🎙️ Sintomas e sequelas da covid-19: o que sabemos

Em casos leves ou graves, ocorrem lesões no pulmão, coração e neurológicas. Podem durar meses — não se sabe quando terminam. Internação longa e automedicação também podem gerar complicações. Um paciente e um pesquisador relatam experiências

[Acompanhe o Tibungo em seu tocador de podcast preferido]

Marcelo Bragatte e Wellington Cruz em entrevista a Raquel Torres, no Tibungo

No início, a lista de sintomas da covid-19 era pouco extensa: febre, tosse, falta de ar. 

Mas não demorou muito para que outros sinais, alguns muito graves, começassem a ser identificados. 

Vários pacientes perdem olfato e paladar, e às vezes esse é o único sintoma da doença. Em outros casos há dor de cabeça, náusea ou diarreia. Em outros, arritmias ou ataques cardíacos. Pode haver coágulos de sangue, erupções na pele, AVCs. Ou lesões hepáticas. Ou insuficiência renal.

Como a doença é nova, ainda não se sabe muito bem o que tudo isso pode significar no longo prazo. Alguns pacientes continuam tendo sintomas por semanas ou mesmo meses depois que o vírus vai embora. Mesmo quem se recupera pode acabar com uma série de problemas extras, desde fadiga e alterações no sono até dormência nos membros e danos permanentes no coração, nos rins, no fígado e no cérebro. 

Quando o Ministério da Saúde divulga, como se fosse uma boa notícia, o fato de o Brasil ter hoje “mais de dois milhões de recuperados”, nada disso entra na conta. Como os efeitos prolongados impactam a vida dos pacientes? Como os sistemas de saúde podem ser  afetados? 

Neste episódio, conversamos Wellington Cruz, que ficou mais de dois meses internado e nos conta o que passou e ainda passa por conta do novo coronavírus. E também com o biólogo Marcelo Bragatte, um dos coordenadores da Rede Análise Covid-19, que explica em que pé estão as descobertas sobre sintomas e sequelas da doença.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos

Leia Também: