Crise expõe ainda mais as grandes vítimas das cidades segregadas. E os novos hábitos apontam para necessidade das economias de bairro e tecnologia acessível – além da urgência de políticas de habitação e saneamento, que tragam país ao século XXI
Coronavírus já mata mais nas favelas. Morador de Itaquera, professor da Unifesp analisa: só com propostas radicais (e viáveis) e organização popular poderemos resistir à crise — e construir novo mundo solidário. Mas Estado precisará agir
Superexploração no setor têxtil rouba tempo de cuidado dos filhos de imigrantes: 50 por ano se acidentam em máquinas. Falta de contato humano acarreta problemas de aprendizagem e fala. Leia também: coronavírus já tem casos em 14 países
De saída da agência que regula o setor, Leandro Fonseca defende lei que afrouxa totalmente as regras seguidas pelas operadoras e permite que vendam planos ultra-restritos. Leia também: Anvisa proíbe gordura trans industrial a partir de 2023
51% das frutas e vegetais vendidos em mercados contêm venenos; alguns podem levar a intoxicação grave. Mas Anvisa só monitorou 270 dos 499 químicos registrados. Leia também: em 2019, município do Rio cortou R$ 1 bilhão da Saúde
Gestores discutem hoje o tema, sem nenhuma transparência. Propostas e pauta da reunião não foram divulgadas e há risco de diminuição de recursos para municípios. Leia também: ministros dizem que óleo vazado não faz mal à saúde
Senado aprova projeto para reduzir filas no SUS. Mas só canetadas não mudam realidade: faltam serviços estruturados e profissionais capacitados em todas regiões. Leia também: falta de saneamento custa R$ 217 milhões por ano ao SUS