Dossiê Ucrânia: os neonazistas a um passo do poder

Oportunismo insano do presidente, vacilações da oposição liberal e paralisia da esquerda deram à ultra-direita controle das ruas. Ocidente co-responsável

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Oportunismo insano do presidente, vacilações da oposição liberal e paralisia da esquerda deram à ultra-direita controle das ruas. EUA e Europa são co-responsáveis

Por Oleg Yasinsky, na Agência Rebelión | Tradução: Ricardo Cavalcanti-Schiel

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Uma vez, já faz tempo, trabalhando com turismo, tínhamos que organizar um voo para uma ilha do Pacífico. Os pilotos explicaram que para obter permissão de decolagem, era preciso primeiro ter a confirmação da aterrizagem bem sucedida do avião que chegou antes, já que no caso de um acidente na pista, um segundo avião não teria onde aterrizar, e uma vez passado o ponto de não-retorno, definido pela distância e pela reserva de combustível, o avião a caminho simplesmente ficaria sem opções. Lembro-me o quanto me impressionou esse conceito de “ponto de não-retorno”, que escutei então pela primeira vez. Também me perguntei se o termo seria aplicável à historia das sociedades. Depois dos últimos acontecimentos no meu país, a Ucrânia, lembrei-me disso e voltei às mesmas perguntas.

Depois da trágica e fulminante queda da União Soviética, a Ucrânia, sua segunda república depois da Rússia em população e nível de desenvolvimento, entrou no turbulento período de sua história independente. Apesar de uma infinidade de problemas econômicos e políticos, à diferença dos seus vizinhos, a Ucrânia permaneceu neste quarto de século sob uma invejável paz social, e meus compatriotas reiteraram-me várias vezes o mito narcisista e sedutor do “caráter nacional pacífico” dos ucranianos, tão diferente do arco que vai dos bósnios aos chechenos, de gente capaz de tanta barbárie.

A partir de meados de janeiro deste ano, ninguém mais vai acreditar nesse conto. Derramou-se sangue. Desde a libertação de Kiev da ocupação nazista em 1944, a capital ucraniana não via cenas desse tipo. Os principais meios noticiosos do mundo mostraram Kiev em chamas, milhares de manifestantes, policiais, armas, bandeiras e outras figuras midiáticas, como sempre, praticamente sem qualquer contexto, entorpecendo o espectador com a sua usual anedota da luta do bem contra o mal ou da democracia contra o totalitarismo.

Sem dúvida estamos diante de um fenômeno que ainda não conseguimos entender por completo.

No território ucraniano se enfrentam hoje dois grandes predadores: o capital ocidental e o capital russo, diante dos quais os oligarcas ucranianos espreitam como chacais, à espera do momento certo para apostar no mais forte. Seguramente, no futuro vão se escrever vários livros sobre o trabalho dos serviços secretos estrangeiros na Ucrânia deste princípio de século. Desse tema já falam, e falarão ainda muito, mudando o foco de acordo com as colorações ideológicas.

Abordaremos, no entanto, outro tema, de momento menos midiático: as causas mais profundas do descontentamento popular na Ucrânia. Alguma coisa aconteceu nesse país, ainda ontem tão pacífico e tolerante, e que agora busca desesperadamente mudanças urgentes, sem distinguir os meios e as forças que hoje prometem assegurá-las.

Os protestos, cada vez mais violentos, contra um governo de direita, cada vez mais violento, são encabeçadas por grupos de ultra-direita também cada vez mais violentos. Lamentavelmente, essa ultra-direita tem agora cada vez mais aceitação social. Isso acontece porque a ultra-direita age contra um governo corrupto, que praticamente perdeu sua legitimidade frente à maioria dos ucranianos, enquanto uma outra direita, agora uma terceira, a da oposição democrática, a dos contos europeus e prantos por Yulia Timoshenkoi, não teve mérito e capacidade para encabeçar os protestos populares. Assim, melhorando os cálculos, essa guerra interna ucraniana já não seria sequer entre duas, senão entre três direitas.

Um jornalista ucraniano certa feita comparou o papel da ultra-direita nacionalista em sua luta contra o governo com o papel dos fundamentalistas muçulmanos na “Primavera Árabe”. Uma vez considerada a enorme diferença cultural e histórica entre os dois casos, a comparação parece interessante e digna de um estudo mais aprofundado.

Criticando ou defendendo o partido fascista ucraniano “Svoboda”, a mídia local usualmente ignora o fato de que, há não mais que quatro anos, esse partido não passava de um grupelho de fanáticos, cujo apoio eleitoral se expressou em tão apenas 0,12% dos votos. Ao ganhar a eleição presidencial, o atual mandatário do país, Vítor Yanukovich, pensando na sua futura reeleição, resolveu dar luz verde ao Svoboda e à sua propaganda porque, conforme seu cálculo, só poderia ser reeleito se seu futuro rival fosse um sinistro candidato fascista. Nas eleições parlamentares de 2012, o Svoboda obteve 10,44% dos votos e até o momento duplicou ou até mesmo triplicou o número de partidários.

O nível de aprovação do presidente Yanukovich, por sua vez, está em torno dos 12,6%. Se as eleições fossem hoje, com segurança Yanukovich perderia para um candidato neonazista. Entre outras coisas, essa seria uma prova a mais da destruição da memória histórica do povo ucraniano. Lembremos que na Segunda Guerra Mundial, que para nosso povo foi a Grande Guerra Pátria, morreu um de cada seis habitantes do país. Minhas congratulações às novas mídias: livres, divertidas, democráticas e anticomunistas. Uma frase típica, que ressoa nas ruas de Kiev, vaticina: “Não são fascistas, são apenas nacionalistas”. Outras parecem mais reflexivas: “Melhor os fascistas que os bandidos”. Uma das características dessa pós-modernidade neoliberal é o rápido retrocesso mental pelo qual se confunde a pátria com as bandeirinhas.

Para imaginar o pano de fundo social do drama ucraniano, tomemos em conta que os preços ao consumidor no país são similares aos da Europa Central e que a aposentadoria mínima é equivalente a 100 dólares mensais, com a média chegando a 170 dólares, que é paga com muito atraso. As aposentadorias que se pagam sem atraso são as dos ex-deputados, que, por sua vez, podem alcançar os 15.300 dólares mensais. A família do presidente Yanukovich, tal como a de Somoza na Nicarágua, controla grande parte da economia do país. Seu filho Aleksandr é a quinta pessoa mais rica da Ucrânia. Ele começou seus negócios há poucos anos, arrendando ao governo os helicópteros recém privatizados.

Na Ucrânia, fala-se bastante do seu atual presidente, que quando jovem foi um assaltante e esteve preso por roubos acompanhados de violência. Na realidade o jovem Vítor Yanukovich, criado pela avó, vivia nos subúrbios de um povoado mineiro, e aos 17 anos foi condenado a um ano e meio de prisão por pertencer a uma gangue que roubava gorros de pele dos transeuntes. Comparadas às fábricas, terras, palácios e somas milionárias do Estado roubados por tantos políticos ucranianos, as ternas lembranças de adolescência de seu presidente são uma piada que não mereceria maior atenção, ainda que a mídia assegure o contrário.

A propósito do curioso “sonho europeu” dos ucranianos, há seis meses estive na Ucrânia Ocidental, o berço do atual nacionalismo, e visitei cidadezinhas fantasmas: todos os seus habitantes se foram, para trabalhar na Europa Ocidental ou na Rússia. Pedreiros, motoristas, empregadas domésticas e prostitutas ucranianas continuam invadindo os mercados de trabalho formal e informal da Europa e do mundo. Enquanto muitos latino-americanos voltam para seus países de origem, saindo da Europa, os ucranianos não param de chegar. Em comparação com a realidade do país, a Europa para eles, mesmo em crise, continua sendo quase um paraíso. “Não tem comparação!” — dizem. Uma mulher de um povoado perto de Lvov, que tem seus quatro filhos e dois netos espalhados entre a Polônia e a Itália, me explicava: se pudéssemos ganhar aqui, trabalhando em qualquer coisa que fosse, pelo menos (o equivalente a) uns 150 dólares por mês, ninguém iria embora. Para sair do país rumo ao Ocidente, os ucranianos necessitam vistos. Os vistos para o paraíso europeu não são dados a todos. Para muitos ucranianos, essa é a verdadeira razão do misterioso desejo de que o país seja membro da União Europeia.

E o que estaria acontecendo com a esquerda ucraniana? Quase nada, porque quase não existe. O Partido Comunista da Ucrânia, que até a semana passada foi aliado do governo de direita de Yanukovich, agora, seguindo seu instinto oportunista, “se indignou com a repressão” e “rompeu com o regime”. Muitas vezes, acho que a última esquerda verdadeira do país foi, na verdade, aniquilada nos campos de concentração de Stálin. Os grupelhos da esquerda ucraniana, mais um punhado de indivíduos que organizações, estão completamente ultrapassados pela magnitude dos acontecimentos atuais. Frente aos fatos, encontram-se divididos: uns optam por “estar com o povo” e “primeiro acabar com o regime e depois ver o que se pode fazer”; outros dizem que “esta guerra não é nossa” e que a derrota do atual governo conduzirá o país a uma ditadura muito pior. Ambas as posturas são honestas e reconheço que me sinto esquizofrenicamente dividido, dando razão às duas e olhando comodamente de longe.

À microscópica esquerda ucraniana, que critica o povo por seguir as direitas, eu gostaria de recomendar que relesse o poema “Solução”, de um grande alemão e grande comunista chamado Bertolt Brecht: “Depois da revolta de 17 de junho / o secretário da União de Escritores fez distribuir panfletos na avenida Stálin / declarando que o povo havia rompido com a confiança do governo / e que só poderia recuperá-la redobrando o trabalho. / Não seria mais simples para o governo, nesse caso, / dissolver o povo e escolher outro?”

Muitos na Ucrânia falam de uma “ditadura fascista” de Yanukovich e quando tentam explicar a situação a um latino-americano, por exemplo, definem o presidente como um “Pinochet ucraniano”. Sem que eu sinta qualquer coisa de positivo com relação a essa figura, não hesito em afirmar que uma verdadeira ditadura é algo bem diferente, e significa níveis de repressão e bestialidade absolutamente diferentes, que tomara que os cidadãos da Ucrânia jamais cheguem a conhecer.

Meu amigo Andrei Manchuk, uma pessoa muito honesta, e além disso um dos poucos jornalistas ucranianos de esquerda, afirma com toda segurança que Vítor Yanukovich, sem dúvida, é um ladrão e delinquente, mas idiota não é — e jamais teria ordenado tortura e assassinato de opositores, porque realmente não lhe convém. Andrei disse que Yanukovich é um adversário débil e indeciso, e que seu governo não caiu há um mês apenas porque a “oposição” só busca o poder, mas não quer arcar com responsabilidade alguma em um país saqueado e em colapso. Os únicos que não têm medo são os neonazistas.

Vários analistas ucranianos afirmam que, pela mesma razão da debilidade do presidente, aliada a um repúdio cidadão generalizado a ele, Yanukovich deixou de representar uma solução e se converteu em um problema. Tanto Putin como vários oligarcas ucranianos (e outros atores) já teriam optado por desfazer-se dele e substituí-lo por alguém mais hábil e carismático.

Exponho a seguir um resumo de dois olhares ucranianos, que refletem bastante bem duas posturas internas, predominantes entre quem não se identifica com nenhuma das três ou mais direitas nacionais. Não se trata de una tradução literal, mas de uma síntese.

(texto 1 ucrânia)

(texto 2 ucrânia)

Sem estar de acordo em tudo com essas opiniões, sinto que refletem bastante bem o sentimento geral das pessoas que não compartilham as paixões nacionalistas das novas “vanguardas” ucranianas.

Enquanto isso, em Kiev continuam circulando os rumores de todo tipo. Falam de centenas de sequestrados por órgãos de segurança, contam que o governo soltou todos os delinquentes perigosos. Das províncias chegam a Kiev, fora de horário, estranhos trens com jovens musculosos, contratados a 50 dólares por dia, para “ajudar a manter a ordem”. Desconhecidos matam um policial à paisana durante a noite. O ódio cresce e se expande. Grupos de manifestantes ocupam edifícios do governo regional e nacional. O movimento rapidamente se expande em direção ao sul e ao leste do país, territórios tradicionalmente pró-russos e politicamente mais passivos. Ao mesmo tempo, um ex-ministro da Defesa chama os cidadãos a se defender com as armas diante da violência policial. Os manifestantes anunciam a criação da “Guarda Civil”. Circulam listas oficiais com centenas de presos políticos. Uma recente investigação jornalística desmente como sendo uma falsificação o vídeo dos policiais que desnudam um manifestante; no entanto não sabemos se esse desmentido é correto ou não. Não obstante, outros mortos e torturados com certeza são reais. A maioria dos autores desses crimes são anônimos e temos muitas razões para desconfiar das “versões oficiais” de ambos os lados. Temos também, no entanto, todos os fundamentos para acreditar que os grupos econômicos que estão por trás da atual crise podem estar incentivando a divisão do país e o choque entre seus cidadãos, para, em seguida, substituir a besta Yanukovich por algum outro, mais sutil e carismático, mas talvez muito mais parecido a um ditador fascista que o atual presidente.

Concluindo, vejo entre os sinais mais dolorosos do drama ucraniano a expansão de uma epidemia galopante de cegueira e surdez completas, onde só se abre espaço à intolerância, matéria-prima para uma guerra civil.

O nome do meu país, Ucrânia, provem de duas palavras do eslavo antigo: “u kraia”, que significam “na beira”; coisa que refletia a localização geográfica de suas terras, no limite sudoeste dos territórios eslavos. Agora, o nome Ucrânia parece voltar a refletir sua localização, na historia dos tempos que correm.

i Ex-primeira ministra, proeminente figura da oligarquia do gás e petróleo e antiga líder política da chamada “Revolução Laranja”, de 2004; opositora ao atual presidente; hoje presa por conta de um polêmico processo judicial. (Nota do tradutor).

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4 comentários para "Dossiê Ucrânia: os neonazistas a um passo do poder"

  1. Sonia Diemer disse:

    É muito triste assistirmos toda essa decadência e miséria que é a incapacidade de se tornar “SERES HUMANOS”, como é difícil para as pessoas girarem o botão e darem o grande salto quântico em termos de Humanidade, já que isso ainda não foi conquistado e assim a grande maioria permanece no estágio de bicho, nem é de animal é bicho mesmo, aquele que briga por algo que a MORTE vai lhe subtrair mais cedo ou mais tarde e terá de prestar contas do que lhe foi confiado pelo UNIVERSO, É inquestionável, Leis de Causa e Efeito. Pessoas, saiam do coma, acordem para ver além desse mísero poderzinho que vai virar pó. Um Brinde A VIDA em todo seu esplendor;

  2. Wagner disse:

    Nao consegui entender ainda o motivo, onde tudo começou, alguem pode me ajudar?

    • luis disse:

      o motivo já vem de vários anos atras,os Ucranianos não querem estar a sombra da Russia,querem ser um pais independente,a Russia é a principal razão para estes conflitos que já se aguardavam a muito tempo,a recusa do acordo comercial entre a Ucrânia e a Europa foi a gota de água que faltava…pois a Ucrânia foi praticamente ameaçada pela Russia…. essas são as principais razões destes conflitos,embora existam muitos outros que ajudaram a levar o povo Ucraniano a agir desta maneira,foram muitos anos a trabalhar para ver os seus políticos a roubar o que era deles….a ultima coisa que o povo Ucraniano quer é ser uma colonia Russa,eles preferem morrer,e isso já se viu nestes conflitos….

  3. Agnaldo Milani disse:

    TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
    SERÁ QUE FORÇAS OCULTAS ENSEJAM CERTAS CIRCUNSTANCIAS A FIM DE OBTEREM VANTAGENS EM SEUS PLANOS SECRETOS.
    E NO BRASIL. O que podemos aprender com a desgraça Ucraniana
    Preambulos
    A vantagem da economia de mercado comparada ao regime dos antigos paises socialistas (que caíram) é que não ficam estagnadas, havendo rapidez e eficaz progresso econômico oriundo da competividade de mercado, incentivo a inovação e inventos tecnológicos, tudo isso muito bem conhecido de todos. O fracasso das economias dos paises da antiga cortina de ferro ficaram escancaradas. E podemos inferir que idéias marxistas já deveriam estar desde há muito enterradas na história, pois já provaram serem equivocadas.
    Quem sonha em ir morar e viver em CUBA?
    O trabalho, o esforço, tudo DEVE coadunar para que as famílias sejam detentoras do resultado positivo de seus esforços (os frutos de seus labores e empreendimentos próprios). E não os governos. Trabalhar para o governo e receber sua ração mensal não dá condição de impulcionamento de uma economia alicerçada na liberdade e criatividade e competividade de mercado.
    Nos paises comunistas o governo é quem EDUCA as crianças e não suas respectivas famílias. Aí o ódio dos comunistas pelas famílias de origem judaico-cristãs, pois estes EDUCAM seus rebentos a revelia da cartilha dos comunistas. O Governo é que dá a ração (bolsa família). Você deveria então esperar TUDO do governo. E não se esforçar em nada. Esse é um discurso para os ditos excluídos, pois basta não fazer nada e exigir seus direitos de cidadão. Comida, roupa, moradia, tudo por conta do governo. Sem nenhum esforço seu. Que maravilha.
    Mas infelizmente tudo isso É UTÓPICO.
    Se existem hoje alguns mais ou menos privilegiados. Certamente é porque no passado seus pais ou avós se esforçaram e muito. E lograram conquistar algo para suas respectivas famílias.
    Mas esse discurso não é interessante para aqueles que pensam que TUDO DEVE CAIR DO CÉU. (Idéias que são vendidas pelos neo-comunistas, que infelizmente ainda sonham em criar um regime de estagnação nesta nação)
    No cenário internacional podemos observar no noticiário algo interessante:
    Estranho que de uma hora para outra, de repente, surgem movimentos de manifestação e protestos já com quites de manifestação na mochila. Roupas e aparatos pré desenhados, modus operandi semelhantes às guerrilhas urbanas, como aquelas articuladas na primavera árabe no oriente médio. No Brasil os tais Blackblocs é um exemplo, na Ucrânia os Neo-Nazistas (usam roupas semelhantes, utensílios e modus operandi idênticos). No oriente médio também pipocam rebeliões contra governos (E tais rebeldes aparentemente muito mais se assemelham a MERCENÁRIOS contratados do que ao povo cidadão comum desses paises). Será que Tudo isso é uma coisa espontânea e natural. Ou por ventura, há ALGUÉM por traz desses movimentos, que é claro, não deve ser espontâneo do povo comum desses lugares. E sim articulados por AGENTES invisíveis a serviço de forças OCULTAS.
    No Brasil, em algumas cidades, de repente, aparecem (do nada) veículos desembarcando quites de manifestação de seus porta malas. E aí começa pneus queimando, megafones, palavras de ordem (sempre com apelos antigos iguais dos antigos comunas). Eu mesmo pude presenciar uma em frente ao CDP de Mogi das Cruzes. E o teatro é o mesmo: atacar a força policial e criar interdições nas vias públicas. Possível inferir que não eram pessoas do lugar (Não eram cidadãos comuns dessas cidades, mais gente de fora, grupos de manifestantes profissionais). Em Suzano a semelhança de outras cidades houve diversos ônibus queimados, bem como outros veículos particulares e caminhões. Turbas de insurgentes contra qualquer coisa começam do nada a fazerem CAOS e espalhar pânico nas pessoas de bem.
    No noticiário observamos os policiais sendo fuzilados (nos morros ditos PACIFICADOS do Rio de Janeiro) , sem muita chance de defesa, porquanto os armamentos dos grupos de narcotraficantes são muito mais superiores (armas de guerra) do que dos agentes do estado. (O estado está fraco até nos seus equipamentos, pois o CRIME possui financiamento e orçamento fabuloso do dinheiro muito abundante dos grupos organizados a serviço do demônio).
    No campo jurídico, NÃO SE MECHE nas leis, tudo está de bom tamanho (para o diabo) A população clama, por exemplo, para redução da menoridade penal. Mas os intelectuais orgânicos ligados às mentes de esquerda NÃO DEIXAM. Nada de mudança nas leis. Está tudo bom assim. As leis não mudarão, os benefícios aos criminosos violentos continuaram sendo dados (os tais indultos, regimes aberto, semi-aberto, totalmente aberto, semi escancarado, escancarado etc. . .)
    O CAOS, AS VEZES, INTERESSA a fim de ser implantados os planos sinistros de grupos ocultos.
    Há uma influência de idéias socialistas sobre nossos adolescentes (principalmente nas periferias), vendendo para eles uma idéia de NECESSIDADE DE LUTA CONTRA A BURGUESIA (Luta de Classes.)
    Lembrando que burguês para eles é qualquer pessoa que com seu esforço (ou de seus pais ou avós) lograram conquistar uma condição melhor do que dos ditos excluídos.
    Aí aparecem os tais R O L E Z I N H O S nos Shoppings ou Arrastões nas rodovias (familias são atacadas em seus veículos quando de um congestionamento em áreas dos ditos excluídos). Tudo está na moda nessa mesma época das tais MANIFSTAÇÕES. No campo (Sul da Bahia e Mato Grosso do Sul) está havendo uma espécie de incentivo a grupos de Pseudo indígenas para invadirem propriedades e assim criar um estado de beligerância no campo. Idéias de intelectuais orgânicos ligados à FUNAI (Órgão do Governo).
    Nos grandes centros urbanos há facções criminosas organizadas e armadas como guerrilha (O poder paralelo). E hoje já podem, se quiserem, criar um estado de guerra que as forças policiais certamente não tem poder de fogo para enfrentar (Reservistas das FARC)
    E como será que tudo isso é permitido pelo nosso governo (de tendência de esquerda, vinculado as idéias e diretrizes políticas do FORO DE SÃO PAULO). A quem eles obedecem? E por quê?
    Há uma influência dirigida e orquestrada por grupos seletos OCULTOS, invisíveis para a maioria das pessoas, tal ação secreta e bem articulada tem por objetivo viabilizar e ensejar uma futura situação de controle de massa e de nações consoante as suas diretrizes de interesses. Antes de apontar quem seriam tais grupos, preliminarmente devemos inferir a partir de certos acontecimentos alguns fatos ou lições que nos levarão a entender que TUDO está sendo cuidadosamente planejado e articulado para possibilitar haver no futuro um GOVERNO MUNDIAL CENTRAL sobre todas as nações e povos do mundo (Por ora, UM PODER OCULTO que tenta com relativo sucesso o controle de nações, instituições, comercio, pensamentos na mídia, opiniões. Eles podem derrubar governos ou mantê-los , dependendo se for conveniente para eles ou não.
    Quando grupos SELETOS, tremendamente afortunados (aí passa um extremo acima do simples capitalista, mas já estão no estágio de se transformarem num poder ARISTOCRÁTICO mundial, pois já não mais se interessam pela economia de mercado para o resto do mundo. Passam então a defender o oposto do capitalismo ( o comunismo para os paises pobres e emergentes), a fim de que outras nações não desenvolvam o que ELES lograram alcançar com a economia de mercado. Ou seja, passam e deter hegemonia de tecnologia e poder mundial (sem concorrência). Adquirem então mais e mais poder econômico e financiam governos socialistas (como fizeram no passado, parece estranho, mas é um plano para manter esses paises estagnados e sempre dependentes da tecnologia deles). Aí eles já estão como PODER ARISTOCRÁTICO no mundo, nesta fase possuem tal poder que são capazes de controlar a mídia no nível mundial (mídia em geral, pois compram todas as principais empresas que são da área de entretenimento, televisão, jornais e revistas de grande circulação, criam redes e depois tentam um monopólio disfarçado). Podem assim decidirem quais matérias jornalísticas podem ou não ser publicadas consoante seus interesses de formação de opinião acerca de TUDO. Para esses poderosos que já alcançaram o topo, passa a não ser mais conveniente haver economia de mercado e competividade, pois isso denotaria riscos aos seus interesses de hegemonia de tecnologia e poder sobre as economias mais frágeis ou emergentes. Para eles seria melhor que tais paises pobres fossem socialistas, para terem suas economias sempre engessadas na estagnação e consequentemente dependentes de uma economia forte, detentora de tecnologia ( a deles)
    O que realmente poderia ensejar um obstáculo nos planos desses poderes ocultos seria a CULTURA particular de povos milenares (sua religião, seus usos e costumes, seus valores morais, etc. . . ). Por exemplo, a maneira de ser de povos que possuem uma formação religiosa tal que não permitem serem facilmente influenciados por pensadores liberais da mídia, que tentam enfraquecer os valores de determinados povos, sucateando seus conceitos com novas idéias libertinas que paulatinamente minam valores morais e consequentemente A FAMÍLIA (a célula básica de qualquer civilização).
    O PODER OCULTO (no mundo) que detém um tremendo PODER ECONÔMICO, representados por fundações financiadas por esses poderosos, acabam ajudando nas idéias de propaganda socialista e comunista.
    Mas como pode ser isso? Aparentemente mostra ser absurda tal assertiva. Mas não é.
    Veja o que ocorre, por exemplo, na América Latina (Brasil mais especificamente).
    HÁ UMA INTENÇÃO DE CRIAR UM GOVERNO SOCIALISTA em todos os paises Latino Americanos (O FORO DE SÃO PAULO). Esses grupos ocultos de liderança mundial preferem uma América Latina presa numa planificação de economia socialista e engessada, a fim de não permitirem UM REAL PROGRESSO ECONOMICO desses povos. Pois o que eles verdadeiramente temem é paises com economia de mercado livres, pois poderiam não mais DEPENDER desses poderosos ocultos, que detém a tecnologia e o poder financeiro para controle do mundo consoante seus planos sinistros de governo mundial. Por isso mesmo que eles acabam ajudando esses grupos socialistas na América do Sul. É um casamento perfeito. Os comunistas querem ficar no poder a fim de colocar seus planos bolivarianos e Chavistas em ação. O Poder Oculto no Mundo financiam movimentos sociais (algumas revoltas também são financiadas por eles), a fim de incrementar os planos dos comunistas locais. Veja que até no oriente médio houve pipocando grupos rebeldes orquestrados por forças ocultas ( a tal de primavera árabe por exemplo).
    Paulatinamente , existe na América do Sul pensamentos acerca de mudança nos valores da sociedade, a educação depende das cartilhas da ONU. Tudo deve estar sob o controle dos intelectuais da ONU. Não caberia mais a família EDUCAR seus filhos com seus próprios valores morais. O estado educaria. Isso é marxismo.
    Estranhamente, há poucos anos, CLINTON ajudou (pelo menos aparentemente) as forças de segurança da Colombia a se livrarem dos cartéis de narcotráfico. Porque? Então, não ajudam a acabar com as FARC? Estranho não. Será que tais grupos de guerrilha narcotraficante teria um papel nos planos ocultos de poderosos do mundo no que concerne a derrubar as democracias da América Latina e implantar o Socialismo do FORO DE SÃO PAULO.
    Por que nas fronteiras secas onde o pó da cocaína tem LIVRE ACESSO. Como a fronteira com a Bolívia para o Brasil, da colômbia etc. . . (como também armas de guerra e munições chegam aos grupos de facções criminosas que já tem condição de derrubarem governos se assim o desejarem) NÃO há uma operação militar eficaz de patrulhamento para real combate ao narcotráfico e as influências perniciosas das FARC no território brasileiro?
    PORQUÊ NAS ESCOLAS PÚBLICAS NÃO HÁ UMA CAMPANHA EFICAZ DE CONSCIENTIZAÇÃO DOS ADOLESCENTES ACERCA DOS MALEFÍCIOS DOS ENTORPETENCES. Mas há AULAS DE SEXUALIDADE com cartilhas ensinando aos meninos e meninas como se masturbarem (os tais sexólogos fazendo apologia e incentivando inclusive o homosexualismo), distribuição e uso de preservativos para FURNICAÇÃO dos menores e degradação da família.
    NA AMÉRICA LATINA O COMUNISMO AINDA É UMA AMEAÇA.
    Cuidado conterrâneos meus , pois se houver UM PLANO SINISTRO DESSES , isso poderia ensejar em pesadelos para nossos descendentes.
    (O anticristo se voltaria contra o povo escolhido).
    Sei que vocês sabem do que estou falando. . .

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