Esquerda sem mea culpa ignora julgamento simbólico do Congresso, em SP

ENTRADATIRADENTESPDF

IV Tribunal Tiradentes julga parlamentares nesta segunda, às 19 h, no Tucarena, mas falta apoio: forças de resistência fazem de conta que problema está apenas na direita

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

É impressionante a falta de entusiasmo diante da realização do IV Tribunal Tiradentes, nesta segunda-feira (25/09), às 19 horas, em São Paulo. O evento que, em 1983, julgou a Lei de Segurança Nacional, no ano seguinte o Colégio Eleitoral e, em 2014, a Lei de Anistia, julgará agora o Congresso.

Mas não vejo os setores de resistência abraçados à causa.

Como se todas essas trevas que vivemos não fossem diretamente obra direta de deputados e senadores. (O escroque MIchel Temer, por exemplo, presidiu a Câmara.) Continuar lendo

Bolsonaro com 20% dos votos e os crentes em intervenção militar “temporária”

Bolsonaro com o pós-golpista General Mourão.

Bolsonaro com o pós-golpista General Mourão.

Distraídos de todo o Brasil imaginam umas “Forças Armadas do Bem”, capaz de entregar o país novamente limpo da corrupção; desconhecem profundamente a história

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Impressionante como começo a ver gente do campo supostamente progressista defender a intervenção das Forças Armadas contra essa corja golpista e corrupta que tomou o país de assalto. Imaginam (o que é curioso) umas Forças Armadas do Bem, que retirariam essa quadrilha sem maiores conflitos – e devolveriam uma eleição “limpinha” em 2018. Algo do tipo “lavôtánovo”.

Só que não é assim que funciona a política. Não é assim que funciona a história. Não é assim que funcionam as Forças Armadas. Não é assim que funciona o mundo.

Não à toa, ontem, no programa do Pedro Bial, o comandante do Exército negou a hipótese de que general golpista Antonio Hamilton Mourão seja punido: “Comandante do Exército descarta punir general que sugeriu intervenção“.

Isso acontece no mesmo momento em que outro grupo político, o dos apoiadores perenes de militares no poder, empresta 20% das intenções de voto à Presidência da República a um desqualificado limítrofe, um capitão machista, truculento e hipócrita chamado Jair Bolsonaro.

Somando os dois grupos, quanto teremos? Entre militaristas assumidos e aqueles temporários e (já não tão) envergonhados? 25% do eleitorado? 30%? Ora, onde foi que enterramos nossa memória?

É por isso que falo em um Pato de Troia. Introduzido junto com o Golpe do Pato. Em captura. E por isso falo em sequestro do bom senso. E da necessidade de ler o país sem as referências – imediatistas e repletas de puxadinhos – dos próprios golpistas.

DCIM100GOPROGOPR1149.

Paulo Skaf e o Congresso: o Golpe do Pato como Ensaio Sobre a Cegueira.

***
Difícil, em um momento como esse, não lembrar da Velhinha de Taubaté. O personagem de Luis Fernando Verissimo – sintomaticamente demitido há alguns dias da RBS, após 45 anos – consistia numa idosa panglossiana que era a última a acreditar nos militares e no presidente João Baptista Figueiredo.

Em pleno ano de 2017, uns querem uma variação abobada do general Figueiredo no poder: o capitão Bolsonaro. E nem são tão velhinhos assim. Outros já imaginam as tais Forças Armadas do bem. (É uma memória amarelada das forças verde-oliva. Uma Memória do Pato.)

Ora, quanto excesso de ingenuidade. E quanta overdose de falta de memória. Militares no poder são corruptos. Extremamente corruptos. Com o agravante de que não há liberdade de imprensa (sem falar no controle do Judiciário) e essa corrupção não pode – durante a intervenção – ser devidamente evadida.

Militares no poder são genocidas. Destruíram populações indígenas (em ritmo mais acelerado do que os arremedos de democratas, anteriores e posteriores), mataram camponeses mais do que mataram a classe media revolucionária ou resistente.

Expulsaram artistas. Expulsaram políticos, intelectuais. Expulsaram (em 1964, quando alguns argumentos eram parecidos com os atuais, não em 1967) até o Josué de Castro, um herói nacional que lutava contra a fome, que morreu de desgosto no exílio.

Censuraram. E torturaram. Torturaram muito. (E torturaram a história e a educação, por isso ainda nos torturam.)

Ainda estamos com os ouvidos despedaçados por causa da técnica do “telefone”, aquela técnica de tortura que consistia em espalmar violentamente os ouvidos das vítimas. Ainda estamos assim, meio surdos, traumatizados. Mesmo os que nasceram depois. Ou os que éramos crianças nessa fase animalesca.

***
É isso que acontece. Estamos atordoados. Eu que ouvia o sargento Castro descrever carismaticamente torturas no Tiro de Guerra de São Carlos (e estapear o atirador Éden, por onde andará o Éden?), no fim dos anos 80, vejo agora uma fileira de atordoados relativizar tudo isso, neste ensaio oliva sobre a cegueira.

É um massacre. Cuidadosamente alimentado por farsantes, do MBL (que de liberal tem muito pouco, claro) aos apresentadores de programas de jornalismo cão, das PMs aos governadores que toleram milícias e grupos de extermínio, todos a serviço de pessoas (entre eles os donos dos meios de comunicação) comprometidas com o livre exercício do capital – e não com as liberdades democráticas.

Bolsonaristas bancarem essa sintonia sórdida com o passado – e, paradoxalmente, com os crimes que eles dizem combater – já é difícil de aceitar. Pois é preciso ter algum orgulho da própria ignorância histórica (e do ódio decorrente dessa falta de formação) para apoiar esse canalha e esse tipo de discurso falso e violento.

A Velhinha era a última a acreditar no regime militar.

A Velhinha era a última a acreditar no regime militar.

Agora, estar supostamente no campo democrático, abominar esse patife e assumir essa Síndrome de Estocolmo soa até ridículo. (Como se a Velhinha de Taubaté tivesse ido fazer um pós-doc em Estocolmo e voltado com técnicas avançadas de marketing.)

Embora também esse fenômeno possa ser explicado com as próprias luzes da história que essas pessoas começam a ler com olhos distorcidos

(como se daquela operação para colorir os olhos, ao se retirar a camada de olhos castanhos, emergisse não o azul, mas o verde-oliva)

e com olhos torturados.

Continuar lendo

Os irmãos Vieira Lima são três: Geddel e Lúcio

geddel-temer

Afrísio Vieira Lima é personagem oculto na trama familiar, embora divida fazendas com irmãos, ocupe alto cargo na Câmara e tenha sido tesoureiro da fundação do PMDB

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Os irmãos Geddel são três: Geddel, Lúcio e Afrísio. Intriga-me o esquecimento de Afrísio nas notícias sobre a família. Fala-se até da mãe, do pai falecido, mas não do terceiro irmão. Pois bem: Afrísio Vieira Lima Filho é diretor legislativo da Câmara.

Geddel Vieira Lima virou um astro pop às avessas. Sintetiza como poucos essa geddelização da política brasileira. Com seu olhar meio assustado. É um corrupto que dá para imaginar no churrasco mais próximo, quebrando um copo, gargalhando. Continuar lendo

De Brasília a Curitiba, afirma-se ofensiva fundamentalista na educação

"Pele de Asno". (Jacques Demy, 1970)

“Pele de Asno”. (Jacques Demy, 1970)

Jornal Gazeta do Povo ataca teses de ciências humanas ligadas à sexualidade; MEC recolhe livro por considerar conto tradicional “apologia ao incesto”; teremos um índex?

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Duas notícias aparentemente díspares, na semana passada, tomaram as redes sociais. E apontam para uma mesma tendência: fundamentalismo. Ambas tratam de educação. Uma delas foi uma peça publicitária contra as ciências humanas – disfarçada de jornalismo – no principal jornal paranaense, a Gazeta do Povo. A outra, a decisão do Ministério da Educação de recolher 98 mil exemplares de um livro por considerá-lo “impróprio”.

Essa aliança específica entre imprensa tradicional e o governo de Michel Temer não é casual. Está ligada à ideologia da Escola Sem Partido, por um lado, ao esvaziamento da diversidade e da perspectiva crítica no ensino. Por outro, aponta para uma migração de determinada posição moralista, não somente religiosa, refratária a temas que os jornalistas paranaenses e a equipe do ministro da Educação, Mendonça Filho, julgam incômodos.

É como se as políticas públicas tivessem, neste momento sombrio que atravessa o Brasil, de se submeter ao pudor desses senhores. Continuar lendo

Massacre de Pau D’Arco e Massacre de Brasília: duas faces de um país que regride

Brasília, 2017. (Foto: Walter Serra/Mídia Ninja)

Brasília, 2017. (Foto: Walter Serra/Mídia Ninja)

O assassinato de dez camponeses no Pará remete o Brasil aos anos 90; o Exércico reprimindo manifestações na capital, aos anos de chumbo; tudo no mesmo dia

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Em Pau D’Arco, no Pará, dez camponeses foram mortos pela polícia, nesta quarta-feira. O mesmo número do Massacre de Corumbiara, em Rondônia, em 1995. No ano seguinte foram mortos 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, também no Pará. As duas matanças marcaram o governo de Fernando Henrique Cardoso. Por isso é preciso que se dê o nome de massacre, com todas as letras: o Massacre de Pau D’Arco já passa a ser uma das marcas do governo de Michel Temer.

Outra marca desse presidente transitório ficará gravada para sempre na história brasileira da infâmia. A indefensável e intempestiva decisão – curiosamente corroborada por um ministro que já foi de um partido comunista, Raul Jungmann – de autorizar o uso do Exército para reprimir uma manifestação. Isto em um país supostamente democrático. Ocorreu ontem, em Brasília. Mas demorará a ser esquecido. Continuar lendo

“Eles não sabem o valor de uma nota de cem”

cemreais

Preso no trânsito, taxista de Belo Horizonte faz uma reflexão sobre dinheiro e poder, a partir do caso JBS e do valor concreto ou desconhecido de uma nota de R$ 100

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

A jornalista Constança Guimarães contou esta história nas redes sociais. Ela pegou um táxi em Belo Horizonte. Era o começo da noite de sexta-feira, 19 de maio. Um dia após estourarem as notícias sobre a JBS. O trânsito estava lento. “Mas melhor que ontem”, disse o taxista. “Porque em dia de manifestação fica muito parado mesmo”.

Constança disse a ele que manifestações precisam provocar desconforto, interferir no cotidiano para motivar reflexão. Em muitas outras vezes já havia se posicionado dessa maneira e sua colocação fora recebida com arroubos “a esmo”, como ela disse, ou dirigidos a ela “com muita, muita ênfase”. Algumas dessas ênfases, violentas.

Foi quando o taxista disse: “Mas é claro. Senão vira piquenique.” Continuar lendo

“Carne Fraca”: por que a imprensa blinda Blairo Maggi?

blairo-ebc

(Foto: EBC)

PF fez busca a apreensão no gabinete do ministro, em sala que abriga responsáveis por contato com o Congresso; em agosto ele reduziu fiscalização sanitária

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

De Olho nos Ruralistas informa: ““Carne Fraca”: PF fez busca e apreensão no gabinete de Blairo Maggi“. Não na sala específica do ministro da Agricutura, mas no gabinete, no mesmo andar – na sala onde ficam os responsáveis pela articulação política e pela relação com o Congresso. A grande imprensa não deu, embora a informação (com endereço e tudo) esteja escancarada na lista de busca e apreensões divulgada pela Polícia Federal.

Não deu porque é distraída ou porque há interesse de patrões e editores em blindar o ministro?

Em agosto, Maggi anunciou que reduziria a fiscalização sanitária. Foi uma das medidas anunciadas no plano Agro+. A imprensa também ignorou. É novamente o De Olho nos Ruralistas – um observatório sobre agronegócio no Brasil – que informa, em notícia na semana de inauguração do site, em setembro: “Maggi reduz fiscalização sanitária: ‘É o mercado que vai punir quem faz coisas erradas'”. Continuar lendo

Brasil merece conhecer relações entre “senador da chalana” e Carlinhos Cachoeira

chalana

Wilder de Morais, dono do barco-boate onde esteve Alexandre de Moraes, foi investigado na CPI do bicheiro; seu sócio no Hotel Nacional foi sócio de Cachoeira

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

A imprensa vai blindar Wilder de Morais (PP-GO) e os demais senadores que estavam na chalana de sua propriedade, o barco-boate onde ele recebeu, para uma sabatina muito peculiar, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes? Ou serão expostas as conexões entre Morais e o bicheiro Carlinhos Cachoeira? E entre ele e o senador cassado Demóstenes Torres, de quem foi suplente por ser um empresário milionário? E entre Sandro Mabel, assessor especial de Temer, e Cachoeira?

Que o engenheiro Wilder Pedro de Morais esteve na CPMI do Cachoeira, em 2012, na época como suplente de Demóstenes Torres (DEM-GO), há algumas referências tímidas na mídia, aqui e ali – em 2017, poucas. Mas falta relembrar que ele mereceu um item inteiro no relatório da CPI. Os nobres parlamentares concluíram que não havia ligação dele com a organização criminosa, mas os diálogos que conectam os dois personagens talvez possam ser resgatados pela eventualmente curiosa imprensa brasileira. Continuar lendo

FHC, Alckmin, Serra, Blairo Maggi e o Vale das Notícias Ignoradas

fhc

Governador recebeu o ex-presidente e os dois ministros no Palácio dos Bandeirantes; em pauta, a defesa do agronegócio; mas leitores não deram bola

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Todo jornalista deve ter sua lista de notícias-que-não-emplacaram. Você vai lá, apura, descobre algo, sente aquele comichão de repórter, algo entre o orgulho e a expectativa de que repercuta, e… simplesmente a notícia não vinga. Até é publicada, não necessariamente desprovida de destaque. Mas ninguém dá bola. E a notícia não precisa ser sua. Às vezes você percebe que um colega deu algo importante. Espera que aquilo vá rodar o país. Mas nada.

Acaba de acontecer comigo. Duplamente. Lia distraidamente a Coluna do Estadão, nesta terça-feira (07/02), quando me deparei com a seguinte informação: o governador Geraldo Alckmin recebeu em pleno Palácio dos Bandeirantes o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os ministros José Serra e Blairo Maggi. Em pauta, o agronegócio. O ministro da Agricultura queixa-se da percepção da sociedade em relação ao setor. E FHC se dispôs a abrir o espaço de seu blog, em prol da causa.

Não vi ninguém – absolutamente ninguém – comentar a notícia. E escrevi a seguinte nota, no De Olho nos Ruralistas, observatório sobre agronegócio que coordeno: “Alckmin recebeu FHC, Serra e Blairo Maggi para defender agronegócio“. Mas novamente… nada. Uma das piores repercussões da história do site. O leitor não se interessou. E fiquei pensando…

… no Vale das Notícias Ignoradas. Um imenso vale com notícias soterradas, ignoradas ou instantaneamente esquecidas (o Vale das Notícias Esquecidas é outro, contém notícias que ao menos foram destaque por algum tempo), criaturas natimortas. Notícias que atravessaram algum Rubicão, driblaram os muros de pauteiros e editores, interesses dos patrões, foram estampadas. O leitor que as rejeitou.

Sim, bem sei que leitores são induzidos. Que as notícias que se repetem, sistematicamente, que aparecem nos editoriais e nas colunas dos articulistas, que ganham suítes, têm muito mais chance de entrar na memória coletiva, de fazer parte do debate público efetivo. Mas não estou a falar do Vale das Notícias Censuradas, rejeitadas, derrubadas, vetadas. E sim de notícias que saíram.

Qual a importância, então, de um governador receber – em pleno Palácio dos Bandeirantes – um ex-presidente da República, estrela de seu partido, um dos intelectuais mais influentes de certas décadas do século 20, junto com dois ministros de um governo golpista, um deles de seu partido, o conhecidíssimo José Serra? O outro, o vice-rei da soja, cotado em alguns círculos até mesmo para a Presidência da República?

(Foto: Marcos Corrêa/PR/Portal Planalto)

(Foto: Marcos Corrêa/PR/Portal Planalto)

Eu não estou louco. Vejo relevância do encontro no contexto da própria nomeação de um tucano, Alexandre de Moraes, outro ministro do constitucionalista Michel Temer (nesta terra de constitucionalistas distraídos), para o Supremo Tribunal Federal. Vejo relevância na reunião de três grão-tucanos nesse lugar específico – mesmo que fossem só eles. Vejo importância política na costura entre governo estadual (e entre outro presidenciável, Alckmin) e ministros de Temer.

Por fim, e como editor de um site sobre o universo dos ruralistas, vejo com certa perplexidade Fernando Henrique Cardoso abrir o espaço de seu blog – tradicionalmente reservado para a defesa da legalização da maconha – para promover um setor econômico que se vende por um preço muitíssimo maior do que aquilo que realmente oferece. Ultrasubsidiado, com uma fatia do PIB muito menor do que sugere sua auto-estima nas alturas, patrocinador de violências históricas no campo e de uma das desigualdades estruturais da sociedade brasileira, a que diz respeito ao acesso à terra.

“FHC vai abrir seu blog para defender o agronegócio”. Esse foi outro título que pensei. Será que daria certo? A notícia subiria para algum morro, eventualmente o Morro das Notícias Sobre Tucanos, ou o Pico dos Leitores que Odeiam FHC (ou o Planalto das Notícias sobre Agronegócio, ou sobre Blairo Maggi), ou continuaria no Vale das Notícias Ignoradas? Não sei.

Amigos da terceirização de presídios são mais perigosos que Família do Norte

anisiojobim

Foto: EBC

Ao eximir agentes estatais, discurso de Temer legitima barbárie nos presídios brasileiros, que vai muito além do massacre de 60 pessoas em Manaus

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

A entrada em cena do presidente Michel Temer no caso do massacre de Manaus deveria acender todos os alertas da sociedade civil. O Brasil está em risco. E não somente pela ação do crime organizado (sem colarinho branco) e de suas facções, como o PCC e a Família do Norte, que apareceram midiaticamente como protagonistas do conflito.

Mas pela confusão deliberada entre público e privado. É irônico que caiba a um presidente jurista – que já vem rasgando sistematicamente a Constituição, durante o golpe e depois do golpe – escancarar essa confusão, ao tentar eximir o Estado de sua responsabilidade direta no episódio do presídio Anísio Jobim:

– Em Manaus, o presídio era terceirizado e privatizado e, portanto, não houve uma responsabilidade objetiva, clara e definida dos agentes estatais. Continuar lendo