Sobre o valor dos livros e das coletâneas

Ao lançarem obra sobre a Educação dos Sentidos e das Sensibilidades, três autores refletem acerca da importância de resistir ao produtivismo acadêmico e valorizar – em vez da mera publicação de artigos em revistas herméticas – as obras coletivas

Por Katya Braghini, Kazumi Munakata e Marcus Aurelio Taborda de Oliveira

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Este texto é a apresentação do livro:
Novos Diálogos sobre a História da Educação para os Sentidos e a Sensibilidade, dos mesmos autores, Educ
Lançamento virtual
: Quinta-feira, 18/6, às 17h
Em www.pucsp.br/edu

Por que, a essa altura do campeonato, publicar um livro? Certamente, não um livro cuja leitura é interdita – um livro inacessível não porque tenha sido censurado, mas por ocultar segredos, acessíveis apenas aos iniciados. Esse pode ser o caso do livro de receitas em que as avós ocultavam os misteres de seus quitutes, mas pode também ser a Bíblia, cuja leitura, segundo a denúncia protestante, a ortodoxia católica teria proibido, embora, na verdade, apenas tivesse condenado a leitura “sine glossa”, isto é, sem o esclarecimento dos intérpretes autorizados – o que, afinal, equivale à censura. Há também o livro proibido imaginado por Umberto Eco, em O nome da rosa, que matava quem se atrevesse a lê-lo.

É óbvio que todos os livros são proibitivos se as pessoas não souberem ler. Isso institui na sociedade a divisão entre letrados e iletrados e, nas religiões baseadas no Livro, entre sacerdotes e leigos. Os que sabem ler (e escrever) constituem uma casta, como na China e no Egito antigos, cujos membros tornam-se zelosos guardiães do sistema da escrita, cuja complexidade lhes assegura o monopólio do ofício. Nesse sentido, a invenção da escrita alfabética, com reduzida quantidade de letras, abriu a possibilidade de uma difusão mais ampla e democrática da cultura, embora isso também significasse maior vigilância sobre os livros que não podiam ser lidos.

Em todo caso, o livro de que se trata aqui é de outra ordem. É o livro iluminista, que se torna suporte e veículo de difusão das ideias, embora possa conter em si a maldição, proferida por Adorno e Horkheimer, da “indústria cultural”. Impressos em série e em grandes quantidades graças à invenção de tipos móveis para impressão, a tipografia de Gutenberg (c. 1439), os livros tornam-se, de fato, mercadoria. A Reforma protestante vai, de certo modo, assegurar-lhes a legião de consumidores, já que o preceito luterano de “sacerdócio universal” obriga que todos devam ler e interpretar a Bíblia.

A Bíblia impressa foi de fato um grande sucesso. O Novo Testamento, traduzido para o inglês por Tyndale e publicado em 1526 a preços “populares”, vendeu, nos três anos seguintes, 18 mil exemplares, em seis edições – muitos dos quais comprados e queimados pelas autoridades religiosas… O próprio Lutero tornou-se verdadeiro best-seller: Eisenstein relata que as famosas 95 teses se sua autoria, que teriam servido de estopim para o movimento de Reforma, em 1517, foram vertidas de latim para alemão e depois para outras línguas vernáculas, tornando-se “o artigo mais vendido em toda a Europa Central”.

Esse mercado, obviamente, cresceu sobretudo nas regiões protestantes. Em lugares onde o catolicismo dominava, a Bíblia em vernáculo passou a constar do Index Librorum Prohibitorum (Índice de Livros Proibidos), instituídos em 1559 no Concílio de Trento. Paradoxalmente,

(…) Index fornecia publicidade gratuita para os livros nele arrolados. (…) Desse modo, as decisões tomadas pelos censores católicos acabavam, sem o querer, desviando as publicações protestantes em direção a novas tendências estrangeiras heterodoxas, libertinas e inovadoras.i

Não que os leitores protestantes tivessem passado a adquirir literatura de toda a espécie, nem que o mercado fora abarrotado de ilicitudes. O lema luterano de “sola scriptura” (uma única escritura) podia significar interdição de ler outros livros que não a Bíblia. Mas a possibilidade de novas experiências de leitura, aberta com a tipologia, ensejava “tendências tolerantes ‘erasmianas’, chegando a um nível mais elevado de crítica e modernidade”.ii

Essas duas posturas em relação à leitura remetem às atitudes denominadas por “leitura intensiva” e “leitura extensiva”.iii A primeira maneira de leitura, a intensiva, é a dos sectários, dogmáticos e ortodoxos, que leem e releem sempre o mesmo Livro (sola scriptura), de seu guru ou, como dizem os franceses, “maître à penser”; recitando sempre os mesmos extratos, impondo a mesma análise para as mais diversas situações, além de manifestar desprezo por outras obras. A extensiva, ao contrário, é a que não se contenta com poucos livros: busca sempre novas perspectivas e abordagens, ideias inusitadas e heterodoxas, o que propicia comportamento bibliófilo e consumista, para a alegria dos editores. Foi graças ao crescimento dessa modalidade de leitura que tornou possível, por exemplo, que as regras de arquitetura clássica propostas por Vitrúvio (século I a.C.) fossem amplamente conhecidas por meio de livros impressos; e que Kepler realizasse seus cálculos astronômicos utilizando as tábuas de logaritmos de Napier, já publicadas, em vez de refazer as mesmas operações. Mais do que isso, a leitura extensiva se efetiva, no entanto, quando as ideias podem ser amplamente divulgadas.

O presente livro supõe essa leitura extensiva. Aqui não cabem posturas de seita e de ortodoxia, mas a abertura para o novo. Reunião de vários autores, distintos e díspares, o livro também se assemelha de certo modo a uma biblioteca, como espaço de saber coletivo, de espaços e tempos utópicos.

No Brasil, em maio de 2020, estamos pensando se vale a pena produzir livros… Vemos que esse ceticismo percebido como o “mal das bibliotecas”, sejam elas o espaço de guarda ou a representação de uma leitura extensiva, parece estar causando mal-estar em um agrupamento de temerosos e um tanto ressentidos por livros. Não se trata apenas de restrição aos conhecimentos que eles podem trazer. Ao anular a ideia de coletâneas vemos um rancor inconfesso contra a possibilidade de agremiações. Pensando a administração da pesquisa acadêmica, há contradições entre as determinações que visam o seu desaparecimento e os e os critérios de avaliação que, segundo consta, existem para bem nos qualificar. Fazer uma coletânea é uma das ações do ofício e ao impingir a sua desvalorização, não estamos apenas diminuindo o valor de um objeto, estamos cerceando as ações de pessoas que, de tempos em tempos, se unificam para expor conhecimentos.

Os fatores que colaboram para o declínio das coletâneas são apresentados de maneiras variadas. Mas, não sejamos vítimas. Não nos esqueçamos de que um livro é um objeto de consumo, fruto do interesse de mercado, que diz respeito aos seus produtores e seus leitores. Também é ampla a discussão sobre a valoração e a manutenção de livros como base física para guarda de conhecimentos e informações.

Tratemos da pauta sobre a pertinência da publicação de livros. As agências de fomento à pesquisa vêm diminuindo o valor atribuído a este tipo de produção intelectual, o que afeta a avaliação e consequente classificação de programas de pós-graduação, professores e pesquisadores e seus projetos de pesquisa. Há também a disseminação, em especial em uma área como a Educação, a publicação de coletâneas sem qualquer tipo de cuidado, com um mínimo de organicidade, unidade, coerência. Em relação a este aspecto, muito motivado por um mercado editorial e por uma compulsão pela publicação, com tudo que daí advém (visibilidade, status, reconhecimento), com frequência as coletâneas em formato de livros reúnem textos díspares, sem conexão entre si, sem uma problemática comum. Mais ainda em um momento em que também está disseminado o autofinanciamento, que não raro significa um acordo tácito entre autores e editores, de que qualquer coisa pode ser publicada, desde que haja dinheiro para isso. Este caso trata mais de um apelo mercadológico do que propriamente acadêmico, principalmente considerando que não é possível medir com facilidade o impacto dessas coletâneas e, menos ainda, dos seus capítulos individualmente. Mesmo assim, em muitos casos elas fazem todo o sentido, quando se trata de disseminar o trabalho de alunos, por exemplo, uma vez que eles também estão premidos pela lógica do “publica ou desapareça”.

Sobre as avaliações, o problema maior da tendência a diminuir o valor dos livros tem a ver com a negação de formas tradicionais de criação de conhecimento, ao menos no âmbito das humanidades, bem como com a dificuldade de acesso de um público mais amplo ao que é produzido na universidade. Claro está que as mutações das formas de comunicação, hoje, em tese, disponibilizam um acesso mais livre e direto ao conhecimento. Mas em vez de tratar a telemática como uma ampliação das oportunidades de acesso, isso tem sido usado como argumento para desestimular a produção de livros. Ainda se tem em conta que, afora um público muito especializado – portanto, restrito – pouca gente acessa as plataformas dos periódicos acadêmicos para acompanhar o desenvolvimento de um tema. Portanto, já se tornou uma ladainha a ideia que o acesso virtual à leitura, ou ao conhecimento produzido, substituirá este produto cultural chamado livro.

Os livros em geral, são um verdadeiro repositório da cultura. Seja pelo seu propósito, pelo seu formato e suporte ou pela possibilidade da sua preservação, as Humanidades sempre se valeram dos livros para disseminar o conhecimento, seja aquele filosófico, histórico, sociológico ou científico. Reside aí um sentido comum do livro como suporte. E uma vez publicado, um livro pode permanecer depositado em uma biblioteca por séculos de existência. Logo, é um tipo de produto que se perpetua tanto pela sua materialidade, quanto pelo seu objetivo de atualizar a tradição. Como se pode esperar o mesmo das tais “nuvens”, ou de repositórios on line? Fica a pergunta se nos vale mesmo as balizas de publicação de artigos em revistas em detrimento de publicação de livros? Uma revista pode não ter suporte em papel e ter o seu conteúdo guardado em algum lugar. Mas como disponibilizar o acesso no caso de tais nuvens serem apagadas e se tais aparelhos on line desaparecerem? E mais: quem, efetivamente, tem acesso a endereços eletrônicos tão específicos que são acessados por códigos, senhas e, em muitos casos, mediante pagamento?

Um exemplo dessa perspectiva pode ser oferecido pelos trabalhos de muitos livros ditos clássicos que circulam entre os acadêmicos. Obras de autores importantes do século XVIII, XIX e XX, chegaram ao público brasileiro não raro da forma de compilação de textos publicados como folhetins, artigos em revistas, livros em outros países e línguas etc. Não é demais lembrar que muitos textos importantes podem ser encontrados pelo leitor não especializado em gôndolas de supermercado no formato de livro, ainda que não se aprofunde a discussão sobre o alcance da indústria cultural. Não fosse a possibilidade que os livros oferecem, certamente conheceríamos muito menos do que conhecemos sobre a produção humana, inclusive a científica.

Do ponto de vista do mercado e do seu consumo, é claro que os livros também devem ser considerados rigorosamente como um produto. Mesmo os chamados livros autorais poderão ter sucesso ou não, vender muitas edições ou não. O que dizer de um trabalho como O queijo e os vermes, de Carlo Ginzburg? Ou de alguns títulos da obra filosófica de Friedrich Nietzsche? Os usos que podem ser feitos de trabalhos deste quilate são os mais diversos, indo desde o deleite literário até a banalização da autoajuda. Mas é fato que o suporte facilita a disseminação de ideias e tem um alcance bastante amplo, se considerarmos os aspectos restritivos dos periódicos acadêmicos. E no sentido da disseminação de ideias, não se trata mais de apresentar a produção de livros ou artigos em periódicos, mas de circulação, recepção, apropriação, se quisermos. E para isso há toda uma dinâmica material que permitirá a sua disseminação. E os periódicos acadêmicos? Salvo em situações muito precisas, restritas, através dos meios de divulgação científica de apelo popular, raramente alguém travará contato com o material ali publicado, que normalmente requer algum grau de especialização para ser acessado.

Além disso, há uma progressiva diminuição dos espaços para divulgação de ideias em periódicos, outra exigência de indexadores pretensamente “universais”, o que pode gerar a apresentação de um elenco fragmentado de investigações. Já um bom livro nos faz conhecer um trabalho na sua inteireza: acompanhamos o pensamento de um autor sobre determinado assunto ou argumento, aprofundamos o conhecimento sobre um tema qualquer. Algo impossível em artigos com 15 páginas, formatados para ter objetividade, e não, necessariamente, densidade ou amplitude. Pode ser uma lógica mais adequada a determinados campos de conhecimento que têm na fungibilidade uma característica, até pela velocidade com a qual se produz um determinado tipo de ciência e tecnologia. Mas no atual caso das humanidades, é pouco provável que qualquer obra densa possa advir de algumas poucas páginas, ou mesmo ser expressa por elas.

Portanto, os livros cumprem, ainda, um papel fundamental na produção de conhecimentos que podem levar anos, além de poder alcançar um público muito mais amplo como professores, pais e, a depender do tema, até mesmo leitores não partícipes do campo.

Voltemos ao valor das coletâneas de textos, já representadas em alguns livros ditos autorais, como no exemplo dos “estudos reunidos”, das “obras escolhidas” etc. Mas mesmo aquelas coletâneas que articulam autores com graus de desenvolvimento diferentes, mais ou menos experimentados, além de orbitarem em torno de temas, problemas, bases teóricas ou empíricas, são importantes por disseminar, de uma maneira mais ampla, o que de novo tem sido publicado pelo mundo acadêmico.

Ora, se parece um problema publicar coletâneas “sem pé nem cabeça”, devemos crer que o “tribunal de recursos” de cada área de conhecimento julgará a sua pertinência, relevância, pregnância. Pensando a contrário, uma coletânea de textos projetada como uma unidade, a despeito da pluralidade de autores, cumpre o papel de oferecer aos leitores um balanço do que se produz sobre um tema específico, bem como as múltiplas formas de abordar um objeto de estudos.

Nenhum periódico, hoje, salvo em situações muito especiais, normalmente comemorativas, publica coletâneas de textos sobre um mesmo tema com mais de sete ou oito artigos, quando muito. Em um livro, é possível juntar dezenas de autores que se ocupam de problemas comuns, com lentes diversificadas, de contextos diversos, oferecendo um mosaico do estado do conhecimento sobre um tema específico. Mais, uma obra com tais características pode acolher desde pesquisadores reconhecidos, promessas jovens, alguns anônimos, fomentando um diálogo que é, também intergeracional, o que é outro indicativo da atualização das tradições de pesquisa em um campo qualquer. Logo, os livros são, ainda, veículos importantes para a disseminação de um conhecimento mais amplo, que não seja aquele produzido apenas pelos “ícones” famosos de cada área de conhecimento.

São, portanto, mais democráticos na produção e no acesso, e mantêm a tradição de pensamento que marcou diferentes culturas ao redor do mundo. Uma possível crítica à promiscuidade na sua produção, sobretudo na forma de coletâneas, não pode ignorar o seu papel na produção e disseminação da cultura. Então, trata-se de refinar as formas de avaliar a sua pertinência e qualidade, não simplesmente contrapondo-os às publicações em revistas, pois se trata de formas diferentes e não equivalentes de disseminação do pensamento, e não podem ser tratados com as métricas reducionistas e quantitativas das agências de fomento e dos indexadores internacionais. Daí o nosso entendimento que a organização de coletâneas é, também, um trabalho intelectual fundamental para o amadurecimento de um campo de conhecimento que não se limite a pôr em diálogo apenas a torre de marfim dos especialistas.

Podemos pensar um livro no formato de coletânea como um encontro de ideias, à maneira extensiva de ler, que diz respeito à metáfora da biblioteca e aos embates que podem ser promovidos. Foi dessa forma multirrelacional que este novo Diálogos sobre a história da educação dos sentidos e das sensibilidades foi pensando e criado. Esse tema tem sido apresentado de variadas formas em diferentes sistemas de pesquisas e tradições acadêmicas, estando em diálogo intelectual com um longo histórico de pesquisa, ao menos no campo da história. Também podemos entender os interesses em torno do tema, pelos contatos que ele gera, sejam eles pessoais, sejam investigativos. Diz respeito ao trabalho de diferentes grupos de pesquisa no Brasil e em outros países, todos ocupados em pensar a história da educação de maneira menos preocupada com posições generalizantes e abstratas.

Esse livro registra a confluência de interesses de três pesquisadores que, cada um à sua maneira, teoriza sobre as formas como os sujeitos se constituem e se orientam no mundo, sabendo que a nossa existência é possível pelas experimentações advindas dos sentidos; que sendo guiadas por uma determinada abordagem educacional, acabam convertidas em diferentes sensibilidades. Além disso, por se tratar se “sentidos” e “sensibilidades” fazemos um convite à compreensão de diferentes percepções sobre os fenômenos sociais observados nas documentações de maneira sensível. Solicitamos um risco criativo, inclusive sensorial, durante a análise crítica de toda a materialidade da qual somos produtores e tributários. Uma história da educação dos sentidos e das sensibilidades segue a linha das novas abordagens, novas perguntas e novos objetos no plano da produção de conhecimento.

Finalizamos com os seguintes pensamentos: Não é crível que o livro desapareça por conta dos suportes virtuais. Sabe-se, inclusive, que as duas bases oferecem diferentes formas de acesso ao conhecimento ainda que o conteúdo seja o mesmo, inclusive estimulando o sistema cognitivo de maneira diversificada. Coletâneas ruins, sem coerência, podem passar pelo crivo da avaliação pública. A diminuição do valor de coletâneas é um ataque ao sentido de coletividade, esta prática fundamental, de base histórica, que dá significado ao que é fazer ciência. Não estamos passando simplesmente por um momento de remodelação das avaliações de livros.

Os membros dessa coletânea são pessoas de carne e osso. Os questionamentos desse livro são o resultado de trabalho: planejado, sistemático, ele testemunha a formação de novos pesquisadores, é uma associação de investigações, de grupos de pesquisa. Esse livro é um registro interinstitucional, feito em rede, nacional e internacional. O tanto que se pede por internacionalização, como fica neste caso? Diz respeito ao cumprimento de uma função social pública. Lembrando que toda forma de trabalho intelectual é necessariamente uma aposta na sensibilidade, uma vez que se trata de “intercambiar experiências”, de compartilhar, de andar junto e andar com, fazer junto e fazer com”.iv E para além de palavras bonitas, os organizadores do livro são amigos. Portanto, rusticamente, falam da diminuição de valor de uma coisa chamada livro. Socialmente, vemos a repressão da constituição de um território intelectual, feito coletivamente. Historicamente, percebemos como pensam os autores da tosa. Então, sim! Ainda vale a pena produzir livro

i Eisenstein (1998, p. 193) EISENSTEIN, Elizabeth L. A revolução da cultura impressa: os primórdios da Europa moderna. São Paulo: Ática, 1998, p. 193.

ii Op. Cit., p. 188.

iii CHARTIER, Roger. Textos, impressos, leituras. In CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Lisboa: Difel, 1990, pp. 121-139, p. 131.

iv TABORDA DE OLIVEIRA, Marcus A. Educação dos sentidos e das sensibilidades: entre a moda acadêmica e a possibilidade de renovação do âmbito das pesquisas em história da educação. Revista História da Educação. Porto Alegre: ASPHE, v. 22, n. 55, maio/ago., 2018, p. 116-133, p. 123.

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