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Entregadores, perspicazes, aprenderam a contornar o controle algorítmico e melhoraram sua renda. Por isso, a corporação precisou terceirizar a subcontratação – feita por humanos, nos moldes tradicionais de gestão e superexploração. Mas, diz ela, o “trabalhador é autônomo”…
Inovações regulatórias, fiscalização e mobilização dos trabalhadores podem frear ou ao menos reduzir a exploração das plataformas. Há exemplos na África, Europa e América Latina. Vão desde a presunção de emprego a leis duras contra o falso trabalho autônomo
Como foi organizado o escracho dos entregadores ao evento multimilionário da IFood, logo após a empresa arrochar ainda mais os pagamentos. As reivindicações do movimento: piso mínimo e raios de entrega dignos. E as críticas à regulação proposta pelo governo
Em toda a região, atuam corporações que se servem das novas tecnologias – essencialmente para lucrar muito e achatar direitos trabalhistas. No México e Chile, os Estados já estabelecem relações mais robustas. Argentina e Brasil estão entre os que caminham mais devagar
Ser bloqueado no app – este é o medo constante dos entregadores. Isso leva a acidentes, insegurança alimentar e adoecimento mental. E plataformas desrespeitam leis que garantem proteção à saúde. Mas trabalhadores organizam-se por direitos e bem-estar
Em S.Paulo, mortes de entregadores têm recorde. Pagamento exíguo e estímulo a trabalhar sempre mais levam jovens a perder a vida. Seu sacrifício permitiu à corporação que domina o setor quintuplicar volume de negócios em cinco anos
No mês de conscientização da segurança viária, liderança dos entregadores denuncia: a precarização ceifa a vida no asfalto. Corporações fingem aderir à prevenção, mas penalizam atrasos e pagam tão mal que trabalhadores não conseguem fazer manutenção de suas motos
Supremo julgará se há vínculo empregatício entre trabalhadores e corporações-apps. Decisão deverá ser seguida por tribunais do país. Luta contra a precarização está em jogo. Pesquisadores de 34 países afiançam: “Brasil não pode ir na contramão do mundo”
Ao lançar livro sobre a proliferação das plataformas, pesquisadora sustenta: há uma vasta mudança no modelo de organização do trabalho pelo capitalismo. A precarização é brutal, mas gestam-se resistências e novas formas cooperativas
Pesquisa mostra: maioria sabe que é precarizada e quer direitos, mas temem perder autonomia. Valor único por entrega e remuneração por hora são as principais reivindicações. E há muitos relatos de adoecimento psíquico sob a gestão algorítmica
Democracia liberal parece esgotada. Em crise, a dominação ocidental torna-se mais agressiva – e ameaça o planeta. Quais os caminhos para alternativas? Nossa Retrospectiva relata outro ano em busca de saídas e convida a um 2026 decisivo
Acordo Mercosul-UE pode aprofundar a reprimarização brasileira e a subordinação geopolítica, afinal, recursos hídricos para implantação de data center e reservas de terras raras do país são cobiçados. Para freá-lo, o exemplo europeu: mobilização dos trabalhadores
Tramita na Câmara proposta que, sob a promessa de garantir direitos, pode aprofundar a exploração. Ao criar a categoria de “trabalhador plataformizado”, dá respaldo aos poderes de patrões das corporações, sem que assumam responsabilidades
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