O “golpe pelo telefone”, 55 anos depois

Em 1961, Brizola venceu os golpistas porque arriscou o mandato e fixou-se num projeto de país. Que há para aprender com ele hoje?

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Ninguém vai dar golpe pelo telefone”, disse Leonel Brizola em agosto de 1961 e mudou a história do Brasil. O presidente Jânio Quadros renunciara no dia 25. Mas seu vice e sucessor constitucional, João Goulart, não poderia assumir – anunciaram imediatamente os partidos conservadores, a mídia e o exército. Para eles, “Jango” era esquerdista demais. A resistência partiu do governador gaúcho. Num lance de audácia, Brizola convocou a população e a Brigada Militar a resistir no Palácio do Piratini.

O poder militar reagiu de imediato. Para calar a rebeldia, o marechal Odilio Denys, ministro do Exército (“da Guerra”, então) e o general Orlando Geisel, comandante do 3º Exército, lançaram, em telefonemas, o ultimato. A mobilização deveria ser encerrada – ou os tanques, os aviões Gloster Meteor, da Aeronáutica, e as corvetas da Marinha estacionadas no porto seriam autorizados a bombardear o palácio. Era humilhante demais, julgou Brizola. Se quisessem consumar o golpe, que enfrentassem a resistência.

Os militares recuaram. O golpe pelo telefone foi abortado. Mais de meio século depois, quase tudo mudou, mas algo se mantém. Desde quarta-feira, os conservadores já não esperam pelo “impeachment” de Dilma. Querem levá-la à renúncia e, em especial, evitar que Lula, nomeado ministro, chegue a tomar posse. Por que o fazem? Como se articula – até este momento, com sucesso – a campanha de bloqueio à posse de Lula e às ações de Dilma? De que modo este movimento, além de ameaçar o governo, quer impor uma agenda ultra-conservadora ao país? Quais as chances de encontrar uma brecha e romper o cerco? A seguir, oito hipóteses sobre a crise.

1. Para a coalizão conservadora, já não basta o impeachment

A partir de quarta-feira à noite, um ato do juiz Sérgio Moro, logo após a confirmação de que Lula assumiria o ministério da Casa Civil, projetou a crise política para um novo patamar. Já não se trata apenas de debater a possibilidade de um impeachment da presidente. Uma coalizão formada pelos grandes grupos da velha mídia, os partidos de direita e centro-direita e lideranças empresariais como Paulo Skaff querem bloquear, na prática, a possibilidade de a presidente governar. Há três instrumentos principais para isso: a) Um massacre midiático, que passou a dominar por completo o noticiário dos telejornais, jornais e revistas; b) Uma sucessão atos ilegais de juízes, procuradores e delegados da Polícia Federal, adotados para repercutir intensamente na mídia – que os publica com imenso destaque, sem se importar com seu caráter abusivo; c) A construção, também nas ruas, de um suposto “consenso” em favor da renúncia de Dilma (o que dispensaria o impeachment). Para isso contribui, além do massacre midiático e dos abusos jurídicos espetaculares, a Polícia Militar, – disposta, especialmente em São Paulo, a criar um ambiente de caos capaz de sugerir que, para restabelecer a ordem, a presidente deve cair.

2. Busca-se evitar um “risco”: e se Dilma cumprisse o que propôs?

A tentativa de inviabilizar o governo e levá-lo à renúncia sem necessitar do impeachment expressa uma mudança brusca de tática e tem sentido evidentemente programático. Dilma foi cozinhada em banho-maria nos últimos meses. O pedido de impeachment, aceito por Eduardo Cunha em 2 de dezembro, tramitava até agora entre avanços e recuos, mordes e assopras. A paralisia da presidente e, em especial, sua insistência em governar contra o programa pelo qual foi eleita pareciam comprazer as forças hoje animadas por derrubá-la. Bastou, porém, o anúncio do empossamento de Lula para que se deflagrasse um tsunami. A revelação, por Moro, dos grampos telefônicos a que foi submetida a própria presidente ocorreu no exato momento em que circulavam rumores sobre uma reforma de governo que pode tornar ministros Celso Amorim, Ciro Gomes e Franklin Martins. Ficou claro: o que atiça a coalizão golpista não são eventuais malfeitos do governo – mas o “risco” de que ele, finalmente cumpra aquilo a que se propôs quando apresentou-se aos eleitores.

3. Há caminhos para a mobilização da sociedade…

Meses de letargia, diante de um inimigo poderoso e agressivo, tornaram a situação do governo muito difícil. Mas a aplicação do programa de campanha parece ser, como se viu em texto anterior, não apenas a única alternativa para Dilma e Lula, mas também algo de grande poder mobilizador. Abriria diálogo com dois públicos. Primeiro, os movimentos sociais, os intelectuais que os apoiam, as bases de apoio do lulismo e outros setores da esquerda. Basta ver, por exemplo, a manifestação de milhares de pessoas anteontem, na PUC-São Paulo; ou o texto breve, porém muito incisivo publicado por Guilherme Boulos a respeito da conjuntura – sugerindo que os sem-teto estarão presentes nas marchas em defesa da democracia, hoje. Este poder será multiplicado se os novos ministros forem nomeados rapidamente e se eles começarem a criar fatos políticos há muito esperados. Entre estes: o fim do (des)ajuste fiscal, a perspectiva de uma lei de democratização das comunicações (para a qual Franklin Martins redigiu uma proposta detalhada e viável), a sinalização de que o Brasil voltará a ter política externa independente (ao contrário da pequenez dos últimos seis anos), a disposição para denunciar a aristocracia financeira (um tema que pode render a Ciro Gomes o espaço de um Bernie Sanders brasileiro).

4. … e para dialogar com a economia real

Mas não é só. O destravamento da economia brasileira, hoje submersa numa crise fabricada pelo (des)ajuste fiscal, permitirá atrair de novo setores que hoje engrossam por desespero ou desesperança o descontentamento. Estão entre eles os trabalhadores à beira de perder o emprego ou os empresários tragados por dívidas bancárias. Assim que recomposto, o governo precisa emitir mensagens claras – e muito rápidas – de mudança. São elas que permitirão furar o cerco que lhe impõe a coalizão conservadora. Na situação quase surreal em que estamos, o Poder Executivo (normalmente símbolo mais claro do poder de Estado) precisa encontrar pequenas brechas para enfrentar o cerco que lhe fazem os adversários.

5. Os elementos do cerco: o Judiciário amarra o governo…

O cerco que paralisa o governo Dilma desde o anúncio da nomeação de Lula merecerá, no futuro, um exame profundo dos cientistas políticos. A partir de quarta-feira, a presidente encontra-se inteiramente paralisada – agora, não apenas por sua conhecida hesitação. As chances de recomposição do governo foram por uma articulação entre velha mídia, aparato judiciário-policial e mobilizações de rua favorecidas tanto pelo noticiário quanto pela polícia.

O primeiro elemento é o Judiciário. Os abusos contidos na revelação, por Moro, do grampo contra Lula e Dilma são múltiplas e flagrantes: provável interceptação dos telefones da chefe de governo, vazamento das falas à mídia, exposição de conversas íntimas sem nenhuma relação com os fatos investigados. Mas esta fieira de ilegalidades – que apenas completa outras, cometidas há meses – não leva os tribunais superiores, nem o Conselho Nacional de Justiça a adotar nenhuma medida contra o juiz Sérgio Moro, por mais leve que seja. Ao contrário: desde quarta-feira, as ilegalidades de Moro têm sido usadas como base para dezenas de ações que bloqueiam a posse de Lula. Em muitos casos, os juízes que as proferem sequer escondem seu partidarismo.

Em 1964, o Supremo Tribunal Federal considerou que a deposição de um governo legítimo, por um golpe militar, não afrontava a Constituição – e recebeu o primeiro ditador, Castello Branco, com honrarias. Vê-se agora que não se tratou de um ato do acaso.

6. … a mídia constrói o pensamento único sobre a crise

A explosão na mídia das gravações de Moro é uma aula de manipulação na época da sociedade do espetáculo, em três atos.

1) Choque. Os diálogos apareceram, quarta-feira poucos minutos antes do Jornal Nacional. No primeiro momento, destacou-se a possível ousadia do ato: “Polícia Federal intercepta diálogos entre Dilma e Lula”, ou variações. Sem nenhuma crítica à interceptação (como se práticas de Estado Policial fossem normais ou necessárias) e sem análise do conteúdo das conversas, os portais e os noticiários da noite buscaram criar um clima de “a casa caiu”. Recorreu-se até mesmo a expedientes de interpretação teatral esdrúxulos, como a leitura dramática dos diálogos, pelos dois apresentadores do Jornal Nacional. Isso desfez a curiosidade, até então predominante, sobre o que mudaria no governo Dilma com a entrada de Lula.

2) Exploração Intensiva. Nos noticiários da manhã de hoje, passou-se do choque instantâneo à repetição prolongada. Usa-se à exaustão a técnica de apresentar a imagem de um documento oficial, como se este caráter fosse sinal de verdade; de descontextualizar certos trechos curtos, destacando-os ampliados; de fazer interpretações destes segmentos, apresentando-as como as únicas possíveis. Para a esmagadora maioria dos espectadores, funciona como se estivessem entrando em contato com a revelação da verdade contida nos documentos.

3) Desaparecimento súbito. A interceptação das gravações entre Lula e Dilma evaporou do noticiário já no meio da manhã, tão subitamente como entrara. Foi substituída por outro factoide: a decisão de um juiz de primeira instância de Brasília, anulando temporariamente a posse de Lula. A desaparição súbita é muito conveniente porque evita que as críticas ao fato (no caso, apontando a ilegalidade e abuso da escuta) cheguem ao público médio. Uma vez utilizada como instrumento de propaganda maciça, a notícia deve desaparecer. Durante horas, o que dominou os portais de internet (em manchetes gigantescas) foi o bloqueio à posse de Lula.

Mas as técnicas são idênticas: choque, exploração intensiva e desaparecimento súbito, antes que se desenvolva a crítica.

7. … e as ruas tornam-se a um fator de legitimação

Tão tolo quanto negar a legitimidade das manifestações contra o governo seria desconsiderar seu contexto. Nos últimos dias, o massacre midiático intensificou-se como nunca. Na quarta-feira, o Jornal Nacional dedicou 68 minutos ao vazamento dos grampos contra Lula – aplicando sempre os métodos apontados acima. Que reputação resistiria a tal bombardeio?

A nomeação de Lula gerou, entre um público formado pela TV, indignação previsível. Então, a mesma TV agiu para multiplicar o alcance deste fato – a as Polícias Militares ofereceram seu auxilio. Em São Paulo, um grupo de manifestantes que se reduzia a trinta pessoas pelas manhãs bloqueou por 40 horas a Avenida Paulista, principal artéria do centro da cidade. A mesma PM conhecida pela truculência contra manifestações rebeldes, agora encarregou-se de desviar o tráfego, em favor dos que pediam o impeachment (eles foram finalmente retirados da avenida, na manhã desta sexta).

Aglomerações semelhantes, em tamanho e sentido, repetiram-se em diversas capitais. Foram apresentadas na TV e nos portais, em intermináveis flashes, como sinais da indignação popular. As fotos e tomadas de câmera eram feitas a partir de baixo, de ângulos em que se torna difícil saber se uma manifestação reúne cem ou cem mil pessoas. Inverte-se uma lógica. As mobilizações sociais já não são instrumentos de pressão das multidões contra os poderosos, mas meios que o verdadeiro poder utiliza para legitimar seus atos…

Mas fecha-se, assim, o quadro. Para o telespectador médio, a Justiça, a imprensa e as ruas insurgem-se contra a posse de Lula e a chance de Dilma retornar a seu programa. Quem ousará defender tais hipóteses?

8. Um pouco de brizolismo não faz mal a ninguém

Há 55 anos, quando desafiou o “golpe por telefone” e desfez sua trama, Leonel Brizola arriscou o mandato de governador e a vida. Talvez por isso, tenha salvado ambos. Em certos momentos, desafiar o pragmatismo, desprezar o que parece ser o caminho mais cômodo, é o único meio não apenas para preservar a chama das ideias – mas também para obter vitórias concretas.

A esta altura, as chances de evitar o impeachment, que pareciam reduzidas no início da semana, estreitaram-se um pouco mais. Com Lula paralisado, só uma mobilização popular surpreendente – porque contrária à imensa pressão conservadora – alterará o prognóstico mais provável. Para a noite desta sexta-feira, precisamente, estão marcadas, em muitas cidades, manifestações contra o golpe.

Será ótimo se forem muito mais que a defesa de um mandato ou um posto de ministro. Uma pauta crucial para o futuro do país está em jogo. Sem debate algum com a opinião pública, o Congresso debate a concessão do pré-sal a corporações globais; a submissão completa do Banco Central à aristocracia financeira; restrições ainda mais amplas ao aborto; um Estatuto da Família que exclui as uniões homoafetivas; mais dificuldades à demarcação de temas indígenas e quilombolas; etc etc etc.

Os que promovem tal agenda têm um objetivo claro. Querem evitar que, diante da crise do lulismo, a sociedade possa debater um leque de alternativas. Preferem que surjam, em vez disso, “lições de casa” a cumprir obedientemente e sem criticas.

Este impasse permanecerá, seja qual for o destino do governo Dilma. Ao contrário do que pensam alguns, evitar o golpe promovido pela coalizão conservadora não é um objetivo menor. Mas, assim como fez Brizola em 1961, será bom ter em mente que a luta não é por mandatos e postos, mas por projetos. Foi esta visão essencial que levou o mesmo personagem, muito tempo mais tarde, a desafiar a TV Globo e tudo o que ela representa frisando que não chegara aos 70 anos – a idade atual de Lula – “para ser um acomodado”…

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12 comentários para "O “golpe pelo telefone”, 55 anos depois"

  1. Cleci disse:

    Pode me informar como faço para me descadastrar e parar de receber esses emails?
    Obrigada

  2. Ricardo C. disse:

    Caro Antonio
    Eu tenho a fazer a você uma clássica pergunta à la Garrincha: Você já combinou com a Dilma?
    Porque o maior estorvo ao governo Dilma, o que mais conspira para a sua queda é… a própria Dilma.
    Você já perguntou a ela se haverá reforma ministerial? Pelo contrário, ela já disse que na economia ninguém mexe. Mercadante e Cardozo são intocáveis. O tal “republicanismo” imobilista da Dilma parece ter devorado rapidamente o próprio Lula, que, de repente, deixou o papel de jararaca para voltar a ser Lulinha Paz-e-Amor, ou seja o mesmo cagão de sempre.
    Pelo andar da carruagem, se escapar do impeachment, o governo Dilma será apenas uma farsa que se renova.
    E esse governo já demonstrou consistentemente que não tem nenhuma disposição para aprender nada com coisa alguma. Não aprendeu nada com as manifestações de junho de 2013. Não aprendeu nada com as eleições passadas. E, se sobreviver até lá, também não vai aprender nada com a derrota eleitoral acachapante que o espera no final deste ano.
    Como se viu nas eleições, as forças políticas mais ousadas não têm nenhuma capacidade de impor ao governo um giro à esquerda.
    Isso tudo é apenas uma fantasia sua, Antonio. É apenas wishful thinking. Não chega a ser, realmente, análise política.

  3. Maria Cristina disse:

    Como todo petista VC sobrevive de mentiras. Entre inúmeras mentiras q vc cita neste artigo uma me deu dor na barriga de tanto gargalhar. Dizer q as imagens foram feitas de baixo para não mostrar o real número de pessoas no manifesto??? Ahhh vai ser bobo lá na China. Tanto do protesto do dia 13 como na bobagem de ontem às imagens foram feitas de cima é deixou claro, claríssimo qual manifesto foi maior. Basta dizer q no dia 13 ocuparam 21 quarteirões da paulista e ontem ocuparam 11, e estes 11 foram ocupados por trabalhadores que foram dispensados pelos sindicatos após receberem cartas do PT. Pessoas estas q receberam 30 reais e pão com mortadela. Kkkkkk Isto já está provado na mídia seu mentiroso de meia tigela. VC é só mais um que ganha alguns coisa para escrever artigos a favor do PT. Faça-me o favor querido, use sua inteligência para lutar pelo Brasil, ou vc não é , brasileiro?

  4. andre arrais disse:

    não a base legal para o impeachment!!!!

  5. Fabio disse:

    De uma olhada no que o Sr. Brizola fala do Sr. Lula.
    https://www.youtube.com/watch?v=RxYbd7Tvi7U

  6. Nem merece comentário. Ruím é pouco !

  7. MARCELO MARIANO MAZZI . disse:

    Ricardo!!!
    Por gentileza, não publique isso!!!!!
    Antonio parabéns pela lucidez!!!!!

  8. ace disse:

    Apesar do longo texto, recheado dos mesmos e repetitivos argumentos da esquerda autista, que não consegue se enchergar defora para dentro, posso resumir da seguinte forma: Brizola, tinha bagagem moral suficiente para debater com os generais. E o que tem o PT de hoje? Vejam, o culto da personalidade ao Lula, matou a criação de quadros competentes no partido, todo mundo é seguidor, pior seguidor cego, do auto intitulado messias. Não existe golpe, existe a natureza fazendo sua parte: quem não se adapta, perece. E a esquerda, só se adaptou em um ponto; viver ás custas do erario publico. Quem paga a conta,(os coxinhas) decidiu não pagar mais e fim. O resto é balela. Concordo com o Ricardo, fantasia sua.

  9. josé mário ferraz disse:

    Nada há socialmente aproveitável em nenhum governo sem um povo esclarecido bastante para fiscalizar o uso do erário porque o instinto de rato faz parte da personalidade humana, mormente a do brasileiro.

  10. O que mais vejo nos comentários hoje em dia é uma agressão. Não há uma leitura, não há oposição de ideias, nada. É lamentável porque não cresceremos. Estamos entrando – impeachment ou não – em um dos períodos mais negros do país. Não descarto embates violentos em praças públicas. E ninguém quer arrazoar, apenas defender o seu ponto de vista.
    Eu gostei muito do texto.
    Obrigada por postar.

  11. Arthur disse:

    Como os e as coxinhas andam salientes nos últimos dias. Fazem críticas ao texto acima sem esconder o ranço de preconceito e estupidez que os domina. Não se trata de defender Dilma, Lula ou PT. Creio que eles cometeram graves erros ao não terem desde o início realizado ações como a reformas tributária progressiva para fazer com que a elite pague impostos, a reforma midiática visando a quebra do oligopólio existente, etc, e principalmente a realização de uma ampla auditoria da dívida pública para retirara de seu montante tudo aquilo que há de ilegítimo e abusivo, e sabe-se que há muito. De qualquer modo, não podemos concordar com as tentativas de golpe, ainda mais partindo de setores e indivíduos que não têm condições morais ou políticas para apresentar um projeto ao país capaz de promover o bem estar e a justiça social, além é claro da manutenção de sua soberania.

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