As três ondas da globalização

A terceira, baseada na pós-indústria, pode estar se esgotando, mas não haverá retorno ao “consenso keynesiano” nem ao “socialismo real” e estatista. O que virá?

A terceira, baseada na pós-indústria e na economia de plataforma pode estar se esgotando, mas não haverá retorno ao “consenso keynesiano” nem ao “socialismo real” e estatista. O que virá?

Por Eleutério F. S. Prado | Imagem: Sebastião Salgado

Introdução

Aquilo que é atualmente chamado de globalização vem de longe na história da era moderna. Como se sabe, trata-se de um processo que se iniciou por meio das “grandes navegações”, no século XV d.C. Ademais, como também se sabe, partindo daí, desenvolveu-se por cinco séculos para chegar a um estado atual que foi prefigurado no Manifesto Comunista, escrito em dezembro de 1847 e janeiro de 1848, por Karl Marx e Frederick Engels:

O descobrimento da América, a circum-navegação de África, criou um novo terreno para a burguesia ascendente. O mercado das Índias orientais e da China, a colonização da América, o intercâmbio com as colônias, a multiplicação dos meios de troca e das mercadorias em geral deram ao comércio, à navegação, à indústria, um surto nunca até então conhecido, e, com ele, um rápido desenvolvimento ao elemento revolucionário na sociedade feudal em desmoronamento. (…). A necessidade de um escoamento sempre mais extenso para os seus produtos persegue a burguesia por todo o globo terrestre. Tem de se implantar em toda a parte, instalar-se em toda a parte, estabelecer contatos em toda a parte.

A globalização é um processo complexo cuja descrição cabal exige um escrito de centenas de páginas. Entretanto, pode-se apresentar o seu desenvolvimento mais recente sumariamente – ou seja, considerando apenas o último século e meio – por meio de um indicador da evolução do comércio internacional em nível mundial. Dispondo então da razão entre o volume de comércio internacional e o PIB global, ano a ano, para tal período secular, pode-se apresentar graficamente o movimento secular da globalização em suas altas e baixas em torno de uma tendência que parece ser sempre de crescimento.

As duas figuras em sequência mostram o processo da globalização de um modo que pode ser considerado como bem significativo. Antes de apresentá-las efetivamente, é importante mencionar que a datação de fenômenos históricos é sempre mais arte do que procedimento rigoroso. Aquela aqui apresentada – colhida, na verdade, num artigo de Thomas I. Palley [1], o qual, por sua vez, reflete uma literatura mais ampla – utilizou-se de alguns eventos históricos marcantes.

A estatística descritiva apresentada no gráfico em sequência mostra visualmente que o volume de exportações e de importações como proporção do PIB em nível mundial cresceu de 20% para 60%, entre 1870 e 2008. Ora, este é um resultado impressionante que comprova a tese da tendência à mundialização da relação de capital, tal como foi previsto por Marx e Engels.

A figura acima apresenta também, além da série histórica requerida, três grandes ondas de globalização: a primeira que tem início em meados do século XIX e que vai até o começo da I Guerra Mundial, em 1914; a segunda, que começa após o fim da IIª Guerra Mundial, em 1945, e que dura até a ascensão de governos neoliberais nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, em torno de 1980; a terceira, que se inicia em 1990, quando ocorre o colapso do “socialismo real”, mas que pode eventualmente não ter chegado ainda ao fim. No entanto, é preciso registrar que essa última onda se enfraqueceu fortemente quando sobreveio a crise de 2008, a qual se seguiu uma longa estagnação (que alguns consideram mesmo como uma longa depressão). É, pois, possível também que um novo período tenha sido inaugurado com a crise de 2008.

Note-se que os términos das ondas são marcados seja por regressão seja por estagnação do comércio internacional. Nesse sentido, houve evidente regressão entre 1914 e 1945 e pelo menos alguma estagnação entre 1980 e 1990. Ademais, passou a ocorrer – como mostra a segunda figura em sequência – pelo menos uma estagnação do volume desse comércio após 2008, indicando que a terceira onda parece ter entrado numa fase de esgotamento. Note-se, ademais, que uma tendência à estagnação ocorreu já após 1971, mas ela foi mascarada devido aos enormes aumentos dos preços do petróleo observados no período. Os inícios, em complemento, indicam retomadas do curso de longo prazo da globalização. E essa tendência – julga-se em consonância com Marx e Engels – reflete tanto um certo “caráter revolucionário” da produção capitalista quanto a sua natureza fortemente espasmódica e turbulenta.   

Palley caracteriza essas três ondas, pela ordem, como vitoriana, keynesiana [2] e neoliberal. As duas primeiras, segundo ele, devem ser vistas sob a lente tradicional da expansão do comércio mundial, mas a terceira, diferentemente, deve ser enxergada pela “lente da reconfiguração global da organização da produção”. Ora, como aqui se crê que mudanças históricas na produção capitalista de mercadorias encontram-se na base das três ondas assinaladas – e não apenas na última –, considera-se que a sua maneira de qualificar essas três vagas pode ser enganadora. É patente que, durante todo o período considerado, ocorreram sucessivas mudanças na própria “organização da produção” em nível nacional e global e que essas mudanças (a serem apresentadas) acabaram se refletindo de alguma maneira na superfície mais visível da economia como um todo, ou seja, no comércio mundial.

Para chegar a uma melhor compreensão do tema, é preciso considerar primeiro as grandes etapas históricas do capitalismo e, depois, os seus fundamentos na organização da produção.

Etapas do capitalismo

Há um consenso sobre a imensa evolução do comércio internacional a partir do último terço do século XVIII. Eis que ele cresceu ainda mais do que a produção mercantil que lhe serviu de base:

A ascensão do sistema mundial de comércio, tal como outras características da economia mundial moderna, inicia-se amplamente com a revolução industrial. Os imensos avanços tecnológicos no transporte e na comunicação então deslanchados – desde os navios a vapor, as estradas de ferro e o telegrafo até os automóveis, os aviões e a internet – reduziram fortemente o custo de mover bens, capital, tecnologia e pessoas pelo mundo. A “morte da distância”, empregando assim uma metáfora moderna – tem sido uma das mais importantes forças a moldar desde então o desenvolvimento econômico global desde os anos 1800 [3].

É nessa ascensão que as três ondas de globalização puderam acontecer. Note-se de início, então, alguns elementos de caráter bem geral que as caracterizam. Cada uma delas está evidentemente marcada não apenas por certo desenvolvimento da tecnologia de transporte e de comunicação, mas também pelo poder imperialista que prevalece historicamente; ora, no período aqui estudado, este passou da Grã-Bretanha para os Estados Unidos. A tabela em sequência apresenta essas diferenças esquematicamente:

Ainda que a evolução da tecnologia de transporte e comunicação tenha sido bem importante para o desenvolvimento do processo da globalização, aqui se quer focar centralmente a evolução do modo de organizar a produção capitalista em escala mundial, pressupondo, em consequência, o “imperialismo”. Pois, se tem claro que aquilo que se aponta com esse termo vem a ser uma estruturação de poder entre as nações, algo que existe e se mantém enquanto vigora e domina, em escala mundial, o modo de produção capitalista.

Nessa nota, por isso, adota-se a perspectiva de Milios e Sotiropoulos que se recusa a empregar esse termo para assinalar uma fase histórica do capitalismo. Segundo eles, a palavra imperialismo denota mais corretamente a hierarquia das relações de poder relativo das nações umas em relações às outras. Assim, se há sempre um poder hegemônico nessa hierarquia, este está assentado numa estruturação de poder que se estende para o conjunto das nações formando uma “cadeia imperialista”:

Desde o início o imperialismo tem sido uma característica básica do capitalismo historicamente existente. Não é, pois, produto de um estágio específico do capitalismo. Esta tese torna possível traçar muitos eventos e períodos históricos aparentemente diferentes à mesma causa estrutural. As batalhas para expandir as fronteiras, as lutas para adquirir mercados internacionais (…); o colonialismo, as guerras mundiais, as guerras regionais, os períodos de tensão e de alívio da rivalidade imperialista, a era da Guerra Fria: tudo isso são simplesmente formas históricas distintas das conexões efetivas entre os elos da cadeia imperialista, isto é, a trama contraditória e desigual de poder que conecta as diferentes formações sociais no plano internacional. [4]

Nessa perspectiva, para melhor compreender as três ondas de globalização é preciso dispor de uma periodização do capitalismo enquanto formação histórica que tende a mundialização. Como já se escreveu no passado [5], com base em escritos de Marx, considera-se que a história secular da produção capitalista na era moderna tem três momentos fundamentais: o da manufatura (que vai do século XVI até o último quartel do século XVIII), o da grande indústria (que vai até a década dos anos 1970) e o da pós-grande indústria (da última década citada em diante). Ora, esses três modos de fundar a produção de mercadorias constituem as bases estruturais do desenvolvimento do próprio modo de produção capitalista tomado como um processo que expande e intensifica a globalização.       

Após a fase da manufatura, nasceu e cresceu o que ficou conhecido como capitalismo industrial. Aqui se enfoca principalmente apenas o período histórico em que este se concretiza. Entre 1770 e 1870 e entre 1980 e 1991 se tem dois subperíodos de significativas transições; neles se formaram, respectivamente, a grande indústria e a pós-grande indústria. Nessas fases de transição subsistiram de maneira importante aqueles modos de produzir que se estabilizaram nos momentos históricos anteriores. Assim, a manufatura ainda se mostrou importante na primeira metade do século XIX e a grande indústria não foi inteiramente ultrapassada nas décadas imediatamente após 1980.

De 1870 em diante tem-se, pois, uma extensa fase em que se expande e se   consolida-se a grande indústria, mas também em que surgem finalmente barreiras internas à sua subsistência e manutenção. Note-se que esse período tem um significado especial na compreensão de mundo que vem de Marx porque ele próprio considerou a grande indústria como o modo de produzir mercadorias especificamente capitalista. Note-se que esse espaço de tempo que excede um século, na perspectiva aqui desenvolvida, contém dois subperíodos (a serem explicitados). De qualquer modo, a fase da grande indústria é superada a partir de 1970 do século passado. Com o esgotamento do grande boom do após guerra surgiram entraves ao desenvolvimento do capitalismo que levaram a mudanças na organização da produção capitalista internamente às nações e internacionalmente.

Note-se que as ondas da globalização manifestam de algum modo o caráter bem-sucedido da acumulação de capital em nível mundial em certas condições históricas. Eis que se formam no correr do tempo determinadas configurações da produção capitalista e estas produzem prosperidade por um certo período, mas acabam por entrar em declínio relativo, tal como ocorreu entre 1914 e 1945, entre 1980 e 1990, e após 2008. Essas configurações, que se sucedem formando “períodos”, surgem como respostas sistêmicas do capitalismo às suas próprias barreiras e crises de desenvolvimento. Como se sabe, a produção capitalista – a concorrência bestial dos capitais – cria barreiras para si mesma, supera essas barreiras, para criar novas e maiores barreiras. Eis que a relação de capital é, como também se sabe, um sujeito social objetivo que impõe imperativos aos sujeitos humanos.   

Essas fases advêm das contradições do capitalismo, mas se configuram e aparecem como respostas que são construídas administrativa, política e geopoliticamente pelos agentes-suportes da relação de capital frente ao evolver das forças produtivas e das relações de produção e, assim, das lutas de classes em geral. Eis que essas lutas se dão entre as classes dominantes dos estados nacionais, mas não ocorrem sem estar fundadas nas lutas entre as suas frações, assim como nas lutas entre elas e os trabalhadores, no interior dos estados nacionais.

Subsunção do trabalho ao capital

Note-se, agora, que estas três formas históricas de organizar a produção de mercadorias, as quais subsistiram e evolveram no interior do modo de produção capitalista, foram caracterizadas pelo próprio Marx como formas historicamente determinadas por meio das quais se deu e, assim, se concretizou, o que ele mesmo denominou de subsunção do trabalho ao capital. Nessa perspectiva, para distingui-las, em O capital, ele associou à manufatura e à grande indústria, respectivamente, a materialização da subsunção meramente formal e da subsunção formal e real do trabalho ao capital. [6] Com base em textos dos Grundrisse, é possível distinguir, então, duas formas algo distintas de subsunção real: uma primeira, material, que se consolidou na grande indústria propriamente dita e uma segunda, intelectual, que se concretizou na pós-grande indústria. [7]

Por meio da subsunção formal, o trabalhador se torna juridicamente subordinado ao capital e se transforma, assim, em trabalhador assalariado. Por meio da subsunção real, o trabalhador deixa de ser o condutor do processo de trabalho; é atrelado ao sistema produtivo, passando, então, a ser conduzido de algum modo por sua própria lógica de funcionamento. A subsunção é dita material quando o trabalhador se torna peça ou “apêndice” de um sistema de máquinas baseado em tecnologias mecânicas. A subsunção real torna-se intelectual quando o trabalhador passa a atuar mormente como cérebro-servidor de um sistema produtor de mercadorias que está cada vez mais dependente das tecnologias da informação e comunicação.

Deve ser enfatizado que a periodização do capitalismo aqui retomada não está fundada em quaisquer características aparentes do capitalismo, mas na consolidação consecutiva das formas da subsunção do trabalho ao capital, ou seja, nas formas societárias que visam manter e expandir a relação de capital e, assim, extrair parte crescente do valor produzido pelo uso da força de trabalho. É preciso notar que, sob a subsunção formal, a lógica da extração de mais-valor funda-se no mais-valor absoluto. E que, sob a subsunção real e material, ela passa a se fundar no mais-valor relativo.

A subsunção formal e a subsunção real, entretanto, não se excluem uma da outra, ao contrário, combinam-se sempre, histórica e dialeticamente, para ampliar sempre mais a subordinação do trabalho ao capital. Note-se que a subsunção formal é uma condição necessária da subsunção real e que o capitalismo avança estendendo sempre mais relação de assalariamento e, ao mesmo tempo, aprofundando a exploração por meio do aumento da produtividade do trabalho. Contudo, é preciso ver também que a lógica própria da primeira predomina no período manufatureiro e que a lógica própria da segunda passa a predominar no período da grande indústria.

Na perspectiva aqui abraçada, a primeira e a segunda ondas de globalização ocorrem no interior do extenso período histórico em que a grande indústria se solidifica, estando ambas marcadas, portanto, pelo vigor da extração de mais-valor relativo:  a primeira acontece sob a hegemonia do imperialismo britânico e a segunda sob a hegemonia do imperialismo norte-americano. Na fase britânica, o seu núcleo dinâmico são as indústrias nacionais e, na fase, norte-americana, este passa para as indústrias multinacionais. Em ambos os casos se verifica um processo expansão do capital que combina elevação da produtividade do trabalho nas esferas e áreas já dominadas por ele com a expansão da relação de capital para novas esferas e novas áreas. Ora, essa expansão se dá por meio de certas configurações de imperialismo.

A terceira onda sobrevém quando passa a se consolidar a pós-grande indústria. Está nasce para superar os entraves ao desenvolvimento da grande indústria no centro do sistema, os quais aparecem, grosso modo, já na década dos anos 1970. O seu impulso principal vem do nascimento e da expansão de formas de organização do trabalho que visam ir além da extração de mais-valor relativo. Ademais, para enfraquecer o poder dos trabalhadores no interior dos estados nacionais, sobrevém o que está sendo chamado de economia de plataforma, isto é, um sistema em que a produção é distribuída entre os países – e se move entre eles – visando minimizar o custo da produção.

A subordinação dos trabalhadores é reforçada não só por meio do emprego das novas tecnologias de processamento de informação e de comunicação, mas também por outros meios. Como a expansão da pós-grande indústria se dá sob a égide do capital de finanças, a subsunção financeira do trabalho ao capital – que não é nova historicamente – ganha enorme importância nessa fase de desenvolvimento do capitalismo.[8] Ademais, como a subsunção do trabalho ao capital se torna societária e totalizante, ela passa a depender também, fortemente, das técnicas aprimoradas de manipulação ideológica e midiática. Como observou Jacques Camatte ainda no final da década dos anos 1960, “com o desenvolvimento da cibernética, o capital incorpora e se apropria do cérebro humano; agora não são apenas os proletários – os produtores de mais-valor – que são subsumidos ao capital, mas todos os humanos”. [9]

O evolver da relação de capital descobre agora novas formas de extração de mais-valor absoluto, agora por meio da precarização, terceirização, superexploração do trabalho assalariado, assim como da espoliação dos trabalhadores seja na esfera da produção seja na esfera do consumo, no centro e na periferia do sistema. Tais formas sobrevêm, então, como formas contemporâneas – neoliberais e cínicas – de manter o domínio do capital não só sobre o trabalho, mas também sobre a vida humana em geral. Pois, as promessas de civilização que o capitalismo continua oferecendo se tornaram agora não apenas meras miragens, mas ilusões genocidas cada vez mais perigosas.

O desenvolvimento da globalização no último século e meio, pela via das três ondas sumariamente apresentadas é perfeitamente consistente com a lógica do capital que visa o lucro e não o bem-estar dos seres humanos e que concede este último apenas circunstancialmente, isto é, somente enquanto o primeiro está bem contemplado. A saudade da “era de ouro”, o protesto dos representantes dos sindicatos nos países centrais, não comovem quase nada os chamados CEO’s – chief executive officers – do capital transnacional.

Nesse sentido, aqueles como o economista pós-keynesiano aqui citado, que pensam a partir dos interesses imediatos dos trabalhadores do primeiro mundo, deveriam ficar ainda mais preocupados com o futuro do que com o passado. A terceira onda pode estar se esgotando, mas não haverá retorno ao “consenso keynesiano”. O “socialismo real” e estatista – advirta-se – também não retornará.

Sabe-se isso, sabe-se também – tal como um gráfico anterior mostrou – que a terceira onda de globalização estacionou, mas, como diz o próprio Palley, “ ‘estacionar’ não deveria ser confundido com ‘acabar’. A economia de plataforma está aí para ficar”.[10] Sim, mas agora, sob grande e crescente rivalidade entre os Estados Unidos, a União Europeia e a China.[11] As guerras comerciais estão de volta; novas guerras propriamente ditas podem eclodir. Um colapso ecológico está provavelmente se aproximando. Uma debacle do sistema financeiro mundializado pode ocorrer em futuro não muito distante. Logo, parece estarem desaparecendo quaisquer razões para continuar esperando algum desenvolvimento humano no capitalismo, quando o desenvolvimento humano é aquilo que não se pode deixar de esperar.  

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[1] Palley, Thomas I. – Three globalizations, not two: rethinking the history and economics of trade and globalization. FMM working paper, Macroeconomic Policy Institute, 2018.

[2] Segundo Palley, a segunda onda teria começado já em 1972. Assim sendo, não teria havido, tal como mostra o primeiro gráfico acima apresentado, um período de declínio do comércio internacional entre 1980 e 1990.

[3] World Trade Report, 2013 – Factors shaping the future of world trade, p. 46.

[4] Milios, John e Sotiropoulos, Dimitris P. – Rethinking imperialism – A study of capitalist rule. Palgrave/Macmillan, 2009.

[5] Ver Prado, Eleutério F. S. – Pós-grande indústria e neoliberalismo. Revista de Economia Política, vol. 25 (1), 2005, p. 11-27.

[6] Um apanhado sobre o significado e o uso dessa categoria em Marx e no marxismo encontra-se em Clover, Joshua, Subsumption and crisis. The Sage Handbook of Frankfurt School Critical Theory. Sage, 2018, p. 1567-83.

[7] Ver Prado, Eleutério F. S. – Pós-grande indústria: trabalho imaterial e fetichismo. Crítica Marxista, nº 17, 2003, p. 109-130.

[8] Em suma, agora, os trabalhadores são não apenas explorados, mas também espoliados; tornam-se trabalhadores endividados, pagadores de juros. Ver Prado, Eleutério F. S. – Subsunção financeira do trabalho ao capital. Princípios, nº 154, mai.-jun. 2018.

[9]  Camatte, Jacques – Capital and community. Londres: Unpopular books, 1988.

[10] Idem, p. 32.

[11] Nesse sentido, o seguinte artigo é bem interessante: Palley, Thomas – Globalization Checkmated? Political and geopolitical contradictions coming home to roost. Political Economy Research Institute, 2018.

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