Esticando as doses

Prefeitura e governo de São Paulo querem usar as vacinas disponíveis agora somente para primeira dose

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 28 de janeiro. Leia a edição inteira. Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

A prefeitura de São Paulo informou ontem que decidiu usar toda a vacina disponível até agora para oferecer a primeira dose a pessoas dos grupos prioritários, confiando em dar as segundas doses quando novos lotes estiverem prontos para uso. O governo de João Doria (PSDB) oficializou um pedido ao Ministério da Saúde para adotar a estratégia. A ideia contraria o Programa Nacional de Imunização, que prevê a reserva de 50% das lotes para a segunda dose. 

O intervalo recomendado entre as doses da CoronaVac é de quatro semanas, enquanto no caso da AstraZeneca são 12. Um atraso na entrega de novas remessas poderia, obviamente, vir a alargar esse período. No Estadão, especialistas dizem que se trata de uma decisão tomada no escuro: se o espaçamento entre as doses tiver que ser aumentado, isso tanto pode dar certo como pode falhar. Afinal, não há dados sobre isso nos testes clínicos. 

Este texto faz parte da nossa newsletter do dia 28 de janeiro. Leia a edição inteira. Para receber a news toda manhã em seu e-mail, de graça, clique aqui.

Gostou do texto? Contribua para manter e ampliar nosso jornalismo de profundidade: OutrosQuinhentos