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Por três vezes, declararam-no extinto – a última em 1863. Acreditavam que as mulheres não dariam continuidade à etnia. Mas, décadas depois, elas ressurgem; o cacique é mulher, Mãe Ota, e o espírito que as guiam, feminino: Kahañe Kahoo
Da exploração colonial à era dos Soberanos, aos Impérios e ao mundo das Finanças, dominado pelos EUA. Feito vírus, sistema pilha países, explora o trabalho e molda como mercadoria a alma humana. Mas sua lógica central tornou-se obsoleta
A fome volta a ser realidade ou ameaça em diversos países. O mundo pós-pandemia requererá novas práticas no sistema alimentar, apostando em comida fresca, nutritiva, produzida localmente — e não nas commodities do agronegócio
Para vender fórmulas infantis, empresas usam desinformação como arma: patrocinam pediatras, congressos, pesquisas — e até ações de Secretarias de Saúde. Para desencorajar amamentamento, chantagem: só assim bebês ganharão peso
Nos anos 90, livre-comércio com EUA espalhou “comida porcaria” no país e hoje diabetes é doença que mais mata. Adoção de modelo agrícola para exportação estrangula culinária típica. Tortilleros e camponeses organizam-se em resistência
Brasil, segundo maior exportador de comida, está ameaçado de desabastecimento. Novo projeto exige agricultura familiar, pequeno varejo local, redes diretas entre produtores e consumidores, merenda qualificada. As bases para ele já existem
Lélia Gonzalez, pensadora pioneira em enxergar a questão da raça no feminismo, tem obra breve mas inovadora. Cunhou termos como “Améfrica” e “pretuguês”, e denunciou como elites denegam origens não-europeias do Brasil
Os colonizadores tentaram. Mas seu projeto de pureza, razão, ordem e centralismo sucumbiu à potência da natureza e da mestiçagem. Esta subversão histórica, e singular, deveria dizer algo aos movimentos emancipatórios contemporâneos
Assim cantavam usuários de unidade de saúde mental, durante um Carnaval. Em prática artística, implantadas no Brasil e na Bélgica, uma instigante sabotagem à racionalidade neoliberal: transtornos, fobias, medos são responsabilidade coletiva
Líder boliviano reflete sobre país fraturado por golpe. Redistribuir renda foi crucial, mas liberação política requererá eliminar as brutais desigualdades entre famílias. Para isso, será preciso uma indústria forte e nacional, com respeito à Natureza
Em colagem de citações, cenas de uma evolução histórico-filosófica. Como moeda e mensuração, marcas da modernidade, repercutiram no pensamento e produção científica. Por que o neoliberalismo é o ápice desta relação. O que virá a seguir?
Palavras encantam. Mas “de nada adiantarão / se não juntarem mão com mão / se não houver vozes em coro / abraços apertados / festa na praça / tambor a estremecer o chão / povo que canta / silêncio que escuta”
Ensinar não é só transmitir saberes, mas habitar linguagens, narrativas, símbolos e memória coletiva. É uma troca. Escola não é prédio, mas encontro. Lá, o professor se reinscreve apesar da pedagogia tecnocrática imposta – e a esperança respira
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