Ato pró-Moro na Paulista

Ato de defesa da Lava Jato chamado sob o impacto dos vazamentos do Intercept. Menor do que a manifestação anterior, o apelo não capilarizou na sociedade: foi um ato coxinha.

Foto: Ronaldo Miranda


Cheguei a pé na praça Oswaldo Cruz para seguir até o ato pró-Moro na avenida Paulista. Eram 13h30 e do dia estava quente. As emoções em alta, pois este era o primeiro ato em defesa do ministro da Justiça desde o início da publicação dos vazamentos da Lava Jato pelo Intercept. Analistas estão a dizer que o morismo está sendo empurrado para o bolsonarismo: é o presidente hoje que garante o ministro, apesar deste conservar ainda sua popularidade. Observar quem acorreria ao chamado de defesa da Lava Jato era a tarefa etnográfica que eu me propunha.

Ainda não via muitas camisas amarelas ou da CBF. Era um sinal ainda incerto de que o ato não ia ser massivo, como eu temia. Mas era cedo ainda.

A avenida Paulista estava fechada desde a Oswaldo Cruz, mas travessas como a Brigadeiro Luiz antônio admitiam tráfego, como é usual aos domingos.

Avançava pela avenida quando ouvi um batuque afro, alguma gente cantando sob o sol quente. O som vinha de uma travessa, a rua Carlos Sampaio. Entrei nela e dei uma olhada no agito. Vi umas 25 pessoas, a maioria mulheres e negras, rodando as saias no asfalto ao som de forte pegada afro. Cantavam aquele samba cujo refrão oferece “e é bonito, é bonito e é bonito”. Tinha uma porta estandarte que carregava o pavilhão com os dizeres “Congada da Vovó Benedita e de São Benedito”. Evoluíram para a avenida seguidas de muitos transeuntes, alguns deles coxinhas amarelados, e fiquei muito impressionado que um grupo assim estivesse a participar do ato. Rolou que não era isso: eles viraram à esquerda em direção ao Paraíso e se afastaram dos carros de som. Mas na esquina da Carlos Sampaio, um vendedor de bandeiras e camisetas tinha arrumado sua mercadoria em fios que esticara entre postes, em franco contraste com a levada da gente negra. Dentre os panos verdeamarelos expostos, muitas efígies de Bolsonaro. Tinha um pano que levava uma caveira com um par de fuzis cruzados atrás, com o nome do presidente encimando o tétrico brasão. Um contraste curioso.

Caí em mim e tentei me concentrar no enfrentamento do ambiente tóxico adiante. Mas achei excelente agouro que mulheres negras estivessem lá oferecendo proteção inicial. Deixei-as seguir e tomei a direção oposta.

A partir da Brigadeiro já dava para ouvir os carros de som. Eram 6 no total, estacionados ao longo da avenida até a rua Peixoto Gomide. Um homem segurava um cartaz impresso “Imprensa inimiga do povo”. Muitos passavam festejando “Boa, boa!” e “Isso a Globo não mostra!”.

A avenida conservava a sua atividade dominical usual, que envolve músicos de rua, estátuas humanas e e dançarinos. Uma moça loira de boné, regata e shortinho dançava uma faixa de Dubstep, que tem uma pegada meio pesada. Achei ameaçador. Mas no shopping ao lado da Gazeta, havia um grupo de pessoas ao redor de um microfone. Elas cantavam o “Trem das 11”, de Adoniran Barbosa, um dolente clássico cuja gentil melancolia destoava do patriotismo agressivo que chegava dos carros de som.

Foto: Ronaldo Miranda

Vi uma moça com um cartaz que trazia “Você sabe o que é Afasia? É um deficit de linguagem decorrente de lesão cerebral”. Resisti fazer paralelos entre esta mensagem e a pauta coxinha do ato.

O primeiro carro de som era do Patriotas Lobo Brasil. Já vi esse grupo pedir abertamente o fechamento do STF, mas recentemente têm moderado o tom. Aliás, nos últimos dois atos coxinhas deste ano, parece haver notável disciplina em termos de pauta: nada de intervenção militar, de fechar o Supremo, de fechar o Congresso – pelo menos não nas faixas.

Logo avancei, pois ainda não era 14h, hora oficial do início do ato. Vi aquele homem triste com um cartaz onde diz algo como “livro para aprender a comer cu de juiz e buceta de juíza”. Bizarro.

Vi aquele caminhão antigo do exército brasileiro, restaurado e pintado de verde oliva. Trazia uma faixa “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Só que um figura fantasiado de Tio Sam estava logo abaixo da faixa, de pé no asfalto. Sua fantasia, com cartola e tudo, era metade cores dos EUA e metade o verdeamarelo do Brasil. Tinha uma bandeira nacional nas mão, onde estava escrito “América do Sul”. Ao seu lado, outro figura segurava o cartaz “Fora políticos, nossa pátria vamos honrar. O Exército brasileiro vai ocupar seu lugar. Polícia Federal orgulho nacional.” Muito confuso e estapafúrdio.

O carro de som seguinte estava logo antes da rua Pamplona e da FIESP. Ouvi o locutor anunciar a presença de Nando Moura. O carro irradiou uma nova canção, bem fascista, ao som de tambores: “Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Moro!”. O locutor completou: “O Moro continua ministro, o Bolsonaro continua presidente, o Lula continua preso, babaca!”. Eram 14h e iniciaram o ato com o hino nacional.

Este carro trazia a faixa “Direita São Paulo”, um pavilhão imperial e uma faixa “Somos todos Moro”, outra “In Moro we trust”, “Reforma da Previdência, Pacote anticrime, apoio à Lava Jato, Decreto das Armas”. Traziam um painel eletrônico também, além de um pixuleco do Rodrigo Maia.

Tinha pouca gente ainda na frente dos carro, talvez umas mil, avancei pela avenida.

Vi os cartazes “Olavo tem razão”, “PT Partido do Triplex”, onde a imagem trazia lideranças petistas em paródia do grupo “New Kids in the Block”. Vi um cemitério de papelão, uma série de lápides com dizeres como “democracia” etc. Um humano fantasiado de Morte segurava a foice.

O terceiro carro era do VemPraRua, com balões e faixas amarelos, bem em frente às FIESP. Também ali a pauta central era enunciada em faixas: defesa da lava Jato, Reforma da Previdência e Pacote anticrime. Notei que no geral da manifestação, a reforma da Previdência era chamada de Nova Previdência, certamente um comando do gabinete de Guedes.

No chão, vi um grupo com faixas como “Bolsonaro, faça o que for preciso”, “Cidade de Pompéia, presidente” e “A justiça no Brasil não funcionará sem a renúncia de Toffolli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Lewandovsky”.

Eram 14h40 e vi um Homem de Ferro interagindo com os manifestantes. Depois, vi um Batman também.

Foto: Ronaldo Miranda

Quase em frente ao MASP, na altura da alameda Casa Branca, estava a seita Universo em Desencanto, cujo mais famoso membro foi Tim Maia, no passado distante. Estavam lá com seu livro e roupa branca. Em contraste, o Partido Novo estava ao lado com sua barraquinha de cor laranja. Vários militantes vestiam camisetas igualmente laranjas, como eram também as bexigas cheias de gás hélio.

O carro seguinte estava atravessado na avenida, fechando toda uma via da Paulista. Ao contrário dos outros carros, os oradores falavam a partir de um tablado no asfalto, o que fazia com que eles fiquem mais próximos das pessoas. Apesar do carro não indicar claramente, era o carro do MBL. É notável que este grupo tenha aparecido menos em atos dos últimos anos. Depois de muita visibilidade no processo de impeachment de Dilma, eles agora atuam mais na política institucional, parlamentar. Eles inclusive estão no processo de se tornar um partido regular, o que exige diálogo com as instituições “podres e corruptas”.

O carro trazia apenas uma faixa “Todo apoio à Lava Jato”, e uma bandeira estranhíssima que nunca vi antes.

O vereador Holiday discursava e descascava Crio Gomes, que foi condenado a pagar indenização ao vereador por injúria. Falou mal da esquerda também. Vi umas 300 pessoas na frente do carro, e segui em busca do próximo, que estava na altura da rua Peixoto Gomide.

Foto: Ronaldo Miranda

Era o carro do NasRuas. Ao lado, um enorme boneco inflável de Moro, que segurava uma balança da Justiça e um cartaz onde se lia “Mexeu com Moro mexeu com o povo brasileiro”. Só que o desenho do ministro tinha sido composto de várias partes díspares, e resultou que seu quadril parecia inclinado, ao mesmo tempo que exageradas ombreiras lhe ampliavam os ombros. A figura final parecia uma modelo dos anos 1980, olhar perdido no horizonte e requebro sensual. No carro, uma faixa informava “Agora é pelo Brasil”.

Do outro lado do carro, um grande painel eletrônico trazia imagens filmadas no local. O locutor atacava a esquerda “que roubou muito. O STF quer soltar Lula e a mídia dá espaço para esse Glenn. Ficou provado que ele adulterou as mensagens”. Um outro moço falou ao microfone e convidou todos a participar da campanha de ataque cibernético a parlamentares, usando “a tecnologia a nosso favor”. A ideia era inundar os canais de comunicações de parlamentares selecionados, as “Bolas da Vez”. “Todas as mídias são invadidas”, informou, “quase um bullying profissional”.

Olhei em volta e notei que tinha visto poucos cartazes feitos à mão. Um deles trazia “Guedes tem nosso apoio!”, outro “CPI da Lava Toga” e outro “Segundo o DataFolha eu não estou aqui”.

O perfil, já dava para ver, era no geral bem “coxinha”: homens e mulheres de 50 a 60 anos, poucos jovens e crianças. Até tinha certo contingente de moços ao redor dos 30, militantes de visual meio hipster, mas mesmo eles eram poucos. Mais do que sempre, achei que não encontravam alegria, mas rolavam no ressentimento.

Vi o cartaz “Presidente+Moro+Exército: nunca foi tão fácil expulsar os ratos do luxo para o lixo! O Bem sempre vence o mal”, e outro “Sérgio Moro tem mais legitimidade que o Congresso e o STF”.

Cheguei ao último carro de som, que era do Movimento Brasil Conservador. Um enorme retrato de Olavo de Carvalho e outro de Jair Bolsonaro adornavam o carro.

Passou o fotógrafo L e nos cumprimentamos.

Vi um casal de jovens, ele com a camiseta escrito “Noivo” e ela com “Noiva”. Traziam cartaz “Ajude-nos a casar”. Vendiam um “Suco do Amor”.

Foto: Ronaldo Miranda

Eram 14h30 e tinha gente chegando. Retornei em direção ao Paraíso para buscar R. No caminho peguei o Luciano Hang da Havan discursando. Foi festejado pelo locutor que dizia “queremos mais empresários que mostrem a cara”. O discurso do Luciano mesmo foi genérico e inexpressivo. Parecia o Golum do Senhor dos Anéis.

Lula ainda figura muito nas falas que ouvi. Sua prisão é um símbolo que, se for invertido, traz abaixo todo o sonho da conquista do poder e sensação de fazer andar a história. O comunismo para eles é pesadelo e lugar de todo o mal do mundo. A Reforma da Previdência está sendo repaginada como “Nova Previdência”, e hoje vi muita ênfase na “economia de um trilhão”.

Notei na calçada, sentado com seu violão e ar cansado, um senhor de cabelo e barba branca cantando o “Só quero um xodó”, do Gil. Um pequeno cartaz escrito à mão perguntava: “Será que consigo almoçar hoje?”. Imaginei se os aposentados do futuro se farão a mesma pergunta.

Vi um bandeirão do Brasil com as letras T.U.B., da Torcida Unida Brasil. Vi o primeiro cartaz com o nome de Dallagnol. Pensei se ele vai ser frito para poupar Moro. Pelo o que vi hoje aqui, vai ser o caso.

Nessa hora vi um grupo de uns 30 jovens caminharem pela avenida, com camisetas do Direita São Paulo. Um cartaz abria o séquito: “MBL vai tomar no cu”. Percebi que iam provocar os moços e moças do carro ao lado. Acompanhei meio de longe e vi eles chegarem perto dos locutores do MBL no carro de som, gritando contra o grupo. Quem falava ao microfone era o vereador Holiday.

A princípio foi possível ignorar os provocadores, mas logo o conflito faiscou e houve enfrentamento. Holiday ainda tentou chamar um “Viva a PM!”, mas não evitou o grande empurra-empurra, e logo voaram socos e sopapos. O carro do MBL passou a tocar o hino nacional para tentar trazer união, mas pouco adiantou.

Ver coxinha trocando soco no meio da avenida Paulista ao som do hino nacional não tem preço!

Tudo durou uns 5 minutos, o asfalto cheio de gente, virou um bololô. Subi na grade da ilha central e acompanhei tudo. Não demorou e a PM veio separar a turma e levou um moço do Direita São Paulo. Não resisti e disse a um homem de amarelo ao meu lado: “imagina se estivessem armados!”. Pacificada a rua, fui checar como a polícia tratava os provocadores. Cheguei no local e uns 15 PMs protegiam os 15 militantes. A conversa era amena e o oficial escutava respeitosamente o que dizia o moço do Direita SP. Ele prometia não mais voltar a provocar o MBL.

O contraste com a maneira com a qual a PM lida com conflitos em manifestações de esquerda era gritante.

Parece que o Direita São Paulo é ligado ao PSL e exigem apoio explícito ao governo e a Bolsonaro. O MBL tem vários filiados ao DEM, incluindo Holiday, Kim Kataguiri e Renan Santos, que é o partido de Rodrigo Maia. Vai ser interessante acompanhar esse conflito. R lembrou depois que em breve Moro e Bolsonaro serão rivais na candidatura à presidência… A Folha colocou que há consenso em relação à defesa de Moro, mas não de Bolsonaro.

Vi o moço Artur do “Mamãe Falei” posando no meio do povo, nervoso. Li depois que o MBL afirma que tinha “assessores do PSL” entre os provocadores. Já o Direita SP diz que o MBL tinha seguranças que agrediram as pessoas.

Será que os seguranças do MBL também gritaram “eu vim de graça”?

Foto: Ronaldo Miranda

Encontrei R e caminhamos pela frente do MASP. Decidimos percorrer a manifestação de ponta a ponta e avaliar os números. Eram 15h30 e estava mais cheio.

Vi a deputada federal do PSL Carla Zambeli.

Chegamos ao extremo da manifestação mais próximo do Paraíso, mais ou menos logo depois da rua Pamplona, onde fica o pessoal da Hipnose Grátis. Conversamos com algumas pessoas, e deu para ver que, de alguma forma, o consenso golpe-Bolsonaro-Moro apresenta contradições.

Vi máscaras de papel de Moro e de Bolsonaro. Vi uma faixa “Entendeu ou precisa desenhar?”.

Espremidos no meio do povo em frente a um carro de som, achei que ouvi o locutor dizer que o helicóptero que nos sobrevoava trazia o ministro Moro. O povo festejou muito, e depois vaiou muito um helicóptero da Globo.

Vimos o cartaz “Meu voto é distrital”, “Traíras Maia, Centrão, Alocumbre”, “Bolsonaro, deus é com você”, e “Fora corruptos, cadeia neles”.

Passou um moço magro de barba, com bandana do Haddad e button do PSOL, um visual meio trans. Admirei muito sua coragem.

Foto: Ronaldo Miranda

Na esquina da Casa Branca, sob uma árvore, estava o moço com um cartaz “André Ricardo. Poeta da Paulista”. Já um figura de barba longa segurava um cartaz “Merkel vá Kagar”. Um grupo de 3 PMS fazia selfies com manifestantes, sorridentes.

Já outro maluco, um moço jovem, trouxe um cartaz daqueles auto-portantes e o colocou no canteiro central da avenida, onde se lia “Muay Thai na Paulista. Tiago Mãozinha. R$10 a aula”

Vi uma camisa da “Associação Paulista de Motociclistas”.

Foto: Ronaldo Miranda

No carro de som do Movimento Brasil Conservador, era tocado o Hino do Exército (Nós somos da Pátria a guarda, Fiéis soldados, Por ela amados), encerrando o ato. Mas no carro de som se via o Tio Sam, metade EUA metade Brasil, e também um pavilhão imperial pendendo da grade. Achei muito bizarro, mas também ilustrativo do estado estapafúrdio do projeto direitista do Novo Brasil: retrocessos, perversões fálicas, evangelismo primitivo, escravidão atualizada, punitivismo judicial, necropolítica paramilitar… tudo isso na festa de cabeçadas ocas.

Um dos últimos cartazes que vi foi o “Contra o ativismo judicial”. Acho que queria censurar o STF, mas igualmente condena Moro e a Lava Jato redondamente. Imagino quanto tempo via demorar para essa pessoa se tocar.

Arrisquei uma avaliação geral do evento. Em termos de números, foi bem menos que a última dos coxinhas. Chutaria umas 50 mil pessoas no máximo. Não foi um fracasso, nem acho que seria, mas este é o teto de mobilização que Moro consegue levar à rua. Os ataques à sua pessoa e à Lava Jato não poderiam ser mais claras, e mesmo assim muita gente preferiu ficar em casa. Não consigo avaliar se isso foi resultado dos vazamentos e se estes fizeram gente mudar de opinião em relação à luta contra a corrupção, mas meu palpite é que esses números vão diminuir daqui para a frente. Avalio que é correto dizer que o morismo agora é refém do bolsonarismo, e este não é mais consensual. Se eu fosse o Moro, urdiria um golpe com os militares, Globo e Bolsonaro agora, antes que a situação se degrade ainda mais. Tal como o povo não foi às ruas impedir a prisão de Lula, o mesmo povo não vai defender Moro no asfalto. Achei as pessoas no geral tristes e desmotivadas.

Ao mesmo tempo, tem um certo curto-circuito na cabeça do coxinha ou morista. A mentira que o establishment fez prevalecer (que Bolsonaro e Moro são contra o establishment) agora está aberta, e não há posição cristalina e fácil de moralismo legalista, onde a justiça e a lei pareciam perfeitamente coincidentes. A soltura de Lula vai ser vista como vitória da corrupção, e vai demorar a convencer que o Moro tentou lavar o crime com água suja, que a Lava Jato era a corrupção em ação, que ele mesmo praticava uma forma de corrupção.

Foto: Ronaldo Miranda

Descia a rua Augusta, agora já 17h, e vimos um pixuleco do Bolsonaro no lixo atado ao poste. Uma mulher fotografava com capricho a cena, e eu disse: “a foto é boa!”. Ela respondeu: “É o que mais queremos!”. Sorrimos.

Tomamos uma, escrevi estas linhas e fui para casa.

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