A vacina encalha… E também falha

Vacinas da febra amarela estão encalhadas nos postos de saúde… 

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QUEM TEM MEDO DELA?

Quando a vacina encalha…

Milhões de doses da vacina contra febre amarela estão nos postos de saúde à espera de pessoas que não chegam. Só no estado de São Paulo faltam quatro milhões para bater a meta de imunização (que é de 9,1 milhões).

Para a reportagem da BBC, os boatos sobre as reações ajudam a explicar o porquê disso, já que, no início da campanha, o que havia era o oposto: uma “corrida desenfreada” aos postos. “Vacina causa outras doenças no futuro, como câncer”, “60 médicos americanos dizem ao mundo não tomem o veneno da vacina da morte da febre amarela” e “O governo quer acabar com o povo” são algumas das frases repetidas rede afora.

Por falar nisso, a Fiocruz divulgou uma nota sobre uma dessas notícias falsas. Andam dizendo que mutações no vírus diminuem a eficácia da vacina… Bem, as mutações realmente existem (a própria instituição divulgou isso ano passado), mas elas não têm nada a ver com a eficácia. Amanhã ela oferece uma oficina sobre febre amarela para jornalistas.

… e quando a vacina falha

O melhor jeito de se proteger contra a febre amarela é tomando a vacina, mas nunca é 100% garantido. A chance de uma ela não imunizar corretamente – não só no caso da febre amarela – varia entre 2 e 10%. A Tribuna de Minas traz a história de uma mulher que faz parte dessa minoria. Segundo a matéria, às vezes o que leva à falha são problemas no próprio processo da imunização, quando a vacina não é armazenada corretamente ou é mal administrada, por exemplo. Outras vezes a questão é do indivíduo que a recebeu, e genética e estado nutricional são questões que interferem. Por isso, o melhor jeito de proteger a população é vacinar todo mundo mesmo.

Em Minas, segundo boletim epidemiológico divulgado ontem, já são são 264 casos e 96 mortes desde o ano passado – 10 novas mortes em uma semana.

TUDO POR DINHEIRO

No Reino Unido, mais de 400 mil pessoas vivem em lares para idosos, que oferecem cuidados médicos básicos. E isso virou aposta de investidores: empresas acumularam dívidas bilionárias para comprar essas casas. Só que, nessa aposta, só quem perde são os idosos, diz o jornal The Guardian. “Quando o provedor de cuidados Sothern Cross impodiu em 2011, os residentes de suas 750 casas mergulharam em um período de incertezas. Muita da indignação se voltou ao antigo proprietário da firma, o grupo Blackstone, que foi embora com lucros estimados em 500 bilhões”, lembra a matéria. Quase mil casas fecharam por lá nas últimas décadas, muitas por razões financeiras, e atualmente uma em cada seis está em risco de falência.

UNIMED ENTREGOU QUIMIOTERÁPICO FALSO

Três lotes falsos de um quimioterápico foram distribuídos no Rio Grande do Sul para uma clínica da Unimed e entregues a pacientes. É o remédio Sutent 50g, importado, que custa cerca de R$ 20 mil por caixa. A fabricante Pfizer diz desconhecer os números de lote, e a Unimed Porto Alegre pediu inquérito policial. A medicação é fornecida pelo SUS apenas com medida judicial.

QUE PAGUEM

Ganha espaço na Argentina o debate sobre o pagamento da assistência médica pública por parte de estrangeiros. Por enquanto, a assistência lá é gratuita mesmo para os de fora, mas alguns membros do governo alegam que o país está na desvantagem. De acordo com eles, moradores de países vizinhos com sistemas piores vão à Argentina só para isso, ao passo que argentinos atendidos nesses mesmos países precisam pagar antes de voltar para casa.

Ontem, em Jujuy (no norte), o governador anunciou um projeto para cobrar naquela província uma taxa dos estrangeiros; logo em seguida, um deputado apresentou um projeto nacional para estabelecer “a celebração de um convênio de reciprocidade com países limítrofes em termos de atenção sanitária; um sistema de compensações levando em conta o custo dos serviços prestados; e, se essas duas alternativas não estiverem disponíveis, a imposição de um arraigado aos estrangeiros atendidos no país”.

A confusão com os países vizinhos já vem rolando há um tempo. Esse acordo de reciprocidade já foi proposto a todos e, por enquanto, só a Bolívia respondeu, por escrito, que não aceita. A matéria do Clarín diz que Chile e Brasil atendem de graça a estrangeiros não residentes, mas Uruguai, Bolívia e Paraguai cobram.

AINDA NA ARGENTINA…

O tema da descriminalização do aborto está em alta e o Clarín traz 50 opiniões contrárias e a favor. A do presidente Macri, por exemplo: “Sou a favor da vida, mas não imponho a ninguém”. Pelo menos é o que ele diz agora.

SEXO POR AJUDA

Em várias regiões da Síria, ajuda humanitária está sendo ofertada em troca de sexo. E isso por parte de homens que trabalham em nome das Nações Unidas e outras organizações internacionais de caridade.

UBER DE MÉDICOS

Os aplicativos de celular já mediam, também, a relação médico-paciente. São conhecidos como ‘ubers de médicos’ e o principal deles no Brasil já tem 2,7 mil profissionais cadastrados. A partir desta semana, os apps vão precisar seguir regras específicas. Entre elas: as empresas por trás dos aplicativos precisam se registrar no Conselho Regional de Medicina de onde atuam e os médicos precisam ter feito residência na área oferecida. A resolução é do Conselho Federal de Medicina.

VIDA QUASE COMUM

O que você imagina quando pensa no termo ‘viciado em heroína’? Provavelmente é algo bem distante do que traz a CNN, nessa interessante matéria com relatos de adictos funcionais: são os que seguem suas vidas normalmente (ok, quase) e usam o suficiente para ficarem ‘bem’, já que os efeitos de cortar a droga são dolorosos de se lidar. É uma “estrada perigosa”, diz a matéria, porque aquilo que funciona para eles hoje pode se tornar letal de repente.

Muitas vezes começa com o tratamento de dor, com o uso de comprimidos (o que vêm gerando um enorme número de mortes nos EUA). Só que de 10% a 15% das pessoas têm predisposição à adicção e não dá pra saber antecipadamente se é o seu caso.

RARAS

Hoje é Dia Mundial das Doenças Raras, ou seja, que afetam menos de duas mil pessoas. O El País espanhol trouxe matéria sobre crianças com a síndrome de Williams, que altera capacidades físicas, cognitivas, sensoriais e de comportamento. Já o Le Monde francês diz que centros de doenças raras estão preocupados com o financiamento: médicos e associações de pacientes alegam que, agora, hospitais usam os fundos destinados a doenças raras para outros fins.

SUCATA

A Frente Permanente da Saúde do Mato Grosso fez um ato em frente à Assembleia Legislativa do estado para denunciar a má gestão e reclamar do atraso no repasse das verbas para programas e ações.

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