Fabricantes alertam Anvisa que cresce o risco de falta de oxigênio em todo o país

Agência determinou que empresas devem mantê-la informada sobre estoques. Situação preocupa mais em estados como Acre, Rondônia e Paraná

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 15 de março. Leia a edição inteira. Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

Há exatos dois meses, a crise do oxigênio levava o sistema de saúde de Manaus ao seu segundo colapso na pandemia. O problema foi muito pior do que em abril e maio. 

Na primeira onda, o dia 15 de maio foi o que teve maior número de óbitos, com 79 registros. É verdade que cerca de 200 mortes ocorridas ao longo desses dois meses foram não-especificadas inicialmente e depois reclassificadas para covid-19 – mas, mesmo assim, o total não chega nem perto do pico de 183 óbitos registrados apenas no dia 30 de janeiro.

Agora, a chance de o mesmo acontecer em outras partes do Brasil é cada vez mais palpável. Na sexta-feira, representantes da indústria química se reuniram com a Anvisa e definiram como “preocupante” a oferta de oxigênio em todo o país.

A Anvisa determinou que os fabricantes de oxigênio medicinal devem mantê-la informada sobre estoques, enviando semanalmente informações sobre capacidade de produção, envase e distribuição.

A região mais complicada continua sendo a Norte: Acre e Rondônia são os estados com maior risco de desabastecimento.

Mas, no Sul, o Paraná já está enfrentando problemas. Segundo a secretaria de saúde do estado, o problema não está na produção, mas na disponibilidade de cilindros para que a reposição seja feita no tempo necessário. 

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos