, economista demonstra: nunca foram tão claras como hoje as bases materiais para sociedades baseadas na colaboração. Se quiser lutar por elas, porém, esquerda terá de atualizar seus programas
Esforço por reconstruir um pensamento pós-capitalista inclui abrir as fronteiras que separavam, no passado, as distintas correntes contra-hegemônicas. Combate do príncipe rebelde russo ao darwinismo vulgar também diz algo sobre narcisismos da esquerda
Para o neurobiólogo Humberto Maturana, a origem do Homo Sapiens não está na competição, mas na vida coletiva e no cuidado mútuo. Mas capitalismo nos aliena mais das dinâmicas que sustentam a vida. Resta-nos uma virada cultural — ou a extinção
Há cinco séculos, ele é hegemônico — pois está no centro das lógicas capitalistas. Mas, num mundo movido pelo conhecimento, tolhe a inovação, que exige colaborar e compartilhar. O velho modelo só resiste apoiado na força. Até quando?
Um pilar oculto do domínio neoliberal sustenta: Estado, escola, família e até a vida pessoal devem orientar-se pelas lógicas e éticas das corporações. Há rotas de fuga
Em novo livro, dois sociólogos propõem: é hora de perceber que as intimidações não são desajustes individuais. Elas reproduzem a disputa que o capitalismo estimula
São Paulo na garupa: quem decide para onde a cidade anda, e por que a necessidade não se esgota na […]
Enquanto o mundo volta os olhos à Gaza, expansão de assentamentos sionistas reconfigura o mapa palestino no Vale do Jordão. A violência dos colonos é central neste plano. Israel formaliza expulsão e prisão de palestinos. Nova operação militar escala a crise
De la Espriella assume a presidência num país polarizado. Seu discurso é de paranoia e paramilitarismo. Ostenta vida de luxo num dos países mais desiguais do mundo. E insufla a virilidade e o machismo como virtudes máximas. Como venceu?
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