Como será o futuro com o SARS-CoV-2?

Cientistas descrevem quatro cenários possíveis

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 26 de agosto. Leia a edição inteira.
Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

Certezas, não há. Mas o STAT convidou vários pesquisadores que descrevem alguns dos futuros possíveis em relação ao SARS-CoV-2 e à nossa imunidade: como será nossa relação com esse vírus ao longo do tempo? O cenário mais brilhante – aquele em que uma vacina ou as infecções reais nos deixariam eternamente imunes – é rejeitado quase unanimemente. Isso porque vírus que infectam pelo trato respiratório normalmente não levam a esse tipo de imunidade. Além do mais, a maior parte das candidatas a vacina testadas em primatas protegeram seus pulmões de doenças graves, mas não impediram a replicação do vírus nas vias aéreas superiores.

Um dos futuros mais prováveis é o da ‘imunidade funcional’, quando vacinas e infecções preparam o sistema imunológico para reconhecer e combater o vírus. Nesse caso as pessoas se infectam de novo, mas o processo é interrompido quando as defesas do organismo entram em ação. Os sintomas são leves ou nem aparecem – é o que muitos especialistas supõem ter acontecido com o homem de Hong Kong. Pode ser também que a resposta imunológica aconteça e seja preservada por um tempo, mas depois vá diminuindo. Mesmo se for assim, os pesquisadores acreditam que novas infecções não seriam tão ruins quanto a primeira, a exemplo do que acontece com os outros quatro coronavírus. E o último cenário é o mais catastrófico: todas as pessoas infectadas ou vacinadas perdem todas as suas defesas em algum momento Felizmente, nenhum dos especialistas acha que ele vai acontecer. 

Se eles estiverem certos e essa última possibilidade for excluída, a covid-19 pode se tornar mais um resfriado comum. Mas vai levar tempo. A maior parte da população não foi infectada (e ninguém deseja que isso aconteça), e as vacinas, mesmo que funcionem, devem levar anos até chegar a toda a população mundial.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos