Boaventura: Brasil ainda pode evitar o “novo” golpe

Judiciário e mídia ferem democracia. Lava Jato não é comparável a Mãos Limpas. Na raiz da crise, ilusão grosseira do PT. Guerra não está perdida; é preciso mudar já

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Mc Sofia no palco Canto da Democracia em São Paulo. Foto Ninja

Judiciário e mídia ferem democracia. Lava Jato não é comparável a Mãos Limpas. Na raiz da crise, ilusão grosseira do PT. Guerra não está perdida, mas é preciso mudar já

Quando, há quase trinta anos, iniciei os estudos sobre o sistema judicial em vários países, a administração da justiça era a dimensão institucional do Estado com menos visibilidade pública. A grande exceção eram os EUA devido ao papel fulcral do Tribunal Supremo nas definições das mais decisivas políticas públicas. Sendo o único órgão de soberania não eleito, tendo um caráter reativo (não podendo, em geral, mobilizar-se por iniciativa própria) e dependendo de outras instituições do Estado para fazer aplicar as suas decisões (serviços prisionais, administração pública), os tribunais tinham uma função relativamente modesta na vida orgânica da separação de poderes instaurada pelo liberalismo político moderno, e tanto assim que a função judicial era considerada apolítica.

Contribuía também para isso o fato de os tribunais só se ocuparem de conflitos individuais e não coletivos e estarem desenhados para não interferir com as elites e classes dirigentes, já que estas estavam protegidas por imunidades e outros privilégios. Pouco se sabia como funcionava o sistema judicial, as características dos cidadãos que a ele recorriam e para que objetivos o faziam.

Tudo mudou desde então até aos nossos dias. Contribuíram para isso, entre outros fatores, a crise da representação política que atingiu os órgãos de soberania eleitos, a maior consciência dos direitos por parte dos cidadãos e o fa to de as elites políticas, confrontadas com alguns impasses políticos em temas controversos, terem começado a ver o recurso seletivo aos tribunais como uma forma de descarregarem o peso político de certas decisões. Foi ainda importante o fato de o neoconstitucionalismo emergente da segunda guerra mundial ter dado um peso muito forte ao controle da constitucionalidade por parte dos tribunais constitucionais. Esta inovação teve duas leituras opostas. Segundo uma das leituras, tratava-se de submeter a legislação ordinária a um controle que impedisse a sua fácil instrumentalização por forças políticas interessadas em fazer tábua rasa dos preceitos constitucionais, como acontecera, de maneira extrema, nos regimes ditatoriais nazis e fascistas. Segundo a outra leitura, o controle da constitucionalidade era o instrumento de que se serviam as classes políticas dominantes para se defenderem de possíveis ameaças aos seus interesses decorrentes das vicissitudes da política democrática e da “tirania das maiorias”. Como quer que seja, por todas estas razões surgiu um novo tipo de ativismo judiciário que ficou conhecido por judicialização da política e que inevitavelmente conduziu à politização da justiça.

Classes dominantes viram, na politização do Judiciário,

recurso para se defender dos “riscos” da democracia

e da suposta “tirania das maiorias”

A grande visibilidade pública dos tribunais nas últimas décadas resultou, em boa medida, dos casos judiciais que envolveram membros das elites políticas e econômicas. O grande divisor de águas foi o conjunto de processos criminais que atingiu quase toda a classe política e boa parte da elite econômica da Itália conhecido por Operação Mãos Limpas. Iniciado em Milão em abril de 1992, consistiu em investigações e prisões de ministros, dirigentes partidários, membros do parlamento (em certo momento estavam a ser investigados cerca de um terço dos deputados), empresários, funcionários públicos, jornalistas, membros dos serviços secretos acusados de crimes de suborno, corrupção, abuso de poder, fraude, falência fraudulenta, contabilidade falsa, financiamento político ilícito.

Dois anos mais tarde tinham sido presas 633 pessoas em Nápoles, 623 em Milão e 444 em Roma. Por ter atingido toda a classe política com responsabilidades de governação no passado recente, o processo Mãos Limpas abalou os fundamentos do regime político italiano e esteve na origem da emergência, anos mais tarde, do “fenômeno” Berlusconi. Ao longo dos anos, por estas e por outras razões, os tribunais têm adquirido grande notoriedade pública em muitos países. O caso mais recente e talvez o mais dramático de todos os que conheço é a Operação Lava Jato no Brasil.

Iniciada em março de 2014, esta operação judicial e policial de combate à corrupção, em que estão envolvidos mais de uma centena de políticos, empresários e gestores, tem-se vindo a transformar pouco a pouco no centro da vida política brasileira. Ao entrar na sua 24ª fase, com a implicação do ex-presidente Lula da Silva e com o modo como foi executada, está provocando uma crise política de proporções semelhantes à que antecedeu o golpe de Estado que em 1964 instaurou a uma odiosa ditadura militar que duraria até 1985. O sistema judicial, que tem a seu cargo a defesa e garantia da ordem jurídica, está transformado num perigoso fator de desordem jurídica. Medidas judiciais flagrantemente ilegais e inconstitucionais, a seletividade grosseira do zelo persecutório, a

promiscuidade aberrante com a mídia ao serviços das elites políticas conservadoras, o hiper-ativismo judicial aparentemente anárquico, traduzido, por exemplo, em 27 liminares visando o mesmo ato político, tudo isto conforma uma situação de caos judicial que acentua a insegurança jurídica, aprofunda a polarização social e política e põe a própria democracia brasileira à beira do caos.

Com a ordem jurídica transformada em desordem jurídica, com a democracia sequestrada pelo órgão de soberania que não é eleito, a vida política e social transforma-se num potencial campo de despojos à mercê de aventureiros e abutres políticos. Chegados aqui, várias perguntas se impõem. Como se chegou a este ponto? A quem aproveita esta situação? O que deve ser feito para salvar a democracia brasileira e as instituições que a sustentam, nomeadamente os tribunais? Como atacar esta hidra de muitas cabeças de modo a que de cada cabeça cortada não cresçam mais cabeças? Procuro identificar neste texto algumas pistas de resposta.

Como chegamos a este ponto?

Por que razão a Operação Lava Jato está ultrapassando todos os limites da polêmica que normalmente suscita qualquer caso mais saliente de ativismo judicial? Note-se que a semelhança com os processos Mãos Limpas na Itália tem sido frequentemente invocada para justificar a notoriedade e o desassossego públicos causado pelo ativismo judicial. Mas as semelhanças são mais aparentes do que reais.

Há, pelo contrário, duas diferenças decisivas entre as duas operações. Por um lado, os magistrados italianos mantiveram um escrupuloso respeito pelo processo penal e, quando muito, limitaram-se a aplicar normas que tinham sido estrategicamente esquecidas por um sistema judicial conformista e conivente com os privilégios das elites políticas dominantes na vida política italiana do pós-guerra. Por outro lado, procuraram investigar com igual zelo os crimes de dirigentes políticos de diferentes partidos políticos com responsabilidades governativas.

Por sua partidarização, Lava-Jato não pode ser comparada

à Mãos Limpas. Talvez esteja instalando uma

República Judicial das Bananas

Assumiram uma posição politicamente neutra precisamente para defender o sistema judicial dos ataques que certamente lhe seriam desferidos pelos visados das suas investigações e acusações. Tudo isto está nos antípodas do triste espetáculo que um setor do sistema judicial brasileiro está a dar ao mundo. O impacto do ativismo dos magistrados italianos chegou a ser designado por República dos Juízes. No caso do ativismo do setor judicial lava-jatista, podemos falar, quando muito, de República judicial das bananas. Por que? Pelo impulso externo que com toda a evidência está por detrás desta específica instância de ativismo judicial brasileiro e que esteve em grande medida ausente no caso italiano. Esse impulso dita a escancarada seletividade do zelo investigativo e acusatório. Embora estejam envolvidos dirigentes de vários partidos, a Operação Lava Jato, com a conivência da mídia, tem-se esmerado na implicação de líderes do PT com o objetivo, hoje indisfarçável, de suscitar o assassinato político da Presidente Dilma Roussef e do ex-Presidente Lula da Silva.

Pela importância do impulso externo e pela seletividade da ação judicial que ele tende a provocar, a Operação Lava Jato tem mais semelhanças com uma outra operação judicial ocorrida na Alemanha, na República de Weimar, depois do fracasso da revolução alemã de 1918. A partir desse ano e num contexto de violência política provinda, tanto da extrema esquerda como da extrema direita, os tribunais alemães revelaram uma dualidade chocante de critérios, punindo severamente a violência da extrema esquerda e tratando com grande benevolência a violência da extrema direita, a mesma que anos mais tarde iria a levar Hitler ao poder. No caso brasileiro, o impulso externo são as elites econômicas e as forças políticas ao seu serviço que não se conformaram com a perda das eleições em 2014 e que, num contexto global de crise da acumulação do capital, se sentiram fortemente ameaçadas por mais quatro anos sem controlar a parte dos recursos do país diretamente vinculada ao Estado em que sempre assentou o seu poder. Essa ameaça atingiu o paroxismo com a perspetiva de Lula da Silva, considerado o melhor Presidente do Brasil desde 1988 e que saiu do governo com uma taxa de aprovação de 80%, vir a postular-se como candidato presidencial em 2018.

A partir desse momento, a democracia brasileira deixou de ser funcional para este bloco político conservador e a desestabilização política começou. O sinal mais evidente da pulsão anti-democrática foi o movimento pelo impeachment da Presidente Dilma poucos meses depois da sua tomada de posse, algo, senão inédito, pelo menos muito invulgar na história democrática das três últimas décadas. Bloqueados na sua luta pelo poder por via da regra democrática das maiorias (a “tirania das maiorias”), procuraram pôr ao seu serviço o órgão de soberania menos dependente do jogo democrático e especificamente desenhado para proteger as minorias, isto é, os tribunais.

A Operação Lava Jato, em si mesma uma operação extremamente meritória, foi o instrumento utilizado. Contando com a cultura jurídica conservadora dominante no sistema judicial, nas Faculdades de Direito e no país em geral, e com uma arma mediática de alta potência e precisão, o bloco conservador tudo fez para desvirtuar a Operação Lava Jata, desviando-a dos seus objetivos judiciais, em si mesmos fundamentais para o aprofundamento democrático, e convertendo-a numa operação de extermínio político. O desvirtuamento consistiu em manter a fachada institucional da Operação Lava Jato, mas alterando profundamente a estrutura funcional que a animava por via da sobreposição da lógica política à lógica judicial. Enquanto a lógica judicial assenta na coerência entre meios e fins ditada pelas regras processuais e as garantias constitucionais, a lógica política, quando animada pela pulsão anti-democrática, subordina os fins aos meios, e é pelo grau dessa subordinação que define a sua eficácia.

No poder, PT governou à moda antiga. E acreditou

que seria tratado com benevolência, ao

cometer as irregularidades de sempre

Em todo este processo, três grandes fatores jogam a favor dos desígnios do bloco conservador. O primeiro resultou da dramática descaracterização do PT enquanto partido democrático de esquerda. Uma vez no poder, o PT decidiu governar à moda antiga (isto é, oligárquica) para fins novos e inovadores. Ignorante da lição da República de Weimar, acreditou que as “irregularidades” que cometesse seriam tratadas com a mesma benevolência com que eram tradicionalmente tratadas as irregularidades das elites e classes políticas conservadoras que tinham dominado o país desde a independência. Ignorante da lição marxista que dizia ter incorporado, não foi capaz de ver que o capital só confia nos seus para o governar e que nunca é grato a quem, não sendo seu, lhes faz favores. Aproveitando um contexto internacional de excecional valorização dos produtos primários, provocado pelo desenvolvimento da China, incentivou os ricos a enriquecerem como condição para dispor dos recursos necessários para levar a cabo as extraordinárias politicas de redistribuição social que fizeram do Brasil um país substancialmente menos injusto ao libertarem mais de 45 milhões de brasileiros do jugo endêmico da pobreza.

Findo o contexto internacional favorável, só uma política “à moda nova” poderia dar sustentação à redistribuição social, ou seja, uma política que, entre muitas outras vertentes, assentasse na reforma política para neutralizar a promiscuidade entre o poder político e o poder econômico, na reforma fiscal para poder tributar os ricos de modo a financiar a redistribuição social depois do fim do boom das commodities, e na reforma da mídia, não para censurar, mas para garantir a diversidade da opinião publicada. Era, no entanto, demasiado tarde para tanta coisa que só poderia ter sido feita em seu tempo e fora do contexto de crise.

O segundo fator, relacionado com este, é a crise econômica global e o férreo controle que tem sobre ela quem a causa, o capital financeiro, entregue à sua voragem autodestrutiva, destruindo riqueza sob o pretexto de criar riqueza, transformando o dinheiro, de meio de troca, em mercadoria por excelência do negócio da especulação. A hipertrofia dos mercados financeiros não permite crescimento econômico e, pelo contrário, exige políticas de austeridade por via dos quais os pobres são investidos do dever de ajudar os ricos a manterem a sua riqueza e, se possível, a serem mais ricos. Nestas condições, as precárias classes médias criadas no período anterior ficam à beira do abismo de pobreza abrupta. Intoxicadas pela mídia conservadora, facilmente convertem os governos responsáveis pelo que são hoje em responsáveis pelo que lhes pode acontecer amanhã. E isto é tanto mais provável quanto a sua viagem da senzala para os pátios exteriores da Casa Grande foi realizada com o bilhete do consumo e não com o bilhete da cidadania.

O terceiro fator a favor do bloco conservador é o fato de o imperialismo norte-americano estar de volta ao continente depois das suas aventuras pelo Médio Oriente. Há cinquenta anos, os interesses imperialistas não conheciam outro meio senão as ditaduras militares para fazer alinhar os países do continente pelos seus interesses. Hoje, dispõem de outros meios que consistem basicamente em financiar projetos de desenvolvimento local, organizações não governamentais em que a defesa da democracia é a fachada para atacar de forma agressiva e provocadora os governos progressistas (“fora o comunismo”, “fora o marxismo”, “fora Paulo Freire”, “não somos a Venezuela”, etc, etc.). Em tempos em que a ditadura pode ser dispensada se a democracia servir os interesses econômicos dominantes, e em que os militares, ainda traumatizados pelas experiências anteriores, parecem indisponíveis para novas aventuras autoritárias, estas formas de desestabilização são consideradas mais eficazes porque permitem substituir governos progressistas por governos conservadores mantendo a fachada democrática. Os financiamentos que hoje circulam abundantemente no Brasil provêm de uma multiplicidade de fundos (a nova natureza de um imperialismo mais difuso), desde as tradicionais organizações vinculadas à CIA até aos irmãos Koch, que nos EUA financiam a política mais conservadora e que têm interesses sobretudo no setor do petróleo, e às organizações evangélicas norteamericanas.

Como salvar a democracia brasileira?

A primeira e mais urgente tarefa é salvar o judiciário brasileiro do abismo em que está entrando. Para isso, o setor íntegro do sistema judicial, que certamente é maioritário, deve assumir a tarefa de repor a ordem, a serenidade e a contenção no interior do sistema. O princípio orientador é simples de formular: a independência dos tribunais no Estado de direito visa permitir aos tribunais cumprir a sua quota parte de responsabilidade na consolidação da ordem e convivência democráticas. Para isso, não podem pôr a sua independência, nem ao serviço de interesses corporativos, nem de interesses políticos setoriais, por mais poderosos que sejam.

O princípio é fácil de formular, mas muito difícil de aplicar. A responsabilidade maior na sua aplicação reside agora em duas instâncias. O STF (Supremo Tribunal Federal) deve assumir o seu papel de máximo garante da ordem jurídica e pôr termo à anarquia jurídica que se está a instaurar. Muitas decisões importantes recairão sobre o STF nos próximos tempos e elas devem ser acatadas por todos qualquer que seja o seu teor. O STF é neste momento a única instituição que pode travar a dinâmica de estado de exceção que está instalada. Por sua vez, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a quem compete o poder de disciplinar sobre os magistrados, deve instaurar de imediato processos disciplinares por reiterada prevaricação e abuso processual, não só ao juiz Sérgio Moro como a todos os outros que têm seguido o mesmo tipo de atuação. Sem medidas disciplinares exemplares, o judiciário brasileiro corre o risco de perder todo o peso institucional que granjeou nas últimas décadas, um peso que, como sabemos, não foi sequer usado para favorecer forças ou políticas de esquerda. Apenas foi conquistado mantendo a coerência e a isonomia entre meios e fins.

A guerra não está perdida, mas não será ganha

se apenas se acumularem batalhas perdidas,

o que sucederá se se insistir nos erros do passado

Se esta primeira tarefa for realizada com êxito, a separação de poderes será garantida e o processo político democrático seguirá o seu curso. O governo Dilma decidiu acolher Lula da Silva entre os seus ministros. Está no seu direito de o fazer e não compete a nenhuma instituição, e muito menos ao judiciário, impedi-lo. Não se trata de fuga à justiça por parte de um político que nunca fugiu à luta, dado que será julgado (se esse for o caso) por quem sempre o julgaria em última instância, o STF. Seria uma aberração jurídica aplicar neste caso a teoria do “juiz natural da causa”. Pode, isso sim, discordar-se do acerto da decisão política tomada. Lula da Silva e Dilma Rousseff sabem que fazem uma jogada arriscada. Tanto mais arriscada se a presença de Lula não significar uma mudança de rumo que tire às forças conservadoras o controle sobre o grau e o ritmo de desgaste que exercem sobre o governo.

No fundo, só eleições presidenciais antecipadas permitiriam repor a normalidade. Se a decisão de Lula-Dilma correr mal, a carreira de ambos terá chegado ao fim, e a um fim indigno e particularmente indigno para um político que tanta dignidade devolveu a tantos milhões de brasileiros. Além disso, o PT levará muitos anos até voltar a ganhar credibilidade entre a maioria da população brasileira, e para isso terá de passar por um processo de profunda transformação.

Se correr bem, o novo governo terá de mudar urgentemente de política para não frustrar a confianças dos milhões de brasileiros que estão a vir para a rua contra os golpistas. Se o governo brasileiro quer ser ajudado por tantos manifestantes, tem que os ajudar a terem razões para o ajudar. Ou seja, quer na oposição, quer no governo, o PT está condenado a reinventar-se. E sabemos que no governo esta tarefa será muito mais difícil.

A terceira tarefa é ainda mais complexa porque nos próximos tempos a democracia brasileira vai ter de ser defendida tanto nas instituições como nas ruas. Como nas ruas não se faz formulação política, as instituições terão a prioridade devida mesmo em tempos de pulsão autoritária e de exceção antidemocrática. As manobras de desestabilização vão continuar e serão tanto mais agressivas quanto mais visível for a fraqueza do governo e das forças que o apoiam. Haverá infiltrações de provocadores tanto nas organizações e movimentos populares como nos protestos pacíficos que realizarem. A vigilância terá de ser total já que este tipo de provocação está hoje a ser utilizado em muitos contextos para criminalizar o protesto social, fortalecer a repressão estatal e criar estados de exceção, mesmo se com fachada de normalidade democrática. De algum modo, como tem defendido Tarso Genro, o estado de exceção está já instalado, de modo que a bandeira “Não vai ter golpe” tem de ser entendida como denunciando o golpe político-judicial que já está em curso, um golpe de tipo novo que é necessário neutralizar.

Finalmente, a democracia brasileira pode beneficiar da experiência recente de alguns países vizinhos. O modo como as políticas progressistas foram realizadas no continente não permitiram deslocar para esquerda o centro político a partir do qual se definem as posições de esquerda e de direita. Por isso, quando os governos progressistas são derrotados, a direita chega ao poder possuída por uma virulência inaudita apostada em destruir em pouco tempo tudo o que foi construído a favor das classes populares no período anterior. A direita vem então com um ânimo revanchista destinado a cortar pela raiz a possibilidade de voltar a surgir um governo progressista no futuro. E consegue a cumplicidade do capital financeiro internacional para inculcar nas classes populares e nos excluídos a ideia de que a austeridade não é uma política com que se possam defrontar; é um destino a que têm de se acomodar. O governo de Macri na Argentina é um caso exemplar a este respeito.

A guerra não está perdida, mas não será ganha se apenas se acumularem batalhas perdidas, o que sucederá se se insistir nos erros do passado.

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42 comentários para "Boaventura: Brasil ainda pode evitar o “novo” golpe"

  1. Silvana disse:

    A cada dia que passa tenho mais certeza de que estou do lado certo… Parabéns Boaventura por sua belíssima reflexão… Pena que o povo brasileiro não está acostumado a ler, muito menos a refletir politicamente…. É mais fácil ouvir o que os meios de comunicação dizem… Por isso o caos se instalou em nosso País….

  2. Diego Corrado disse:

    Bom dia, sou um advogado italiano, gostei muito do texto, porem gostaria de precisar alguns detalhes em relaçao ao que aconteceu na Italia:
    1) Berlusconi nao veio “anos depois” do deflagrar da operaçao Maos Limpas: esta começou em fevereiro de 1992, em 1993 Belusconi começou a montar seu partido, no final do ano estava claro que ia se candidatar, e ganhou as eleiçoes em fevereiro de 1994;
    2) tambem nao è exato dizer que os juizes agiram estritamente dentro da legalidade: abuso de prisoes preventivas utilizadas como meio de extorquir confissoes viraram normalidade, mas – exatamente como acontece no Brasil de hoje – a opiniao publica nao estava nem ai para perceber estes abusos; outra coisa, muitos italianos nao diriam que os inqueritos foram imparciais, pois o maior partido de esquerda (o ex Partido Comunista Italiano, que tinha acabado de mudar nome para Partito Democratico della Sinistra) foi poupado, tirando algumas execpçoes; a ironia da sorte quis que o Berlusconi seria o maior beneficiado dessa açao.
    Pelo resto, excelente artigo, meus parabens
    Diego Corrado

  3. Pepe disse:

    Nao tem piores cegos que aqueles que nao querem ver! Compreensivel.! Nasceron com a ditadura intelectual da Globo,Folha,Veja,e agora Uol. O grande Darcy Ribeiro,esta chorando la,onde se encontre.

  4. Terezinha Gonçalves disse:

    Obrigada Professor Boaventura!

  5. Fermin Roland Schramm disse:

    Faltou acrescentar a autocrítica (ou insistir melhor nela), necessária para readquirir credibilidade, algo que o PT (er outros partidos de esquerda no mundo) esqueceram da própria tradição progressista, e sobre a qual já a esquerda extraparlamentar dos anos 60-70 na Europa insistiu bastante, antes de passar para o assim chamado “terrorismo”…

  6. Jorge Leite disse:

    Um bom texto. Só não sou tão otimista como o autor no que se refere ao nosso covarde STF. Dele, não espero mais nada. Infelizmente…

  7. Célio Paiva disse:

    Talvez esteseja o maior ganho da tecnolgia militar, este soft power da cumunicação . Guerra de baixo custo, se passar o golpe, teremos embaixada Israelense em breve. O STF não pode com as potencias maçônicas
    Minhas condolências aos Palestinos

  8. Paulo José Moura de Almeida disse:

    Parabéns, Dr. Boaventura, pela excelente matéria de sua autoria. Clara, objetiva, eu diria até mesmo didática do ponto de vista sociológico, defende a nossa Soberania e o Estado Democrático de Direito, sem ufanismos desnecessários, mas com determinação e firmeza contra o GOLPE !

  9. Genovan de Morais disse:

    Parabéns ao Boaventura pela análise perspicaz e também pelos possíveis desdobramentos que podemos pensar para superar esse momento infame. Fico realmente triste que parcelas tão pequenas do nosso povo tenham acesso a reflexões dessa qualidade. À maior parte porque miseravelmente não lhes chega; a outra parte, por ódio de classe, não interessar saber….

  10. Luiz Cláudio Fonseca disse:

    O texto é corajoso, mas não seria o caso de irmos um pouco mais além da isonomia dos fins e da “coerência” dos meios? Por “coerência dos meios” pode-se entender, conforme a autorreferência matemática, a democracia (quantitativa). Em se tratando de dignidade e considerada a designação quase pejorativa de “constituição garantista” para a nossa constituição de 88, não entendi por que não coube habeas corpus no caso do ex-presidente Lula perante o Supremo.

  11. Carlos Eduardo Heise disse:

    Prezado Senhor
    Antes de mais nada quero esclarecer que, aos 77 anos de vida, sou um profissional liberal que está consumindo suas últimas reservas, devido a esta malfadada administração (?) econômica do nosso país. Ao quebrarem a Petrobrás, por roubos, incompetências, uso político da empresa, a minha atividade profissional, que não é da área petrolífera, acabou sendo atingida de cheio.
    Com respeito ao dito GOLPE, penso que o mesmo já foi aplicado, mas momentaneamente sem sucesso. Quando a presidente nomeou o ex-presidente para seu governo, chamou-o claramente de meu presidente, pois ela bem sabe que quem passaria ao comando da nação, agora de forma explicita, seria o próprio. Em outras palavras, tentou empurrar-nos “goela abaixo” um novo presidente, sem eleições, sem nada.
    As ruas falaram claramente para quem bem quiser entender: enquanto o partido do governo trouxe para a rua seus militantes e beneficiados, a custa de transporte e uns trocados, o povo, que está sentindo “na pele” as consequências deste desgoverno, veio em massa para as ruas com camisa verde e amarela, sem bandeiras de partidos políticos.
    Para não me estender mais, um detalhe me deixa “encucado”. Como é que o partido da situação, totalmente infiltrado nos nossos três poderes, não tem condições de promover a mesma devassa na corrupção tão divulgada dos políticos da oposição, os quais não defendo nem ponho a mão no fogo. No meu entender, o judiciário é o responsável pelo julgamento dos casos a ele trazidos pelos órgãos competentes. Notícias recentes nos informam que são mais de mil contas levantadas nem bancos suíços. Que os procuradores da república tragam os fatos a julgamento. Mas, se possível, na mão de um juiz como o Dr. Sérgio Moro, que está nos devolvendo (ao povo) a esperança de que talvez tenhamos no futuro um país menos corrupto, já que infelizmente essa prática sempre existiu (não nas condições atualmente constatadas).
    Por último: tenho quatro filhos, aos quais procurei sempre transmitir noções de honestidade e cidadania. Infelizmente vejo hoje que não está tão fácil transmitir esses valores, tendo visto o verdadeiro descalabra ético e moral que se implantou no nosso país. O pior, atingindo em cheio nossa juventude!

    • Renata disse:

      Meus parabéns sr Carlos Eduardo. De tudo que li aqui, foi a única opinião sensata. O restante é uma turma de alienados didáticos de esquerda, querendo dar razão a incompetência do (des)governo corrupto.

      • É interessante. Há um grupo da esquerda marxista do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Professor Reinaldo Gonçalves) que publicou textos. Um deles afirma que (Reinaldo) que a prisão de Lula e o impedimento de Dilma é melhor para as esquerdas.
        Vale a pena ler quem pensa diferente, analisar etc.
        Felipe Silva

      • Maria Alba disse:

        Corruptos existem no PT, sim, mas apenas deram continuidade a todos um sistema de corrupção que vem corroendo o erário público e as nossas instituições. A previdência sempre foi roubada, e o que os governos fazem? Repassam o prejuízo, que na verdade não é déficit da arrecadação previdenciária, mas sim fruto de desvios de recursos, para nós, trabalhadores. E não é solução nenhuma derrubar a presidente eleita agora, para colocar em seu lugar os velhos abutres e hienas wue estão salivando de vontade de pegar a presa, ou o lugar da presa? Não, prefiro esperar as próximas eleições, do que entregar nossas instituições mais caras à sanha dos ultra conservadores e neoliberais, que vão acabar, de fato, com os bens públicos e direitos sociais. Aí sim, que o ajuste fiscal vai apertar os nossos pescoços e bolsos até nos asfixiar.

        • Maria Alba,
          Concordo com você. Não se fala nos outros partidos corruptos.
          Eu fui um dos fundadores do PT, uma grande frente de esquerda de tendência socialista. Há tempo estou fora do PT. Lulinha Paz e Amor significou o abandono do socialismo, aliança com políticos corruptos (até Maluf) e subordinação ao capital financeiro. Por que a taxa de juros é criminosa? Subordinação aos bancos que são agiotas e criminosos. Lula falou várias vezes: ” no meu governo os trabalhadores ganharam, mas os bancos nunca ganharam tanto”.
          A corrupção é antiga, sistêmica, histórica e orgânica. Até agora o PSOL é o único partido não envolvido, e o único que luta pela Auditoria da Dívida Pública, pagamos cerca de 2,6 de bilhões de reais de juros agiotas POR DIA. Sem a auditoria não haverá como fazer um governo social e democrático.
          FHC fez a privataria sim. Aécio o aeroporto com recursos públicos, Eduardo Cunha roubou e compra todos do congresso… Empresas capitalistas corruptas praticam maquiagem verde, adulteram produtos etc. E o PT mudou, esta corrompido, Tirar Dilma não resolverá nada. O Brasil poderá ser transformado com lutas sociais de movimentos progressistas. Sem Teto, reforma agrária, saneamento básico,… e Auditoria Cidadã da Dívida Pública.
          Há um golpe, sou contra. Luta pelo avanço da democracia e pelo socialismo.
          Divulgue, entre nessa luta:
          http://www.auditoriacidada.org.br/artigos-e-estudos/
          Saudações democráticas e socialistas,
          Felipe Silva

  12. Arthur disse:

    Concordo plenamente com o ótimo artigo de Boaventura Souza Santos.

  13. Natália rios disse:

    Professor me impressionada com a clareza que um estrangeiro tem de nosso momento político. Jacaré lhe ensinou muito sobre o Brasil. Ou acontece por aqui o mesmo que em tantos países…

  14. Rui Orlando Krieger disse:

    Se for dentro da lei, seguindo o que se estabelece na constituição não há golpe. Vale lembrar se recuperaram quase 7.000.000,00 de Euros até agora nos desvios feitos na Petrobras ( só no governo PT). O Juiz Sérgio Moro traz um pouco mais de dignidade ao Brasil. Pagamos muitos impostos e quando se precisa de Saúde, Segurança, Educação e infraestrutura não temos pois foram cortadas verbas. Da área da saúde posso falar pois ali trabalho, falta até agulha para injeções, comprimidos para uma simples dor de cabeça, e a falta de leitos, pacientes deitados no chão de hospitais ( e o BNDS financiando contruções de hospitais no exterior a revelia do povo Brasile. Esse senhor Português deveria morar no Brasil, pagar nossos impostos e depois falar ou escrever o que acharia desta nossa nação.

  15. Sandro Werneck disse:

    Podem ler esse artigo ao contrário que encontrarão a verdade. Experimentem! Resumindo, o golpe quem quer dar é o PT, sobretudo com dinheiro do Petrolão e com mentiras desde a 1980. Que os investigados e condenados não se escondam sob o manto das instituições! E não há nenhuma bloco conservador por trás do pedido de impeachment, o que há é a Sociedade querendo protagonismo, cansada de ser comanda por instituições, intelectuais e burocratas sanguessugas que vivem às expensas dela e têm o cinismo de alegar que querem construí-la. Apliquem-se a Constituição e as leis!

    • Meu caro, vá ler as obras do autor antes de falar bobagem. Misericórdia. O cidadão é um dos maiores pensadores vivos da atualidade, pelo amor de Deus. Um homem de renome internacional, estudado por alunos dos melhores mestrados e doutorados do mundo. Você não deve saber nem de quem tá falando. Procure se informar cidadão.

      • Prezada Jussara,
        Eu, particularmente, mesmo não sendo um ilustrado, como uma pessoa comum e cidadão, não admiro “argumento de autoridade”. Qualquer ser humano, mesmo sendo ilustrado, pode cometer falhas em conceitos, análises sociológicas, econômicas e outras mais. Eu respeito o Dr. Boaventura, mas não concordo com todas as suas concepções. Lembro do texto que escreveu quando Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito, muito “elogioso”, demais. Eu já havia saído do PT. Não concordei com a Carta ao Povo, isto é, carta que acenava à subordinação ao capital, em especial ao capital financeiro, bancos… Estava claro que Lulinha Paz e Amor era um lema marqueteiro e (des)politizador. Antes das empreiteiras comprarem vários políticos, FHC já havia avançado na privatização do Estado e na corrupção, não é santo. FHC, Lula, Dilma estiveram no governo, mas dominados pelo poder do capital; fizeram essa escolha. É possível governar para a classe trabalhadora, fazer reformas progressistas, justiça fiscal e tributária, distribuição de renda de fato… etc. subordinado em alto nível ao capital? A classe medida diz que Lula é comunista devido à bolsa família… imagine tributar grandes fortunas!
        Se Lula for preso e Dilma impedida tudo deverá piorar para o lado da classe proletária, óbvio. As destruições da Samarco aconteceram e os partidos, financiados pela Vale nada fizeram, Marina nem se manifestou, o PV ficou amarelado… o PT se fez de morto… o modo de produção e destruição capitalista avança…
        FHC, Lula e Dilma não fizeram a Auditoria Cidadã da Dívida Pública, maior sistema de corrupção, e não farão. Maria Lúcia Fattorelli e Ivan Valente lutam contra essa sangria, hoje nós pagamos de juros agiotas mais de 2,5 bilhões (por dia) de reais. O capital suga e mata! Viste o site da auditoria cidadã da dívida pública.
        Saudações socialistas, Felipe Silva

  16. Carlos Paulon disse:

    Bem escrito, cuja teoria nada tem a ver com a realidade. Parece os “teóricos” do PT que afunilam a questão social no duelo Elite X Povo. No caso presente, nada mais falso. Afinal não é elite quem há 14 anos governa em conluio (ou em quadrilha) com os maiores capitais brasileiros (empreiteiras)? Não é elite quem aparelha com larápios a maior empresa estatal brasileira? Não é elite quem arregimenta ampla maioria no Congresso? Não é elite quem nomeia mais da metade dos ministros do STF? Assinei ata de fundação do PT, criei e mantive um núcleo em minha cidade, votei em Lula. Pra que? Para assistir um governo descompromissado com as reais demandas da sociedade: reforma agrária, reforma política, reforma previdenciária, reformas da educação e da saúde. Para assistir um partido aliado à Sarney, Maluf, Barbalho, Renan e outros pilantras? Para assistir a falácia do acesso de milhões à classe média, definidos com quem ganha pouco mais que o salário mínimo e “premiados” com créditos que não conseguem pagar? Não, não há sociologismos que superam a decepção e o assombro com a roubalheira institucionalizada. O PT de popular passou a plutocrata. Eu, e muitos brasileiros decepcionados, queremos mudar, mesmo que seja pelo “constitucional golpe” (vejam a risível qualificação) Só lamento resultar na ascensão do PMDB. Triste opção, mas o que se há de fazer?

    • Sobre as críticas de Carlos Paulon, abstraindo algumas palavras deselegantes e não argumentativas, eu concordo em parte. Militei no PT, e muito. Mas, desde antes a Carta ao Povo ( carta ao capital financeiro) eu pedi desfiliação. Lulinha Paz e Amor ? Uma opção pela despolitização!!. FHC, antes de ser presidente, fez um bom relatório para a CPI da dívida pública.
      Luta que foi liderada pelo PSOL, em especial Ivan Valente. Mas, como seu governo fez opção pela subordinação ao capital financeiro, uma vez presidente, nada fez. Lula e Dilma não fizeram a auditoria (é constitucional) e não tinham condição de fazer, as alianças com o capital financeiro não permitiam, óbvio. Sobre as empreiteiras, elas ganharam muita força com as grandes obras na época da Ditadura Civil Militar, estão no interior do Estado e faz parte do processo corrupto de acumulação capitalista, na ditadura e na democracia. A corrupção é sistêmica e orgânica, a divida pública (que exige o superávit primário) é uma enorme sangria de riqueza do Brasil, pagamos mais de 2, 5 bilhões de reais por dia. Um sistema corrupto!Sou contra o golpe contra Dilma, temo um governo com Temer, PSDB e o resto… PP , Paulinho da Força..etc. Gostaria que houvesse uma eleição geral, para a presidência e o congresso. Mas… a realidade é outra. Então, mesmo não sendo Lulista, não sendo petista, sendo crítico às alianças com capitalistas e políticos corruptos, luto contra o dito Golpe. E a Auditoria Cidadã da Dívida, quando faremos? A corrupção anda de braços dados com o capital nos USA, na Suíça, na Itália, na Alemanha… está no DNA do capital. E agora?
      A realidade é dura! Moro corrupto como mostra a Carta Capital…
      Saudações socialistas,
      Felipe Luiz Gomes e Silva – São Carlos – São Paulo.

  17. Eu gostei do texto. Gostei também das correções feitas por um italiano sobre a Operação Mãos Limpas, está nos comentários acima. Há no Brasil, um sistema de corrupção que muitos esquecem a Divida Pública Maria Lúcia Fattorelli e Ivan Valente lutam pela Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Pagamos de juros e amortizações mais de 2,5 bilhões de reais por DIA! Quanto sobra para saneamento básico…
    Lutemos pela auditoria cidadã!Saudações,
    Felipe Luiz Gomes e Silva – São Carlos – São Paulo.

  18. Itamar Pereira de Aguiar disse:

    Ave Boaventura Santos!É muito fácil a uma mente ilustrada, fazer comentários dos acontecimentos em uma Nação, à distância, sendo informado apenas sobre a ótica dos governantres de plantão, sem conhecer os tortuosos caminhos cotidianos que conduzem as emoções e reações da sua população. Em primeiro lugar não podemos ser trtatados, preconceituosamente, como Bananas ou como “República das bananas”, apesar de a Banana ser um extraordinário alimento da população brasileira e de vários outros povos autóctones das Américas.Sim nós gostamos de Banana! E, também de distribui-la à quem julgamos merecedor dela.
    Este talvez seja o equívoco do interpretado por alguns, como “o Imperador da Intelectualidade” e, um aliado importante dos governantes brasileiros do PT, que não são apenas ptistas,mas de vários outros partidos:PMDB, PSDB, PCdoB, PSB, DEM, e inumesos outros que compõem as bancadas evangélicas, do Agronegócio e outras. Estinguiram a opocisão no Brasil.
    A realidade política brasileira dos últimos 20 anos, tem sido pautada e conduzida por um conlúio entre políticos de todos os matizes e de todos os partidos aqui registrados com os Banqueiros; Empresários da Construção Civil; Empreiteiras de grande calado; grandes corporações do mundo da seguiridade; Montadoras de Automóvel; Corporações atuantes na Educação e na Saúde, consideradas como mercadorias; parte da população filiada a estes partidos, principalmente os ditos de “esquerda” que julgam, apossaram da “máquina administrativa do Estado” e, através deste controle, direcionam e ditam, os intereces da população ao “seu bel prazer”, entendido como “prática democrática”.
    A República Brasileira foi transformada em uma “cleptocracia” onde os seus governantes em conlúio, assaltaram os cofres da Nação em valores fabulosos para enriquecimeto pessoal ilícito; para financiar as eleições e a compra de votos; para distribuir esmolas a grande pobreza que, julgaram ser sua principal clientela. Assim, pensam “Está tudo dominado”, só que se esqueceram das suas responsabilidades; foram negligentes; incompetentes na gestão da “Coisa Pública”, conduziram grandes obras super faturadas que permanecem inconcluzas, apesar de esgotados os prasos para o seus terminos.
    Neste quadro, os que se sentem estorquidos e roubados a quem deve apelar? Como se posicionar de tal modo a manter a paz, a ordem e tranquilidade social? Em que e em quem confiar? Talvés da interpretação desta realidade, a grande maioria da população brasileira, tem ocupado às ruas, rechaçado a participação dos políticos e partidos nos eus atos de protesto, ipotecado o seu apoio aos representantes do Poder Judiciário, ao Ministério Público e a Polícia Fedral que, provocados, paratiram para investigar, e conduzir os culpados às barras dos Tribunais. Assim, “como nunca antes na História deste País”, políticos e pmpresários poderosos, estão condenados e prêsos, para regozijo, de segundo “pesquisas”, aprocimadamente dois terços da população.

  19. Brasileiro médio disse:

    Há muita informação distorcida e enviesada no artigo (algumas risíveis mesmo para um neófito como eu). Mas dá para tirar coisas boas para refletir por isso é útil. Assinado. Um brasileiro classe média preocupado com a comida e dignidade do dia a dia seu e de sua família e muito decepcionado com TODOS vocês políticos, mídia e intelectuais articulistas que, sem exceção, ganham com a direita e com a esquerda no Poder. Não tem inocente escrevendo, mesmo você Boaventura.

  20. Juvenal Bittencourt Filho disse:

    Não me espanto mais com os desmandos do governo. O que me espanta é com o oportunismo de pessoas que se reconhecem letradas, em tentar justificar o injustificável, se escondendo por trás de um arcabouço ideológico que não encontra sustentação frente aos escabrosos desmandos de um governo corrupto até a alma.
    Me espanto mais ainda com o tom de normalidade com que estudiosos encaram o flagrante desrespeito à instituições e à legalidade dos atos, e por fim à Constituição Federal. Por pura ideologia política, quiçá por mero interesse pessoal.
    É chegado o momento de pararmos para refletir sobre o que interessa ao povo brasileiro. Será que é o oportunismo de poucos ou o respeito às instituições e ao estado de direito?
    Ao meu ver chega de manobras articulistas no intuito de se defender aqueles que usam a máquina do estado em benefício próprio e de seus asseclas.
    É chegado o momento de despertar o sentimento de nacionalismo no coração do povo brasileiro, que há muito vem sendo tratado com um desrespeito sem igual por aqueles que deveriam lhes prestar referência em agradecimento por ter lhes dado a oportunidade de fazer diferente.

  21. Professor Boaventura, sua obra enriqueceu minha vida. O 4o. Vol. de A Gramática do Tempo foi uma das melhores coisas que já li em minha vida. Pena que seus interlocutores neste texto parecem desconhecer sua grandeza e a grandeza de sua obra. Perdoe-os! Quem sabe um dia tenham embasamento suficiente para discutir o que hoje são incapazes de compreender. Obrigada por nos brindar com mais uma análise incontestavelmente brilhante de nossa triste realidade.

  22. Jayme Leitão disse:

    O texto é parcial e extremamente superficial na sua análise, e parece mesmo ter saído da lavra da executiva do PT… O governo Dilma já acabou, ela deverá ser impedida ainda em maio, mas o principal nisso tudo é que surja um acordo vinculando a posse de Temer a uma urgente reforma constitucional introduzindo as reformas indispensáveis para o momento: voto distrital, cláusula de barreira para que fiquemos com 5 ou 6 partidos no máximo, voto facultativo, etc. Se isso não acontecer, o sistema continuará corrupto por ter sido desenhado com essas características, e mudaremos apenas os nomes… Já Lula, Aécio, Cunha, Calheiros e quem mais for vão acertar suas contas com a justiça, com grande respaldo e cobrança da população. Isso NÃO significa retroceder nas conquistas sociais que, afinal, só puderam acontecer através da estabilização trazida pelo Real, agora posta em grave risco pela ingerência e pela irresponsabilidade fiscal. Que se mantenham as bolsas, as cotas, e todas as políticas necessárias para melhorar a distribuição de renda no país. Por hora, é preciso recuperar a economia da inépcia das administrações do PT e complementar uma agenda de reformas que Lula nunca teve disposição de abordar, a despeito do enorme capital política que tinha nas mãos, e que teriam dado continuidade ao ciclo de crescimento trazido pela estabilização econômica com enormes ganhos para a população, para o emprego e a renda: uma reforma tributária, para começar extinguindo o ICMS e introduzindo o IVA, acabando com o cipoal da legislação tributária e com a guerra fiscal; uma reforma da arcaica legislação trabalhista brasileira, um esqueleto da era Vargas, paternalista ao ponto de tratar o empregado como um incapaz e o empregador como um mal intencionado; extinguir a Justiça do Trabalho, essa vistosa invenção brasileira, e incorporá-la à justiça comum, como ocorre em qualquer país; acabar com a auto-regulamentação salarial e de mordomias pelos poderes judiciário e legislativo, que criaram um paraíso de privilégios incrustado no estado brasileiro, drenando recursos que deveriam estar sendo empregados na educação e na saúde; promover uma reforma do estado, acabando com os cargos de confiança e profissionalizando o serviço público, tornando-o menos permeável à influência dos políticos de plantão; discutir a sério a opção pelo parlamentarismo, que traz em si o benefício de dificultar o sistemático aparelhamento do estado a cada 4 anos; privatizar a Petrobras e demais empresas onde o apetite empreendedor do estado brasileiro o desvia de sua obrigação com saúde e educação universal de qualidade – essa sim, a mais eficiente política de distribuição de renda… Aproveito para provocar: esse é um discurso de direita?

    • Sinceramente! Para mim o PT nunca foi um partido. Era uma grande frente de esquerda, havia esquerda católica, havia socialistas cristãos, havia partidos ditos comunistas, convergência socialista… Não chegou a ser um Partido Socialista (esquerda) e nem social democrata. Não fez as reformas capitalistas, reforma agrária de fato, taxação das grandes riquezas, Auditoria Cidadã da Dívida Pública (pagamos as agiotas mais de 2, 6 bilhões de reais POR DIA).São juros sobre juros, anatocismo é inconstitucional, ilegal…
      Não resolvemos a grande questão do saneamento básico, a população sofre com falta de condições mínimas de higiene, com a dengue, zika etc… Não melhoramos os hospitais, a educação. A dívida social é monstra! FHC melhorou com o real? Sim! E Lula continuou sua política do tripé, subordinada ao capital financeiro. Lula melhorou? Sim, com a bolsa família para os miseráveis. Mas os tucanos já tinham começado a bolsa pobreza.
      Bolsa mesmo recebem as empreiteiras, as comunicações e toda a privataria de FHC e seus continuadores. Eles querem o pré sal, não é? E a justiça tributária? Quem fará? Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos. Isso não é socialismo, melhorar a reprodução da mercadoria força de trabalho aperfeiçoa a produtividade do capital, os trabalhadores produzem a riqueza do país, sem eles e elas não há riqueza, produção. Nosso capitalismo é muito subdesenvolvido socialmente. Somos ricos, mas injustos disse o sociólogo FHC, eu concordo. Concordo, todos os larápios empresariais e políticos deveriam ser presos. Temos que lutar também contra a “maquiagem verde”, a adulteração dos produtos… e toda a corrupção das empresas capitalistas. A samarco matou gente, flora, fauna… o mercado é o mercado capitalista, nem santo nem demônio. Lucro acima de tudo!E o Estado privatizado, subordinado ao capital. Os bancos mandam!!!
      Todos devem ser presos, cadeia para Cunha, Paulinho da Força, Aécio, Lula, Dilma….se são bandidos cadeia!!!Mas não acredito que Aécio seja julgado devido ao aeroporto etc. Nem Temer, nem a privataria de FHC… etc.
      Mas a mídia ajuda no Golpe, Moro está envolvido com o escândalo do Banestado, a divulgação do sigilo foi um erro, atrapalha a operação lava a jato, Moro é amigo do empresário João Dória.. a parcialidade é grande e isto é um perigo. As mãos limpas é uma operação que não deu certo, o Banco Ambrosiano continua corrupto, as empreiteiras idem, Berlusconi era o salvador da pátria. Moro será o nosso salvador? Ou Aécio? Ufa!
      Se desejar pode pesquisar.
      http://www.auditoriacidada.org.br/
      Saudações socialistas e democráticas,
      Felipe Silva

  23. JEANE disse:

    Sem mais, leiam PRIVATARIA TUCANA…..dizem que o BRASIL acordou. Acordou atrasado, pois o despertador há tempo toca…..na entoca!
    Queila Marques

    • Eu não acho que o Brasil estava dormindo. Não! Os Movimentos Sociais dos pobres, dos trabalhadores e trabalhadoras, lutam e são massacrados, Não estão de olhos fechados. Lembremos de Pinheirinho, mas recentemente. E nas ditas periferias? A luta é brava. A polícia mata pretos, pretas, pardos… há manifestações. Quem matou Margarida Alves, Chico Mendes… Em geral a dita classe média, muito esperta, acordada, vai as ruas defender seus interesses pequeno burgueses. salvo exceções. O Movimento pela Auditoria Cidadã da Dívida está vivo e muitos conhecem. A mídia empresarial de direita boicota. Óbvio! Eu sou contra o Golpe! Mas não posso defender os governos do PT devido aos meios utilizados, devido a transposição do Rio S. Francisco que está degradado pedindo vida. Vida! Etc….
      Sim há a Privataria Tucana, mas não deveria haver a privataria luliana. É triste!
      É muito feio!
      Adriana Calcanhoto escreveu um belo artigo.
      O Sonho Acabou.
      http://oglobo.globo.com/cultura/o-sonho-acabou-15019110
      Saudações lutadoras,
      Felipe Luiz Gomes e Silva – São Carlos – S. Paulo.

  24. Ha tempos queria entender relação entre a Mani Pulite e a Lava Jato. Hoje, depois de ler muitos artigos e finalmente este, consegui. O que frustra quando fazemos uma leitura minuciosa da evolução de ambas, é que na Itália a população se voltou contra o parlamento, contra os deputados acusados. No Brasil, com todo o aparato da mídia, a população se volta contra o governo, esquecendo ou omitindo a maioria dos deputados implicados na Lava Jato, inclusive o presidente do parlamento. Contra a presidenta, justo ela, em cujo governo foi aprovada e sancionada a lei contra o crime organizado e tem criado medidas de combate à corrupção, reconhecidas até mes pelos procuradores da lava Jato. Minha impressão depois de ler essa reportagem passa a ser que, uma vez deposta a Presidente, o novo governo e o Congresso tratarão de liquidar a Lava Jato, como liquidaram a Mani Pulite na Italia.

    • É isso mesmo. É um golpe de Fernando Henrique Cardos, Aécio Neves , José Serra , E. Cunha e a FIESP. A imprensa cuidou da propagação das ideias do golpe, a classe dita média detesta pobre com bolsa família e outros programas sociais. Saudações,
      A FIESP e Fernando Henrique são golpistas demais.
      Felipe Luiz Gomes e Silva
      São Carlos,- São Paulo

  25. Eduardo G. O. disse:

    É muito interessante, como a esquerda consegue ultrapassar todos os limites da idiotice. Quem lê o texto, imaginaria que a Lava a jato está condenando todos os políticos de esquerda e só eles. Até agora, nenhum político de esquerda ou de qualquer outro partido foi condenado, indiciado ou acusado formalmente, haja visto que o juiz Sergio Moro não tem jurisdição sobre os mesmos. Indícios, há, mas o partido mais atingido por suspeitas, não é o PT, mas um partido da base aliada, o PP. Quanto ao sr. Lula, foi apenas um dos atingidos pela condução coercitiva. Engraçado, que a esquerda venha a público agora falar em abuso de direitos, como se só o Lula tivesse sido atingido por tal medida. E todos os outros, donos de empreiteira, com advogados super competentes, a estes, nunca ocorreu que tais medidas fossem abusivas? Com dez juizes do STF indicados por Lula e Dilma, nada disso foi analisado antes. Aha, mas o Lula não pode, ele é um líder, ex-presidente, ele é autoridade (???????), com os outros pode, com ele não. Para a esquerda festiva, ainda não deu para perceber porque a presidente está sendo massacrada? Além do golpe que ela deu nas eleições, só a esquerda acha que o povo brasileiro tem que engulir os seus quatro anos de mandato, apropriados indevidamente, porque a maioria dos i que a elegeram, ainda não tinham percebido a gravidade do que apenas estava começando a aparecer, como se fosse errado reclamar de quem lhe aplica um golpe. É golpe, aplicar um castigo a quem (tenta) lhe aplicar um golpe? Só mesmo essa esquerda suja e pobre de espírito pode achar que essa seja a verdade.

    • Muito interessante. Idiotice se transfigurou em argumento? Quem não sabe que a corrupção é sistêmica, histórica e orgânica ao modo de produção e destruição capitalista? A dita esquerda entrou no jogo do capital, governo subordinado aos bancos que não fez e não fará a Auditoria Cidadã da Dívida Pública. Hoje mesmo pagamos mais de 2,5 bilhões de reais de juros agiotas sangrando as riquezas dos que produzem, as trabalhadoras e os trabalhadores. Os USA, por exemplo, é corrompido pelas indústrias bélica e automobilística e assim a Alemanha… etc. A Suíça é um PARAISO, paraíso fiscal. Somente a luta social poderá melhorar a democracia, conquistar saneamento básico para mais de 100 milhões de brasileiros (as), saúde de qualidade… etc. Propagandas enganosas, maquiagem verde….domínio do marketing capitalista consumista…Viva a democracia. Sou contra o GOLPE da mídia, de FHC, Aécio, FIESP, TFP… ETC. Vamos estudar! Sabes qual é a Dívida Social Brasileira? Aumenta com as famigeradas Olímpiadas.
      Saudações socialistas e democráticas,
      Argumentos!!!!
      Felipe Luiz Gomes e Silva – São Carlos. São Paulo.

  26. Franz Fanon, já dizia que a polícia foi formada para proteger os ricos e hoje temos como reforço o judiciário defendendo os projetos de vida dos mesmos.

    • Joana,
      Concordo! Nós vimos quem são os deputados, subordinados a moral do livro caixa. Quem dá mais? Quanto vale ou é por quilo (nome de um bom filme). Infelizmente a democracia é assim, poderá melhorar por meio de lutas sociais de esquerda, avançar os direitos sociais, trabalhistas, direitos humanos. Muita gente pensa que EUA são um grande exemplo de democracia sem corrupção. A indústria bélica e outras mais mandam no congresso. A candidata Hilary, por exemplo, é financiada pelo capital financeiro. E a Suíça? Avançado paraíso fiscal.
      Temos de lutar muito. Sabemos que durante crises o capital, com sua alta taxa de ganancia, quer destruir todas as conquistas humanas, trabalhistas na França, Espanha, Inglaterra, Brasil. Vale a pena ler de C. Dejours “A banalização da injustiça social”. Editora FGV.
      Saudações solidárias,
      Felipe Luiz Gomes e Silva – São Carlos, Brasil.

  27. Haroldo Melo disse:

    A pergunta que fica é: porque certas pessoas ditas intectuais só vêem arruaça, abalo a democracia, as instituições do Estado quando os sujeitos do Poder são tocados? Na América Latina e logicamente sem deixar de fora o Brasil a maioria dos brasileiros são brutalmente e diariamente agredidos pela ausência de dignidade e direitos. Um exemplo simples: pegar um transporte público e se dirigir ao trabalho ( quantas humilhações). Porém, o cientista Ventura, observa que o perigo a vigência saudável da democracia está vinculado a elementos de calmaria entre uma elite, política, social, jurídica, partidária. Jamais entre uma calmaria a você cidadão comum.

    • Gostei!!
      “Certas pessoas ditas intelectuais”. Essa expressão é muito boa, estimula muita reflexão. Na verdade somos todos intelectuais. Não há trabalho que seja só manual. O operário não deixa a ” cabeça em casa” quando vende sua única mercadoria, a força de trabalho, para o capital. Nos livros do intelectual C. Dejours, usando a expressão de forma positiva, A loucura do trabalho e Suicídios no local de trabalho fica claro como a subjetividade é um aspecto presente e essencial até nos trabalhos repetitivos e rotineiros. O intelecto está presente, sempre. Você mesmo é um intelectual e escreve muito bem. Parabéns!! Está na luta.
      Na França a luta contra a destruição dos direitos da classe trabalhadora está nas ruas. A democracia parlamentar representativa perde, de forma acelerada, sua legitimidade na Europa. E no Brasil, já tivemos essa democracia?A serenidade ajuda na luta cotidiana!
      Calmaria! Se for acomodação e conservadorismo…. não acredito que ajude o processo de transformação, mas o movimento é vida. Há contradições na sociedade e elas, as contradições, são pedagógicas. Riqueza concentrada e muita miséria… etc. Eu aprendo muito.
      Suas observações ensinam a todos e todas. Continue na luta. Você viu quem é nossa elite política no congresso. Eita! Um horror! É possível contar com “essa gente” para distribuir riquezas, baixar a taxas agiotas de juros, fazer reforma urbana… etc. ?
      Agora vou trabalhar um pouco no jardim, há folhas… etc. para limpar.
      Aprendiz Felipe Luiz Gomes e Silva

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