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Ministério da Saúde faz acordo para centralizar compra e distribuição da CoronaVac pelo SUS, impedindo negociação direta por estados

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Apesar do esforço do governo federal para correr com a distribuição da vacina de Oxford, a da CoronaVac está mais engatilhada, já que a produção no Brasil teve início em dezembro. Talvez esteja nela a única chance de começar a vacinação no dia 20 de janeiro, como quer o Ministério da Saúde. E a pasta está fazendo o possível para garantir que ela aconteça ao mesmo tempo em todo o país – e não primeiro em São Paulo, nem de forma independente em outros estados. No sábado, o Ministério anunciou a compra de todas as doses produzidas pelo Butantan e um acordo de exclusividade de distribuição da CoronaVac pelo SUS. Com isso, deve centralizar a compra e a distribuição, impedindo a compra direta pelos estados. Segundo comunicado da pasta, todas as vacinas adquiridas ou em negociação que tenham aval da Anvisa seguirão o mesmo caminho. 

Mas as coisas ainda estão um pouco nebulosas. Apesar do acordo, o secretário de Saúde de SP, Jean Gorinchteyn, disse que o estado não vai adiar o início da vacinação caso o plano nacional não comece antes do dia 25. Na sexta (antes do anúncio do acordo entre o Ministério e o Butantan), o partido Rede Sustentabilidade pediu ao ministro do STF Ricardo  Lewandowski  aval para que estados e municípios possam iniciar a imunização por conta própria. Uma decisão deve acontecer até hoje, segundo o Estadão.

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