Brasil: quem aposta na violência

Black-bloc é apenas detalhe. Diante da paralisia do governo, e das dificuldades dos movimentos sociais, direita flerta com caos

140128-CopaB

Black-bloc é apenas detalhe. Diante da paralisia do governo, e das dificuldades dos movimentos sociais, direita flerta com caos

Como 2014 promete emoções fortes… Em São Paulo, por pouco não surgiu, nas últimas horas, a primeira vítima fatal das manifestações contra a Copa do Mundo. Fabrício Proteus Chaves, de apenas 22 anos, correu risco de morte depois de ser baleado sábado, de modo covarde e fútil – no peito e nos testículos – por policiais militares. O secretário de Segurança tenta proteger os que atiraram. De Lisboa, a presidente Dilma Roussef convocou (para fevereiro) reunião de emergência… Porém, o silêncio, diante dos novos atos brutais cometidos pela polícia paulista leva a temer que o governo federal manterá, em relação aos protestos, a atitude de avestruz adotada a partir de outubro. A repressão concentra as atenções sobre o black-bloc. Mas será ele, de fato, um oponente da brutalidade do Estado? Ou, pelo contrário, contribui pra radicalizá-la, ao adotar a violência como arma política e tornar legítima, portanto, a lógica que sustenta a repressão policial? A seguir, três hipóteses sobre os últimos acontecimentos.

1. A PM paulista provoca manifestantes e age para criar um fato dramático

Pelo menos duas cenas demonstram que, na manifestação de sábado, a polícia militar de São Paulo voltou empregar violência gratuita e agir de forma abertamente provocadora. A primeira são os disparos contra o jovem Fabrício. Confira as imagens, em especial a partir do segundo 00:12. Fabrício não “se atira” contra um dos policiais (que havia tropeçado), como alega o secretário de Segurança. Sua queda é claramente precedida pela cena em que outro policial saca a arma e a aponta para o garoto. A conclusão evidente é que sofreu o impacto do tiro e caiu. Depois disso, quando já não poderia representar ameaça alguma, recebeu mais dois disparos, ambos à queima-roupa. No entanto, sem se dar a qualquer esforço de investigação, os jornais sustentam que há “duas versões” sobre os fatos – como se não fosse possível verificar qual delas é verdadeira.

A segunda cena é a ação brutal com que a PM agiu contra manifestantes que haviam se refugiado no Hotel Linson, na rua Augusta, assustados com a tropa de choque. Repare, nos dois vídeos. A tropa de choque entra aos berros, disparando balas de borracha dentro do saguão, contra pessoas que não esboçam resistência alguma (muitas deitadas no chão). Depois, ao conduzirem os detidos ao camburão, os PMs o fazem aos safanões e “gravatas”, chutando até mesmo um fotógrafo da Agência EFE que registrava os fatos.

sppresosvagnermagalhaes

Lembre-se: horas antes, a polícia não havia impedido os black-blocs de depredar dezenas de vitrines, fazer barricadas de fogo ou virar contêiners de lixo sobre a rua. Agora, é selvagem contra pessoas pacíficas. Este padrão bizarro de comportamento repete-se inúmeras vezes, desde as jornadas de junho. Por exemplo, na depredação do terminal de ônibus do Parque Dom Pedro II (25/10) (e também em outros estados, como no quase-incêndio da Câmara Municipal do Rio, em 7/10). Será apenas despreparo policial?

Ou a PM paulista age orientada por interesses partidários? Nas eleições presidenciais de novembro, a presidente Dilma tem amplas chances de vitória. Seus adversários conservadores buscam, para embaralhar o jogo, um fato – qualquer um – capaz de provocar comoção nacional. Gente como Geraldo Alckmin, que liderou a destruição do Pinheirinho, hesitará em reprimir manifestações com violência, se o ganho político puder ser esta comoção?

2. Obcecado pelo cálculo eleitoral, o Palácio do Planalto adota a estratégia do avestruz

O suspeitíssimo comportamento da polícia de São Paulo poderia ser um problema menor, se o governo federal fizesse alguns gestos simples. A presidente Dilma nem precisaria se envolver diretamente. Bastaria que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, responsável por coordenar a defesa da segurança pública no território nacional, declarasse, por exemplo, que está consternado com os tiros disparados contra Fabrício Chaves; ou que julga descabidos os procedimentos da PM no Hotel Linson. A polêmica estaria criada. Voltaria a ficar claro que há, no universo da política, visões distintas. Para alguns, as questões sociais são “caso de polícia”. Para outros, as reivindicações populares precisam ser recebidas com diálogo, não a bala.

Mas, desde outubro de 2013, houve uma reviravolta no governo Dilma. A presidente sabe que é acossada por uma mídia hostil. Está, obviamente, empenhada em se reeleger. Porém, julgou que, para isso, o melhor é adotar uma atitude de retranca. Como um time de futebol preocupado apenas em segurar um resultado, seu governo abdicou da ousadia. Nada cria. Deixa todas as iniciativas aos adversários. Torce apenas para que o tempo corra rápido, até outubro.

Talvez não perceba o quanto esta atitude é trágica – porque apaga, aos olhos da população, as diferenças. Assim como ocorre na Europa, há anos, surge a ideia de que os políticos são todos iguais, y no nos representan.

Esta postura contamina, aos poucos, todas as ações do governo federal. Na Economia, leva a Dilma ao Fórum de Davos, para dizer que o Brasil curva-se às ideias ortodoxas (leia análise brilhante de André Singer). Na resposta às manifestações sociais, provoca o encerramento do diálogo com os movimentos (ensaiado com sucesso em junho, mas interrompido em outubro) e aposta numa estratégia cuja base é o controle policial.

Ao invés de se manter crítico aos comandos das PMs e aos governos que as controlam, o ministro Cardozo afaga-os. Anuncia “ações conjuntas”. Promete “reforços”, “apoio”, “assistência”. Produz-se, então, o cenário dos sonhos, para os interessados em manter a brutalidade da tropa de choque e tentar usá-la com fins eleitorais. Eles se convencem de que poderão continuar a praticar barbaridades. E sabem que estão blindados pela mídia: qualquer episódio desastroso será jogado na conta do Palácio do Planalto…

Estão reunidos os ingredientes para um grande desastre político? Não: falta mencionar a indispensável contribuição dos black-blocs.

3. O Black-bloc reforça exatamente aquilo que diz combater

Desde julho, nenhum movimento social brasileiro obteve, da mídia, destaque comparável ao black-bloc. Em setembro e outubro, dezenas de milhares de bancários fizeram uma greve nacional como há muito não se via. Durou 22 dias e arrancou dos banqueiros um reajuste salarial acima da inflação. Jamais chegou às manchetes dos jornais ou foi destaque nos noticiários da TV. Em novembro, oito mil famílias ligadas ao MTST – mais que a população de milhares de cidades brasileiras – ocuparam, na zona sul de São Paulo, uma grande área antes reservada à especulação imobiliária. Lá, organizaram um sistema de convívio alternativo – na alimentação, limpeza, segurança, creches – que perdura e cresce. Quase não há reportagens a respeito, apesar do enorme interesse que despertariam. Mas uma manifestação de 1,5 mil black-blocs gera horas na TV e dias seguidos de manchetes.

Num certo sentido, é compreensível. O black-bloc surgiu há pouco, no Brasil, e novidades atraem; além disso, fogo, fumaça e gente mascarada são elementos imageticamente fortes. Mas é provável que este não seja o único fator. Para quem quer multiplicar a repressão contra os movimentos sociais, nada mais útil que naturalizar a violência; que apresentá-la como algo praticado igualmente pelos manifestantes e pela polícia; que levar a sociedade a aceitá-la ou desejá-la.

aoq8tozl45wric8mz6mpgua9m-e1390940443449

Um vídeo feito também no sábado, na Praça da República, por onde passou a manifestação contra a Copa, ilustra isso de modo emblemático. Milhares de pessoas assistem a um show musical. Um grupo de black-blocs investe contra o palco, atirando latas de cerveja contra os que lá estão. A multidão revolta-se. Um dos agressores mascarados começa a ser linchado pelos populares. Só escapa porque um segurança intervém, extintor de incêndio em punho. Ainda mais grotesco: o apresentador toma o microfone e exclama: “tem de dar porrada, mesmo”! É ovacionado pela multidão.

No sábado, os black-blocs produziram, em série, atos de violência gratuita como este. Diante do Teatro Municipal, hostilizaram os participantes de uma comemoração dos 460 anos de São Paulo. Testemunhas dizem que estouraram uma bomba. Investiram contra os policiais, com rojões e bolas de gude, antes de serem atacados.

Dizem ser radicais contra a opressão do Estado, mas a cena da Praça da República serve como metáfora do que podem, involuntariamente, produzir. Ao elegerem a violência como método de luta principal contra o aparato repressivo, acabam por legitimá-la. São compreendidos pelos que desprezamos o capitalismo – principalmente por serem jovens e não temerem expor-se ao risco. Mas que resposta sua atitude despertará, entre a vasta maioria que está fora de nossas redes sociais endogâmicas? Até agora, todas as evidências sugerem que não virão aplausos, mas apoio à ação policial, muito mais violenta: “tem de dar porrada, mesmo”!

* * *

A cinco meses da Copa do Mundo e a nove das eleições, há algo muito grave na conjuntura brasileira. O governo Dilma assemelha-se a um grande navio à deriva, que perdeu a bússola política e se orienta apenas pelo meteoro fugaz das eleições. Os movimentos sociais históricos atuam – mas não conseguiram, ainda, apresentar uma alternativa de conjunto, capaz de recompor um horizonte utópico e entusiasmar as maiorias. Grupos como os black-bloc são, evidentemente, incapazes de fazê-lo – e seria tolo esperar isso deles. A direita política e midiática, esta sim, parece saber muito bem o que quer. E está determinada a alcançá-lo.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também:

12 comentários para "Brasil: quem aposta na violência"

  1. Uma análise que criminaliza o Blackbloc, vendendo a ideia de que seja um movimento minoritário da violência dentro da sociedade brasileira tem o que a dizer dos mais de 50 mil homicídios que se cometem anualmente no país?

  2. marcio ramos disse:

    … é isso mesmo…
    …a galera coloca mascara na cara e folga mesmo, isso é verdade, mas ninguem ali é facista, mas é questão de tempo chegam os oportunistas, esta gente e covarde e traira, se os Black Block quiserem resultados precisam mudar e não ficar imitando a gringaiada que está perdendo, porque a bala ta saindo pela culatra e se pisarem em terreno que não é o deles vão tomar pau como ja aconteceu outras vezes… e isso não funciona… tem que conquistar resultados sem baixa pô…
    … a policia faz o jogo sujo, sabe manipular, o comando da PM em reuniões com o governador determinam o que o soldadinho que toma lavagem cerebral tem que fazer e faz… tá na cara que a policia permite o começo e ate incita a quebradeira dos cara coberta, isso é especialidade do Alckmin e é jogo politico, veja a cracolandia; toda manifestação tem sido assim, manipulação pra otario… o estranho são uns playba que organizam ali na frente e não querem papo, entrevista e nada, ta limpo, mas ja acho estranho, se não tem coragem de falar é recruta sem experiencia e ta perdendo e prejudicando quem esta com estrategias de resultados…
    … este governo do PT é mole, nem tem o que falar, evestruz é elogio…

  3. Escreveu tudo isso por que está com medo que Dilma perca as eleições pra direita? É essa a questão? É isso que te incomoda? Se for só isso, só lamento. Se chegamos a esse caos, o PT contribuiu com ele, ao adotar a mesma política econômica do PSDB. O PT ajudou a diluir a diferença entre esquerda e direita. A população não faz mais essa distinção. Enxerga tudo como farinha do mesmo saco. E estão tão errados assim? Do jeito que as coisas andam, pq se preocupar se Dilma vai ganhar e a direita vencer? É mais preocupante que o governo do PT, que esvaziou a política, se perpetue. Qual a grande diferença do PT pro PSDB? Neoliberal por neoliberal, o PSDB pelo menos é o neoliberal original.

  4. M. Maclay disse:

    O sr Antonio Martins deve assistir muita manifestação. Por Youtube. Como ele sugere, após um texto relatando as atrocidades da polícia, que o manifestante reaja? Abra o peito pra levar bala? Ou monte piquete, revide com pedras para retardar (sim, no mais das vezes funciona) a ação policial, que já viu-se que pode ser letal. Não é questão de fugir da cadeia, é preservar a vida. Não tem ônibus nas ruas, as luzes são desligadas e os manifestantes são cassados por jipes da PM.
    Revidar (e criar mecanismos que sustentem a manifestação no caso de uma ofensiva, o escopo original dos BB’s) é no mínimo legítima defesa.

  5. Maicous disse:

    Gostei de sua análise.
    Creio que tudo só vai melhorar mesmo quando nós seres humanos evoluirmos espiritualmente e formos responsáveis por nossas vidas. Este sistema representativo nunca vai dar certo, pois ninguém me representará tão bem quanto eu mesmo. Não deve mais haver a profissão de político. Nós devemos nos representar. Sei que isto implica uma alteração total da organização social como ela é hoje, e esta é justamente a solução. Mudança total. Como alcança-la???
    Simples, Gandi já nos mostrou como fazer uma revolução, basta fazer igual.
    Mas acredito que o povo brasileiro ainda não esta amadurecido pra conseguir fazer isto. Infelizmente parece que haverá muita violência mesmo pela frente.
    Que Deus nos ajude.

  6. Antonio Luiz Marchioni disse:

    Caro Martins. Boa análise.
    Urge refletir o conceito de VIOLENCIA… E a violência silenciosa dos que morrem sem atendimento médico, etc… Violência da falta de escola, creche, etc… Do contrário parece que VIOLENCIA é somente quando quebra BANCOS… Abc. Antonio

  7. Sobre seu artigo Antônio Martins
    Torna-se incoerente e sem credibilidade ao associar segurança pública ao governo federal, esquece de explicar 2 coisas, o estado não é subordinado à união, do tipo “Dilma manda nos governadores e governadores mandam nos prefeitos”, a 2ª, não é competência da União a segurança pública.
    Vamos ali dar uma voltinha na sala de aula:
    http://youtu.be/Iw5hIhYcPf0
    Um resumo pode ser visto aqui:
    http://www.educacaopublica.rj.gov.br/…/cidadania/0062.html

  8. Romeu de Laguna -SC disse:

    Esquerda festiva é só o que existe, a luta pela conquista de uma mansão com piscina maior que a do companheiro de lutas… Direita onde? O gosto pelo sangue jorrando começa nas novelas e termina nas escolas partidárias ou nas torcidas organizadas. Todos querem sangue… infelizmente, como alguém acima já lembrou, os homicídios, as overdoses, a ausência de atendimento de saúde com qualidade, a falta de educação de qualidade, etc, não é suficiente para atenuar o gosto de sangue de uma intelectualidade cada vez mais primitiva.

  9. Willy Sandoval disse:

    Talvez não perceba o quanto esta atitude é trágica – porque apaga, aos olhos da população, as diferenças. Assim como ocorre na Europa, há anos, surge a ideia de que os políticos são todos iguais, y no nos representan.
    E a lógica do governo petista de Dilma é impedir a todo custo que surja politicos que possam representar pelo parte considerável da população.Vide o fato da total inviabilidade da criação do partido da Marina pelo tapetão juridico politico dos interesses petistas, que querem ganhar a eleição de qualquer maneira custe o que custar.Já o partido do adesista Kassab teve todo o apoio do aparato chapa-branca. Por isso mesmo é ridiculo de vossa parte querer jogar toda a parcela de culpa na direita reacionária que faz de tudo para inviabilizar o governo progressista de Dª Dilma.O regime é presidencialista , ela é a Presidenta ou PRESIDANTA para ser mais exato e é a maior responsável por tudo de ruim que está acontecendo junto com seu partido de sustentação o PT.
    Por isso nas próximas eleições a decisão está tomada:
    FORA DILMA!!!! FORA PT!!!

  10. Cris disse:

    Olá
    Seu texto, escrito em janeiro anteviu o que está acontecendo agora. Sinal de que fez uma leitura sensata dos acontecimentos. Parabéns. Só gostaria de fazer uma ressalva, quem põe máscara para atirar pedras em civis, ou saqueia lojas, não eh black bloc. Quando muito quer se fazer passar por BB nunca versão adulterada e totalmente tupiniquim do uso da violência. Outra coisa, black bloc não eh novidade no Brasil, reveja as notícias da manifestação contra a Alca em são paulo do dia 21 de abril de 2001, naquela ocasião os black blocs surgiram espontaneamente para defender os manifestantes e não chamaram a atenção da mídia, porque a mídia, de modo geral, ignorou a manifestação, apesar do espancamento, de gente cegada por bala de borracha e denúncias de ativistas presos e torturados nas delegacias.

  11. ernani disse:

    Não é questão de direita ou esquerda. Nossa esquerda em geral é burra sabem recitar refrães. Os ditos lideres da esquerda adoram andar nos jatos dos capitalistas, isso para mim fede conflito de interesse, quem empresta um jato para ir ao Pantanal pescar com os amigos já esta com o rabo preso a muito tempo. E uma vez com rabo preso vira refém de quem emprestou aeronaves. Um amigo diretor da antiga Auto Latina participou em reuniões com o maior líder sindical na época e ele já aceitava o tanto pra mim tanto para o sindicato e eu suspendo a greve.
    Essa violência é uma frustração generalizada da população cansada de ser roubada, cansada de ter menos direitos que os bandidos, não ter os direitos básicos de ir e vir, direito a vida. Esta população esta cansada de ser roubado por funcionários públicos de alto escalão, políticos sem princípios e ética.
    É a frustração tomando a dianteira.
    Estas pessoas que roubam o dinheiro publico e fazem mal uso dele, matam indiretamente mais que toda a bandidagem do Brasil. Eles matam por falta de leitos e atendimento nos hospitais, serviços de saneamento, falat de segurança publica, serviços sociais, matam através de rodovias deficientes, e dai por diante. Qual a diferença de um comandante de campo de extermínio e nossa classe politica e da administração publica e toda corja burocrática? Só o meio de matar.

  12. Maria Virginia Zermiani Moreira disse:

    De acordo com o Ernani. Maus políticos matam mais que guerras. Nas guerras sabe-se que vai morrer ou matar. Mas numa sociedade em que impera a corrupção, a falta de ética, a imoralidade, morre os inocentes. Morrem crianças nas ruas, vítimas de maus tratos. Morrem idosos nos asilos esquecidos do que fizeram pelo país. Morrem os jovens que não veem um futuro, seus sonhos e projetos morrem por falta de educação, de trabalho, de oportunidades. E morremos todos pagando altos impostos que não tem nenhum retorno para nós, ficam todos nos altos salários, nas mordomias de políticos e seus camaradas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *