CoronaVac: próximos passos

Governo de São Paulo promete revelar hoje a taxa geral de eficácia. Imunizante foi aprovado ontem para uso emergencial na Indonésia

Foto: Instituto Butantan

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O governo de São Paulo comunicou que o Instituto Butantan vai revelar hoje a taxa geral de eficácia da CoronaVac – como dissemos ontem, esse importante número ficou de fora da divulgação anterior. Mas o UOL conseguiu uma informação com duas fontes que têm acesso aos ensaios. De acordo com elas, a eficácia ficou abaixo de 60%, mas acima dos 50% exigidos pela Anvisa. A ver.

Segundo a apuração de Gabriel Alves e Phillippe Watanabe, da Folha, o entrave para que esse tipo de dado seja informado é o contrato entre o Butantan e a Sinovac, farmacêutica que desenvolve a vacina: o acordo proíbe anunciar a eficácia ao público sem autorização da empresa chinesa. O palpite é que, com as especulações sobre os números reais e com o prazo para análise da Anvisa prestes a vencer, a Sinovac tenha concordado agora com essa divulgação. A data-limite da Anvisa é o dia 18 de janeiro, mas o partido Rede Sustentabilidade quer antecipá-lo, e protocolou no STF uma ação pedindo que a agência aprove o imunizante em 72 horas

Em tempo: a Indonésia aprovou ontem o uso emergencial da CoronaVac, com base em dados preliminares dos ensaios realizados no país. Por lá, foi encontrada uma eficácia de 65%, mas os testes foram realizados com apenas 1,6 mil voluntários, entre os quais foram identificadas 25 infecções (estes foram os único dados apresentados). 

E a OMS prevê autorizar essa vacina até março. Isso não afeta necessariamente as decisões das agências de cada país, e é obrigatório apenas para compras feitas pela própria organização ou por seus fundos. Mas um sinal verde da OMS acaba aumentando a pressão sobre os governos para que concedam também suas autorizações, como nota o jornalista Jamil Chade, no UOL. 

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