Vacina da Moderna apresenta 100% de eficácia contra covid-19 grave

Farmacêutica já enviou pedido de autorização emergencial aos EUA

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 1° de dezembro. Leia a edição inteira.
Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

A farmacêutica Moderna entrou ontem com um pedido de aprovação emergencial da sua vacina contra a covid-19 nos Estados Unidos. A solicitação vem logo depois de um novo anúncio dos resultados dos seus testes, ainda mais animadores do que os preliminares, divulgados no último dia 16. Na época, haviam sido detectadas 95 infecções entre os voluntários e a eficácia havia sido de 94,5%.

Agora são 196 casos confirmados – muito mais do que o mínimo de 151 estabelecido pelo protocolo. Entre eles, só 11 estavam entre os participantes que receberam a vacina, o que deixou a eficácia em 94,1% (bem próxima da identificada anteriormente). Mas o mais impressionante é que, entre os infectados que haviam recebido a vacina, nenhum desenvolveu a forma grave da covid-19, contra 30 no grupo do placebo. Ou seja, para prevenir infecções graves, a eficácia foi de 100%. Não houve nenhum efeito colateral grave.

É preciso fazer aquela ressalva que já se tornou habitual: essa foi mais uma divulgação via comunicado à imprensa. No entanto, é impossível não se empolgar com os números.  Ainda mais considerando que, como já comentamos por aqui, essa vacina não precisa de temperaturas tão baixas para conservação, como a da Pfizer/BioNTech. Ela deve ser mantida a -20°C, mas pode ficar por até 30 dias em geladeiras comuns, entre 2°C e 8°C.

A empresa já disse que, além dos EUA, vai solicitar autorização para venda na União Europeia e enviar sua documentação para agências reguladoras de outros países. 

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos