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Dois livros recém-lançados desmentem que seja “mais fácil imaginar o fim do mundo que o fim do capitalismo”. Mas atenção: para os autores, a alternativa à ditadura dos mercados é muito distinta do “socialismo real”
Água passa a ser cotizada em Wall Street e, como o petróleo, terá seu preço definido pelos cassinos financeiros. Cresce resistência contra sua privatização, apoiada até pelo Papa. Mas enfrentar Oligarquia da Água requererá novas estratégias
Aos poucos forma-se um consenso civilizador: contra a crise, será preciso ampliar direitos sociais e distribuição de riquezas. Brasil enfrentará dois gargalos. Os precarizados não estão protegidos; e falta uma Reforma Tributária radical
Sociedades já têm meios para oferecer vida digna a todos. Conhecimento, a nova base da produção de riquezas, poderia circular livremente. O entrave são os privilégios do 0,1%. Removê-los pode ser o foco das novas lutas sociais
Lógica do mercado também se infiltrou na forma como percebemos o mundo. Apaga rebeldias. Semeia triunfos vazios. E instiga a culpa e o endividamento. Mas nem tudo é domesticável — e nas singularidades está a chave para o Comum
Caso do RJ aponta: bancos sem nenhuma experiência em Saneamento preparam-se para assumir controle dos serviços, em operações obscuras e de rapina. Acesso dos mais pobres fica ainda mais distante. Tarifas subirão. Mananciais ameaçados
Ao propor o corte do Auxílio Emergencial pela metade, Bolsonaro abre à esquerda uma chance preciosa de mobilização e educação política. As eleições municipais podem ampliá-la. Mas nada garante, no momento, que será aproveitada
Diz-se que ela deu origem aos laboratórios, hoje frios e apartados da realidade. “Coração da casa”, quando deixa de ser prisão feminina, torna-se vibrante espaço de experimentações cotidianas — e semeia afetos, saberes profanos e vida coletiva
Na ausência do Estado, surgem comunidades construídas a partir da necessidade de compartilhar para sobreviver. No entanto, não as queremos identitárias – mas polifônicas e feitas de diferenças, como o Carnaval
Agora, o capitalismo financeiro só pode oferecer a destruição do planeta e da humanidade. Há a hipótese do tecno-autoritarismo — mas os EUA não são mais democráticos que a China. E a solidariedade abriu espaço à noção do Comum
O sequestro de Maduro reduz, mas não elimina a força do chavismo na Venezuela. Tampouco resolve o declínio hegemônico dos Estados Unidos. E Washington não é capaz de oferecer oportunidades de desenvolvimento que compitam com a alternativa chinesa
O recado de Trump está dado há muito: sua política imperialista e neocolonial não tem limites, sua intenção é roubar riquezas naturais e subjugar povos. Mas a trajetória de revoltas da Venezuela, e seu embrião de poder comunal, sugerem que nada está escrito
Após sequestrar Maduro, Trump assume cobiça pelo petróleo. Bombardeios visam os centros da resistência armada e popular — mas a luta não acabou. Episódio indica: é preciso colocar em pauta já, também no Brasil, ruptura das relações de dependência com os EUA
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