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Em novo livro, o modus operandi das corporações: enlameiam rios, arrasam biomas, evadem bilhões em tributos e manipulam valor das compensações a estados e municípios. Faz população reféns de empregos, mas, findo o ciclo, vem a decadência
Um ano após crime da Vale, que matou 270 pessoas, água do rio Paraopeba continua imprópria para consumo. População sofre com doenças respiratórias, dengue e aumento de taxa de suicídios. Consumo de remédios psiquiátricos aumentou 80%
Em MG, palco dos grandes crimes ambientais deste século, antropóloga desafia ideia de que o destino do estado está ligado à extração de minérios. Ela dispara: “Estamos reproduzindo o discurso usado para nos colonizar”
No coração do mundo, de Gabriel Martins e Maurílio Martins, becos, botecos e lajes da periferia de Contagem (MG). Histórias de cotidiano e um grande golpe. Uso inteligente de recursos cinematográficos incita imaginação “fora da tela”
Governo quer reduzir em 90% as normas de segurança laboral, alegando altos custos pela sua aplicação. Dados de 2017 apontaram 2.096 mortes decorrentes do descumprimento das regras – um crime como o da Vale a cada seis semanas
O partido “liberal” e o de Bolsonaro votaram em peso para livrar a Vale de sua responsabilidade sobre Brumadinho. Ação desmascara: não há nada de moderno em “novos” políticos antiambientalistas e distantes da pressão popular
Tragédias de Mariana e Brumadinho não foram acaso. Grandes empresas de mineração financiaram políticos — de quase todos os partidos — que afrouxaram a fiscalização de barragens mineiras. Em abril de 2013, uma elegante festa de núpcias expressou esta promiscuidade
Apenas se lutarmos por outro modelo. Altamente regulado e fiscalizado, para reduzir impactos. Com tributação expressiva, destinada a um fundo soberano do povo brasileiro: à educação, saúde e sustentabilidade no longo prazo
O vazamento do mineroduto da Anglo American em Minas Gerais não atingiu apenas um rio, como se pensava, mas dois: o Santo Antonio e o Casca.
Empresas forjam exportações baratas, para reduzir fraudulentamente os lucros e não pagar impostos. Só com minério de ferro, país perde US$ 2 bi ao ano
Por Alessandra Mello, no Inesc
Exame de uma construção midiática. Na Venezuela, como no genocídio em Gaza ou no Iraque, apaga-se a barbárie, deslocando-se o foco para a “precariedade” da vítima e a “excelência técnica” do agressor. O que sobra é um mundo um pouco mais baixo, violento e cínico
Após o sequestro de Maduro, Trump indica aceitar um governo liderado por Delcy Rodríguez, desde que o controle do petróleo venezuelano seja transferido a empresas dos EUA. A decisão não será fácil. O Estado venezuelano encontra-se por um triz
O sequestro de Maduro reduz, mas não elimina a força do chavismo na Venezuela. Tampouco resolve o declínio hegemônico dos Estados Unidos. E Washington não é capaz de oferecer oportunidades de desenvolvimento que compitam com a alternativa chinesa
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