A polêmica das práticas integrativas

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Está dando o que falar a inclusão de novas práticas integrativas no SUS. O ministro Ricardo Barros informou ontem que apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais agora vão ser oferecidas aos usuários…

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A POLÊMICA DAS NOVAS PRÁTICAS

Está dando o que falar a inclusão de novas práticas integrativas no SUS. O ministro Ricardo Barros informou ontem que apiterapia, aromaterapia, bioenergética, constelação familiar, cromoterapia, geoterapia, hipnoterapia, imposição de mãos, ozonioterapia e terapia de florais agora vão ser oferecidas aos usuários.

A novidade foi anunciada no  1º Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Saúde Pública, que está acontecendo esta semana no Rio, promovido pelo próprio ministério. Mas o Conselho Federal de Medicina é contra:  “As práticas integrativas feitas no SUS não têm resolubilidade, não têm base na medicina em evidências e, portanto, oneram o sistema e não deveriam estar incorporadas”, declarou seu presidente.

MAIS UM DESASTRE

Um vazamento no mineroduto Minas-Rio, operado pela Anglo American, durou 25 minutos e derramou nada menos que 300 toneladas de polpa de minério de ferro no ribeirão Santo Antônio, deixando sem água o município de Santo Antônio do Grama (MG). A Anglo American diz que a polpa não oferece perigo, mas parece que na verdade que o perigo é ainda anterior ao vazamento. Segundo a Folha, o Ministério Público do estado já havia pedido à empresa o ressarcimento de R$ 400 milhões por danos coletivos e sociais à população de Conceição do Mato Dentro (onde fica a mina de onde sai o duto).

PERSEGUIÇÕES E MORTES

E no Pará, pouco menos de um mês após o vazamento de rejeitos da Hydro Alunorte em Barcarena – que afetou o abastecimento de água e a saúde da população –  foi morto o líder comunitário Paulo Sérgio Nascimento, um dos diretores da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia. O advogado da Associação diz que Paulo Nascimento era um dos mais atuantes nas denúncias contra a Hydro, mas, para a polícia, ele estava envolvido em “movimentos de invasão de terras”, informa o G1.

A empresa nega qualquer relação com o crime, mas moradores pensam diferente. Um deles, Bosco Júnior, disse ao Brasil de Fato que a Associação denuncia crimes ambientais da Hydro Alunorte há tempos e que as ameaças já existiam, mas pioraram no ano passado, depois que se entrou com uma ação na justiça contra a empresa. Uma foto sua já circulou no whatsapp com um texto que oferecia R$ 40 mil em troca do seu paradeiro; um pedido de proteção foi negado pela Secretaria de Segurança. No fim do ano, outro membro da associação, Fernando Pereira, foi executado.

Longe dali, na Cidade do Caboativistas contra a indústria do tabaco contam como sofrem, também há anos, perseguições e ataques violentos. O New York Times diz que isso é especialmente comum em países mais pobres, que hoje são o foco da atuação dessa indústria devido à perda do mercado nos desenvolvidos.

FIM DA GESTÃO PRIVADA

O maior experimento de gestão privada na saúde espanhola termina no dia 1º de abril. É o  “modelo Azira”, em Valencia. A concessão atual está em voga desde 2003 e, por meio dela, o poder público paga uma taxa à Ribera Salud, que administra equipamentos de saúde e profissionais e atende a 250 mil pessoas. O contrato poderia ser prorrogado, mas o governo não quis. Segundo o El País, os usuários veem o fim da concessão com “tranquilidade”, mas o clima entre a Ribera Salud e o governo é de tensão. A empresa é evidentemente contra, e diz que a gestão privada economiza 25% dos recursos.

Existem outras concessões do tipo na Espanha. A próxima a expirar é a de Torrevieja, que acaba em 2021.

HEXACAMPEÕES

Os planos privados de saúde lideram, pelo sexto ano seguido, o ranking de insatisfação divulgado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

A VOLTA DO SARAMPO

Desde o ano passado, há mais países com a doença e mais casos registrados. Em 2017, a doença chegou a quatro países e, nos três primeiros meses, foram  22 casos confirmados; este ano, já são oito os países e 185 casos até agora. A pior situação é a da Venezuela, com 159 casos. Depois vêm os EUA, com 11, e o Brasil, com 8. Mas nada se compara ao problema da Europa, onde o aumento foi de 400%.

A HORA M

O que acontece no cérebro na hora em que a gente morre? Uma equipe de cientistas monitorou pacientes terminais para descobrir. E viu, que quando a circulação de sangue começa a parar, os neurônios se “calam”, economizando energia para manter as cargas elétricas internas. Depois vem uma imensa descarga de energia – um “tsunami cerebral” -, porque o equilíbrio eletroquímico que mantinha as células vivas simplesmente entre em colapso. Conforme o nível de oxigênio cai, a atividade elétrica no cérebro silencia.

Mas o mais impressionante é o que a descoberta acarreta. Segundo os pesquisadores, tem um momento em que o funcionamento do cérebro pode ser restaurado: “A ressurreição celular continua sendo possível”, mas “novas pesquisas devem ser feitas”, aponta o G1. .

POR FALAR EM MORTE…

A OMS diz que, em 2050, a resistência a antibióticos vai nos matar mais que o câncer, a menos que se tomem “medidas drásticas”. Tem muita coisa errada acontecendo hoje: animais de criação são medicados mesmo sem estarem doentes, resíduos da indústria farmacêutica são despejados de forma inapropriada… e antibióticos são abusivamente administrados em seres humanos, inclusive para conter infecções não bacterianas (em que eles não têm eficácia alguma). Segundo o El País, o tema permeou todas as atividades do Congresso Internacional de Doenças Infecciosas, que aconteceu no início do mês em Buenos Aires.

CONTROLE SOCIAL

Terminou ontem o Fórum Social Mundial de Saúde e Seguridade Social, em Salvador (BA). O #SUSConecta destacou o debate sobre controle social.Foram feitas críticas ao fato de que o Ministério da Saúde tem desconsiderado os posicionamentos do Conselho Nacional de Saúde, como no caso das mudanças das políticas de atenção básica e de saúde mental.

PARA CRIANÇAS

Ciência não é só coisa para adultos e o Nexo conversou com escritores que falam sobre a produção de livros infantis com essa temática. Além das entrevistas propriamente, a matéria traz várias boas dicas de títulos.

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