Assim nasce a Geografia da Pandemia

No Dia do Geógrafo, pensar o território parece, mais que nunca, chave para enfrentar a crise. Pensadores como Milton Santos são revisitados. Ferramentas de mapeamento popularizam-se. E as desigualdades socioespaciais escancaram-se…

Por Ricardo Devides Oliveira, com colaboração de Ariane Dantas Privitera e Jaqueline Bastos de Freitas

Em tempo de profundas crises, a sociedade e seus indivíduos tendem a retomar questões essenciais da existência, questionando sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Nestes períodos, onde o presente parece vazio e o futuro incerto, a ciência também necessita redefinir seu lugar e reinventar-se perante os novos desafios impostos, neste caso, por uma pandemia global, que é multiescalar e multifacetada. Todas as ciências humanas estão sendo afetadas pela crise da dimensão da Covid-19; só que estas, dada a urgência tanto da reflexão epistemológica quanto da produção de soluções, acabam por ampliar as perguntas existenciais para um delineamento mais concreto e objetivado, através do por quê, onde e como.

A ciência geográfica – em especial a Geografia Humana – neste contexto, é encorajada a apresentar “respostas” embasadas por sua abordagem espacial, dialética e crítica, utilizando-se do plural arcabouço teórico-metodológico que a constitui. Além disso, com a difusão do negacionismo científico em terras tupiniquins, articulada ao retorno das polêmicas em torno de ideias como determinismo climático e terraplanismo, a geografia torna-se primordial, não somente pelas reflexões que produz, mas por ser capaz de combater este absurdo movimento anticiência, antivida, anti-humanidade. E uma das formas de combater o obscurantismo é dar visibilidade à produção geográfica sobre a crise e, principalmente, demarcar o lugar e a luta desta ciência no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. Para tanto, as palavras que seguem extrapolam os critérios acadêmicos de publicação e buscam atingir com explicações e provocações todo o tipo de público interessado em geografia e no que fazemos. Profundo ainda que simples, didático ainda que complexo, defende o conhecimento bem como o direito universal de qualquer pessoa em acessar o conhecimento “das coisas que acontecem todo dia em nosso tempo e lugar”1

Desde a divulgação dos primeiros casos do novo coronavírus na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, na China, em dezembro de 20192, que cientistas em todo o mundo vêm observando com preocupação este fenômeno antes mesmo de ser declarado como pandemia pela OMS3 no dia 11 de Março de 2020.4 Por conta da sua dimensão e aceleração no tempo e espaço – sua distribuição geográfica e as múltiplas conexões entre sociedade e natureza no mundo globalizado, densamente e desigualmente técnico – enviesado por eventos e processos, tais como: o início do contágio a partir dos animais, políticas de Estado neoliberais e dinâmicas econômicas protagonistas (viagens e turismo), esta crise possibilita a ciência geográfica, em especial, a construção de um olhar mais apurado para a questão que é desafiadora e complexa.

Em nenhum aspecto – talvez o do senso comum ou da intencionalidade irracional do bolsonarismo fascistóide que aí está – economia e vida deveriam ser dicotomizadas. A Geografia nos ensinou que Economia é Vida. De Max Sorré a Milton Santos, de La Blache a Bertha Becker, a economia é central na reprodução da sociedade e sua análise não pode ser separada das outras dimensões do humano em nenhuma situação, inclusive da vida. E a Geografia, ao compreender dialeticamente este processo, produz estudos que atravessam os binômios sociedade-natureza e sociedade-economia.5 Dada a geograficidade da crise, são muitas as referências geográficas presentes em artigos que estão sendo publicados na mídia sobre a pandemia, com menção a geógrafos como Milton Santos, David Harvey e Paul Claval, só para citar os mais conhecidos. Verdade é que quanto mais olhar, mais geografia aparecerá nas produções de diferentes áreas.

Ainda sem possibilidade de apresentar um panorama amplo em um contexto que ainda precisa ser melhor compreendido, é fato que a produção geográfica sobre esta crise vem crescendo em número e grau. Nestes seis meses de pandemia, inúmeros artigos e análises foram e estão sendo produzidos e divulgados com diferentes enfoques geográficos. Dois exemplos: David Harvey demonstrou que a epidemia colocou em xeque – mais uma vez – a reprodução do sistema capitalista no bojo da luta de classes.6 Já a Associação Espanhola de Geografia, tendo como base a gravidade de sua situação nacional com a Covid-19, divulgou um conjunto de reflexões que perpassam os temas da geopolítica, pobreza, clima, demografia e educação, dentre outros.7 Em áreas correlatas, textos de pensadores como Bruno Latour, Manuel Castells, Boaventura de Souza Santos, Michael Löwy e Noam Chomsky, salientam a complexidade da crise.8

Aqui no Brasil, a geografia vem multiplicando sua produção conforme a crise da Covid-19 se intensifica, trazendo diariamente novos elementos para subsidiar as análises. Além das ações encabeçadas pelas universidades e as demandas de sua competência (preocupação com ensino, pesquisa e extensão), o fazer geográfico pode ser observado na intensa e necessária produção e divulgação de mapas de diferentes escalas e recortes, buscando demonstrar a dinâmica do movimento pandêmico sob diversos eixos temáticos e em torno das especificidades regionais e locais do país. São iniciativas individuais e coletivas, institucionalizadas ou não, que podem ser apreciadas diariamente nas mídias sociais e espaços de divulgação científica. Como disse Sauer lá na década de 50, estamos de mãos vazias sem eles (os mapas)9

Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG’s), responsáveis por organizar, apresentar e analisar dados espaciais e geográficos, são hoje essenciais para a compreensão e combate à epidemia. Todos, cientistas ou não, estão olhando atentamente as representações e buscando extrair significados para justificar ações e preocupações no âmbito global e do cotidiano. Para os que trabalham diretamente com SIG’s, esta é uma oportunidade ímpar de demonstrar seu potencial e prestar um serviço de grande utilidade pública para a sociedade. No entanto, com a popularização das ferramentas e metodologias de mapeamento, faz-se pertinente a crítica, e a crítica da crítica dos dados, no tocante aos procedimentos de coleta e bases consultadas, bem como em relação às metodologias empregadas. Ciência não é neutra, ok?

Sob o viés da Geografia Urbana e toda sua diversidade temática, problemáticas como saneamento básico, periferização e desigualdade socioespacial, redes de produção, circulação e comercialização de mercadorias, intensidade e dinâmica de circulação de pessoas, mobilidade, relações de trabalho & delivery, densidade demográfica e o vírus nos centros metropolitanos, populações vulneráveis, condição dos moradores de rua, refugiados e imigrantes, são apenas alguns dos temas a serem tratados pela Geografia. Muitos destes trabalhos devem e servirão de suporte para formulação e aplicação de políticas públicas em tempos de Covid-19 e no pós-pandemia, ainda que na política e economia estejamos sobrevivendo em meio ao caos.

Já que a Geografia deve continuar reforçando seu caráter ativo, é urgente que em tempos de crise possamos dar as nossas contribuições denunciando práticas ilegais do Estado, de grupos privados e indivíduos; ao mesmo tempo fornecendo assessoria e capacitação para grupos vulneráveis e minorias identitárias via organizações comunitárias, coletivos e associações de moradores, dentre outras formas de organização. Mais que isso, é necessário mapear as ações e ampliar as possibilidades de contribuição fornecendo contatos diretos com instâncias, jurídicas e/ou executivas, de financiamento, no campo dos direitos humanos etc. Ou seja, constituir fortemente a colaboração técnica e as redes de solidariedade.

Esta é uma crise de saúde no sentido mais essencial do termo, e a denominada Geografia da Saúde vêm potencializando a contribuição da geografia ao abordar o conceito – de saúde – enquanto reprodução do espaço vivido, ou seja, em seu sentido geográfico. Portanto, mais compromissada com as pessoas e a partir das pessoas.10 Ao articular as categorias da geografia à especificidade da crise do coronavírus no Brasil, as pesquisas de caráter interdisciplinar articulam e ressaltam a dimensão pública e do planejamento no olhar para as desigualdades socioespaciais, regionais e locais, bem como as consequências ambientais impactadas pela pandemia. Esses mapeamentos de diversos tipos de serviços e utilidades públicas, principalmente, no que se refere ao mapeamento de casos de Covid-19 e de número de mortes, também podem servir para monitorar as subnotificações, que são ainda maiores em áreas periféricas. A saúde pública coletiva pode usufruir desse mapeamento para atuar nas comunidades que mais padecem de serviços essenciais básicos de saúde, higiene e alimentação.

Dentre as inúmeras consequências econômicas causadas pela pandemia, o turismo é sem dúvida uma das atividades mais afetadas. A Geografia do Turismo, outro campo fortemente interdisciplinar, vêm buscando compreender a abrupta alteração na dinâmica da circulação de pessoas em todos os seus níveis escalares, identificando as economias nacionais e lugares turísticos mais afetados, bem como o que será desta prática no pós-pandemia, tanto no plano do que é ser e fazer turismo quanto na produção desigual dos espaços turísticos em um novo velho mundo que está por vir. A própria teorização do planejamento do e sobre o território demanda renovação em uma realidade carente de mentalidade planejadora.

Outra frente que não podemos ignorar são os podcasts e lives que estão pipocando por diversas mídias sociais, – Youtube, Instagram e Facebook – razão da sua capacidade de alcance e praticidade em tempos de distanciamento social, quarentena e, em alguns casos, lockdown.11 De ações individualizadas à articulações institucionais, estas práticas contribuem para a popularização do conhecimento geográfico e fortalecimento da ciência em tempos de negacionismo e fakenews12, além de possibilitar o protagonismo de centenas de geógrafas e geógrafos invisibilizados pela cruel competição, vaidade e autopromoção que assolam o universo acadêmico.

Já no Ensino de Geografia, os desafios são enormes. Com a suspensão das aulas presenciais, a modalidade EaD e o teletrabalho vêm ganhando espaço mesmo nos corpos acadêmicos mais resistentes a tal. É impossível substituir a qualidade e eficácia do ensino presencial, mas o debate do ensino a distância precisa ser realizado e, se parte significativa das escolas e universidades optarem por esta modalidade, as metodologias e os conteúdos de geografia, bem como o planejamento docente e a formação de professores precisarão ser repensados em toda a sua complexidade. O EaD descortina a primazia da tecnologia na desigual sociedade brasileira, e o acesso não será resolvido simplesmente fornecendo internet e computadores a estudantes, pois é um problema estrutural do país. A dimensão técnica da EaD não pode ser imposta desconsiderando a vulnerabilidade familiar, as condições de trabalho, financeiras, psíquicas, e até mesmo os ambientes adequados de estudo.

No tocante a Geografia Política, precisamos e estamos avançando. Primeiro, é necessário considerar a dificuldade de fazer previsões geopolíticas a partir de uma crise que ainda durará meses e suas consequências serão incalculáveis. No entanto, conjecturas e reflexões são possíveis, pois temos acesso a dados estatísticos, eventos geográficos, discursos e ações políticas bastante contraditórias. No âmbito universitário, faz-se urgente que, no segundo semestre, os departamentos de Geografia ajustem e insiram uma disciplina e/ou formações em Geografia Política para dar conta de nossos estudantes compreender e discutir esta crise com a devida profundidade teórico-metodológica e analítica. E neste aspecto são inúmeros os desdobramentos temáticos: O fortalecimento da economia chinesa no limiar da Covid-19, Pirataria Moderna: o caso norte-americano, Biossegurança, Dinâmica do Turismo & Produção do Espaço, Fascismo de Estado, Cooperação Sul-Sul, Multilateralidade e Bilateralidade, África e Oriente Médio, América Latina, ONU13, BRICS14, Mundo e Divisão Internacional do Trabalho, Migrações e Controle de Fronteiras, Crise dos refugiados, Questão amazônica, Questão indígena, Petróleo etc.

E a natureza? Bom, como diria o pensador Aílton Krenak, ela cobra o seu preço15, mas também é bastante rápida em demonstrar seu alívio imediato. Não sabemos em que outro momento a noção de organismo esteve tanto em evidência, apesar de secundarizada diante da prioridade para com os contaminados e doentes. Como ressaltado, as alterações são imediatas. Basta conferir a diminuição dos índices de poluição nas metrópoles: você pode olhar os dados científicos e, se desejar, respirar pela janela, sair até a rua de sua casa ou área externa do condomínio para verificar o fato de que a diminuição da circulação de pessoas e do consumo, em diferentes níveis e escalas, é diretamente proporcional a melhoria do ar que respiramos. Nas grandes metrópoles essa alteração é evidente. Em tempo, após 30 anos a Cordilheira do Himalaia pôde ser vista a centenas de quilômetros de distância, em localidades na Índia e Paquistão. E ainda em tempo, registros pelo mundo afora mostram os animais cada vez mais afoitos territorialmente, ocupando e circulando por espaços urbanos antes inconcebíveis. Então fica em aberto a pergunta: a crise sanitária não é uma crise ecológica?16

Por outro lado, o desmatador não faz home office, alertou Paulo Moutinho do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (IPAM). Sem estratégias concretas de fiscalização e controle, e com o Estado estimulando na surdina estes crimes ambientais, o ciclo do desmatamento intensifica-se e, segundo dados do Imazon, já ultrapassamos os índices alarmantes verificados no primeiro semestre de 2019.17 Com a maior parte da população preocupada com a própria saúde, identificar e denunciar crimes como desmatamento e grilagem de terras ficaram mais difíceis. No entanto, temos disponível suficiente domínio técnico e consciência das injunções territoriais para articular conhecimento e ação em defesa do meio ambiente e das populações tradicionais.

A questão indígena é uma tragédia anunciada. No dia 10 de Abril foi registrada a primeira morte entre os Ianomâmis em Roraima. Atualmente o vírus já se disseminou entre os povos indígenas do Oiapoque ao Chuí, em praticamente todas as regiões do país. Além da falta de anticorpos para a doença e os conhecidos problemas estruturais de acesso à saúde destas populações que vivem distante dos grandes centros, precisam também enfrentar a indiferença do Estado e o assédio constante de garimpeiros. O que a Geografia poderia fazer? Como ciência, continuar a produzir conhecimento crítico sobre o território. Como cientistas, denunciar e colaborar. Simples assim. An passant, é interessante notar, inclusive, como a concepção da presença indígena somente no Norte do país ainda está fortemente arraigada no imaginário cultural brasileiro. Amigo, o menino indígena que vende artesanato no semáforo de uma capital no Sul não veio de São Gabriel da Cachoeira não. Exercite o olhar, perceba o seu entorno.

A Geografia, ciência de síntese, é um campo científico amplo e interdisciplinar, com um plural arcabouço teórico-metodológico que se renova constantemente, e neste sentido, muitas outras subáreas da Geografia poderiam ser mencionadas e discutidas em suas especificidades (Epistemologia, Economia, Trabalho, Biogeografia, Climatologia etc.). Contudo, o objetivo é ressaltar a diversidade analítica da geografia para clarificar o porquê, onde e como da sua capacidade de reflexão crítica e atuação no combate ao novo coronavírus em todos os seus desdobramentos no conjunto da sociedade, considerando não só a contemporaneidade como também a formação histórica e territorial brasileira. A pandemia é um fenômeno geográfico, e existe uma geografia da Covid-19 que precisa ser interpretada em todas as suas nuances.

Instigados pela complexidade da crise, somos capazes de observar a dinâmica dos fenômenos em suas múltiplas escalas e dimensões, no tempo e espaço, construindo sínteses explicativas e apresentando uma diversidade enorme de hipóteses, teorias e claro, mapas. Atenção! As análises precisam se esforçar para não se desconectar em demasia da realidade concreta, onde as mazelas ocorrem e são sentidas. Valorizemos também o privilégio da prática intelectual, pois apesar do meme dizer que estamos no mesmo barco, não é verdade. São muitos barcos de tamanhos e qualidades diferentes, navegando em muitos mares de um mesmo mundo. Em suma, arriscamos afirmar que se os governos ouvissem o que a geografia tem a dizer, o Brasil com certeza poderia praticar uma governança mais democrática e com justiça social. Inclusive as ações de combate ao novo coronavírus seriam mais consistentes. Se tivermos consciência do nosso lugar de fala, mantendo uma postura crítica e praticando o rigor científico e conceitual, temos totais condições de responder o agora e o pós-pandemia, apontando ao menos importantes caminhos já que nada será como antes, amanhã!

Notas:

1 trecho extraído da canção Caso Comum de Trânsito, do compositor brasileiro Belchior (1946-2017)

2 O vírus foi identificado pela primeira vez no dia 01 de Dezembro de 2019, mas o primeiro caso foi reportado oficialmente no dia 31 de Dezembro de 2019. https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019 Acesso em 19/05/2020.

3 Organização Mundial da Saúde.

4 https://www.bbc.com/portuguese/geral-51842518 Acesso em 19/05/2020

5 MOREIRA, Rui. O pensamento geográfico brasileiro: as matrizes clássicas originárias. São Paulo: Contexto, 2015.

6 https://terrasemamos.files.wordpress.com/2020/03/coronavc3adrus-e-a-luta-de-classes-tsa.pdf

7 https://www.age-geografia.es/site/reflexiones-sobre-la-crisis-actual

8 Os textos dos pensadores supracitados podem ser acessados no site da AGB-Campinas, na página principal (Leituras sobre a Quarentena) http://agbcampinas.com.br/

9 “A educação de um geógrafo”. Carl Sauer, 1956 GEOgraphia, Ano II, n. 4, 2000.

10 GUIMARÃES, RB. Geografia da saúde: categorias, conceitos e escalas. In: Saúde: fundamentos de Geografia humana [online]. São Paulo: Editora UNESP, 2015

11 Traduzido como fechamento, bloqueio ou suspensão, constitui um protocolo de emergência destinado a controlar a mobilidade de pessoas e/ou vazamento de informações de uma área específica. http://coronavirus.ufes.br/conteudo/saiba-o-que-e-lockdown-ou-por-que-suspender-atividades Acesso em 20/05/2020.

12 notícias falsas (tradução livre)

13 Organização das Nações Unidas.

14 Termo utilizado para definir o grupo de países de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

15 KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

16http://agbcampinas.com.br/site/2020/bruno-latour-a-crise-sanitaria-incentiva-a-nos-prepararmos-para-as-mudancas-climaticas/ Acesso em 20/05/2020

17https://imazon.org.br/imprensa/abril-registra-recorde-de-desmatamento-na-amazonia-nos-ultimos-dez-anos-mostra-sistema-de-monitoramento-do-imazon Acesso em 20/05/2019.

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9 comentários para "Assim nasce a Geografia da Pandemia"

  1. Agenario Cabra da Silva disse:

    Sou geógrafo e percebo neste momento a importância do nosso trabalho principalmente como formador de opinião! Esse artigo concerteza vai me dar mais argumentos nos conteúdos e metodologias nos meus planejamentos!

  2. Alex Ferreira Lima disse:

    Bom dia a todos. Excelente matéria . No entanto, em relação a este comentário , Em nenhum aspecto – talvez o do senso comum ou da intencionalidade irracional do bolsonarismo fascistóide que aí está ….. , a minha posição é a seguinte: nem direita e nem esquerda, sou pela política justa , honesta. Muitos falam de comunismo, mas vivem do capitalismo ,pregam o comunismo vivendo e ostentando riquezas e bem estar próprios “pequenas lideranças”. O comunismo não atinge a todos. Não importa o partido , se é de direita ou de esquerda. No mundo em que vivemos ainda esta para nascer governantes , que governem , administrem conseguindo igualar o bem estar comum que atinja a todos. É bíblico. Para finalizar fico com a máxima de Sócrates: “sei que nada sei”.

  3. Alex F. Lima disse:

    Bom dia a todos. Excelente matéria . No entanto, em relação a este comentário , Em nenhum aspecto – talvez o do senso comum ou da intencionalidade irracional do bolsonarismo fascistóide que aí está ….. , a minha posição é a seguinte: nem direita e nem esquerda, sou pela política justa , honesta. Muitos falam de comunismo, mas vivem do capitalismo ,pregam o comunismo vivendo e ostentando riquezas e bem estar próprios “pequenas lideranças”. O comunismo não atinge a todos. Não importa o partido , se é de direita ou de esquerda. No mundo em que vivemos ainda esta para nascer governantes , que governem , administrem conseguindo igualar o bem estar comum que atinja a todos. É bíblico. Para finalizar fico com a máxima de Sócrates: “sei que nada sei”.

  4. Paulo cesar soares disse:

    Texto e reflexões bem fundamentados e de grande importância para formarmos um pensamento novo! Parabéns aos autores.

  5. Hermes Dagoberto disse:

    Gostei do tema de sua divulgação, gostaria de ver se é pertinente para meu site.

    Sds.

  6. guilherme disse:

    eu não sei quando isso vai acabar no futuro mas pode ser bom.

  7. Eduardo disse:

    O texto nós leva a uma profunda reflexão, a de uma sociedade que já estava em uma controvérsia social e econômica e que em meio a pandemia tornou se mais evidente e perturbadora ,os efeitos tornam se mais dramáticos nas camadas mais frágeis, nós levando a buscar respostas e conhecimentos nós grandes pensadores, a geografia tem seu papel em entender as transformações da sociedade e buscar ajudar a organizar o sujeito e o espaço, compreender a formação e as transformações, a grande questão e que ainda estamos no meio delas, observando a sociedade a economia a globalização e a organização mundial.

  8. Adriana Almeida Silva disse:

    Importante reflexão, um momento em que a frase do velho Marx, permanece atual: “Tudo que é sólido se desmancha no ar”. São tantas as incertezas, tudo tão fluido que até o texto poderia ser atualizado, pois de quando foi escrito até agora muita coisa mudou, até o cenário da pandemia, pois ainda continuamos com um grande número de óbitos, no Brasil e no mundo, e parece que se naturalizou essa situação. Concordo com o autor quando diz que a Geografia abrange tantas áreas do conhecimento e que precisa agir com o maior rigor científico, reflexão crítica e qual é o nosso lugar de fala e me arrisco a complementar como lugar de resistência, ao um movimento que vem crescendo muito no Brasil e no mundo de regimes autoritários, fascistas e negacionistas, num momento em que negar a ciência é colocar a humanidade e também o meio ambiente em risco. Enquanto professores, temos uma imensa responsabilidade, com nossos educandos, principalmente por se tratarem da parcela da população mais vulnerável a intensificação da crise econômica durante e pós pandemia.

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