Outro passo rumo a um tradutor universal

Google lança nova versão do programa que transforma celular numa máquina de comunicação interlínguas

O sonho de eliminar, por meio de tecnologia, as barreiras idiomáticas entre os seres humanos tornou-se mais próximo na quarta-feira passada (12/1). O Google anunciou nova versão do Translate — o programa de tradução instantânea que pode ser usado em celulares. Os primeiros testes (aqui, o da revista PC World) revelaram nítido avanço em relação a todos os passos anteriores.

O Translate para celulares funciona, em versão texto, como seu similar na internet. Digita-se um texto e recebe-se, na tela, a tradução. A ferramenta está disponível em 53 idiomas, e oferece um resultado bastante razoável nos mais usados (o programa tem a faculdade de “aprender”: ele enriquece seu vocabulário e sintaxe analisando cada documento em mais de um idioma que circula pela internet). Na instalação em celulares há a óbvia vantagem da portabilidade.

Mas a grande novidade apresentada na semana passada foi a tradução de voz, por enquanto disponível entre Inglês e Espanhol. O Translate reconhece o que se fala num dos idiomas e traduz para o outro, em texto ou voz. Versões em mais quinze línguas foram prometidas para breve. Quando estiveram disponíveis (e desenvolvidas), permitirão por exemplo, a um brasileiro que viaja ao Egito, dizer frases em português e apresentar a versão em árabe (falado ou escrito) a um interlocutor, que realizará o processo no sentido inverso. É possível, claro, vislumbrar um passo a mais: e se, com algum desenvolvimento tecnológico a mais, as conversações telefônicas forem traduzidas automaticamente?

O Translate foi criado para celulares que usam o sistema operacional Android, da Google — e deverá contribuir para reforçar sua rápida expansão. Lançado há apenas dois anos, muito depois do Windows e Iphone-OS, sua presença cresceu exponencialmente. É hoje o sistema mais presente em aparelhos novos. Ao contrário de seus similares, é oferecido gratuitamente e escrito em código aberto. Graças à última característica, milhares de desenvolvedores podem criar aplicativos para ele, o que ajuda a difundi-lo — e sinaliza as vantagens da colaboração e horizontalidade sobre a competição e o verticalismo, na era dos bens imateriais.

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