Bernard Stiegler e a industrialização da memória

Em série de quatro aulas, o pensamento do filósofo francês, falecido em 6/8. Entre suas influências, de Marx a Derrida, passando por reflexões sobre a digitalização contemporânea, um olhar arguto da técnica como forma de cognição estendida

Bernard Stiegler foi um filósofo original que colocou o problema da técnica em primeiro plano. Investigando o papel da infraestrutura tecnológica desde o processo de hominização até as sociedades atuais, no processo que ele denomina de “industrialização da memória”, Stiegler redesenha o sentido de expressões como indústria cultural e declínio do espírito do capitalismo. Com uma ampla paleta de influências que vão de Derrida e Heidegger a Marx e Weber, recuperando o pensamento de Andre Leroi-Gourhan e Gilbert Simondon, Stiegler propõe uma nova crítica da economia política que coloca o fenômeno da técnica em primeiro plano.

Diante do seu falecimento recente, em 6/8, o Transe está recuperando o quadro Filosofia em Transe — que já recebeu um curso de 20 aulas sobre Jacques Derrida — para introduzir o pensamento de Stiegler ao público brasileiro em 4 aulas, todas as sextas-feiras à tarde.

Acima, o primeiro vídeo da série.

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