E se Pondé fosse filósofo?

Análise de discurso do colunista da Folha. Ele nada argumenta; raso e verborrágico, abusa dos artifícios retóricos e do argumento de autoridade. É a fórmula para arrebanhar crentes políticos de classe média

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Análise de discurso do colunista da “Folha”. Ele nada argumenta; raso e verborrágico, abusa dos artifícios retóricos e do argumento de autoridade. É a fórmula para arrebanhar crentes políticos de classe média

Por Fran Alavina

Ao fim de 2017, o nosso mais singular caso de intelectual homologado – Luís Felipe Pondé – nos presenteou com um texto que com certeza se tornará um dos clássicos de sua douta produção: tanto mais verborrágica, quanto rasa. Em sua coluna na Folha de S.Paulo, mais precisamente no artigo “E se o PT voltar ao poder em 2018?”, revelou-se a faceta mais determinante, porém não suficientemente discutida de sua produção.

Nos dias que se seguiram ao viral artigo, as reações contrárias “choveram no molhado”. Tratava-se de afirmar que o texto do ínclito colunista do periódico paulistano mostrava o medo e o rancor daqueles que pensavam haver sepultado o mais temido dos adversários políticos. Esta interpretação, além de recorrer ao fácil argumento da passionalidade; e, embora, não seja carente de sentido, esconde o eixo articulador do texto de Pondé: a vulgarização da figura do filósofo e sua escolha oportunista pelo pensamento fácil. Isto é, o abandono do trabalho do pensamento em favor do não saber, da ignorância disfarçado de conhecimento. Quem leu o artigo do professor Pondé e pensa ter aprendido algo, nem mesmo se informou. O não saber do intelectual homologado muitas vezes está aquém da informação. Por conseguinte, é difícil classificar o texto do colunista-filósofo (ou seria do filósofo-colunista?): um “grita de alerta”; o texto de um polemista; apenas um escrito de ocasião? Ao fim, veremos que o seu texto nada mais é que o exemplo mais acabado de sua renúncia ao exercício sério do pensamento.

Mas antes de entrar no texto de sua coluna, é preciso que nosso leitor realize dois movimentos: um de esforço e outro de suposição. O primeiro deles, o de esforço, não é tanto cognitivo, porém de vontade e bom ânimo: é preciso, ainda que somente pelos minutos da leitura dessas linhas, levar Pondé a sério. Ademais, não olvide nosso leitor, o que ele mais quer é não ser levado a sério, pois assim pode cativar seu fã-clube com sua cantilena de que falaria para aqueles que os acadêmicos tradicionais desprezam: o grande público, esta abstração que nunca se sabe definir bem o que seja, posto que é somente uma imagem sem conteúdo, recurso retórico dos mais vulgares quando não se sabe, ou se quer esconder as determinações e limites de certo público.

Realizado este primeiro movimento, devemos fazer o segundo, o de suposição: supor que Pondé é um filósofo. Ora, o artigo de Pondé demanda de seu leitor a aceitação de uma suposição: aquela de que Lula ganhará as eleições desse ano. Façamos, pois, também a nossa suposição: a de que Pondé pode ser considerado um filósofo. Supondo que ele é um filósofo, o que se espera encontrar no texto de alguém cujo ofício é o trabalho do pensamento? Ora, espera-se encontrar argumentação, e não opinião. Ou seja, o movimento do pensamento em plena atividade: afirmando, negando, refutando, explicitando e se desdobrando dentro dos limites lógico-interpretativos. Portanto, com a coerência que só o rigor de ideias bem articuladas pode oferecer.

Qual não será a surpresa do leitor, tendo aceitando a suposição de que o colunista é um filósofo, ao se deparar com a referida coluna… (!). Ainda que seja um texto curto, ele não nos oferece uma única relação explicitada de causa e efeito. Não há mesmo definições com as quais o suposto filósofo construa junto do seu leitor uma séria argumentativa simples em que acabe por concluir uma coisa, ou refutar outra. Não poderia ser diferente, não há algo a ser concluído, pois tudo que se pretende como exercício de suposição já é preconcebido como certo. Uma contradição entre o que se diz supor e o que se descreve como realidade, algo que acaba por anular o próprio exercício de suposição. Vejamos…

O texto começa com um recurso ao absurdo: afirma que com Lula na presidência em 2019 iremos parar no “(…) paleolítico”. Uso de uma imagem hiperbólica para provocar no leitor, já de início, a sensação de estar perante uma aberração. Logo, desqualifica, por princípio, a realização da suposição, sem precisar, pois, justificá-la. Em outros termos, afirma-se, mas sem argumentar. Ademais, este recurso ao absurdo desqualifica o próprio exercício de suposição que ele propõe, uma vez que o absurdo nega a verossimilhança, que é garantidora de sentido à suposição. Neste caso, Pondé nos mostra que é um bom conhecedor de básicos princípios retóricos.

Instalado o absurdo, segue-se uma ironia: “inteligentinhos dirão (…)”. Não se trata daquele tipo de ironia filosófica, que joga com conceitos ou ideias, aquela de tipo socrática, mas a ironia na sua forma mais vulgar e simplista, que não se presta a desfazer um argumento, e sim desqualificar moralmente qualquer pretenso interlocutor contrário.

Depois do absurdo e da ironia rasa, há de se movimentar um termo supostamente polêmico e de efeito. Escreve Pondé: “a bolsa fome é (…)”. O uso de termos como este não serve à mera desqualificação, ou ser apenas ponto de “choque” no texto, também cria um laço de identidade instantâneo entre aquele que o expressa e aquele que lê. Já nas primeiras frases se dá então a senha do que seguirá: um encadeamento de imagens e frases do baixo cotidiano político, daquelas que se pode ouvir da boca de qualquer reacionário na sua mais hodierna vulgaridade. Aí se mostra também a pobreza do texto de Pondé, nele nem mesmo se encontra alguma novidade, porém um sem fim estendido de repetições. De ineditismo, nem mesmo um único simulacro. Na verdade, o próprio Pondé é o simulacro. Suas “frases de efeito”, escritas como se fossem berros, simulam e fazem ecoar as ruas que se vestiram com camisas da CBF.

Seguindo com sua coluna, ocorre o clássico argumento de autoridade, típico de uma fala que precisa de reforços rápidos, pois não consegue se sustentar por ela mesma. Pondé sentencia que: “Nelson Rodrigues dizia (…)”, – e arremata com mais um termo polêmico, que não é mais que outra desqualificação moral – “Dom Helder, o arcebispo vermelho, (…)”. Pode-se procurar ideias, contudo até esse ponto do texto não é possível as achar. Há apenas um volteio em imagens anedóticas.

Eis, então, que parece surgir uma ideia, um conceito ainda que vago. Continua Pondé: “o velho coronelismo nordestino (…)”. Rapidamente, todavia, vemos que se trata de mais uma imagem sem determinação, desprovida de caráter conteudístico, que joga com o imaginário do leitor preguiçoso. Não sabemos bem o que Pondé entende por Coronelismo, ele mesmo não nos apresenta uma simples noção de como o entende, não esboça uma definição deste fenômeno histórico-social, porém referenda sua fala com uma idiossincrasia, ou seja, com mera pessoalidade: “conheço bem a região: sou nascido no Recife e vivi anos na Bahia (…)”. Mais uma vez ele não argumenta filosoficamente, mas pede ao seu leitor que creia no seu testemunho. O leitor não é convencido, mas deve praticar um ato de fé: crer que os anos de Pondé no Nordeste o credenciam, quase que por espontaneísmo, a falar de Coronelismo. Ora, experienciar ou presenciar certa realidade por algum tempo não faz de ninguém um profundo conhecedor da mesma.

Tudo isto é inusitado, para dizer o mínimo, quando se trata de algo escrito por um suposto filósofo. De quem esperaríamos um exercício de raciocínio para o convencimento, eis que aparece a crença. Qualquer semelhança entre isto e a superstição não é mera coincidência, já que a base da superstição é a crença no testemunho de outrem sobre algo que desconhecemos ou não poderíamos experienciar. Ela, a superstição, nasce da fé ingênua e do não saber, e é isso que Pondé pede do seu leitor: fé ingênua, posto que não argumenta. Ademais, é este o caminho mais fácil para que seu leitor seja tratado como um fiel e a palavra dele se torne a palavra de uma autoridade. Pondé não fala à razão de seus leitores, nem mesmo à passionalidade deles; apenas procura manobrar seus ânimos e afetos mais irrefletidos. Um filósofo que não fala à razão de seus leitores: é isto um filósofo?

De fato, está indagação se reforça ainda mais com o restante do texto: uma descrição feita em um misto de tons proféticos e apocalípticos. É como se estivéssemos perante um profeta que anuncia o fim dos tempos. Sozinho, ele julga com retidão esmerada um futuro que se mostra apenas aos seus olhos. Vê a si mesmo como escolhido e destinatário de uma mensagem de elevado caráter moral. Não é ao moralismo automático de seus leitores que se dirige o brado de Pondé? É como se dissesse: “vos anuncio um período de horror e barbárie: acreditem e se convertam, enquanto é tempo. As eleições estão logo ali (…). Estamos no momento propício!”. Todavia, como bom profeta que é, Pondé antevê a iminência da não conversão dos seus. Com indisfarçável pessimismo alfineta: “Todo esse mimimi ao redor da Lava Jato ficará claro como mimimi. Dane-se a corrupção. Ninguém está nem aí para isso. A começar pelos intelectuais, professores, artistas e integrantes de grande parte do Poder Judiciário. O combate à corrupção é (quase) uma farsa”.

Da suposição à farsa incompleta, passamos da pretensão filosófica ao fácil profetismo no escorregar de poucas linhas. Com efeito, isto é apenas a consequência de quem escolheu não argumentar, mas manobrar uma estrutura imaginária de tipo supersticiosa. É, pois, uma arcaica, porém não inatual, estrutura teológico-política que dá sentido ao texto de nosso suposto filósofo.

Assim seu leitor, alçado à posição de quem não irá pensar por si, ou mesmo raciocinar com o autor, transforma-se em mero espectador da distopia filosoficamente pobre de Pondé: sua longa descrição profética sobre os mais diversos setores da sociedade civil e instituições. Algo que não se pode nem mesmo comentar aqui, já que sendo o quadro de uma suposição que começa pelo apelo ao absurdo, deve ser posta na conta da criatividade do autor. Como não se trata de argumentação, julgue por si nosso leitor se a inventividade do autor foi boa ao traçar tão singular quadro. Ao fim, confirma-se que não há propriamente uma distopia, já que tal seria o único estilo textual possível para enquadrar o texto-coluna de Pondé: trata-se mesmo de miopia.

Pondé confirma-a na sentença áurea que encerra sua profecia, ou melhor sua coluna: “Depressão, ressentimento, medo e vingança serão os afetos que definirão 2019”. Vê-se, pois, que além de abandonarmos a suposição de que Pondé seria filósofo, nem podemos conjecturar que ele seja um bom cronista do presente, mesmo quando se põe a falar do futuro. Há de se perguntar: em que mundo vive Pondé, nosso suposto filósofo? Não são estes os sentimentos que hoje dominam o tecido social: depressão, ressentimento, medo e vingança? Ao fim, só nos resta supor de novo, num exercício de boa vontade: e se Pondé fosse filósofo?

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79 comentários para "E se Pondé fosse filósofo?"

  1. Franz Salviano Borges disse:

    Para seus leitores habituais Pondé pode ser telegráfico. Quem o conhece absorve facilmente as entrelinhas, não é preciso desenvolver todo um tratado, uma página vale por uma obra.

  2. Henrique disse:

    Acredito que se Pondé fosse filósofo ele certamente não seria de esquerda, já que a forma de pensar da mesma não se encaixa em nenhuma corrente filosófica e muito menos metafísica.

  3. Rafael disse:

    Meu caro doutorando, quanta crítica ao filósofo Pondé!! Ele é tão limitado como colunista, professor, comentarista de TV, palestrante,…ou você é apenas mais um que não aceita um posicionamento político contrário? “Despolarize” acadêmico e aceite que é melhor!!!!!

  4. Paulo José Silva Valença disse:

    Espero um artigo semelhante dedicado a desmascarar Karnal,Cortella e Chauí, que deixam Pondé no chinelo em termos de impostações e imposturas filosofantes!

  5. João disse:

    Pondé é um grande cara de pau, um esperto farçante que percebeu o momento neoliberal reacionário e soube embrulhar sua “filosofia” direitinho para vendê-la ao PIG desejoso e necessitado de tipos como ele para dar ares de novidade, seriedade e profundidade intelectual, mas num discurso raso e repetitivo, de fácil absorção e digestão pelo pouco letrado cidadão médio consumidor de grande midia. Espertalhão bem remunerado pelos serviços prestados à corja dominante.

  6. Linnis disse:

    Eu percebia um certo incômodo (meu) quando Pondé é chamado de filósofo, mas não conseguiria expressar tão bem, como foi feito por você nessa escrita.
    Obrigado
    Só reforçando teu comportamento como um bom skinneriano

  7. Raul Souza disse:

    Discordo do seu artigo. Acredito que Pondé pense além do nosso tempo. Veja Stalin, por exemplo, uma falha social e assassina. A China, coitada, precisa de um capitalismo progressista para sobreviver, além de tirar a liberdade de seus cidadãos. Câmeras por todos os lados, sabem até quando você falta ao trabalho. Além de possuir o maior mercado clandestino do órgãos. Pensar e filosofar não fazem o governo funcionar. Agora questiono “e se você fosse inteligente”?

    • Luiz Oliveira disse:

      Sabe quem começou a criticar Stálin primeiro? Foi a própria esquerda bolchevique, peserguida, presa e morta por Stálin. Foi Trotsky, morto por Stálin, que percebeu o desvio da revolução socialista. Vc sabe pouco da história. E quando Stálin morreu em 1953, o XX Congresso do PCUS denunciou os crimes de Stálin. Ou seja, a própria esquerda soviética já fazia a crítica ao regime estalinista lá nos anos 1930,-40-50. Houve um processo de desestalinização do socialismo soviético em 196-64, mas houve um golpe e depois um golpe dentro do golpe, porque a burocracia estalinista era muito forte. Ou seja, a própria esquerda já criticava o socialismo real, o PT nasceu criticando o modelo de socialismo soviético e chinês. Vc não sabe nada e fala a esmo sem conhecimento de causa, histórico.

      • Beto disse:

        Quando vejo a escrita do “conhecedor” tendencioso (contra Stálin -sinal de falta de profundidade) da História e do Stalin, especialmente pela via, mais que batida, historicamente, de Zinoviév e Kamenev, logo depois assinada embaixo por Krushov em seu “relatório secreto”, a verborragia da falta de conhecimento não morre em Pondé, ou na “falta” de historia de Alavina, mas de vomitar, sem ao menos saber o real sabor da História propalada… Rindo litros…

    • Sandoval disse:

      O estrago que a esquerda fez na academia ,vai levar mais um século ,para que seus efeitos se apaguem !!

  8. Matheus disse:

    Em todos os parágrafos houve uma preocupação cansativa em reafirmar como o Pondé não argumenta – ora, você mesmo poderia ter feito isso ao invés de enrolar tanto. Em estética seu texto surpreende, já em conteúdo é mais fraco do que aquele que ataca. Resumindo: fez o mesmo que o “suposto filósofo”, só que de maneira mais pobre e escandalosa.

  9. Fábio José Borsatto Leitão disse:

    Fran bom dia
    Após seu longo texto e comentários ao texto de Pondé,gostaria que me respondesse de forma pragmática:
    1) Quem são seus candidatos e partidos para eleições deste ano?
    2) Porquê vc vota neles?

  10. Vinício Moreria disse:

    Parabéns Fran.
    Não há filósofos perante a “sociedade que vota”. Isso se dá por ela não conhecer a filosofia.
    Quem dera ainda possamos dar a todos o divino prazer do pensar.

  11. stella disse:

    Pondé.Olavo de carvalho.Karnal. etc…
    É preciso muito esforço para ler.
    As vezes os leio, somente para atestar cada di suas imbecilidades. .arrogancias.
    Pobre do Brasil. .que ainda tem leitores para esta gente.
    Parabéns Fran pelo texto
    Vou compartilhar o máximo.

  12. Oswaldo disse:

    Qdo li o texto de Pondé na Folha, saí num misto de “onde esse cara quer chegar” com “há algo de podre nas falas de Pondé”. Agora tudo ficou compreensível: obrigado, moço Fran Alavina

  13. Flavio Marcio disse:

    Perna de pau do pensamento crítico, do rei da bola do
    passado o “filósofo” só tem o ‘P’ inicial e o ‘é’ final.

  14. Matheus disse:

    Se hipoteticamente Lula/Esquerda vier a ser presidente da república o resultado é bem simples: outra crise.
    Apesar de muitas besteiras que Olavo argumenta junto com o Pondé são os únicos que tem alguma relevância que preste.
    Karnal, Clóvis e Cortela é a mando daquele velho papo de intelectual que destroem economia e países.
    Somos muito atrasados em todos os aspectos relevantes principalmente em educação.
    Quandp chegar o dia que na grade curricular for honesta e neutra, possamos ter uma esperança nesse buraco.
    2014 foi bom, agradeço aos envolvidos que mostraram toda sujeira que o PT fazia e fez no país, espero que a maioria dos eleitores leigos tenham agora consciência que assistencialismo, corporativismo não cola mais, uma hora a conta chega.
    Enquanto a educação não ser restabelecida desde o fundamento, ainda teremos sequelados levando a sério discursos bonitos sem conhecer os milhares de envolvidos que refutaram toda a esquerda teórica de filósofos.
    A melhor forma de um país ter seu crescimento exponencial é conhecendo a própria miséria de um governo estadista e autoritário, assim percebem e não voltam aos erros.
    Espero que 2014 sirva de lição, pois tem mais crise e déficit pela frente

    • Carlos Delgado disse:

      Eu fico impressionado de ver como a direita, ao ser desancada na sua empáfia, não sabe fazer outra coisa senão matraquear para si mesma suas verdades mecânicas, absolutamente incapaz de contestar argumentos com argumentos, mas apenas reiterar sua velha lenga-lenga míope.
      Matheus, meu filhinho, o artigo desta coluna NÃO É sobre um possível retorno do Lula. É sobre essa impostura intelectual conservadora, boçal e tucana (perdoem-me a redundância!) chamada Luís Felipe Pondé.

      • Sandoval disse:

        O artigo desta coluna, é sobre a posição do Pondé, quanto à possibilidade da eleição de Lula !!! Entendeu retardado!!!!!! O comentário de Matheus é extremamente pertinente, é sobre isso que estamos falando, da posição de Pondé e da sua posição acadêmica e ideológica ! Será que você leu a postagem?
        A esquerda não precisa ler à esquerda é o sal da terra !!!

    • Luiz Oliveira disse:

      Pena que vc não citou que 2017 revelaram quem era a quadrilha que queria se arvorar do poder para entregar o patrimônio público a empresas estrangeiras, o retorno à privataria, a neoprivataria. Vc oculta como se outros partidos como PMDB, PP, DEM, PSDB,PTB não estivessem envolvidos nos escândalos da lava jatos, pegos com malas, dinheiros, jóias, carros importados, quadros de pintores famosos… Quem deu o golpe estão hoje presos, desmoralizado e impopular: Cunha, Aécio e TEMER. Além dos golpistas Geddel, Henrique Alves, Cunha, Cabral etc. presos e o próprio Joesley que queria incriminar Lula com aquela conversa fajuta de que abriu uma conta na Suíça pro Lula e pra Dilma e que o próprio ministério público descartou pq não apresentou provas cabais. Ora, como é que eu abro uma conta no meu nome e digo que é dos outros? Pior, gasto esse dinheiro que digo que é de terceiros, comprando apartamento em Nova Iorque, pagando a despesa da festa de casamento… Há muita maracutaia nessas delações combinadas com MP e PF antipetistas.

  15. Hugo disse:

    Vão estudar filosofia antes de falar besteira bando de burro ignorante, jornalista tem se tornado o pior tipo de profissional na face da terra, bando de cara de pau falando defendendo coisas que nem eles mesmos estudaram, acham que porque aprenderam a escrever textos magicamente entendem de política, filosofia e sociologia, as vezes da penas deles,as vezes dou gargalhadas, nesse caso fiquei com pena dessa fran

    • Eduardo disse:

      “Fran Alavina
      Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da USP. Mestre em Estética e Filosofia da Arte pela Universidade Federal de Ouro Preto, UFOP.”

    • Luiz Oliveira disse:

      Jornalista na tv é papagaio de teleprompter. Jornalista de impresso de jornal ou revista é apenas um corretor de ortografia, fuxiqueiro político, está limitado pelas ordens do patrão a pensar livre. Afinal as edições são todas formatadas pelos interesses das empresas jornalísticas.

  16. Allan Silveira disse:

    Ri muito com esse texto tendencioso e esquerdista. É o discurso desesperado e inflamado de ódio, típico é característico da relés esquerda comunista. Simplesmente desnecessário seus argumentos. Política doutrinária é que nem futebol, cada um torcerá para um time. Esquerda x Direita, e vocês estão perdendo de levada por serem maus perdedores 7 X1… no vulgo popular “ chupa que é de uva” !!! Kkkk

  17. Vinicio Macedo disse:

    A melhor avaliação do inteligentinho L.F.P. que li até hoje. Excelente

  18. Guilherme disse:

    Acho que tem gente ressentida por aqui….ainda tem um longo caminho a seguir pra chegar perto do brilhantismo do Ponde! Quanta ignorância!

    • Beto disse:

      Gulherme, adorei essa parte do “brilhantismo de Pondé! Quanta ignorância!” Seu texto é psicologicamente perfeito, quando mostra, explicitamente, a ‘ignorância’ que percebe o ‘brilhantismo’ de Pondé. Freud deve está rindo até hoje…

  19. Daniel de Jesus Oliveira disse:

    Vire o Pondé do avesso, façam dele um filósofo e colunista de esquerda!
    Se você não pensa como eles, pra eles você não pensa…
    Humano, demasiadamente humano.

  20. Pedro disse:

    Hugo, se aproximando por similitude do próprio Pondé, você não argumentou nada, só vociferou uma litania de ad hominems. Fran é doutorando em Filosofia – e não jornalista -, e claramente compreende bem mais do assunto em questão do que você.

  21. Bruno disse:

    Hugo pode ser enquadrado na mesma categoria “filosófica” de pondé…

  22. Daniel M. disse:

    Não se responde suposta arrogância com mais arrogância. Texto grande, chato e fraco.

  23. Matheus disse:

    Não dá pra considerar o Pondé sequer um profeta pois, diria Derrida “Um profeta não prevê os acontecimentos, mas sim os castigos que há de advir de nossas ações”

  24. Thales de Andrade disse:

    Resumo da mensagem trazida pela coluna: discordou de minha visão de mundo, logo, não presta.
    Goste-se ou não, concorde-se ou não, Pondé tanto tem formação acadêmica em Filosofia (pós-doutor), quanto exerce, na prática, o mister do filósofo, na medida em que busca compreender racionalmente a realidade que nos cerca, assim como o autor da coluna, que, por mais que eu discorde, é também um exercício filosófico.
    Portanto, menos, bem menos!! Vamos respeitar as opiniões diversas das nossas! E, por respeito, entenda-se a noção kantiana.
    Melhore! Abraços!

    • Luiz Oliveira disse:

      eu conheço pós doutor, que não é título, é apenas aperfeiçoamento da tese de doutorado, que são medíocre. Fazem doutorado lá fora e para validar o diploma no MEC agora tem que defender a tese no Brasil. Pois os orientadores estrangeiros estão se lixando para estudantes brasileiros no exterior e fazer mestrado na Europa ou USA é a coisa mais fácil que existe. Faz uma redação de 60 páginas e pronto, vira mestre.

  25. Ricardo Cavalcanti-Schiel disse:

    Brilhante texto esse do Alavina!
    Já é mais do que hora da escumalha intelectual mitificada pela televisão tucana ser tratada como o que é: pavões misteriosos (pra não dizer “supersticiosos”, como o Alavina; ou simplesmente “obscurantistas” mesmo).
    Arrogância existe por toda parte, independente do matiz ideológico. E às vezes é até preciso ser um pouco arrogante, insolente mesmo, para afrontar o “pensamento normal”, romper com a escolástica da mediocridade, sobretudo em tempos em que reina a normalopatia.
    O curioso da arrogância conservadora e/ou obscurantista, no entanto, é seu viés autoritário, reducionista, intrinsecamente mediocrizante do pensamento. E esse é o esporte preferido desses pavões que gostam de se empoleirar nas estantes da Livraria Cultura.
    Só não creio que o “caso” Pondé seja inusitado. Eu o vejo como quase paradigmático. Aqui saímos da filosofia e passamos para a sociologia (ou a antropologia).
    Aqui então as perguntas poderiam ir um pouco mais além: E se essa subfilosofia de estúdio de televisão e de redação da Folha não for mais que a ração básica de obscurantismo dos nossos tempos? e se isso se espraiar tanto à direita quanto à esquerda (nesse caso já agora sob a forma do “neoliberalismo progressista” das políticas de identidade)? e se o fenômeno apontar mais para “regularidades” (no sentido sociológico, ou seja, para “recorrências”) que para “anomalias”?…

  26. Raphael disse:

    Obrigado Fran, vc me esquerdalizou. Viva la revolución!!

  27. Robson Silva disse:

    R.I.P
    L.F.Pondé

  28. Luiz Oliveira disse:

    Uma das características do Pondé é ser histriônico, partidarista,fazer uma filosofia de quinta. Deveria ter continuado a ser psiquiatra mesmo. Entrou na filosofia tardiamente numa pós-graduação. Não fez graduação em filosofia, pegou a filosofia pelo meio. Claro como o dia que Pondé é um interlocutor dos tucanos paulistas. Não é à toa que está no Jornal da Cultura sob as bençãos do governador Alckmin. Ele é um filósofo de fuxico político, aquelas carolas de porta de casa que falam mal dos outros pelo ouvir dizer. Não tem imparcialidade na crítica. É antipetista mesmo. Faz a crítica meramente ideológica porque é um liberal convicto da humanização do capitalismo, da eternização da sociedade burguesa, como se outro sistema social não fosse possível, e tivéssemos que engolir à força o sistema da exploração do homem pelo homem, ou seja, da exploração do burguês em cima do proletariado, da sociedade, do Estado e da natureza. Pondé é um filósofo burguês, com visão apologista do sistema capitalista, como diz um verdadeiro filósofo, Mészáros. Este sim é um filósofo de Verdade que publica livros com análises teóricas profundas, com estudo de 20 anos sobre o capitalismo e o fim do socialismo soviético. E não Pondé que está mais para jornalista pastelão do que para filósofo. Ele é um Nietzschiano de quinta. Não aceita as contradições do sistema do Capital e aposto que nunca leu Marx a fundo. Deve ter lido O Primeiro capítulo de O CAPITAL e só. Não leu as duas mil páginas dos três tomos de O Capital para entender a engrenagem do sistema da lucratividade às custas da exploração do trabalho alheio. Ele acha que Brasil pode ser uma Europa, Suécia, com uma burguesia capenga e submissa ao imperialismo que temos. Pondé não passa de um ideólogo fajuto das classes dominantes para justificar e legitimar a ordem social burguesa, capitalista, usando sempre o falso discurso do determinismo tecnológico. Ver aqui comentários puramente clichês, hostis, agressivos e raivosos não aprofunda a crítica do Fran. São apenas detratores do seu texto que com certeza nem entenderam a fundo, porque leram ao pé da letra, na sua pura aparência, sem captar a imanência do conteúdo. Enfim, parabéns Fran, por desmascarar o falso filósofo,descortinar o sofista Pondé, que quer idealizar o real ao seu filosofismo de direita. Deveria Pondé ter continuado a ser médico, quem sabe, traria benfeitorias para a sociedade doente, não só fisicamente, mas mentalmente, danificada pelo egoísmo de classe, pelo ódio político e ideológico, pior, pela burrice histórica. A realidade não é feita de moralismo de uma ética burguesa, ela é contraditória e pode ser revolucionária. Como diz Marx, não é a moral que muda a história, é a Revolução. A moral é uma instância de foro íntimo… A ética tem apenas alguns princípios universais, mas não há uma ética universal para todas as culturas e ou países.

  29. Gabriel disse:

    O ódio ao bom porque ele é bom. Ressentimento é um sentimento triste… sinceras condolências

    • Sandoval disse:

      Isto mesmo então cheguei a conclusão, o Lula é um intelectual e o Pondê é um imbecil .
      Ô imbecil é mais honesto que Jesus Cristo!!!

      • Luiz Oliveira disse:

        é por aí… mas a imbecilidade do Pondé é falsa, porque ele não faz reflexão, ele faz contra-ideologia à esquerda. No dia em que vc ler uma obra de Kant e Hegel, vc perceberá que Pondé é um analfabeto filosófico.

      • Luiz Oliveira disse:

        Aliás Lula recebeu mais de 40 títulos de doutor honoris causa das maiores universidades do mundo… coisa que talvez Pondé não tenha nenhum. Nem Moro conseguiu na Universidade do Paraná, que tentaram dar, mas o coletivo não foi unânime. Não sei se vc sabe, para receber um título deste tem que ter unanimidade no coletivo da Universidade.

  30. Luiz Oliveira disse:

    Vcs já viram Pondé criticar algum tucano ou escândalo tucano na Lava Jato? Claro que não, senão seria expulso da TV CULTURA TUCANA.

  31. Luiz Oliveira disse:

    Quanto a forma debochada do filósofo tratar o Lula, sua suposições pueris sobre futurologia, acho que ele blefa para o público ignorante, passivo, sem leitura, que se contenta com belas palavras, geralmente, destituídas de verdades. A verdade que Pondé fala do Lula são as edições jornalísticas antipetistas, da FOLHA, da GLOBO, ISTOÉ, VEJA, ÉPOCA, ESTADÃO etc. Pondé um poço de vaidade intelectual e pode perceber que nas suas palestras seu discurso parece com aqueles discursos de auto-ajuda, todo psicologizado. Aposto que nunca leu os autos dos processos de Lula na íntegra, em que Moro diz e se contradiz nas condenações, baseadas puramente em palavras de delatores e coisas escritas em computador de forma truncada. Que o diga o ex-consultor da Odebrecht Tacla Duran, fugido do Brasil, e exilado na Espanha, que disse que a Oderbrecht forjou no computadores propinas para se salvar das grandes multas, falência e prisão. Fatos que a mídia brasileira esconde e não informa ao público… Porque o pós-golpe é este: reinstaurar o neoliberalismo que começou com Collor, interrompido por Itamar, continuado com FHC e interrompido por Lula e Dilma. O golpe foi internacional e nacional. A burguesia financeira internacional com a burguesia idiota brasileira que só faz merda para atrasar ou barrar o processo de ascensão social dos pobres que limitam o crescimento da sua lucratividade, porque salário altos, lucros baixos. Esta é a lei capitalista da formação do super lucro. A luta entre capital e trabalho. A luta entre lucro e salário. A condição do aumento do lucro deve-se a condição do decréscimo salarial. Eis a fonte da exploração do capital que agora explora o Estado burguês moderno com a globalização financeira, tornando refém de seus interesses de mercado. Acho que é isso…

  32. Luiz Oliveira disse:

    Numa sociedade do consumo de imagens, textos grandes cansam, porque preferem clichês pequenos, frases de efeito, manchetes curtas do que REFLEXÃO. O pensamento curto, pequeno e medíocre não gostam de textos reflexivos e sim de frases curtas.

  33. Vinicio Macedo disse:

    O Pondé está nu, mas ainda ha pessoas que afirmam que as ropas dele são as mais belas da história. Love is blind.

  34. Luiz Oliveira disse:

    Não existe este título de pós-doutor. Isso é coisa de viralitismo brasileiro… o último título de um curso superior é doutor.

  35. Noel Carlos Fernandes Freire disse:

    O “doutorando inteligentinho” ficou magoado! Tão magoado que inúmeras vezes em seu pretensioso texto se enrola todo com as vírgulas e mal disfarça a irritação com o “opressor” Pondé. Valeu Pondé! É divertido ver um “inteligentinho” espernear!

  36. Lo Celso disse:

    Pior é a esquerda que defende o discurso fascista de “lugar de fala”.
    Vejamos o que uma das defensoras desse absurdo tem a dizer:
    “Sobre alguns assuntos, uns têm o direito de falar enquanto outros têm de se calar”.
    Uooouuu… e eu pensando que a esquerda defendesse o livre debate de ideias. Mas não… Parece que a esquerda identitarista Rede Globo acha que sobre alguns assuntos só algumas pessoas podem opinar. Bom, de onde eu venho isso chama-se fascismo.
    A oprimida da Rede Globo, para defender essa sandice, usa o conceito de “Lugar de Fala”.
    Bom, qualquer pessoa com dois neurônios sabe que esse conceito é construído sobre uma falácia, a saber, a ideia de que o que importa é quem argumenta e não o que se argumenta.
    Ora essa, a ciência moderna foi construída sobre uma base importantíssima: não importa quem argumenta sobre o quê. Importa o que se argumenta. Importa se o argumento apresentado se sustenta. Importa se, quando necessário, aquele que defende uma ideia é capaz de apresentar evidências que sustentem o que ele diz.
    Mas não… agora a esquerda obscurantista inventou que não. O que importa é quem argumenta. Claro que isso é falácia ad hominem. Falácia de apelo à autoridade.
    E essa baboseira está calcada numa falácia ainda maior: a ideia de que para falar de algo, aquele que fala sobre tal assunto tem de ter passado por alguma experiência envolvendo aquilo do que ele fala
    Ora essa, um especialista em câncer de mama tem de ter sofrido de câncer de mama para falar sobre câncer de mama? Um especialista em Egito Antigo tem de ter visitado o Antigo Egito para falar sobre Egito Antigo? Eu poderia dar mais centenas de exemplos, mas só esses dois já bastam para mostrar o quanto essa mulher é cheia de mer**.
    É isso que dá.
    Quando a esquerda resolve abrir mão do debate e da razão em nome de teorias da moda.
    Sim, amigo que está lendo isso aqui, você tem o direito de falar sobre o que quiser sem pedir permissão ou se desculpar.
    Basta que utilize bons argumentos e mostre evidências que corroborem o que diz.
    Você é livre para expressar suas ideias desde que não violente a dignidade de indivíduos ou grupos sociais.
    Quem tenta podar esse direito só pode ser chamada por um nome: fascista…

    • Luiz Oliveira disse:

      Acho que passado mais obscurantista do que a direita tem no mundo não existe. Ninguém aqui está criticando somente o papel social do sr. Pondé que tem lado, e trabalha para tucanos. O conteúdo e a falta de uma informação completa também o limita na sua exposição. Ninguém é incriticável na fala, no conteúdo e a esquerda não poda ninguém de falar, acredito, pelo menos aqui. O que está em discussão é o artigo do Pondé na Folha e sua estrutura argumentativa. Quando Pondé diz que as ciências humanas na USP está tomada por ideologias de esquerda, esquece-se que a Universidade é plural. Ou quando chega a dizer que não existe mais essa história de esquerda ou direita, ele simplesmente fakeiiza a realidade. Porque sabemos que não existe partido único no mundo ou ideologia única no mundo. Vc é livre para expressar o que quiser, mas tem que pagar pelas falácias que se fala. A crítica tem via de mão dupla… nasce do erro, então aqui não é perseguição à pessoa do Pondé, mas crítica a seu pensamento político que é seletivo, partidarizado, e isso não é problema. O problema é ele se fantasiar de imparcial, neutro etc. Como se a verdade histórica estivesse circunscrita a único modo de pensar. Fascismo é um movimento da direita, de direita e não de esquerda. Fascismo é uma derivação do capitalismo… que o diga a Itália. Agora vc confunde ciências exatas com ciências humanas. Aí não dá pra confundir medicina com ciências sociais… fazer analogia do conhecimento do câncer com problemas sociais, porque a história não é mecânica, mas contraditória, muitas vezes imprevisível, ou seja, contingente.

  37. Thales de Andrade disse:

    Luiz, pelo que li dos seus comentários, você está basicamente dizendo que quem discorda do texto é ignorante, burro e não o entendeu.
    Essa postura me parece um tanto alheia à diversidade democrática, bem como à hermenêutica.
    Acho que você está “um pouquinho” radical.
    P.S. Quanto à sua resposta ao meu comentário acima, em nenhum momento usei o termo título (aqui você quem, aparentemente, não leu direito), mas formação. Ademais, seus argumentos são subjetivos e carecem de dados empíricos, mas, ainda que os entenda como verdadeiros, há o título de Doutor pela USP.
    P.P.S. Há outras formas de pensar além da sua, melhore!

    • Luiz Oliveira disse:

      Primeiro, me referi aos comentários puramente de caráter ofensivos sem argumentos contrários, ou puros adjetivismos ocos. Segundo, a diversidade democrática da fala não significa que esta fala ou crítica tenha um conteúdo real ou verdadeiro, digamos corretamente plausível ou verossímel. Nem todo mundo que pensa diferente pode estar com o pensamento corretamente plausível ou aceitável. Fran disse muito bem a diferença entre um filósofo que trabalha bem seus argumentos para criticar, usando do conhecimento aceitável, e a opinião que tem caráter puramente subjetivo, particular, individualista que é o pensamento isolado. Ser radical é ir a raiz das coisas, buscar os fundamentos do pensamento sobre o real, sua estrutura ideológica. Pior é ser superficial como o é o sr. Pondé que trabalha só a pura a aparência da realidade sem descortinar o que está por detrás dela. É o típico pensador bajulador do establishment que faz com que ele tenha espaço na mídia burguesa empresarial. Quando Pondé diz que não existe essa história de esquerda e direita, só porque o socialismo real ou estalinista acabou, ele faz sofisma baseado apenas em conjunturas históricas factuais mal interpretadas ou estudadas. Sabemos que quando há partidos políticos, significa q a sociedade está partida, fragmentada, em classes sociais com interesses divergentes e diferentes, cada uma puxando sardinha para sua lata. Quando Fran o critica, critica justamente esse discurso superficial, carente de teorias políticas que definem muito bem as categorias ou os conceitos dos termos políticos no novo modus vivendi de um capitalismo financeiro globalizado no qual ele é um acrítico, ou melhor, um apologista do sistema em crise crônica. Diz o Marx que se prova a legitimidade de um pensamento na terrenalidade da realidade. O problema é como essa realidade é apreendida historicamente e contada. Agora argumentos subjetivos e objetivos não são nunca puramente subjetivos no sentido idealista ou puramente objetivos, no sentido empirista, desta ciência positivista do qual vc reivindica para me criticar. A subjetividade pode sim conter a objetividade como substância do pensamento e vice-versa. Subjetivismo ou objetivismo-empirismo como vc fala não são contrapostos. Não há uma contraposição entre eles e sim uma complementação, uma mediação, uma depuração dos elementos erráticos que possam causar danos ao processo de apreensão, crítica e descrição da realidade. Enfim, é mais ou menos isso.

  38. Fabrício disse:

    Não entendi qual é o objetivo deste texto, o que você busca, qual é a sua ideia de “ser filósofo”. Alguém que usa o seu tempo para criticar uma produção alheia, pelo simples fato de discordar do autor é muito superficial. Em sua escrita você parece ser apenas um ressentido.

    • Luiz Oliveira disse:

      Ora quem está na chuva é pra se molhar. Quem escreve partidariamente, com certeza vai ter réplicas, discordâncias. Quem escreve um artigo em jornal, estará sujeito a concordâncias e discordâncias. Normal, assim como Fran está aqui se molhando na chuva de comentários concordantes e discordantes. Não quer receber críticas, que se cale, que não escreva dubiamente.

  39. Luiz Oliveira disse:

    Há várias formas de pensar além da minha, Thales, que é o método dialético de análise histórica ou o materialismo histórico. Aí temos os sociólogos de direita como Emile Durkheim com seu método de apreensão da realidade, Max Weber com seus tipos ideais, mas nenhum deles conseguiu captar e explicar as contradições da realidade, do sistema. O marxismo é uma teoria, um método de pensamento muito forte e difícil de ser criticado por estes. Aliás o Max Weber até elogiou a genialidade de Marx. Mas as leis ou tendências históricas jamais serão captadas por métodos de análise positivistas ou neopositivistas, mecânico… a luta dos contrários, das oposições, seja na história humana, seja na materialidade da natureza não pode ser compreendida in totum se não for usada a dialética materialista como método de captação e exposição analítica. Mas é uma discussão tão profunda e complexa que não dá para fazer aqui em detalhes…. desenvolvi isso no primeiro capítulo da minha tese.

  40. José lara Fernandes garcia disse:

    O MBL já tem o seu filósofo de prateleira.

  41. Luiz Oliveira disse:

    Para ti Pondé:
    Marx combatia todo intelectualismo que separava a consciência da vida real, como se fosse um autodesenvolvimento educacional. Para ele, não se tratava de reformar a consciência para mudar a realidade, mas de mudar a realidade para transformar a consciência. Essa é a crítica de Marx à pedagogia da consciência individualista. É a atividade socioprodutiva do homem que transforma seu ambiente e este o individuo. Se essa atividade socioprodutiva é alienante, o ambiente torna-se alienante, logo o individuo também. É preciso revolucionar essa atividade socioprodutiva ou econômica para revolucionar o ambiente e assim o próprio homem. Se ele fica preso às suas condições pessoais, jamais se revolucionará genuinamente, sendo apenas uma presa do sistema estabelecido. (Karl Marx).

  42. Vinicio Macedo disse:

    O filosofinho não tem hipotese, suas críticas não têm base e, mais importante, nunca li nada do filosofinho que diria algo sobre possíveis alternativas. Quas são as consequencias práticas, políticas e sociais dos seus insightinhos, pensador amado por leitores sem nível?

    • Luiz Oliveira disse:

      vc está bem dentro daqueles discursos verborrágicos curtos que não sabem fazer uma reflexão crítica ao autor, logo se limita a ironias bobas, tolas, que não acrescentam nada ao tema, apenas debocha como todo debochador que não tem contra-argumentos para retrucar o artigo.

    • Luiz Oliveira disse:

      Tá fraco. Melhora mais.

  43. Daniel disse:

    O texto do Alavina é idêntico ao do Pondé, só muda de lado.

  44. Luiz Oliveira disse:

    Fran, depois da leitura,digamos um pouco apressada, melhor, não bem ruminada, percebi como vc é um filósofo analítico, um epistemólogo ou exegeta, ao fazer a prospecção do discurso de Pondé. Vc quase o disse um filósofo manipulador de consciências do senso comum, do que passivamente aceitam o discurso aparentemente verdadeiro elegante, mas que não passa de um sofisma filosófico, uma opinião visando massificar ou melhor hipostasiar o real com termos que agradam os coxinhas. Dissecar o caráter ideológico do discurso de Pondé, como vc brilhantemente o fez, é por a nu o falso filósofo com sua verborragia surrealista, tentando capitular os ingênuos com a imagética dos preconceitos de praça pública, imanente no artigo dele da FOLHA DE SP. A verdade é que, para os que ainda não tem facilidade de compreender este tipo de reflexão, sugiro que os leitores aqui leiam pacientemente, duas ou três vezes seu artigo, Fran, palavra por palavra, o significado de cada uma delas, frase por frase e, sobretudo, a estrutura do seu raciocínio: movimento de esforço e movimento de suposição de Pondé. E no final vc dá o xeque-mate usando o artificio da suposição que ele usou: E se Pondé fosse filósofo?

  45. Luiz Oliveira disse:

    01) FIES
    02) Pronatec
    03) Prouni
    04) Ciência sem Fronteiras
    05) Mais Médicos
    06) Farmácia Popular
    07) Minha Casa, Minha Vida
    08) Bolsa Família
    09) Cisternas no sertão
    10) Luz para Todos
    11) Transposição do Rio São Francisco
    12) Reativação do Transporte Ferroviário
    13) Ferrovia Norte-Sul
    14) Ferrovia Transnordestina
    15) Aumento do salário mínimo acima da inflação
    16) Água para Todos
    17) Brasil Sorridente
    18) Pronaf
    19) FAT
    20) Programa Brasil Sem Miséria
    21) Bolsa Atleta
    22) Bolsa Estiagem
    23) Bolsa Verde
    24) Bolsa-escola
    25) Brasil Carinhoso
    26) Pontos de Cultura
    27) Programa Biodiesel
    28) SUS
    29) SAMU/UPAS
    30 Saúde da Família
    31) FGEDUC (Seguro do FIES)
    32) Casa da Mulher Brasileira
    33) Aprendiz na Micro e Pequena Empresa
    34) MEI Microempreendedores Individuais
    35) Pagamento da Dívida Externa ao FMI
    36) Empréstimo ao FMI
    37) BRICS
    38) Retirada pela ONU do Brasil do Mapa da Fome
    39) Reequipagem, Valorização e Autonomia da Polícia Federal
    40) Liberdade para a PGR
    41) Liberdade para o MP
    42) Escolha para os órgãos da Justiça dos primeiros das listas das corporações
    43) Jogos Pan-americanos
    44) Copa do Mundo
    45) Olimpíadas
    46) 98 conferências nacionais de 43 áreas, como educação, juventude, saúde, cidades, mulheres, comunicação, direitos LGBT, entre outras.
    47) Orçamento para a Cultura cresceu de R$ 276,4 milhões em 2002 para R$ 3,27 bilhões em 2014
    48) Vale-cultura
    49) Programa Cultura Viva
    50) Programa Mais Cultura nas Escolas
    51) PND – Política Nacional de Defesa – Investimentos em defesa cresceram dez vezes: de R$ 900 milhões em 2003 para R$ 8,9 bilhões em 2013
    52) Participação das FFAA em 11 missões militares de paz da ONU
    53) Projeto Submarino Nuclear
    54) Modernização da frota de aeronaves da FAB com transferência da tecnologia
    55) Pré-sal
    56) Redução de 79% do desmatamento da Amazônia brasileira
    57) Aumento em mais de 50% da extensão total de área florestal protegida.
    58) Liderança mundial em redução de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Entre 2010 e 2013, o Brasil deixou de lançar na atmosfera uma média de 650 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano.
    59) Valorização do polo naval
    60) Refinaria Abreu e Lima
    61) Novas usinas hidrelétricas: Teles Pires, Belo Monte, São Manoel, Santo Antônio, Jirau, São Luiz do Tapajós
    62) Conferência Mundial Rio+20
    63) PPP
    64) PAC
    65) Aumento exponencial do parque eólico brasileiro
    66) Polos de desenvolvimento NE: Suape PE, Pecém CE e Camaçari BA: Investimentos somam cerca de R$ 100 bilhões.
    O PT tinha dinheiro para todos estes programas e projetos e ainda deixou um caixa de US$ 371 bilhões.

  46. Luiz Oliveira disse:

    engano seu, basta ler os doze volumes de história do marxismo, sobretudo os últimos volumes de Eric Hobsbawn e autores de todas as tendências, que vc sabe como os fatos ocorreram com a crise do Comitern, as várias opiniões de autores quer compõem os volumes. Agora não vou detalhar aqui os fatos. Falei genericamente.

  47. “E se pondé fosse filosofo?”. Acredito que ele argumentaria. Seria curioso ler os argumentos dele para o amontado de afirmações sarcasticas e raivosas que ele faz sem apresentar argumentos. A patetice dele, e diria até deslealdade, é dizer que foge do discurso academico quando lhe cobram argumentos para as afirmações. Argumentos são desenvolvidos em textos em ensaisticos, em comentarios e até numa simples explicação que um cidadão der do que leva ele a uma determinada conclusão. Apenas dizer qual é o fundamento do que afirma. Pondé me lembra o personagem Luciano de Ilusões Perdidas, Balzac. A diferença é que o personagem do romance é um jovem escritor talentoso perdido na cidade tentando conseguir fama. Já Pondé é um idoso ressentido com a academia que encontrou um meio onde as pessoas o consideram “filosofo” e assim ele diz o que essas pessoas querem ouvir.

  48. Prezado Henrique de qual(is) esquerda(s) entre as esquerdas você esta´fazendo menção? Certamente não é a do PCO e similares, talvez esteja falando do PSOL, do Pstu, PcdoB, etc. Generalizar tanto assim, já não seria dar uma de Pondé? Veja nossa playlist sobre Pco e Marxismo… <> Att. Prof. Vinícius do Canal InfoDigit-pc

  49. Reinaldo Rosa disse:

    Pondé tem boa formação acadêmica, mas é um utilitarista que reduz, quase sempre, o seu discurso midiático parcial, à retórica da polêmica e, como bem observado no texto em questão, desprovida de bons argumentos. Seu discurso poucas vezes me agradou. O texto de Alavina é corajoso e esclarecedor. Parabéns!

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