Penélope, Ulisses e o amor em tempos de colapso social

Penélope tece: sempre a mesma coisa. Ulisses parte, sem chegar a lugar algum. A “família tradicional” ruiu, mas repetimos seus personagens — e acrescentamos a especulação. Há três caminhos para construir um amor realmente livre

Cena do filme “A Noite” (1961), de Michelangelo Antonioni

Por Noa Cykman

É entre o eu e o tu que, aos olhos da consciência humana, se produz o primeiro de seus dissentimentos e a primeira de suas unificações.
— Georg Simmel

Crise no amor e colapso social

Não apenas meus próprios relacionamentos começaram a me mostrar um padrão, senão que o vi cada vez mais nítido e repetido nos dramas vividos por minhas amigas. Algo em comum nos toca e dissolve. Minha observação foi de relacionamentos heterossexuais, onde o modelo por analisar parece ser mais comum; todavia a repetição é possível em qualquer combinação de pessoas. Modos de individualismo e de narcisismo sem precedentes marcam a paisagem social contemporânea: e essa paisagem somos nós.

Pelo desejo de amar, aliado à curiosidade intelectual, fui mergulhando em universos teóricos que destrincham e refletem os percalços emocionais contemporâneos. As psicanálises de Suely Rolnik, de Christian Dunker e de Erich Fromm, a sociologia da francesa Claudine Haroche, uma pincelada budista, outra chinesa e mais algumas referências e artes me auxiliam a olhar o espelho da linguagem para entender onde se encontra minha subjetividade — digo, nossa intersubjetividade.

“O amor anda impossível?” Suely Rolnik olha para nós e vê dois estereótipos: Ulisses e Penélope. Ulisses, normalmente homem; Penélope, geralmente mulher. Ulisses repetidamente sente necessidade de abandonar Penélope para afirmar a si mesmo sua liberdade. Penélope persegue Ulisses repetidamente, pois é responsabilizada, por ambos, pelo cultivo do amor. Ulisses não sabe tecer. Penélope tece, mas sempre a mesma coisa. Ulisses não tece, desterritorializa. Penélope tece sem parar, presa do amor.

A família dita tradicional colapsou, levando os modelos estritos de homem, de mulher e de casamento — mas deixou sombras em nossas identidades e relacionamentos. Ulisses e Penélope são sobreviventes do náufrago; fantasmagorias que continuamos a carregar. Num extremo, o medo da desterritorialização — o movimento oportunamente necessário de abandonar territórios do ser e abrir-se à diferença — combatido via endurecimento do coração. No outro extremo, o fascínio com a desterritorialização, a “pura emoção de mundo”, tornada vício.

Penélopes tendem a ficar: ficam amarradas ao tecido da imagem do amor. Ulisses partem: mas nunca chegam a lugar algum. Vagam por toda parte e não se encontram em nenhuma; perseguem a imagem do mundo. Penélope imóvel, Ulisses compulsivo. Penélope acusa Ulisses: você me destrói porque você falta. Como se Ulisses levasse consigo o próprio princípio que funda Penélope como mulher. Ulisses se esquiva: você me invade, você está presente demais. Você me destrói com sua carência. “Ele precisa ir-se para manter Penélope sob a ameaça de perdê-lo, e nessa ameaça manter vivo seu desejo por ele, desejo no qual ele se espelha”. Ulisses recusa, mas se afirma no desejo que recusa. O ritual se repete indefinidamente: eterna fuga e eterno retorno. Síndrome de carência-e-captura. Ele, vilão e ela, chata.

“O pânico de Ulisses diante da carência de Penélope gera o pânico de Penélope diante da fuga de Ulisses, que gera o pânico de Ulisses. Mas Ulisses nasce do pânico de Penélope, que nasce do pânico de Ulisses…” O teatro do amor impossível. Rolnik flagra o fracasso intrínseco ao modelo: ambos criam-se e recriam-se mútua e perpetuamente nos personagens que jogam. Ele abandona; ela gruda — mas abandono e grude formam um único pacto simbólico. Uma só neurose. Não há indicações de utilidade fisiológica ou psicológica para os sujeitos imersos nesse modelo.

Desde o colapso da família dita tradicional (envolvendo a explosão de divórcios e a liberdade do amor sem casamento), “não é sempre a mesma Penélope que Ulisses abandona ao partir — eles variam, e cada vez mais. No entanto, a cena é sempre a mesma”. Quer dizer; ainda que tenhamos instaurado um universo posterior à estrutura falida, com um suposto sistema de “amor livre”, os personagens falidos nos têm cativos por dentro. Alteramos a estrutura, mas pouco curamos as capacidades emocionais fraturadas que herdamos.

Rolnik, evocando a filosofia de Gilles Deleuze, chamará os perdidos, os náufragos do amor em ilusão de liberdade, de “máquinas celibatárias”. Condizem com a “personalidade evitativa” descrita por Christian Dunker, e com a “descontinuidade e intangibilidade” da personalidade contemporânea descrita por Claudine Haroche. Sem identidade, jovens pseudolivres são pura paixão, fogo queimando papel. Grandeza e miséria: nenhum território se articula, nada se cria.

Perdemos a capacidade de envolvimento, trocada pela especulação. “O capital inflacionou nosso jeito de amar: estamos inteiramente desfocados”, diz Rolnik. O princípio de individualidade inflado quer anular a inscrição psíquica do social, observa Haroche. Numa dinâmica de átomos autocentrados girando rápidos e incapturáveis, interessados apenas cada um em si, movendo-se sem parar, constantemente fugindo, o valor é o desengajamento: tanto de si como do outro. Segundo Haroche, a intercambialidade e instrumentalização (dos outros como de si) conduz à inexpressividade ou mesmo à inexistência de sentimentos. O indivíduo hipercontemporâneo escorrega sempre da participação pela esquiva. Teimando em não vincular o eu de ontem ao eu de hoje ou de amanhã, o “eu” termina em crise de consistência e de continuidade. Afirma-se por sua ausência (sendo, neste sentido, utópico — sem lugar). Soltura perdida no vento, ficamos sem formas. É grave: diz o Comitê Invisível que é das formas, não das instituições, que temos necessidade. Almas penadas atravessando paisagens…

Dunker e Haroche concordam que o ponto-chave do colapso está na evitação sistemática do confronto. Colapso da comunicação. Ao melhor sinal de conflito, evita-se o trabalho. É melhor partir do que mudar. Conflitos são vistos sob uma chave absolutamente negativa; não há espaço para a conversa, ainda menos para a escuta. Voto de precariedade.

Christian Dunker analisa a “personalidade evitativa”, que busca apenas a facilidade, mesmo que isso implique troca constante. No momento (inevitável) em que uma relação apresenta um conflito, o evitativo decide abandonar. O discurso mental é de que o armário está cheio de ofertas, que o amor não deve dar trabalho e há de haver um encaixe simples. “Eu posso esperar o próximo trem, talvez ele venha mais vazio.” No fundo está a dificuldade ou incapacidade de reconhecer e de nomear o próprio sentimento, e a falta de coragem para bancar o próprio desejo.

“O que estou sentindo?” A escassez de repertório para responder à pergunta é um fenômeno social. A personalidade evitativa, segundo Dunker, não é excepcional; é a subjetividade dominante da atualidade, aquilo que se espera que sejamos. O evitativo está em permanente autoengano e sofre de deficit de intimidade, nota Dunker — pois intimidade não é (apenas) a nudez do corpo: é a nudez de dentro, a partilha de incertezas e de receios, inclusive sobre a relação. Universo emocional empobrecido criando romances de plástico. A epidemia dessa personalidade não está desvinculada das epidemias de depressão e ansiedade, problemas ligados à inibição, à rejeição do conflito, à incapacidade de elaborar e de gerir o conflito através da palavra, à recusa ao diálogo, ao fechamento, ao autocentramento. Talvez por menos ainda que o conflito propriamente dito — basta o conflito intrínseco de deparar-se com o outro, outra pessoa, o diferente. O próprio encontro é que espanta.

Embora epidêmica, a personalidade evitativa ataca mais os homens. Dunker observa que os processos sociais recentes permitiram às mulheres desenvolver um maior nível de implicação com o próprio desejo (diante das liberdades e direitos conquistados). Os homens, via de regra, foram em sentido oposto, reativos, e permanecem embolados em preguiça, fantasiada de “liberdade”.

Prisioneiros do amor livre? Quem sai perdendo — conclui Rolnik — é o amor.

Tenho Penélope em mim; às vezes, sou Ulisses. Meus relacionamentos menos férteis foram aqueles em que encarnamos Penélope e Ulisses e ali ficamos até morrer. Meus relacionamentos mais bonitos foram aqueles em que não nos importamos com as demandas de Ulisses nem de Penélope, rompendo o feitiço via comunicação sincera. Amando com disponibilidade, disponíveis ao risco e ao deleite. Sem imagens; amor alheio à lógica do espetáculo, indiferente aos pequenos cálculos. Livre e leal, verdadeiro como o amor é.

Atualizações para o amor

A precariedade dos vínculos é o próprio colapso social. Acumulada, degenera na crise de pertença e presença em que nos encontramos. A rapidez e a substituição constante de afetos aprofundam progressivamente o isolamento, sob o risco de sumir, de não construir vínculo. Erosão de eros. Para superá-la, algumas atualizações são pertinentes: superar a falsa oposição eu-outro (donde a inflação do “eu”); afrouxar os modelos cristalizados de feminino-masculino e voltar a brincar; estudar e praticar o amor em todas as suas formas; abrir-se. Todas são inexequíveis no mundo partilhado sem que façamos cada qual uma revisão interna, uma reforma íntima. Se não mudarmos, nada muda.

Passagens breves sobre as atualizações:

1) Superar a falsa oposição eu-outro

No senso comum, toma-se a relação como externa, como complemento, quando é ela, de fato, a substância do ser. Relações não são adicionais agregados ao “eu”, senão os fios que o atravessam e constituem. Eliminem-se as relações e o que resta de mim?

Em minha reflexão, intimamente sinto que não sou senão com minha mãe, com a água, com a linguagem, com os seres que ingiro, com os seres que me ajudam a digerir, com agricultoras e agricultores, com motoristas, com fabricantes de ferramentas, com o oxigênio, com o sol, com minhas amigas, meus professores, com abelhas, plantas, bactérias, urubus, com quem construiu minha casa, quem encanou a água, quem fez os móveis, quem fez minhas roupas, quem me escuta, quem recebe e celebra quem sou. Sou uma com tudo o que me acompanha e com todos os seres com quem me faço viva. Não tenho relações: sou minhas relações. Sou uma teia.

2) Afrouxar os modelos cristalizados de feminino-masculino e voltar a brincar

Travados em Ulisses e Penélopes, proliferamos caricaturas de um modelo social ultrapassado. Aquele modelo, patriarcal e heteronormativo, nos impregnou com visões distorcidas, pejorativas e dicotômicas de feminino e masculino. A mulher restrita ao feminino, o homem enclausurado no masculino. As mulheres retratadas como passivas e receptivas; os homens como ativos e criativos.

Márcia Baja recorda Trungpa Rinpoché, mestre do budismo tibetano, que observou: quando o masculino está desintegrado do feminino, torna-se estúpido; quando o feminino está desintegrado do masculino, devém histérico. Só há sabedoria quando os dois andam juntos, seja no corpo que for. Aqui, feminino e masculino são entendidos como qualidades que permeiam a vida e nos permeiam. Não como natureza primordial — que é silenciosa e sem gênero — mas no campo da criatividade.

Baja propõe despertar para o lugar não-dual por dentro da dualidade. “A esfera que tudo unifica quando tudo parece separado e diverso. É aqui que a crise acaba. É aqui que, inclusive, você pode adotar papéis, o que você quiser. Mas não vai ser mais uma crise. Você não vai precisar forçar a barra de ninguém nem da realidade para dizer: me aceitem.”

Fritjof Capra dá eco à cosmovisão chinesa, análoga, neste ponto, à budista: masculino e feminino são entendidos como polos de um espectro que não existe senão na multiplicidade e em movimento. O universo mantém seu constante fluxo de transformação através da combinação dinâmica de yin-yang: yin como contráctil, receptivo, cooperativo, sintético (associado ao feminino); yang como expansivo, exigente, agressivo, competitivo, analítico (associado ao masculino). Capra comenta:

“Se atentarmos para esta lista de opostos, é fácil ver que nossa sociedade tem favorecido sistematicamente o yang em detrimento do yin — o conhecimento racional prevalece sobre a sabedoria intuitiva, a ciência sobre a religião, a competição sobre a cooperação, a exploração de recursos naturais em vez da conservação, e assim por diante. Essa ênfase, sustentada pelo sistema patriarcal e encorajada pelo predomínio da cultura sensualista durante os três últimos séculos, acarretou um profundo desequilíbrio cultural que está na própria raiz de nossa atual crise — um desequilíbrio em nossos pensamentos e sentimentos, em nossos valores e atitudes e em nossas estruturas sociais e políticas.”

A filosofia francesa de Gilles Deleuze e Guattari é uma fresta do próprio ocidente: os autores afirmam que ninguém é homem ou mulher senão “molarmente”, quer dizer, de um ponto de vista totalizador e estático. Do ponto de vista “molecular”, da diferença, do desejo, do devir, somos multiplicidades, somos “linhas de fuga” que escapam às dualidades, que correm fora dos mapas. “Saber amar não é permanecer homem ou mulher, é extrair de seu sexo as partículas, as velocidades e lentidões, os fluxos, os n sexos que constituem a moça desta sexualidade.”.

3) Estudar e praticar o amor em todas as suas formas

Ele chegou… Chegou aquele que nunca partiu;
Esta água nunca faltou a este riacho
Ele é a substância do almíscar e nós o seu perfume,
Alguma vez se viu o almíscar separado de seu cheiro?

Rumi (poeta sufi do século XIII)

Em “A arte de amar”, Erich Fromm, psicanalista, sociólogo e filósofo alemão do século XX, encara o amor: este objeto que parece ao mesmo tempo onipresente e inexplicável. Ele aponta como a maioria das pessoas supõe que o problema do amor seja antes o de ser amado que o do desenvolvimento da faculdade de amar. Subentende-se que não haja nada por aprender sobre o amor: é questão de azar ou sorte, de encontrar o objeto de amor ou não o encontrar. É percebido de forma mercantil (como troca justa) e consumista (o apetite da acumulação). O amor seria uma espécie de acidente fortuito; um acontecimento que abençoa espontaneamente a quem tocar.

“Essa atitude — a de que nada é mais fácil do que amar — tem continuado a ser a ideia predominante a respeito do amor, apesar da esmagadora prova em contrário. Dificilmente haverá qualquer atividade, qualquer empreendimento que comece com tão tremendas esperanças e expectativas e que, contudo, fracasse com tanta regularidade, quanto o amor”. Para superar a crise, Fromm sugere tomar o amor como uma arte. Se quisermos aprender a amar, procedamos como faríamos se quiséssemos aprender qualquer outra arte ou conhecimento — música, pintura, medicina, engenharia. Há que se dedicar à teoria e à prática e, sobretudo, dar-lhe importância.

O caminho budista situa o amor entre as mais altas qualidades da mente. Ao lado da compaixão, da alegria e da equanimidade, o amor está presente na mente livre. Manifestação natural da mente saudável. Como qualidade incomensurável, o amor é não relativo, embora possa espelhar-se nas relações. Amor sem objeto, embora se inspire em cada objeto visto. Amar é a alegria de encontrar qualidades positivas e a motivação natural de estimulá-las; alegrar-se com a criança que cresce, com a flor que brota. Prestigiar os valores do outro. Trata-se, também aqui, de um caminho de exercício, estudo e cultivo para desenvolver o amor.

Por fim, ouçamos algumas palavras de um profeta imaginado. O escritor libanês Khalil Gibran narra as falas de um profeta que se imagina chegar a um vilarejo. O povo lhe pede que fale sobre o amor. Entre suas colocações, pondera: “Se no vosso temor procurardes somente a paz e o gozo do amor, então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor, para entrar no mundo sem estações, onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio”.

4) Abrir-se

“Mas como seria essa viagem? Dela sabemos apenas duas ou três coisas. A primeira é que ela só se faz se preservarmos o conquistado pelas máquinas celibatárias — ter autonomia de voo, um voo onde o encontro com o irredutivelmente outro nos desterritorializa; ser pura intensidade desse encontro. A segunda é que, se isso é necessário, não é suficiente: ao mesmo tempo que se dá a desterritorialização, é preciso que, ao longo dos encontros, territórios se construam”. Esse é um conselho de Suely Rolnik.

Rumi adverte: “Você aprende pela leitura,
Mas a compreensão vem com o amor.”

E vamos embora com Erasmo Carlos, gente aberta…

Eu não quero mais conversa
Com quem não tem amor
Gente certa é gente aberta
Se o amor me chamar,
Eu vou

Pode ser muito bonito
O mar, o sol e a flor
Mas se não abrir comigo
Não vou, não vou

As pessoas que caminham
Seja lá pra onde for
É uma gente que é tão minha
Que eu vou, que eu vou

Quem não tem nada com isso
Veio à vida e não amou…
Gente certa é gente aberta
Se o amor me chamar,
Eu vou

***

Presentinho: Gente aberta nas bocas de Liniker, Letrux, Luedji Luna, Maria Gadú e Xênia França (ACORDA AMOR):

***

Referências:

Baja, Márcia. “A potência do silêncio”. [Entrevista]. Podcast Coemergência, episódio #26. Disponível no Spotify ou em: http://www.coemergencia.com.br/26-a-potencia-do-silencio/.

Capra, Fritjof. O ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Cultrix, 1997. Disponível em: http://www.ruipaz.pro.br/textos_pos/pontodemutacao.pdf.

Comitê Invisível. Aos nossos amigos: crise e insurreição. São Paulo: N-1 Edições, 2016. Disponível em: https://we.riseup.net/assets/262783/AosNossosAmigos2014.pdf.

Dunker, Christian “Ninguém está a fim de namorar? Ou somos evitativos?”. [Entrevista]. Canal soltos sa (YouTube). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=9gDBbzcFxJ0

Deleuze, Gilles & Guattari, Félix. Mil platôs, vol. 4. São Paulo: Editora 34, 2015. Disponível em: http://escolanomade.org/wp-content/downloads/deleuze-guattari-mil-platos-vol4.pdf

Fromm, Erich. A arte de amar. Belo Horizonte: Itatiaia, 1971. Disponível em: http://estudioterraforte.com.br/wp-content/uploads/2013/07/arte-de-amar.pdf

Haroche, Claudine. Descontinuidade e intangibilidade da personalidade: a relação com o tempo no individualismo contemporâneo. Art cultura, Revista do Instituto de Hist cultura ória da Universidade Federal de Uberlândia, n. 19, jul./dez. 2004b. Disponível em: http://www.seer.ufu.br/index.php/artcultura/article/view/29337.

Rolnik, Suely. “Amor: o impossível… e uma nova suavidade”. Disponível em: https://www.pucsp.br/nucleodesubjetividade/Textos/SUELY/Novasuavidade.pdf

Rolnik, Suely. Cartografia Sentimental: transformações contemporâneas do desejo. Porto Alegre: Sulina; Editora UFGRS, 2016.

Rumi, Jalal ud-Din. Poemas místicos & A dança da alma [livros]. Alguns poemas disponíveis em: https://www.sertaodoperi.com.br/poesiasufi/poesia/rumi_colet.htm.

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2 comentários para "Penélope, Ulisses e o amor em tempos de colapso social"

  1. Daniel disse:

    Lindo texto, Noa.
    Amar, arriscar-se em todas as suas extensões e consequências confunde-se com o próprio viver.
    É amando, e assim finalmente vivendo, que nos aproximamos do Amor fati.
    Obrigado!

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